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segunda-feira, 11 de julho de 2016

[ Período de Descontos] Diário do Europeu - Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: D.R.

Portugal 0 – 0 França (1 – 0 após prolongamento)
Portugal Campeão Europeu e Paris capital dos portugueses!

Saint-Denis vestiu-se de gala (traças à parte) para receber a final do Europeu de 2016. Estava tudo preparado para a festa. Até um autocarro aberto em tons de azul já tinha sido visto a passear numa auto-estrada qualquer. Portugal chegava à final de um europeu, 12 anos depois. Em 2004 a Grécia estragou-nos a festa. Terá passado pela cabeça dos nossos jogadores que podiam ser eles agora os protagonistas de tal façanha perante os favoritos franceses? Acredito que sim, para mais com Fernando Santos à frente de um grupo de homens que sempre teve um rumo bem definido desde que iniciou esta campanha. Jogo a jogo, em direcção ao objectivo final. E sim, a França era naturalmente a favorita, não só pelo facto de jogar em casa, mas também pelos resultados mais desafogados ao longo do torneio.

O jogo começou então com a França a querer assumir desde logo as rédeas do encontro. Portugal tentou logo encaixar na dinâmica do jogo francês, até que ao minuto 8, Payet entra de forma mais impetuosa sobre o joelho esquerdo de Ronaldo. Soaram as campainhas de alarme. Logo a seguir, primeira grande oportunidade de golo, através de cabeceamento de Griezmann, com Patrício a corresponder com a primeira defesa decisiva desta partida.

Ronaldo coxeia. Tem de sair. Mas insiste com a equipa médica e pede que lhe coloquem uma ligadura no joelho. Com uma determinação quase sobrenatural, mas com o esgar na face que não enganava os milhões que seguiam o jogo, Cristiano não aguentou muitos mais minutos, e ao passar do 24º, senta-se no chão e pede a substituição… em lágrimas. O Stade de France aplaude de pé. Todos nós partilhámos nesse preciso momento da sua dor. Alguns terão pensado que a nossa sorte estava lançada. Sobretudo os franceses. Mas Fernando Santos fez o que tinha de fazer naquela altura. Para o terreno de jogo entrou Quaresma.

Á meia hora, Sissoko remata novamente com perigo e Patrício nega uma vez mais o golo. A primeira parte acabava com maior ascendente gaulês.

No reatar da partida, a mesma toada do primeiro tempo. A França pressiona mais, mas Portugal vai aguentando o maior caudal ofensivo dos franceses. Fernando Santos tenta refrescar o meio campo e troca Adrien por João Moutinho. Portugal mantém-se recuado e pouco perigo cria neste segundo tempo. Practicamente com 10 minutos para jogar, Deschamps coloca Gignac em campo, fazendo descansar Giroud e Portugal responde com a troca de Renato Sanches (que fez talvez o seu jogo menos bem conseguido neste europeu) por Éder. Surpresa? Pensaram muitos, certamente. Mas Portugal necessitava de alguém que esticasse o seu jogo. Necessitava de alguém que segurasse os centrais franceses. Pareceu resultar a medida tomada. No lance seguinte, Nani em cruzamento-remate colocou Lloris à prova, com Quaresma a tentar o remate de moinho que certamente faria levantar o estádio. Mas Lloris estava atento. Logo depois Sissoko dispara um míssil que rebenta nas luvas de Rui Patrício. O nosso guardião estava imperial.

Já em tempo de descontos, Gignac ganha a bola à defensiva portuguesa já na grande área e remata ao poste. Patrício nada podia fazer neste lance. A nossa estrelinha brilhou bem alto neste minuto. De outra forma, estaria tudo arrumado.

Prolongamento! Nada a que já não estivéssemos habituados.

Primeira parte com cautelas de parte a parte. Os gauleses começam a acusar algum desgaste. Portugal parecia querer afastar o perigo da sua área, o que aos poucos foi acontecendo. Éder lutava lá na frente, ganhando algumas faltas. Perto do intervalo, a primeira ameaça do avançado português. Éder cabeceia após canto de Quaresma.

Intervalo. Tempo para refrescar fisicamente os atletas e preparar para os 15 minutos finais.
Minuto 107, livre à entrada da área. Quaresma e Raphael a preparar a cobrança do livre. Quaresma olha para o banco. Ordem para outro “guerreiro” marcar. Raphael remata em arco e a bola bate na trave… mas não entra. Sorte para os gauleses, pensámos nós. Mesmo sabendo que já tínhamos escapado à mesma sorte nos 90 minutos regulamentares. Parece que agora não restava outra hipótese do que o desempate por grandes penalidades.

Mas no minuto seguinte ao infortúnio de Guerreiro, Portugal ganha a bola no meio campo francês. Moutinho coloca a bola em Éder na meia esquerda. O avançado (o nosso único ponta de lança convocado) dribla para o centro do terreno. Koscielny tenta atrapalhar o movimento do português, mas desiste do lance. Éder olha em redor, para o flanco direito, e não vislumbra apoio. O instinto e o fascínio pelas redes a baloiçar falam mais alto. “Vai já daqui!” - pensou Éder. E assim foi. Lloris bem se esticou, mas estava feito o golo da vitória. Dez minutos apenas para o sonho se tornar realidade.
Portugal ganhava finalmente o que lhe escapava desde 1984, aos pés da França de Platini.

Desta vez, a história foi escrita em Português, com a caneta dourada de Camões, apadrinhados pelo génio de Eusébio, e pelo fado alegre de Amália, onde nem uma Torre Eiffel refém dos escrutínios de uma votação online (alguém acredita nisto?) teve o fair-play de se “vestir” com as nossas cores.
Não faz mal. Vejam a Torre de Belém, vejam a nossa glória espelhada no estrondoso apoio que rodeou a nossa selecção em Marcoussis, em Saint-Étienne, em Paris, em Lyon, em Lens, em Marselha, novamente em Lyon, e finalmente em Saint-Denis.
Portugal é Campeão Europeu!

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 6 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Meias- Finais


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Foto: D.R. Arquivo Nova Gazeta

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Portugal 2 – 0 País de Gales
Finalmente uma vitória nos 90 minutos. No Domingo, outra vitória em Paris, será pedir muito?

Marselha, 23.06.1984 – França 3 – 2 Portugal (Meia-final do Euro 84)
Bruxelas, 28.06.2000 – França 2 – 1 Portugal (Meia-final do Euro 2000)
Lisboa, 04.07.2004 – Portugal 0 – 1 Grécia (Final do Euro 2004)
Munique, 05.07.2006 – Portugal 0 – 1 França (Meia-final do Mundial 2006)

Quatro motivos, uma vontade para Saint-Denis: A VITÓRIA. Portugal tem contas a ajustar com a França. Por duas vezes os franceses afastaram a nossa selecção de uma final de um europeu de futebol. A primeira em 1984 e a segunda no ano 2000. A outra final que a França nos privou foi no mundial de 2006, na Alemanha. Pelo meio, temos a nossa única final alcançada, no nosso Euro 2004, que pela primeira vez irá servir para ver se aprendemos com os erros. Pode ser que façamos como os gregos e que estraguemos a festa aos anfitriões.

Mas para aqui chegar, tivemos de passar a sensação vinda do Reino Unido – o País de Gales – que, a par da Islândia, fez um europeu a todos os títulos notável. Numa primeira parte em que o equilíbrio no marcador se manteve, houve algumas oportunidades de parte a parte, mas Portugal soube sempre equilibrar a equipa, para não ser apanhado em desvantagem.

Na segunda parte, Ronaldo mostrou uma vez mais porque está num patamar acima da maioria, ao apontar um majestoso golo de cabeça, após elevação magnânima perante a apatia dos defensores galeses. Contribuição preciosa para o lance foi também o cruzamento de Raphael Guerreiro, após canto de João Mário. Estava desfeita a igualdade, e mal os galeses tiveram tempo de reagir, Portugal eleva o marcador por intermédio de Nani, 3 minutos depois. Portugal dava um passo de gigante rumo à final de Paris.

Gareth Bale e seus pares ainda tentaram reduzir a diferença no marcador, mas as alterações que Fernando Santos introduziu na equipa acabaram por refrescar o plantel, sem perder a noção do que havia a defender.

Merecido, dirão os Franceses? A ver vamos, no Domingo.

