Mostrar mensagens com a etiqueta Diário do Europeu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diário do Europeu. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de julho de 2016

[ Período de Descontos] Diário do Europeu - Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: D.R.

Portugal 0 – 0 França (1 – 0 após prolongamento)
Portugal Campeão Europeu e Paris capital dos portugueses!

Saint-Denis vestiu-se de gala (traças à parte) para receber a final do Europeu de 2016. Estava tudo preparado para a festa. Até um autocarro aberto em tons de azul já tinha sido visto a passear numa auto-estrada qualquer. Portugal chegava à final de um europeu, 12 anos depois. Em 2004 a Grécia estragou-nos a festa. Terá passado pela cabeça dos nossos jogadores que podiam ser eles agora os protagonistas de tal façanha perante os favoritos franceses? Acredito que sim, para mais com Fernando Santos à frente de um grupo de homens que sempre teve um rumo bem definido desde que iniciou esta campanha. Jogo a jogo, em direcção ao objectivo final. E sim, a França era naturalmente a favorita, não só pelo facto de jogar em casa, mas também pelos resultados mais desafogados ao longo do torneio.

O jogo começou então com a França a querer assumir desde logo as rédeas do encontro. Portugal tentou logo encaixar na dinâmica do jogo francês, até que ao minuto 8, Payet entra de forma mais impetuosa sobre o joelho esquerdo de Ronaldo. Soaram as campainhas de alarme. Logo a seguir, primeira grande oportunidade de golo, através de cabeceamento de Griezmann, com Patrício a corresponder com a primeira defesa decisiva desta partida.

Ronaldo coxeia. Tem de sair. Mas insiste com a equipa médica e pede que lhe coloquem uma ligadura no joelho. Com uma determinação quase sobrenatural, mas com o esgar na face que não enganava os milhões que seguiam o jogo, Cristiano não aguentou muitos mais minutos, e ao passar do 24º, senta-se no chão e pede a substituição… em lágrimas. O Stade de France aplaude de pé. Todos nós partilhámos nesse preciso momento da sua dor. Alguns terão pensado que a nossa sorte estava lançada. Sobretudo os franceses. Mas Fernando Santos fez o que tinha de fazer naquela altura. Para o terreno de jogo entrou Quaresma.

Á meia hora, Sissoko remata novamente com perigo e Patrício nega uma vez mais o golo. A primeira parte acabava com maior ascendente gaulês.

No reatar da partida, a mesma toada do primeiro tempo. A França pressiona mais, mas Portugal vai aguentando o maior caudal ofensivo dos franceses. Fernando Santos tenta refrescar o meio campo e troca Adrien por João Moutinho. Portugal mantém-se recuado e pouco perigo cria neste segundo tempo. Practicamente com 10 minutos para jogar, Deschamps coloca Gignac em campo, fazendo descansar Giroud e Portugal responde com a troca de Renato Sanches (que fez talvez o seu jogo menos bem conseguido neste europeu) por Éder. Surpresa? Pensaram muitos, certamente. Mas Portugal necessitava de alguém que esticasse o seu jogo. Necessitava de alguém que segurasse os centrais franceses. Pareceu resultar a medida tomada. No lance seguinte, Nani em cruzamento-remate colocou Lloris à prova, com Quaresma a tentar o remate de moinho que certamente faria levantar o estádio. Mas Lloris estava atento. Logo depois Sissoko dispara um míssil que rebenta nas luvas de Rui Patrício. O nosso guardião estava imperial.

Já em tempo de descontos, Gignac ganha a bola à defensiva portuguesa já na grande área e remata ao poste. Patrício nada podia fazer neste lance. A nossa estrelinha brilhou bem alto neste minuto. De outra forma, estaria tudo arrumado.

Prolongamento! Nada a que já não estivéssemos habituados.

