sexta-feira, 8 de julho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Meias- Finais


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Foto: D.R. Arquivo Nova Gazeta

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Portugal 2 – 0 País de Gales
Finalmente uma vitória nos 90 minutos. No Domingo, outra vitória em Paris, será pedir muito?

Marselha, 23.06.1984 – França 3 – 2 Portugal (Meia-final do Euro 84)
Bruxelas, 28.06.2000 – França 2 – 1 Portugal (Meia-final do Euro 2000)
Lisboa, 04.07.2004 – Portugal 0 – 1 Grécia (Final do Euro 2004)
Munique, 05.07.2006 – Portugal 0 – 1 França (Meia-final do Mundial 2006)

Quatro motivos, uma vontade para Saint-Denis: A VITÓRIA. Portugal tem contas a ajustar com a França. Por duas vezes os franceses afastaram a nossa selecção de uma final de um europeu de futebol. A primeira em 1984 e a segunda no ano 2000. A outra final que a França nos privou foi no mundial de 2006, na Alemanha. Pelo meio, temos a nossa única final alcançada, no nosso Euro 2004, que pela primeira vez irá servir para ver se aprendemos com os erros. Pode ser que façamos como os gregos e que estraguemos a festa aos anfitriões.

Mas para aqui chegar, tivemos de passar a sensação vinda do Reino Unido – o País de Gales – que, a par da Islândia, fez um europeu a todos os títulos notável. Numa primeira parte em que o equilíbrio no marcador se manteve, houve algumas oportunidades de parte a parte, mas Portugal soube sempre equilibrar a equipa, para não ser apanhado em desvantagem.

Na segunda parte, Ronaldo mostrou uma vez mais porque está num patamar acima da maioria, ao apontar um majestoso golo de cabeça, após elevação magnânima perante a apatia dos defensores galeses. Contribuição preciosa para o lance foi também o cruzamento de Raphael Guerreiro, após canto de João Mário. Estava desfeita a igualdade, e mal os galeses tiveram tempo de reagir, Portugal eleva o marcador por intermédio de Nani, 3 minutos depois. Portugal dava um passo de gigante rumo à final de Paris.

Gareth Bale e seus pares ainda tentaram reduzir a diferença no marcador, mas as alterações que Fernando Santos introduziu na equipa acabaram por refrescar o plantel, sem perder a noção do que havia a defender.

Merecido, dirão os Franceses? A ver vamos, no Domingo.

Alemanha 0 – 2 França
Terceira final antecipada… e a França emerge do lago dos tubarões

A campeã europeia Espanha já tinha caído aos pés dos italianos, que por sua vez caíram perante os alemães. Agora, perante os anfitriões do torneio, os campeões mundiais tinham a oportunidade de juntar os dois maiores títulos de selecções. Mas a França queria fazer juz ao seu registo imaculado quando joga em casa. Em 1984, foi campeã da europa. Em 1998, foi campeã mundial.
Esta meia-final começou com o equilíbrio que se esperava, mas cedo a França percebeu que o melhor seria recuar as suas linhas e dar a iniciativa de jogo aos germânicos. A Alemanha jogava como queria, mas os gauleses não descuravam as oportunidades que lhe iam surgindo para desferir contragolpes venenosos, a maioria das vezes sob a batuta de Griezmann. Perto do intervalo, nova grande penalidade concedida na área germânica, desta vez resultante da imprudência de Schweinsteiger. Griezmann, quem mais, adiantava a França no marcador, causando o delírio da maioria presente no Velódromo de Marselha.

A segunda parte mostrou uma Alemanha que parece estar a perder algum fulgor, após as mais recentes campanhas. A França manteve a sua atitude em campo, e os alemães não conseguiram contrariar a tendência do marcador. Pior ainda, por volta dos 70 minutos, uma infantilidade de Kimmich dentro da sua área permitiu aos franceses ampliar a vantagem. Griezmann facturou novamente e colocou os gauleses no lugar que ambicionaram desde o início.
Domingo, naquela que será a quarta final (esta, não antecipada) iremos saber de que cor se vestirá a Torre Eiffel.

Final:

10.07.2016 (20:00) – Portugal – França

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 6 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

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