Alemanha 0 – 2 França
Terceira final antecipada… e a França emerge do lago dos tubarões

A campeã europeia Espanha já tinha caído aos pés dos italianos, que por sua vez caíram perante os alemães. Agora, perante os anfitriões do torneio, os campeões mundiais tinham a oportunidade de juntar os dois maiores títulos de selecções. Mas a França queria fazer juz ao seu registo imaculado quando joga em casa. Em 1984, foi campeã da europa. Em 1998, foi campeã mundial.
Esta meia-final começou com o equilíbrio que se esperava, mas cedo a França percebeu que o melhor seria recuar as suas linhas e dar a iniciativa de jogo aos germânicos. A Alemanha jogava como queria, mas os gauleses não descuravam as oportunidades que lhe iam surgindo para desferir contragolpes venenosos, a maioria das vezes sob a batuta de Griezmann. Perto do intervalo, nova grande penalidade concedida na área germânica, desta vez resultante da imprudência de Schweinsteiger. Griezmann, quem mais, adiantava a França no marcador, causando o delírio da maioria presente no Velódromo de Marselha.

A segunda parte mostrou uma Alemanha que parece estar a perder algum fulgor, após as mais recentes campanhas. A França manteve a sua atitude em campo, e os alemães não conseguiram contrariar a tendência do marcador. Pior ainda, por volta dos 70 minutos, uma infantilidade de Kimmich dentro da sua área permitiu aos franceses ampliar a vantagem. Griezmann facturou novamente e colocou os gauleses no lugar que ambicionaram desde o início.
Domingo, naquela que será a quarta final (esta, não antecipada) iremos saber de que cor se vestirá a Torre Eiffel.

Final:

10.07.2016 (20:00) – Portugal – França

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 6 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

segunda-feira, 4 de julho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Quartos-de-Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta - D.R.


Polónia 1 – 1 Portugal (3 – 5 após grandes penalidades)
De empate em empate… rumo a Paris (via Lyon)

Portugal já nos habituou desde o início desta competição a jogos com o resultado nivelado, recheados de muito sofrimento, tensão e, até agora, sem qualquer desilusão. A Polónia vinha de uma vitória arrancada a ferros diante da Suíça, onde as grandes penalidades acabaram por penalizar a formação helvética que até fez mais na globalidade para merecer passar. Mas no que toca a merecer, nem vou falar muito, pois alguns amigos franceses andam um pouco irritados com a caminhada de Portugal (como se as vitórias gaulesas em anteriores competições tivessem sido imaculadas).

A Polónia colocou-se em vantagem bem cedo, por intermédio de Lewandowski, logo aos 2 minutos, a aproveitar uma desatenção da defensiva lusa. Serviu de aviso, para o resto da partida. Portugal foi uma vez mais em busca do prejuízo e, à passagem da meia hora de jogo, Renato Sanches, após tabela brilhante com Nani, fez o gosto ao pé esquerdo, não dando quaisquer hipóteses a Fabianski.

A segunda parte foi de bastante contenção de parte a parte, com o decorrer da partida a ditar o desgaste natural das equipas. O prolongamento pouco mais deu, do que cansaço adicional aos jogadores. Tudo para decidir nas grandes penalidades.

O sorteio ditou que seria Portugal o primeiro a marcar, com Ronaldo a assumir a liderança do grupo, a mostrar qual o caminho. A seguir ao golo convertido pelo capitão, seguiram-lhe as pisadas Renato Sanches, João Moutinho e Nani. Até então, todos marcaram, até que Kuba não conseguiu converter a quarta penalidade, com Rui Patrício a afastar com a mão esquerda a bola do caminho das suas redes. Festejaram os portugueses este falhanço como se de um golo se tratasse. Toda a crença dos milhões de portugueses ficaram depositadas na ponta da bota de Ricardo Quaresma. O cigano, uma vez mais, a assumir um papel decisivo, e uma vez mais a garantir a qualificação de Portugal para a ronda seguinte.
As meias-finais em Lyon, perante o País de Gales, são o próximo desafio.

País de Gales 3 – 1 Bélgica
Galeses retiram candidatura Belga à final

Portugal assistiu no sofá a este encontro que decidiria o seu adversário nas meias-finais. Muitos esperariam que a Bélgica passasse com mais ou menos dificuldade esta surpresa Galesa, mas não só Fernando Santos acreditava que o resultado podia ser bem diferente.

Ao passar do minuto 13, sorte para Nainggolan, que colocava a Bélgica em vantagem. Via aberta, pensaria a maioria, mas o capitão galês, Ashley Williams a empatar a partida à passagem da meia hora. Na segunda parte, o País de Gales continuou a mostrar o porquê de estar em prova e marcou por mais duas vezes, com Robson-Kanu e Vokes a fazerem o resultado final. Leva já 10 golos esta selecção.

Espera-se um embate bastante interessante entre Bale e Ronaldo, na próxima quarta-feira, em Lyon.

Alemanha 1 – 1 Itália (6 – 5 após grandes penalidades)
Segunda final antecipada… e no fim ganharam os Alemães

A primeira parte foi bastante equilibrada, com as defesas a conseguirem suplantar os ataques adversários. Um nulo ao intervalo era o resultado certo. Na segunda parte, a Alemanha entrou mais pressionante, e sem surpresa conseguiu adiantar-se no marcador por Özil, após jogada bem trabalhada por Gomez e Hector no corredor esquerdo.

Parecia que a Itália não iria conseguir equilibrar as coisas até que Boateng comete uma falta infantil dentro da sua grande área, ao saltar de braços bem abertos a uma bola que até nem parecia das mais difíceis de cortar. Bonucci encarregou-se de levar a partida para o prolongamento. Os 30 minutos adicionais pouco ou nada adiantaram, com a decisão a ter de ser feita pelas grandes penalidades,

e Cedo os alemães adiantaram-se no marcador, através de remate de Boateng. Perto do intervalo, Mario Gomez elevou a contagem, para já a meio do segundo tempo Julian Draxler confirmar o terceiro golo para a turma de Löw.

18 grandes penalidades foram necessárias para desempatar este duelo. Por 3 vezes, ambas as equipas falharam as conversões, mas foi o falhanço de Darmian, na 17ª penalidade que deixou tudo em aberto para Hector decidir. E assim foi. Os germânicos passam às meias-finais onde vão defrontar os anfitriões do torneiro.

França 5 – 2 Islândia
Um sonho que chega ao fim…

Islandeses merecem o título de revelação da prova. A par dos galeses, protagonizaram uma página histórica no futebol dos seus países. A Islândia, mercê da sua condição de outsider no chamado grupo dos tubarões, ainda conseguiu somar pontos, ao afastar a favorita Inglaterra.

Mas perante uma França sedenta de não querer passar por qualquer tipo de surpresas, a Islãndia não conseguiu evitar que os gauleses concretizassem 4 dos 7 remates à baliza durante o primeiro tempo.
A segunda parte nada mais trouxe do que um resultado parcial de 2-1 a favor dos islandeses. Esta surpresa já vinha tarde demais. Olivier Giroud acabou por ser o homem mais concretizador do encontro.

Nova final antecipada marcada para a próxima quinta-feira, para o Parque do Príncipes, entre a Alemanha e a França.

Meias-finais:

06.07.2016 (20:00) – Portugal – País de Gales
07.07.2016 (20:00) – Alemanha – França

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 4 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

terça-feira, 28 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Oitavos - de - Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR

Croácia 0 – 0 Portugal (0 – 1 após prolongamento)

Croatas com dois olhos no burro… e nenhum no cigano!