Primeira parte com cautelas de parte a parte. Os gauleses começam a acusar algum desgaste. Portugal parecia querer afastar o perigo da sua área, o que aos poucos foi acontecendo. Éder lutava lá na frente, ganhando algumas faltas. Perto do intervalo, a primeira ameaça do avançado português. Éder cabeceia após canto de Quaresma.

Intervalo. Tempo para refrescar fisicamente os atletas e preparar para os 15 minutos finais.
Minuto 107, livre à entrada da área. Quaresma e Raphael a preparar a cobrança do livre. Quaresma olha para o banco. Ordem para outro “guerreiro” marcar. Raphael remata em arco e a bola bate na trave… mas não entra. Sorte para os gauleses, pensámos nós. Mesmo sabendo que já tínhamos escapado à mesma sorte nos 90 minutos regulamentares. Parece que agora não restava outra hipótese do que o desempate por grandes penalidades.

Mas no minuto seguinte ao infortúnio de Guerreiro, Portugal ganha a bola no meio campo francês. Moutinho coloca a bola em Éder na meia esquerda. O avançado (o nosso único ponta de lança convocado) dribla para o centro do terreno. Koscielny tenta atrapalhar o movimento do português, mas desiste do lance. Éder olha em redor, para o flanco direito, e não vislumbra apoio. O instinto e o fascínio pelas redes a baloiçar falam mais alto. “Vai já daqui!” - pensou Éder. E assim foi. Lloris bem se esticou, mas estava feito o golo da vitória. Dez minutos apenas para o sonho se tornar realidade.
Portugal ganhava finalmente o que lhe escapava desde 1984, aos pés da França de Platini.

Desta vez, a história foi escrita em Português, com a caneta dourada de Camões, apadrinhados pelo génio de Eusébio, e pelo fado alegre de Amália, onde nem uma Torre Eiffel refém dos escrutínios de uma votação online (alguém acredita nisto?) teve o fair-play de se “vestir” com as nossas cores.
Não faz mal. Vejam a Torre de Belém, vejam a nossa glória espelhada no estrondoso apoio que rodeou a nossa selecção em Marcoussis, em Saint-Étienne, em Paris, em Lyon, em Lens, em Marselha, novamente em Lyon, e finalmente em Saint-Denis.
Portugal é Campeão Europeu!

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 6 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Meias- Finais


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Foto: D.R. Arquivo Nova Gazeta

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Portugal 2 – 0 País de Gales
Finalmente uma vitória nos 90 minutos. No Domingo, outra vitória em Paris, será pedir muito?

Marselha, 23.06.1984 – França 3 – 2 Portugal (Meia-final do Euro 84)
Bruxelas, 28.06.2000 – França 2 – 1 Portugal (Meia-final do Euro 2000)
Lisboa, 04.07.2004 – Portugal 0 – 1 Grécia (Final do Euro 2004)
Munique, 05.07.2006 – Portugal 0 – 1 França (Meia-final do Mundial 2006)

Quatro motivos, uma vontade para Saint-Denis: A VITÓRIA. Portugal tem contas a ajustar com a França. Por duas vezes os franceses afastaram a nossa selecção de uma final de um europeu de futebol. A primeira em 1984 e a segunda no ano 2000. A outra final que a França nos privou foi no mundial de 2006, na Alemanha. Pelo meio, temos a nossa única final alcançada, no nosso Euro 2004, que pela primeira vez irá servir para ver se aprendemos com os erros. Pode ser que façamos como os gregos e que estraguemos a festa aos anfitriões.

Mas para aqui chegar, tivemos de passar a sensação vinda do Reino Unido – o País de Gales – que, a par da Islândia, fez um europeu a todos os títulos notável. Numa primeira parte em que o equilíbrio no marcador se manteve, houve algumas oportunidades de parte a parte, mas Portugal soube sempre equilibrar a equipa, para não ser apanhado em desvantagem.

Na segunda parte, Ronaldo mostrou uma vez mais porque está num patamar acima da maioria, ao apontar um majestoso golo de cabeça, após elevação magnânima perante a apatia dos defensores galeses. Contribuição preciosa para o lance foi também o cruzamento de Raphael Guerreiro, após canto de João Mário. Estava desfeita a igualdade, e mal os galeses tiveram tempo de reagir, Portugal eleva o marcador por intermédio de Nani, 3 minutos depois. Portugal dava um passo de gigante rumo à final de Paris.

Gareth Bale e seus pares ainda tentaram reduzir a diferença no marcador, mas as alterações que Fernando Santos introduziu na equipa acabaram por refrescar o plantel, sem perder a noção do que havia a defender.

Merecido, dirão os Franceses? A ver vamos, no Domingo.

Alemanha 0 – 2 França
Terceira final antecipada… e a França emerge do lago dos tubarões

A campeã europeia Espanha já tinha caído aos pés dos italianos, que por sua vez caíram perante os alemães. Agora, perante os anfitriões do torneio, os campeões mundiais tinham a oportunidade de juntar os dois maiores títulos de selecções. Mas a França queria fazer juz ao seu registo imaculado quando joga em casa. Em 1984, foi campeã da europa. Em 1998, foi campeã mundial.
Esta meia-final começou com o equilíbrio que se esperava, mas cedo a França percebeu que o melhor seria recuar as suas linhas e dar a iniciativa de jogo aos germânicos. A Alemanha jogava como queria, mas os gauleses não descuravam as oportunidades que lhe iam surgindo para desferir contragolpes venenosos, a maioria das vezes sob a batuta de Griezmann. Perto do intervalo, nova grande penalidade concedida na área germânica, desta vez resultante da imprudência de Schweinsteiger. Griezmann, quem mais, adiantava a França no marcador, causando o delírio da maioria presente no Velódromo de Marselha.

A segunda parte mostrou uma Alemanha que parece estar a perder algum fulgor, após as mais recentes campanhas. A França manteve a sua atitude em campo, e os alemães não conseguiram contrariar a tendência do marcador. Pior ainda, por volta dos 70 minutos, uma infantilidade de Kimmich dentro da sua área permitiu aos franceses ampliar a vantagem. Griezmann facturou novamente e colocou os gauleses no lugar que ambicionaram desde o início.
Domingo, naquela que será a quarta final (esta, não antecipada) iremos saber de que cor se vestirá a Torre Eiffel.

Final:

10.07.2016 (20:00) – Portugal – França

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 6 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

segunda-feira, 4 de julho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Quartos-de-Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta - D.R.


Polónia 1 – 1 Portugal (3 – 5 após grandes penalidades)
De empate em empate… rumo a Paris (via Lyon)

Portugal já nos habituou desde o início desta competição a jogos com o resultado nivelado, recheados de muito sofrimento, tensão e, até agora, sem qualquer desilusão. A Polónia vinha de uma vitória arrancada a ferros diante da Suíça, onde as grandes penalidades acabaram por penalizar a formação helvética que até fez mais na globalidade para merecer passar. Mas no que toca a merecer, nem vou falar muito, pois alguns amigos franceses andam um pouco irritados com a caminhada de Portugal (como se as vitórias gaulesas em anteriores competições tivessem sido imaculadas).

A Polónia colocou-se em vantagem bem cedo, por intermédio de Lewandowski, logo aos 2 minutos, a aproveitar uma desatenção da defensiva lusa. Serviu de aviso, para o resto da partida. Portugal foi uma vez mais em busca do prejuízo e, à passagem da meia hora de jogo, Renato Sanches, após tabela brilhante com Nani, fez o gosto ao pé esquerdo, não dando quaisquer hipóteses a Fabianski.

A segunda parte foi de bastante contenção de parte a parte, com o decorrer da partida a ditar o desgaste natural das equipas. O prolongamento pouco mais deu, do que cansaço adicional aos jogadores. Tudo para decidir nas grandes penalidades.