O golo tardio da Islândia na terceira jornada da fase de grupos ditou que Portugal iria seguir por um caminho teoricamente mais fácil nas eliminatórias rumo à final. Mas o primeiro obstáculo foi tudo menos fácil. A Croácia entrava nesta fase da competição com a moral em alta, após ter superado a campeã europeia em título, a Espanha. O encontro foi quase que dormente, com as duas equipas a estudarem demais o jogo, a medirem com demasiadas cautelas a estratégia a seguir. Fundamentalmente a tentarem errar o menos possível. Daí que as oportunidades de golo de ambas as partes não tenham sido em elevado número e que no final dos 90 minutos a igualdade a zero fosse o resultado mais óbvio. Mas desta vez, o empate tinha de ser desfeito, ao contrário do que aconteceu com a nossa selecção durante a fase de grupos.
O prolongamento acabou por ser o arrastar do que se tinha passado até então, mas quando muitos já esperavam pelas grandes penalidades, eis que, após uma bola defendida a meias por Rui Patrício e pelo seu poste direito, os jogadores lusos desenharam aquilo a que se chama um contra-ataque perfeito. Renato Sanches conduziu a bola em velocidade por largas dezenas de metros. Ronaldo arrastou consigo para a ala direita dois adversários, Renato optou por colocar do lado esquerdo, em Nani. Este, levantando a cabeça e vendo Cristiano do lado oposto com o braço no ar, faz de imediato um passe rasteiro a rasgar a defesa, que mais parecia um remate frouxo falhado, mas pleno de intenção. Ronaldo domina e remata de pronto, com Subasic a defender, mas a deixar a bola a menos de um metro da linha de golo, onde aparece Ricardo Quaresma a dizer que sim com a cabeça. Estava desempatada a partida, a 3 minutos do final do prolongamento.
Depois foi só aguentar a derradeira tentativa dos croatas em tentar empatar. Portugal está nos quartos-de-final, tendo a Polónia como próximo adversário.

Suíça 1 – 1 Polónia (4 – 5 após grandes penalidades)
Polacos eliminam suíços e defrontam Portugal na próxima ronda.

Se dependesse da bicicleta de Shaqiri, a Suíça seguiria sem dúvida em frente. Até agora, o golo mais espectacular da prova. Nada mais do que uma bicicleta em cima da linha da grande área. Mas esse golo apenas empatou a partida, pois na primeira parte a Polónia tinha alcançado vantagem com golo de Kuba.

Na decisão das grandes penalidades, Xhaka acabou por falhar o seu tento.

País de Gales 1 – 0 Irlanda do Norte
Primeiro knock-out após Brexit… Galeses, para já, ficam!

Duas selecções que até agora nunca tinham chegado tão longe numa fase final de um europeu, mas a nova configuração da prova trouxe este ano estas novidades. Galeses, mais incisivos na fase de grupos, fizeram valer esse estatuto perante uma Irlanda do Norte que nunca se deu por vencida. Um auto-golo por parte do capitão Gareth McAuley, aos 75 minutos acabou por colocar os Galeses na fase seguinte.

Hungria 0 – 4 Bélgica
Belgas confirmam candidatura à final

Perante uma Hungria que nunca conseguiu verdadeiramente colocar em perigo a vitória belga, a verdade é que até aos 78 minutos o resultado não espelhava o que se estava a passar dentro do campo. Até que Hazard desencravou o marcador e permitiu que fosse obtida a maior goleada até agora.

Os belgas têm agora pela frente a selecção galesa.

Alemanha 3 – 0 Eslováquia
Eslovacos sem argumentos perante eficácia alemã.

Cedo os alemães adiantaram-se no marcador, através de remate de Boateng. Perto do intervalo, Mario Gomez elevou a contagem, para já a meio do segundo tempo Julian Draxler confirmar o terceiro golo para a turma de Löw.

Ficavam na expectativa do Itália – Espanha do dia seguinte.

Itália 2 – 0 Espanha
E o campeão europeu não é… a Espanha.

Uma coisa é certa. O título europeu vai mudar de mãos, o que não aconteceu há quatro anos, quando a Espanha revalidou o título. Mas desta vez, La Roja não teve argumentos perante uma Squadra Azzurra que deu uma lição táctica bem ao estilo de António Conte, talvez a figura principal desta selecção, ao invés de ser um jogador, como acontece provavelmente com todas as outras adversárias. Chiellini marcou ao passar da meia hora de jogo e Pellè carimbou o passaporte para os quartos no período de descontos.

Nova final antecipada dos italianos, agora perante germânicos.

França 2 – 1 República da Irlanda
Depois de Payet na fase de grupos, foi a vez de Griezmann brilhar!

Aos dois minutos os irlandeses colocaram-se em vantagem, com penalty convertido por Brady. Um susto que perdurou até intervalo da partida. Na segunda parte, a França partiu com tudo para dar a volta ao resultado e, perante o apoio dos seus adeptos em maioria, obviamente, acabou por dar a volta, com dois golos de Griezmann.

Tal como os alemães, a selecção da casa ficou a aguardar pelo Inglaterra – Islândia do dia seguinte.

Inglaterra 1 – 2 Islândia
O segundo Brexit na mesma semana, servido com gelo… Islandês!

A surpresa deste campeonato da europa. A Islândia voltou a dar cartas. No início muitos se questionaram como Portugal não conseguiu ganhar a esta Islândia. A resposta pode ser dada de várias formas e uma delas é esta partida que colocou os ingleses fora da prova. Cedo Wayne Rooney marcou um penalty que parecia escrever a história como seria mais expectável, mas Sigurdsson e Sigthórsson em menos de 15 minutos trataram de reverter a lógica a seu favor. Até ao final da partida, a Inglaterra tentou, mas perante uma muralha gelada mas cada vez mais capaz de fazer bem o que sabe fazer, de pouco ou nada valeu a tentativa britânica.

Irá ser uma festa, certamente, o embate entre islandeses e gauleses.

Quartos-de-Final:

30.06.2016 (20:00) – Polónia – Portugal
01.07.2016 (20:00) – País de Gales – Bélgica
02.07.2016 (20:00) – Alemanha – Itália
03.07.2016 (20:00) – França – Islândia

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 3 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Gareth Bale (País de Gales) – 3 golos


quarta-feira, 22 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - 3ª Jornada


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR


Grupo F – Um verdadeiro carrossel e Portugal apurado…

Última jornada no Grupo F. A Portugal chegaria o empate. A vitória daria a liderança do grupo. A derrota enviava os pupilos de Fernando Santos para férias mais cedo. Foi com estas 3 hipóteses que começou a girar o carrossel da derradeira ronda do grupo. Senão, vejamos:

18” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
19” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
42” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
47” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
50” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
55” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
60” – Golo da Áustria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
62” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 2º. Inglaterra nos oitavos.
94” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.

Ou seja, por 3 vezes durante a partida de hoje com a Hungria, Portugal esteve fora do Europeu. Por 3 vezes, conseguimos recuperar o prejuízo. É verdade que marcámos mais do que nos dois primeiros jogos, mas também sofremos mais golos. Digamos que a eficácia ofensiva veio à custa de alguns erros defensivos. Primeiro foi Nani o marcador e depois o capitão Ronaldo a bisar, com o seu primeiro golo de calcanhar digno de figurar nos compêndios de como bem finalizar. A Hungria qualificou-se em primeiro lugar e a surpreendente Islândia alcança o segundo posto, com o mesmo número de pontos do líder. A Áustria regressa a casa.

Quando a partida de Portugal terminou, o empate garantia desde já a qualificação. Dado o empate na altura entre Islândia e Áustria, o nosso futuro era defrontar a Inglaterra nos oitavos de final. Não era teoricamente a melhor opção, antes da jornada iniciar. Pior do que isso, Portugal entraria no “caminho para a final” no mesmo lado dos tubarões. Isto quereria dizer que para chegar ao dia 10 de Julho a Saint-Denis, Portugal, para além da Inglaterra, poderia ter de defrontar e eliminar a França, nos quartos de final e a Espanha / Itália / Alemanha nas meias finais.

Com o golpe de teatro dos islandeses, já no período de descontos, Portugal foi relegado para terceiro classificado e coloca-se do outro lado da travessia, evitando assim, caso chegue à final, os ditos colossos do futebol Europeu.

1º Hungria – 5 pontos (apurada)
2º Islândia – 5 pontos (apurada)
3º Portugal – 3 pontos (apurada como 3º melhor terceira classificada)
4º Áustria – 1 ponto (eliminada)

Grupo A – Franceses e Suíços festejam apuramento com empate

Na última ronda confirmaram-se as expectativas até aqui criadas. A França e a Suíça empatam a zero e garantem a qualificação.

A Albânia ainda tentou sonhar com o apuramento, ao ganhar perante a Roménia por 1-0. No entanto, a diferença de golos não lhe permitiu juntar-se ao grupo dos melhores terceiros.

1º França – 7 pontos (apurada)
2º Suíça – 5 pontos (apurada)
3º Albânia – 3 pontos (eliminada como pior terceira classificada)
4º Roménia – 1 ponto (eliminada)

Grupo B – Três pontos para o País de Gales

Nunca a máxima do jargão futebolístico, quando se remata bem por cima da trave, ao bom estilo de um ensaio convertido no Rugby, fez tanto sentido. E quando a proeza é alcançada por duas vezes, o resultado é a liderança do Grupo B, à frente dos inicialmente favoritos Inglaterra e Rússia. Goleada dos Galeses perante a Rússia, com mais um golo de Bale. A Rússia fez um Europeu para esquecer. Ou melhor, para recordar, para não repetir daqui a dois anos, quando receber no seu território o Mundial de Futebol.

A Inglaterra perdeu a liderança do grupo, ao empatar sem golos com a Eslováquia.

1º País de Gales – 6 pontos (apurada)
2º Inglaterra – 5 pontos (apurada)
3º Eslováquia – 4 pontos (apurada como 1º melhor terceira classificada)
4º Rússia – 1 ponto

Grupo C – Alemães e Polacos mantiveram-se empatados… no topo

Apesar de não se terem defrontado, Alemães e Polacos ganharam aos seus adversários pelo mesmo resultado. A Alemanha ganhou perante a Irlanda do Norte, que mesmo apesar da derrota ainda conseguiu apanhar o comboio.

A Polónia venceu a Ucrânia, que foi a maior desilusão deste torneio. Foi a única selecção que não alcançou qualquer ponto.

1º Alemanha – 7 pontos (apurada)
2º Polónia – 7 pontos (apurada)
3º Irlanda do Norte – 3 pontos (apurada como 4º melhor terceira classificada)
4º Ucrânia – 0 pontos (eliminada)

Grupo D – Croácia ultrapassa Espanha, em cima da meta

Luta pela liderança no grupo, com a Espanha a adiantar-se no marcador. A Croácia empata a partida e vê Sérgio Ramos falhar uma grande penalidade. No cair do pano, Perisic dá a vitória aos croatas.

Na outra partida, a Turquia ganhou finalmente, perante a República Checa por 2-0, mas a diferença de golos alcançada não lhe permitiu qualificar-se para os oitavos de final.

1º Croácia – 7 pontos (apurada)
2º Espanha – 6 pontos (apurada)
3º Turquia – 3 pontos (eliminada como 2º pior terceira classificada)
4º República Checa – 1 ponto (eliminada)

Grupo E – Duas Irlandas nos oitavos de final

A vitória da República da Irlanda por 1-0 perante a já apurada Itália faz com que continuem em jogo os melhores adeptos deste europeu, que boas lições têm dado sobre o que é o Fair-Play.

A Bélgica marcou mesmo ao final e confirmou a despedida da Suécia.

1º Itália – 6 pontos (apurada)
2º Bélgica – 6 pontos (apurada)
3º República da Irlanda – 4 pontos (apurada como 2º melhor terceira classificada)
4º Suécia – 1 ponto (eliminada)

Oitavos de Final:

25.06.2016 (14:00) – Suíça – Polónia
25.06.2016 (17:00) – País de Gales – Irlanda do Norte
25.06.2016 (20:00) – Croácia – Portugal
26.06.2016 (14:00) – França – República da Irlanda
26.06.2016 (17:00) – Alemanha – Eslováquia
26.06.2016 (20:00) – Hungria – Bélgica
27.06.2016 (17:00) – Itália – Espanha
27.06.2016 (20:00) – Inglaterra – Islândia

Melhores marcadores:

1º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
2º Gareth Bale (País de Gales) – 3 golos
3º Romelu Lukaku (Bélgica) – 2 golos


sábado, 18 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - 2ª Jornada

Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR


Grupo F – E agora, Portugal?


Portugal volta a empatar, desta vez sem golos, num jogo contra a Áustria em que teve tudo a seu favor, menos os golos. Das inúmeras oportunidades de golo criadas, pelo menos uma bola devia ter entrado. Nani cabeceou ao poste na primeira parte, e Ronaldo também acertou no poste, mas de grande penalidade. Resta agora o jogo com a Hungria, que lidera neste momento o grupo.

Na outra partida, a Islândia voltou a causar sensação, pois chegou a estar em vantagem contra a Hungria, que acabou por empatar com um auto-golo islandês.

1º Hungria – 4 pontos
2º Islândia – 2 pontos
3º Portugal – 2 pontos
4º Áustria – 1 ponto

22.06.2016 (17:00) – Hungria – Portugal
22.06.2016 (17:00) – Islândia – Áustria

Grupo A – Franceses com os dois pés nos oitavos de final

Perante a frágil Albânia, a França teve mais dificuldades do que era esperado para levar de vencida o seu segundo opositor. 2-0 foi o resultado, obtido após os 90 minutos, com Dimitri Payet novamente em destaque. A França é a primeira selecção apurada para os oitavos de final.

A Suiça empatou com a Roménia a uma bola, e coloca-se em segundo lugar, mesmo à beira da qualificação.

1º França – 6 pontos
2º Suíça – 4 pontos
3º Roménia – 1 ponto
4º Albânia – 0 pontos

19.06.2016 (20:00) – Roménia – Albânia
19.06.2016 (20:00) – Suíça – França

Grupo B – Derby do Reino Unido sorriu aos Ingleses

Gareth Bale ainda deu esperanças aos galeses, com novo livre directo. Mas desta vez a Inglaterra não se fez rogada e partiu à conquista da reviravolta. Vardy empatou e Sturridge confirmou a vitória no período de descontos.

Os russos estão na mira da UEFA, por mau comportamento dos seus adeptos, mas o “mau” comportamento dos jogadores russos perante a Eslováquia está prestes a colocar a Rússia fora da corrida ao apuramento. Derrota por 2-1.

1º Inglaterra – 4 pontos
2º País de Gales – 3 pontos
3º Eslováquia – 3 pontos
4º Rússia – 1 ponto

20.06.2016 (20:00) – Rússia – País de Gales
20.06.2016 (20:00) – Eslováquia – Inglaterra

Grupo C – Alemães e Polacos empatados… no topo

Empate a zero entre Alemães e Polacos, num dos mais equilibrados encontros deste Euro, em que a bola não caiu para nenhuma das redes. Ambas as selecções estão com um pé nos oitavos.

No outro jogo, Ucranianos voltaram a desiludir, tornando-se na primeira selecção a ser eliminada da prova. A Irlanda do Norte soma os primeiros 3 pontos, depois desta vitória por 2-0.

1º Alemanha – 4 pontos
2º Polónia – 4 pontos
3º Irlanda do Norte – 3 pontos
4º Ucrânia – 0 pontos

21.06.2016 (17:00) – Irlanda do Norte – Alemanha
21.06.2016 (17:00) – Ucrânia – Polónia

Grupo D – Nuestros hermanos também apurados

Vitória mais folgada desta vez por parte dos espanhóis, fruto de bastantes debilidades reveladas pela Turquia, que nunca conseguiu assumir o jogo. 3-0 foi um resultado natural. Mais uma selecção apurada.

República Checa e Croácia empataram a 2 bolas, num jogo que teve por parte dos adeptos croatas uma atitude verdadeiramente infantil, atirando tochas para o relvado numa altura em que a sua selecção ganhava por 2-1. Este episódio poderá ter ditado o rumo da partida, desconcentrando os jogadores croatas.

1º Espanha – 6 pontos
2º Croácia – 4 pontos
3º República Checa – 1 ponto
4º Turquia – 0 pontos

21.06.2016 (20:00) – Croácia – Espanha
21.06.2016 (20:00) – República Checa – Turquia

Grupo E – Itália confirma o apuramento

Quando tudo apontava para o empate sem golos entre a Itália e a Suécia, eis que Éder resolve a partida (pena não ter sido o nosso Éder), marcando aos 80 minutos. A Itália junta-se a franceses e espanhóis no lote de apurados.

A Bélgica, após algumas mudanças de jogadores, também alcançou perante a República da Irlanda o outro resultado mais folgado do torneio até agora: 3-0.

1º Itália – 6 pontos
2º Bélgica – 3 pontos
3º Suécia – 1 ponto
4º República da Irlanda – 1 ponto

22.06.2016 (20:00) – Itália – República da Irlanda
22.06.2016 (20:00) – Suécia – Bélgica

Melhores marcadores:

1º Dimitri Payet (França) – 2 golos
2º Romelu Lukaku (Bélgica) – 2 golos
3º Álvaro Morata (Espanha) – 2 golos
4º Bogdan Stancu (Roménia) – 2 golos
5º Gareth Bale (País de Gales) – 2 golos

quarta-feira, 15 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu 1ª Jornada

Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR

Grupo F – Surpresa lusa perante estreante Islândia

Portugal iniciou o Euro com um empate, que não sendo uma tragédia, deixa desde já o seleccionador nacional alerta, tal o desnível teórico que existe entre as duas selecções. Antes da bola começar a rolar, este seria à partida o encontro mais fácil dos três da fase de grupos. Esperemos que assim não seja.