O sorteio ditou que seria Portugal o primeiro a marcar, com Ronaldo a assumir a liderança do grupo, a mostrar qual o caminho. A seguir ao golo convertido pelo capitão, seguiram-lhe as pisadas Renato Sanches, João Moutinho e Nani. Até então, todos marcaram, até que Kuba não conseguiu converter a quarta penalidade, com Rui Patrício a afastar com a mão esquerda a bola do caminho das suas redes. Festejaram os portugueses este falhanço como se de um golo se tratasse. Toda a crença dos milhões de portugueses ficaram depositadas na ponta da bota de Ricardo Quaresma. O cigano, uma vez mais, a assumir um papel decisivo, e uma vez mais a garantir a qualificação de Portugal para a ronda seguinte.
As meias-finais em Lyon, perante o País de Gales, são o próximo desafio.

País de Gales 3 – 1 Bélgica
Galeses retiram candidatura Belga à final

Portugal assistiu no sofá a este encontro que decidiria o seu adversário nas meias-finais. Muitos esperariam que a Bélgica passasse com mais ou menos dificuldade esta surpresa Galesa, mas não só Fernando Santos acreditava que o resultado podia ser bem diferente.

Ao passar do minuto 13, sorte para Nainggolan, que colocava a Bélgica em vantagem. Via aberta, pensaria a maioria, mas o capitão galês, Ashley Williams a empatar a partida à passagem da meia hora. Na segunda parte, o País de Gales continuou a mostrar o porquê de estar em prova e marcou por mais duas vezes, com Robson-Kanu e Vokes a fazerem o resultado final. Leva já 10 golos esta selecção.

Espera-se um embate bastante interessante entre Bale e Ronaldo, na próxima quarta-feira, em Lyon.

Alemanha 1 – 1 Itália (6 – 5 após grandes penalidades)
Segunda final antecipada… e no fim ganharam os Alemães

A primeira parte foi bastante equilibrada, com as defesas a conseguirem suplantar os ataques adversários. Um nulo ao intervalo era o resultado certo. Na segunda parte, a Alemanha entrou mais pressionante, e sem surpresa conseguiu adiantar-se no marcador por Özil, após jogada bem trabalhada por Gomez e Hector no corredor esquerdo.

Parecia que a Itália não iria conseguir equilibrar as coisas até que Boateng comete uma falta infantil dentro da sua grande área, ao saltar de braços bem abertos a uma bola que até nem parecia das mais difíceis de cortar. Bonucci encarregou-se de levar a partida para o prolongamento. Os 30 minutos adicionais pouco ou nada adiantaram, com a decisão a ter de ser feita pelas grandes penalidades,

e Cedo os alemães adiantaram-se no marcador, através de remate de Boateng. Perto do intervalo, Mario Gomez elevou a contagem, para já a meio do segundo tempo Julian Draxler confirmar o terceiro golo para a turma de Löw.

18 grandes penalidades foram necessárias para desempatar este duelo. Por 3 vezes, ambas as equipas falharam as conversões, mas foi o falhanço de Darmian, na 17ª penalidade que deixou tudo em aberto para Hector decidir. E assim foi. Os germânicos passam às meias-finais onde vão defrontar os anfitriões do torneiro.

França 5 – 2 Islândia
Um sonho que chega ao fim…

Islandeses merecem o título de revelação da prova. A par dos galeses, protagonizaram uma página histórica no futebol dos seus países. A Islândia, mercê da sua condição de outsider no chamado grupo dos tubarões, ainda conseguiu somar pontos, ao afastar a favorita Inglaterra.

Mas perante uma França sedenta de não querer passar por qualquer tipo de surpresas, a Islãndia não conseguiu evitar que os gauleses concretizassem 4 dos 7 remates à baliza durante o primeiro tempo.
A segunda parte nada mais trouxe do que um resultado parcial de 2-1 a favor dos islandeses. Esta surpresa já vinha tarde demais. Olivier Giroud acabou por ser o homem mais concretizador do encontro.