A primeira parte não começou mal, com Portugal a tentar desde o início impor o seu futebol, perante os jogadores islandeses que usaram do físico a sua principal arma de combate. Nani marcou o golo da vantagem, ao passar da meia hora de jogo, fazendo o 600º golo da história dos Euros. No entanto, uma desatenção da defesa portuguesa já na segunda parte permitiu o empate por parte de Bjarnason. Até ao final, Portugal não conseguiu desatar este nó, mesmo com as entradas de Renato Sanches, Quaresma e Éder.

No outro jogo do grupo, a Hungria somou os primeiros 3 pontos, após levar de vencida a selecção Austríaca.

1º Hungria – 3 pontos
2º Islândia – 1 ponto
3º Portugal – 1 ponto
4º Áustria – 0 pontos
18.06.2016 (17:00) – Islândia – Hungria
18.06.2016 (20:00) – Portugal – Áustria

Grupo A – Gauleses em casa começam com pé direito

O Euro iniciou-se como é costume com o anfitrião do torneio. A França confirmou o favoritismo perante uma Roménia longe de outras selecções como a que tinha em 1994. Vitória algo suada por 2-1, quase ao cair do pano.

A Suiça arrumou cedo a questão com a Albânia, com o 1-0 a surgir logo aos 5 minutos.

1º França – 3 pontos
2º Suíça – 3 pontos
3º Roménia – 0 pontos
4º Albânia – 0 pontos

15.06.2016 (17:00) – Roménia – Suíça
15.06.2016 (20:00) – França – Albânia

Grupo B – Bale… à Ronaldo

Gareth Bale há já alguns anos que se destaca no futebol de clubes. Primeiro na Premier League, e depois, no Real Madrid. Ao lado de Ronaldo, Bale conquistou recentemente uma Liga dos Campeões. Agora, Bale tem ao seu alcance algo que Giggs nunca teve. A possibilidade da sua selecção disputar uma fase final de uma grande competição. A única vez que o País de Gales esteve presente foi no longínquo ano de 1958. E Bale começou bem, com um livre directo ao bom estilo de Ronaldo. A Eslováquia ainda empatou, mas os galeses alcançaram a vitória dos 81 minutos.

Na outra partida, o primeiro empate da prova, entre Ingleses e Russos, a 1 bola, com cenas antes e após o jogo entre adeptos a envergonharem todos os que se preocupam com ameaças bem mais sérias, como o terrorismo.

A Rússia foi punida com o afastamento da prova, suspenso até final da mesma, caso não hajam reincidências dos seus adeptos.

1º País de Gales – 3 pontos
2º Rússia – 1 ponto
3º Inglaterra – 1 ponto
4º Eslováquia – 0 pontos

15.06.2016 (14:00) – Rússia – Eslováquia
16.06.2016 (14:00) – Inglaterra – País de Gales

Grupo C – Onze contra onze e no final… ganha a Alemanha

Os alemães, campeões mundiais, tentam agora juntar a este título o de campeões da Europa. Começaram bem, com vitória por 2-0 perante a Ucrânia que não teve muitos argumentos perante o futebol calculista e bem desenhado dos germânicos.

A Polónia alcançou também uma importante vitória por 1-0 perante a Irlanda do Norte, em teoria a formação mais fraca do grupo.

1º Alemanha – 3 pontos
2º Polónia – 3 pontos
3º Irlanda do Norte – 0 pontos
4º Ucrânia – 0 pontos

16.06.2016 (17:00) – Ucrânia – Irlanda do Norte
16.06.2016 (20:00) – Alemanha – Polónia

Grupo D – La Roja em defesa do título europeu

Piqué arranca quase a ferros o primeiro triunfo perante uma República Checa algo lenta e com alguma veterania.

No outro encontro, Modric marca um golo de bandeira para garantir a vantagem pela margem mínima perante a Turquia.

1º Espanha – 3 pontos
2º Croácia – 3 pontos
3º República Checa – 0 pontos
4º Turquia – 0 pontos

17.06.2016 (17:00) – República Checa – Croácia
17.06.2016 (20:00) – Espanha – Turquia

Grupo E – Squadra Azzurra igual a si mesma

Mudam os jogadores, mudam os treinadores, mas desta Itália, como aliás da maioria das selecções transalpinas, tudo se pode esperar. Ontem, uma vez mais, vitória justa com aquele toque cínico, por 2-0, perante a Bélgica, que teima em assumir-se como uma das favoritas, fruto do brilhante lote de jogadores que possui de há alguns anos para cá.

No outro jogo, empate entre a República da Irlanda e Suécia, a 1 bola, com Ibrahimovic a conseguir não mais do que um centro para o auto-golo irlandês do empate.

1º Itália – 3 pontos
2º República da Irlanda – 1 ponto
3º Suécia – 1 ponto
4º Bélgica – 0 pontos

17.06.2016 (14:00) – Itália – Suécia
18.06.2016 (14:00) – Bélgica – República da Irlanda

terça-feira, 17 de maio de 2016

[Período de Descontos] Benfica é tricampeão!

Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Foto: Direitos Reservados



O Benfica confirmou na última jornada o que todos os benfiquistas esperavam desde a 25ª jornada, quando as águias ganhando o derby de Alvalade, passaram para a liderança da liga, para não mais a perder. Rui Vitória e Jorge Jesus, nessa altura vaticinaram algo que não veio a acontecer: que ainda seriam perdidos pontos até final, algo que não aconteceu de parte a parte.

DESTAQUE:

O Benfica recebia o Nacional da Madeira e o Sporting deslocava-se a Braga. Para o Sporting não bastava ganhar. Para o Benfica bastava o Sporting não ganhar. Mas os dois conjuntos de Lisboa mostraram com os resultados obtidos nesta última jornada aquilo que foi este campeonato. Um domínio bastante vincado das duas melhores equipas portuguesas da actualidade, que foram, de longe, bastante superiores aos demais adversários.

O Sporting ainda teve o título “na mão” (ainda que por apenas 3 minutos) quando marcou o primeiro golo na pedreira, aos 20 minutos, por Teo Gutiérrez, mas logo depois, Nico Gaitán marcava também na Luz, perante o Nacional. Nessa altura, o Braga ficava reduzido a 10 unidades, após expulsão de Arghus, por falta sobre William à entrada da área. Numa decisão pouco vulgar no nosso futebol, mas muito salutar, o árbitro que numa primeira análise tinha apontado a marca da grande penalidade, após conferenciar com o árbitro assistente, aparentemente melhor colocado, rectificou o seu juízo, marcando livre à entrada da área. Ainda antes do intervalo, o Sporting (por Slimani) e o Benfica (por Jonas) ampliaram as respectivas vantagens.

Intervalo nas duas partidas, com o Benfica a 45 minutos da revalidação do título nacional.
No segundo tempo, tudo practicamente a papel químico do primeiro. Nico Gaitán a elevar para 3-0, com Bryan Ruiz a fazer o mesmo, minutos depois. Aliás, o costa-riquenho viria a bisar minutos depois, fazendo o resultado final de 4-0 em Braga. Na Luz, até final, um golo para cada lado, com Pizzi a facturar para o Benfica e com Salvador Agra a marcar o golo de honra. Resultado final de 4-1 na Luz.

Final da Liga, com o Benfica a alcançar o tricampeonato que lhe fugia há 39 anos. Para o ano, incentivo adicional de partir com a ambição de poder conquistar um tetra-campeonato, feito apenas alcançado pelos rivais Sporting – em 1953-54 – e por FC Porto – em 1997-98 (alcançando na época seguinte o penta) e em 2012-13.

O Sporting acaba o campeonato em segundo lugar, alcançando o record de pontos (86) que estava na posse do FC Porto de 2002-03. No entanto tal noi foi suficiente para se sagrar campeão, pois o Benfica de Rui Vitória fez mais 2 pontos, alcançando novo record de pontos na liga com 18 clubes.

LIGA NOS:

A jornada começou no sábado, a horas pouco comuns, mas que provavelmente já na próxima época começarão a ser mais frequentes. Foi pelas 11:45 que o FC Porto dava início à despedida de uma Liga que não quererá decerto repetir. Apesar da vitória folgada por 4-0 perante o Boavista, os dragões acabam em terceiro, a 13 pontos do Sporting e a 15 do campeão Benfica.

Independentemente dos resultados desta jornada, o Braga já tinha garantido o quarto posto e o Arouca já tinha alcançado na semana anterior o acesso à Liga Europa da próxima época.

A Académica de Coimbra foi a primeira equipa a ser despromovida, na penúltima jornada, pelo que, para além da questão do título, havia apenas dois lugares por decidir. O último lugar europeu e o outro despromovido. Curiosamente, ambas as equipas que ocuparam estas posições acabaram por se defrontar. O União da Madeira recebeu e perdeu 2-1 com o Rio Ave, com os vila-condenses a carimbar o acesso europeu, deixando de fora o Paços de Ferreira e o Estoril Praia. Por seu lado, o União da Madeira acabou por não conseguir a manutenção, ao contrário de Vitória de Setúbal e Tondela que escaparam na recta final.

Classificação:
1º Benfica – 88 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Sporting – 86 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º FC Porto – 73 pts (Liga dos Campeões – play-off)
4º Braga – 58 pts (Liga Europa – fase de grupos)
5º Arouca – 54 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
6º Rio Ave – 50 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
17º U. Madeira – 29 pts (despromovido à 2ª Liga)
18º FC Porto – 25 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:
1º Jonas – 32 golos (Benfica)
2º Slimani – 27 golos (Sporting)
3º Mitroglou – 20 golos (Benfica)

Sobem à primeira liga na próxima época: Desportivo de Chaves e Feirense

EUROPA:

ESPANHA – Um desfecho semelhante ao da liga portuguesa. Barcelona em primeiro lugar, com o Real Madrid a um ponto de distância. Ambos triunfaram na ronda final, com os catalães a revalidar o título nacional. Ronaldo bisou no triunfo dos merengues na Corunha, perante o Deportivo, mas o Barça ganhou em Granada, com hat-trick de Luis Suárez, que garante assim a Bota de Ouro.

Classificação:

1º Barcelona – 91 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Real Madrid – 90 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º Atlético Madrid – 88 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
4º Villarreal – 64 pts (Liga dos Campeões – play-off)
5º Athletic Bilbao – 62 pts (Liga Europa – fase de grupos)
6º Celta de Vigo – 60 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
18º Rayo Vallecano – 38 pts (despromovido à 2ª Liga)
19º Getafe – 36 pts (despromovido à 2ª Liga)
20º Levante – 32 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:

1º Luis Suárez – 40 golos (Barcelona)
2º C. Ronaldo – 35 golos (Sporting)
3º Lionel Messi – 26 golos (Barcelona)

INGLATERRA – Vitória histórica do Leicester City, no meio dos concorrentes milionários.

Classificação:
1º Leicester City – 81 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Arsenal – 71 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º Tottenham – 70 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
4º Manchester City – 66 pts (Liga dos Campeões – play-off)
5º Southampton – 63 pts (Liga Europa – posição por decidir)
6º Man. United – 63 pts (-1 jogo) (Liga Europa – posição por decidir)
18º Newcastle – 37 pts (despromovido à 2ª Liga)
19º Norwich – 34 pts (despromovido à 2ª Liga)
20º Aston Villa – 17 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:

1º Harry Kane – 25 golos (Tottenham)
2º Kun Agüero – 24 golos (Manchester City)
3º Jamie Vardy – 24 golos (Leicester)

ITÁLIA – A Juventus sagra-se penta-campeã.

Classificação:
1º Juventus – 91 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Napoli – 82 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º Roma – 80 pts (Liga dos Campeões – play-off)
4º Inter – 67 pts (Liga Europa – fase de grupos)
5º Fiorentina – 64 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
18º Carpi – 38 pts (despromovido à 2ª Liga)
19º Frosinone – 31 pts (despromovido à 2ª Liga)
20º Hellas Verona – 28 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:

1º Higuaín – 36 golos (Napoli)
2º Paulo Dybala – 19 golos (Juventus)
3º Carlos Bacca – 18 golos (Milan)

ALEMANHA – O Bayern Munique alcançou o tetra-campeonato.

Classificação:

1º Bayern – 88 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Dortmund – 78 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º Leverkusen – 60 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
4º M’gladbach – 55 pts (Liga dos Campeões – play-off)
5º Schalke 04 – 52 pts (Liga Europa – fase de grupos)
6º Mainz – 50 pts (Liga Europa – fase de grupos)
7º Hertha – 50 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
16º Frankfurt – 36 pts (play-off despromoção)
17º Stuttgart – 33 pts (despromovido à 2ª Liga)
18º Hannover 96 – 25 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:

1º Lewandowski – 30 golos (Bayern)
2º Aubameyang – 25 golos (Dortmund)
3º Müller – 20 golos (Bayern)

FRANÇA – Há muito encontrado o campeão gaulês, o PSG ganha o 4º campeonato seguido.

Classificação:

1º Paris SG – 96 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
2º Lyon – 65 pts (Liga dos Campeões – fase de grupos)
3º Monaco – 65 pts (Liga dos Campeões – 3ª pré-eliminatória)
4º Nice – 63 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
5º Lille – 60 pts (Liga Europa – 3ª pré-eliminatória)
18º Stade Reims – 39 pts (despromovido à 2ª Liga)
19º GFC Ajaccio – 37 pts (despromovido à 2ª Liga)
20º Troyes – 18 pts (despromovido à 2ª Liga)

Melhor Marcador:

1º Ibrahimovic – 36 golos (Paris SG)
2º Lacazette – 21 golos (Lyon)
3º Cavani – 19 golos (Paris SG)

PRÓXIMOS ENCONTROS:

Terminadas as ligas nacionais, venham as finais das taças, incluindo as europeias:

18-05-2016 19:45 – Liverpool – Sevilha (Liga Europa)
20-05-2016 19:45 – Marítimo – Benfica (Taça da Liga – Portugal)
21-05-2016 15:00 – Crystal Palace – Man. United (FA Cup – Inglaterra)
21-05-2016 19:00 – Bayern – Dortmund (DFB Pokal – Alemanha)
21-05-2016 19:45 – Milan – Juventus (TIM Cup – Itália)
21-05-2016 20:00 – Marseille – Paris SG (Coupe de France)
22-05-2016 17:15 – Braga – FC Porto (Taça de Portugal)
22-05-2016 20:30 – Barcelona – Sevilha (Copa del Rey – Espanha)
28-05-2016 19:45 – Real Madrid – Atlético Madrid (Liga dos Campeões)

terça-feira, 5 de abril de 2016

[Desporto-Futebol] Período de Descontos

Chapa 5 para Benfica e Sporting. Xeque-mate do Tondela no Dragão. Faltam apenas 6 jogos, ou seja 18 pontos. O lanterna-vermelha foi o autor da surpresa da jornada que coloca o FC Porto a 9 pontos do líder Benfica, ou seja a metade dos pontos em disputa. Parece sensato dizer que o Porto, em condições normais, está fora da corrida, que neste momento tem apenas 2 concorrentes. A águia desafiou o leão na sexta-feira. O leão respondeu hoje na mesma toada.


DESTAQUE:

Era o jogo teoricamente mais difícil para os pupilos de Rui Vitória até ao final da liga. No entanto, a goleada de 5-1 imposta aos bracarenses não deixa margem para dúvidas. Com ambas as formações a terem de se defrontar em vésperas dos respectivos compromissos europeus, não houve poupanças de parte a parte. Após o resultado final, não será justo atribuir o desnível no marcador às ausências forçadas de Josué e de Vukcevic, por parte do Braga.
Até porque o clube minhoto começou bastante bem a partida, sendo que as duas primeiras situações claras de golo lhe pertenceram, primeiro através de cabeceamento ao poste de Wilson Eduardo logo ao primeiro minuto e, pouco depois, num chapéu de abas largas de Rafa a Ederson. Mas pouco depois do quarto de hora, uma distração da defesa minhota, a par de uma pressão alta dos encarnados, levou a que uma perda de bola em zona proibida resultasse no primeiro golo da partida, marcado pelo grego Mitroglou. Apesar deste rude golpe, o Braga continuou a bater-se bem contra um Benfica que procurava chegar rapidamente a uma vantagem mais tranquila. Uma grande penalidade bem assinalada pelo árbitro Nuno Almeida e a consequente conversão por Jonas deram nova alegria aos 61 mil adeptos, que minutos depois explodiam novamente com o 3-0 de Pizzi, após jogada rápida do ataque encarnado.
No regresso das cabines, muitos terão pensado que Rui Vitória deveria ter poupado alguns elementos com vista ao compromisso da próxima terça com o Bayern. No entanto, o treinador assim não entendeu, e procurou desde cedo ampliar novamente a vantagem. Por seu lado, o Braga entrou nesta segunda parte algo abatido. Apesar de não dar os pontos como perdidos, percebeu-se desde cedo que muito dificilmente os minhotos iriam conseguir equilibrar o marcador. Daí até novo golo de Mitroglou foi um passo, e após este quarto tento, pouco se viu dos bracarenses. Em lance de bola parada, outro grego – Samaris – iria também balançar as redes, através de pontapé livre directo exemplarmente marcado. Já em período de descontos, o Braga viria a reduzir através de grande penalidade convertida por Pedro Santos.
O clube da luz, já em solo alemão ficaria a aguardar pelo que FC Porto e Sporting fariam nos encontros desta noite.