Nova final antecipada marcada para a próxima quinta-feira, para o Parque do Príncipes, entre a Alemanha e a França.

Meias-finais:

06.07.2016 (20:00) – Portugal – País de Gales
07.07.2016 (20:00) – Alemanha – França

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 4 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Olivier Giroud (França) – 3 golos

terça-feira, 28 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - Oitavos - de - Final


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR

Croácia 0 – 0 Portugal (0 – 1 após prolongamento)

Croatas com dois olhos no burro… e nenhum no cigano!

O golo tardio da Islândia na terceira jornada da fase de grupos ditou que Portugal iria seguir por um caminho teoricamente mais fácil nas eliminatórias rumo à final. Mas o primeiro obstáculo foi tudo menos fácil. A Croácia entrava nesta fase da competição com a moral em alta, após ter superado a campeã europeia em título, a Espanha. O encontro foi quase que dormente, com as duas equipas a estudarem demais o jogo, a medirem com demasiadas cautelas a estratégia a seguir. Fundamentalmente a tentarem errar o menos possível. Daí que as oportunidades de golo de ambas as partes não tenham sido em elevado número e que no final dos 90 minutos a igualdade a zero fosse o resultado mais óbvio. Mas desta vez, o empate tinha de ser desfeito, ao contrário do que aconteceu com a nossa selecção durante a fase de grupos.
O prolongamento acabou por ser o arrastar do que se tinha passado até então, mas quando muitos já esperavam pelas grandes penalidades, eis que, após uma bola defendida a meias por Rui Patrício e pelo seu poste direito, os jogadores lusos desenharam aquilo a que se chama um contra-ataque perfeito. Renato Sanches conduziu a bola em velocidade por largas dezenas de metros. Ronaldo arrastou consigo para a ala direita dois adversários, Renato optou por colocar do lado esquerdo, em Nani. Este, levantando a cabeça e vendo Cristiano do lado oposto com o braço no ar, faz de imediato um passe rasteiro a rasgar a defesa, que mais parecia um remate frouxo falhado, mas pleno de intenção. Ronaldo domina e remata de pronto, com Subasic a defender, mas a deixar a bola a menos de um metro da linha de golo, onde aparece Ricardo Quaresma a dizer que sim com a cabeça. Estava desempatada a partida, a 3 minutos do final do prolongamento.
Depois foi só aguentar a derradeira tentativa dos croatas em tentar empatar. Portugal está nos quartos-de-final, tendo a Polónia como próximo adversário.

Suíça 1 – 1 Polónia (4 – 5 após grandes penalidades)
Polacos eliminam suíços e defrontam Portugal na próxima ronda.

Se dependesse da bicicleta de Shaqiri, a Suíça seguiria sem dúvida em frente. Até agora, o golo mais espectacular da prova. Nada mais do que uma bicicleta em cima da linha da grande área. Mas esse golo apenas empatou a partida, pois na primeira parte a Polónia tinha alcançado vantagem com golo de Kuba.

Na decisão das grandes penalidades, Xhaka acabou por falhar o seu tento.

País de Gales 1 – 0 Irlanda do Norte
Primeiro knock-out após Brexit… Galeses, para já, ficam!

Duas selecções que até agora nunca tinham chegado tão longe numa fase final de um europeu, mas a nova configuração da prova trouxe este ano estas novidades. Galeses, mais incisivos na fase de grupos, fizeram valer esse estatuto perante uma Irlanda do Norte que nunca se deu por vencida. Um auto-golo por parte do capitão Gareth McAuley, aos 75 minutos acabou por colocar os Galeses na fase seguinte.

Hungria 0 – 4 Bélgica
Belgas confirmam candidatura à final

Perante uma Hungria que nunca conseguiu verdadeiramente colocar em perigo a vitória belga, a verdade é que até aos 78 minutos o resultado não espelhava o que se estava a passar dentro do campo. Até que Hazard desencravou o marcador e permitiu que fosse obtida a maior goleada até agora.