LIGA NOS:

Poucos diriam que o Porto pudesse perder pontos. Quase ninguém apostaria na vitória do Tondela… em pleno estádio do Dragão. Mas quem assim não apostou, não colheu os frutos, pois foi isso mesmo que aconteceu. Embora a equipa da casa tenha entrado melhor no jogo, pouco perigo evidente conseguiu criar, e cedo se percebeu que o Tondela, mercê da forma organizada como se colocou em campo, vinha à procura de pontos para tentar escapar ao seu destino, que apesar da vitória, em pouco ou nada se alterou. Na segunda parte, Luís Carlos abriu o activo, com um golo de levantar o estádio. Daí até ao final, um bom punhado de defesas de Cláudio Ramos e uma boa dose de sofrimento do Tondela, sempre a espreitar o contra-ataque, fizeram o resto. Nota apenas para uma pretensa gravata aos quatro minutos sobre Aboubakar que poderia eventualmente mudar o rumo do jogo logo ao início.
No Restelo, o Sporting, pressionado por não poder perder pontos para não deixar o Benfica fugir, entrou na partida imprimindo um ritmo vertiginoso, que o Belenenses nem sempre conseguiu acompanhar. O bis de Slimani ao intervalo sabia a pouco para o clube de Alvalade. No reatamento, o Sporting conseguiu dobrar a vantagem com golos de Adrien e de Teo, antes do Belenenses reduzir por Marko Bakic. Até ao final, mais um golo para cada lado, primeiro o bis de Gutiérrez e mesmo no final, Tiago Silva carimbou o 2-5 final.
Quem aproveitou da melhor forma a derrota do Braga na Luz foi o Arouca, que no sábado ganhou por 3-2 no seu reduto, perante a Académica de Coimbra. A luta pelo quarto lugar tem agora apenas 6 pontos de intervalo. Logo a seguir aos lugares europeus, surge o Rio Ave, que venceu em Moreira de Cónegos pela margem mínima. O Estoril Praia venceu o Paços na Amoreira pelo mesmo resultado e assim trocaram de posições, passando os canarinhos para a frente dos castores. No derby madeirense, o Marítimo ganhou ao nacional por duas bolas a zero e, também na madeira, empate a duas bolas entre a União e o Vitória de Setúbal. Finalmente, no clássico Guimarães – Boavista, o empate a uma bola agradou mais a axadrezados do que a vimarenenses.

Classificação: 1º Benfica – 70 pts / 2º Sporting – 68 pts / 3º FC Porto – 61 pts
Melhor Marcador: 1º Jonas (Benfica) – 30 golos / 2º Slimani (Sporting) – 22 golos / 3º Mitroglou (Benfica) – 18 golos
Próxima Jornada: Académica – Benfica (09/04 – 18:30) / Sporting – Marítimo (09/04 – 20:45) / Paços de Ferreira – FC Porto (10/04 – 18:15)

EUROPA:

Quando o Barça perde pontos na Liga, é notícia. Quando o faz em dois jogos consecutivos, ainda para mais em casa e diante do eterno rival Real Madrid, é coisa rara. Vitória dos merengues em Camp Nou, com golos de Benzema e de Ronaldo a suplantarem o tento inaugural da autoria de Piqué. O outro rival de Madrid, o Atlético, também ganhou. 5-1 ao Real Betis. Com 7 jornadas por cumprir, o Barcelona guarda agora uma vantagem de 6 pontos para o Atlético e de 7 para o Real. La Liga aqueceu um pouco esta semana.
Leicester City, um caso sério que já ninguém consegue ignorar pela Europa fora. Mais uma ronda, mais uma vitória. Em casa, perante o Southampton, pela vantagem mínima. O que a somar ao empate do Tottenham em Anfield Road, eleva para 7 a vantagem no topo da tabela. Um sonho que muito poucos imaginariam no início da temporada. A ver vamos se irá transformar-se em realidade. Já esteve mais longe.
Em Itália, a Juventus aumenta também para 7 a sua vantagem perante o segundo classificado Nápoles. Pontualmente a Vecchia Signora está como o Leicester, em Inglaterra. Mas para o clube transalpino, a caminhada não tem nada de sonho, tal é o hábito da Juve nestas andanças.
Na Bundesliga, a diferença de cinco pontos mantém-se. Bayern e Dortmund não perdem pontos por nada. O Hertha de Berlim, apesar de goleado em Mönchengladbach por 5-0, fecha o pódio da Bundesliga, à frente do opositor desta ronda.
O PSG, já com o título no bolso, voltou às vitórias. 4-1 diante do Nice. O Mónaco perdeu em casa com o Bordeux, mas mesmo assim mantém o segundo posto, à frente do Lyon.

LIGA DOS CAMPEÕES / LIGA EUROPA:

Terça-feira, dia de Liga dos Campeões. Quartos-de-final, com dois jogos grandes, um deles obviamente em destaque, por opor o Benfica ao Bayern, no Allianz Arena. Tarefa difícil, todos sabemos, mas não impossível. Ainda para mais, com a decisão a ser tomada em duas mãos, com a deslocação do clube bávaro à Luz, uma semana depois.
Os outros encontros da semana incluem Barcelona – Atlético Madrid (também na terça-feira) e Paris SG – Manchester City e Wolfsburg – Real Madrid (ambos na quarta-feira).
Na Liga Europa, destaque para o confronto entre Sporting de Braga e Shakhtar Donetsk, na pedreira, na quinta-feira, pelas 20:05.
Completam esta primeira mão dos quartos-de-final: Villareal – Sparta de Praga, Athletic Bilbao – Sevilha e Borussia Dortmund – Liverpool.

Texto: Pedro Carvalho

Foto: arquivo Nova Gazeta

Artigo publicado em colaboração com o jornal Diário do Distrito

terça-feira, 29 de março de 2016

[Desporto - Futebol] Período de Descontos

Pausa na liga. Tempo dos clubes afinarem as estratégias para a ponta final dos campeonatos, nem sempre como seria desejável, fruto das ausências em elevado número dos atletas ao serviço das mais diversas selecções. A começar pela das quinas, que disputou dois jogos de preparação, ambos em Leiria.

DESTAQUE:

PORTUGAL 0 – 1 BULGÁRIA 
(sexta-feira, 25 de Março, 20:45)
O estádio Dr. Magalhães Pessoa recebeu na sexta-feira passada, perante cerca de vinte mil espectadores, a selecção Búlgara e perdeu. Bem sabemos que foi num amigável, bem sabemos que não perdemos nem fomos eliminados. Mas daqui a nada, estamos em França e aí, numa competição curta, que pode ir dos 3 aos 7 jogos, a margem de manobra é mínima. Nessa altura, de nada vale falhar meia dúzia de golos nos primeiros dez minutos da partida. E foi assim que o encontro começou: empolgante. Quem assistia ao jogo, terá ficado com a ideia de que íamos cilindrar os búlgaros. Balakov e Iordanov, ex-leões presentes na bancada assistiam ao início algo retraído dos seus compatriotas. Mas aos poucos, o adversário foi procurando o contra-ataque e, aos 19 minutos, numa jogada algo atabalhoada, chegou mesmo à vantagem por intermédio do naturalizado Marcelinho, que chutou quase em queda, enganando inapelavelmente o titular Anthony Lopes.

Na outra baliza, Stoyanov ganhou todos os duelos com os jogadores lusos, particularmente com Cristiano Ronaldo, que nem dos 11 metros conseguiu empatar a partida. Tão cedo o guardião búlgaro não esquecerá esta exibição. Numa noite em que poucas coisas correram bem, nem o entusiasmo das bancadas pelas entradas de Quaresma e de Renato Sanches chegaram para inverter o resultado. Fernando Santos deverá ter retirado deste jogo as devidas ilacções, para que a par do caudal ofensivo que foi demonstrado, venham também golos, de preferência no próximo encontro, que terminou há minutos.

PORTUGAL 2 – 1 BÉLGICA (terça-feira, 29 de Março, 19:45)

Nem mais! No encontro teoricamente mais difícil, contra o líder do Ranking de selecções da FIFA (que vale o que vale), a equipa de Fernando Santos voltou aos triunfos. É certo que a selecção belga veio a Leiria com algumas baixas, mas a verdade é que a equipa das quinas conseguiu mostrar outra cara, após a surpreendente derrota com a Bulgária. A anteceder o início da partida, o simbolismo esteve presente, ou não fosse o facto desta partida ter estado originalmente marcada para Bruxelas, após os recentes acontecimentos que lá se passaram. Fernando Santos aproveitou esta última partida antes do estágio que antecede o europeu para testar novos elementos. Desde logo a baliza voltou às mãos de Patrício, novos laterais – Cédric e Raphael Guerreiro -, um novo companheiro para Pepe no eixo da defesa (José Fonte), Danilo em vez de William à frente da defesa, e André Gomes no lugar de Rafa. A primeira parte acabou por ser bem conseguida, novamente com bastante caudal ofensivo. Mas desta vez, a qualidade na finalização foi superior. E por causa disso, ao intervalo a vantagem de 2-0 (golos de Nani e de Cristiano Ronaldo) era normal e justa. Já na segunda parte, com algumas mexidas, a quebra foi evidente. A Bélgica acabou por reduzir a vantagem lusa, com golo de Romelu Lukaku, após assistência do irmão mais novo Jordan Lukaku. Até ao fim da partida, foi só sofrer um pouco e aguentar a vantagem. Nada a que já não estejamos habituados, nomeadamente no reinado de Fernando Santos, em que as vitórias pela vantagem mínima têm sido o nosso cartão-de-visita.
A pouco mais de dois meses do início do europeu, tempo para Fernando Santos apurar as suas escolhas, que na sua maioria já estarão feitas. Mal seria se, nesta altura, 18 ou 19 dos 23 já não estivessem mentalmente selecionados pelo responsável técnico das quinas (salvo, longe vá o agouro, lesões que eventualmente possam condicionar as escolhas).

LIGA NOS:

As partidas da 28ª jornada já têm datas confirmadas. A saber:
Benfica – Braga (01/04 – 20:30) / FC Porto – Tondela (04/04 – 19:00) / Belenenses – Sporting (04/04 – 21:00).

Texto: Pedro Carvalho
Foto: Arquivo Nova Gazeta

Artigo publicado em parceria com o jornal Diário do Distrito

terça-feira, 15 de março de 2016

[Desporto - Nacional ] Período de descontos



Terminada a 26ª jornada da Liga NOS 2015/16, tudo igual no que diz respeito à pontuação dos três primeiros, excepto o facto de faltar agora menos uma ronda. Em teoria, o Sporting tinha o desafio mais complicado, com a deslocação à Amoreira

O Porto teve de suar bastante para levar de vencida o União da Madeira, no Dragão, e já esta noite, o Benfica confirmou o seu favoritismo, não se deixando afectar pela pressão colocada pelos leões, líderes por 48 horas.

DESTAQUE:

Tal como aconteceu recentemente, com o Benfica, desta vez foi o Sporting a colocar pressão sobre o rival da Luz, sendo líder à condição até ao jogo dos encarnados, que não vacilaram perante um frágil Tondela, que aos 11 minutos já se encontrava em desvantagem através do golo de Jardel. Aos 24 minutos, o inevitável Jonas carimbou a vantagem ao intervalo, após boa combinação do flanco esquerdo do ataque benfiquista, com assistência de Gaitán. A segunda parte seguiu na toada da primeira, com Jonas a manter a distância na lista de melhores marcadores para Slimani, ao bisar aos 69 minutos. Mitroglou voltou a marcar nesta jornada, após o golo importantíssimo no último derby. O Tondela marcou o golo de honra já em período de descontos.

LIGA NOS:

A jornada começou no Funchal, na passada sexta-feira, com o Boavista a justificar plenamente o apoio e a confiança que os seus adeptos demonstraram no aeroporto, na véspera da partida. Vitória sem espinhas frente ao Marítimo por 3 bolas a 0. Com este resultado, os axadrezados ficaram 1 ponto acima da linha de água, por troca com a Académica. No sábado, conforme referi ao início, o Sporting levou de vencida o Estoril por 2-1. Também com mais dificuldade do que a inicialmente esperada, o Porto venceu logo de seguida o União da Madeira por 3-2.

Nos restantes lugares europeus, o Arouca conquistou 3 pontos ao Braga, após ter vencido em casa o Vitória de Setúbal. O Braga, por seu lado, fruto das poupanças a pensar na semana europeia que tem pela frente, foi derrotado por 3-0 no Restelo. O outro Vitória, de Guimarães, voltou a marcar passo, ao perder em casa diante do Paços de Ferreira pela margem mínima. O Rio Ave volta a atrasar-se na luta pelos lugares europeus, ao perder na Madeira, com o Nacional. Por último, Moreirense e Académica protagonizaram o único empate desta ronda, a duas bolas.

Classificação: 1º Benfica – 64 pts / 2º Sporting – 62 pts / 3º FC Porto – 58 pts
Melhor Marcador: 1º Jonas (Benfica) – 28 golos / 2º Slimani (Sporting) – 20 golos / 3º Leo Bonatini (Estoril) / Mitroglou (Benfica) – 15 golos
Próxima Jornada: Sporting – Arouca (19/03 – 18:30) / Vit. Setúbal – FC Porto (19/03 – 20:45) / Boavista – Benfica (20/03 – 18:15)

EUROPA:

O Barcelona respondeu à goleada da semana passada do Real, cilindrando o Getafe por 6-0, com bis de Neymar. O Atlético de Madrid venceu o Depor por 3-0 e o Real Madrid foi a Las Palmas ganhar por 2-1, numa das mais pálidas exibições de Cristiano Ronaldo nos últimos tempos. Tudo na mesma, no topo, com 12 pontos a separar o trio da frente.

Em Inglaterra, há muito que o Leicester deixou de ser surpresa, com novo triunfo em casa, perante o Newcastle, a manter os 5 pontos de vantagem sobre Tottenham, segundo classificado, que venceu no campo do Aston Villa, cada vez mais último, numa jornada que ainda vai a meio, fruto de mais uma eliminatória da Taça de Inglaterra, no caso, os quartos de final.

No calcio, Juventus, Nápoles e Roma triunfaram todos pela margem mínima, e o Inter alcançou a Fiorentina de Paulo Sousa, após o clube viola ter empatado em casa com o Verona, lanterna vermelha da prova.

Nova goleada do Bayern diante do Werder Bremen, por 5-0, com bis de Thiago Alcântara e de Thomas Müller. O Borussia Dortmund não desarma, vencendo o Mainz por 2-0. A vantagem de 5 pontos que os separa mantem-se, portanto.

Em França, há o Louvre, o Arco do Triunfo e a Torre… Ibrahimovic. Poker do sueco na vitória por 9-0 no terreno do Troyes, a carimbar o tetracampeonato parisiense. O quarto dos seis títulos nacionais da história do clube.

LIGA DOS CAMPEÕES / LIGA EUROPA:

O Benfica carimbou o acesso aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, após brilhante vitória na Rússia, perante o Zenit. Fazem companha aos encarnados nesta fase, para já, PSG, Real Madrid e Wolfsburgo, que deixam pelo caminho, respectivamente, Chelsea, Roma e Gent.

Na Liga Europa, o Sporting de Braga, apesar de ter perdido pela margem mínima na Turquia, mantem a esperança acesa para a segunda mão na próxima quinta-feira, na recepção ao Fenerbahçe no AXA.

Artigo Publicado em parceria com Diário do Distrito

Texto: Pedro Carvalho
Foto: Diário Imagem