Os belgas têm agora pela frente a selecção galesa.

Alemanha 3 – 0 Eslováquia
Eslovacos sem argumentos perante eficácia alemã.

Cedo os alemães adiantaram-se no marcador, através de remate de Boateng. Perto do intervalo, Mario Gomez elevou a contagem, para já a meio do segundo tempo Julian Draxler confirmar o terceiro golo para a turma de Löw.

Ficavam na expectativa do Itália – Espanha do dia seguinte.

Itália 2 – 0 Espanha
E o campeão europeu não é… a Espanha.

Uma coisa é certa. O título europeu vai mudar de mãos, o que não aconteceu há quatro anos, quando a Espanha revalidou o título. Mas desta vez, La Roja não teve argumentos perante uma Squadra Azzurra que deu uma lição táctica bem ao estilo de António Conte, talvez a figura principal desta selecção, ao invés de ser um jogador, como acontece provavelmente com todas as outras adversárias. Chiellini marcou ao passar da meia hora de jogo e Pellè carimbou o passaporte para os quartos no período de descontos.

Nova final antecipada dos italianos, agora perante germânicos.

França 2 – 1 República da Irlanda
Depois de Payet na fase de grupos, foi a vez de Griezmann brilhar!

Aos dois minutos os irlandeses colocaram-se em vantagem, com penalty convertido por Brady. Um susto que perdurou até intervalo da partida. Na segunda parte, a França partiu com tudo para dar a volta ao resultado e, perante o apoio dos seus adeptos em maioria, obviamente, acabou por dar a volta, com dois golos de Griezmann.

Tal como os alemães, a selecção da casa ficou a aguardar pelo Inglaterra – Islândia do dia seguinte.

Inglaterra 1 – 2 Islândia
O segundo Brexit na mesma semana, servido com gelo… Islandês!

A surpresa deste campeonato da europa. A Islândia voltou a dar cartas. No início muitos se questionaram como Portugal não conseguiu ganhar a esta Islândia. A resposta pode ser dada de várias formas e uma delas é esta partida que colocou os ingleses fora da prova. Cedo Wayne Rooney marcou um penalty que parecia escrever a história como seria mais expectável, mas Sigurdsson e Sigthórsson em menos de 15 minutos trataram de reverter a lógica a seu favor. Até ao final da partida, a Inglaterra tentou, mas perante uma muralha gelada mas cada vez mais capaz de fazer bem o que sabe fazer, de pouco ou nada valeu a tentativa britânica.

Irá ser uma festa, certamente, o embate entre islandeses e gauleses.

Quartos-de-Final:

30.06.2016 (20:00) – Polónia – Portugal
01.07.2016 (20:00) – País de Gales – Bélgica
02.07.2016 (20:00) – Alemanha – Itália
03.07.2016 (20:00) – França – Islândia

Melhores marcadores:

1º Antoine Griezmann (França) – 3 golos
2º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
3º Gareth Bale (País de Gales) – 3 golos


quarta-feira, 22 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - 3ª Jornada


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR


Grupo F – Um verdadeiro carrossel e Portugal apurado…

Última jornada no Grupo F. A Portugal chegaria o empate. A vitória daria a liderança do grupo. A derrota enviava os pupilos de Fernando Santos para férias mais cedo. Foi com estas 3 hipóteses que começou a girar o carrossel da derradeira ronda do grupo. Senão, vejamos:

18” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
19” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
42” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
47” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
50” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
55” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
60” – Golo da Áustria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
62” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 2º. Inglaterra nos oitavos.
94” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.

Ou seja, por 3 vezes durante a partida de hoje com a Hungria, Portugal esteve fora do Europeu. Por 3 vezes, conseguimos recuperar o prejuízo. É verdade que marcámos mais do que nos dois primeiros jogos, mas também sofremos mais golos. Digamos que a eficácia ofensiva veio à custa de alguns erros defensivos. Primeiro foi Nani o marcador e depois o capitão Ronaldo a bisar, com o seu primeiro golo de calcanhar digno de figurar nos compêndios de como bem finalizar. A Hungria qualificou-se em primeiro lugar e a surpreendente Islândia alcança o segundo posto, com o mesmo número de pontos do líder. A Áustria regressa a casa.

Quando a partida de Portugal terminou, o empate garantia desde já a qualificação. Dado o empate na altura entre Islândia e Áustria, o nosso futuro era defrontar a Inglaterra nos oitavos de final. Não era teoricamente a melhor opção, antes da jornada iniciar. Pior do que isso, Portugal entraria no “caminho para a final” no mesmo lado dos tubarões. Isto quereria dizer que para chegar ao dia 10 de Julho a Saint-Denis, Portugal, para além da Inglaterra, poderia ter de defrontar e eliminar a França, nos quartos de final e a Espanha / Itália / Alemanha nas meias finais.

Com o golpe de teatro dos islandeses, já no período de descontos, Portugal foi relegado para terceiro classificado e coloca-se do outro lado da travessia, evitando assim, caso chegue à final, os ditos colossos do futebol Europeu.

1º Hungria – 5 pontos (apurada)
2º Islândia – 5 pontos (apurada)
3º Portugal – 3 pontos (apurada como 3º melhor terceira classificada)
4º Áustria – 1 ponto (eliminada)

Grupo A – Franceses e Suíços festejam apuramento com empate

Na última ronda confirmaram-se as expectativas até aqui criadas. A França e a Suíça empatam a zero e garantem a qualificação.

A Albânia ainda tentou sonhar com o apuramento, ao ganhar perante a Roménia por 1-0. No entanto, a diferença de golos não lhe permitiu juntar-se ao grupo dos melhores terceiros.

1º França – 7 pontos (apurada)
2º Suíça – 5 pontos (apurada)
3º Albânia – 3 pontos (eliminada como pior terceira classificada)
4º Roménia – 1 ponto (eliminada)

Grupo B – Três pontos para o País de Gales

Nunca a máxima do jargão futebolístico, quando se remata bem por cima da trave, ao bom estilo de um ensaio convertido no Rugby, fez tanto sentido. E quando a proeza é alcançada por duas vezes, o resultado é a liderança do Grupo B, à frente dos inicialmente favoritos Inglaterra e Rússia. Goleada dos Galeses perante a Rússia, com mais um golo de Bale. A Rússia fez um Europeu para esquecer. Ou melhor, para recordar, para não repetir daqui a dois anos, quando receber no seu território o Mundial de Futebol.

A Inglaterra perdeu a liderança do grupo, ao empatar sem golos com a Eslováquia.

1º País de Gales – 6 pontos (apurada)
2º Inglaterra – 5 pontos (apurada)
3º Eslováquia – 4 pontos (apurada como 1º melhor terceira classificada)
4º Rússia – 1 ponto

Grupo C – Alemães e Polacos mantiveram-se empatados… no topo

Apesar de não se terem defrontado, Alemães e Polacos ganharam aos seus adversários pelo mesmo resultado. A Alemanha ganhou perante a Irlanda do Norte, que mesmo apesar da derrota ainda conseguiu apanhar o comboio.

A Polónia venceu a Ucrânia, que foi a maior desilusão deste torneio. Foi a única selecção que não alcançou qualquer ponto.

1º Alemanha – 7 pontos (apurada)
2º Polónia – 7 pontos (apurada)
3º Irlanda do Norte – 3 pontos (apurada como 4º melhor terceira classificada)
4º Ucrânia – 0 pontos (eliminada)

Grupo D – Croácia ultrapassa Espanha, em cima da meta

Luta pela liderança no grupo, com a Espanha a adiantar-se no marcador. A Croácia empata a partida e vê Sérgio Ramos falhar uma grande penalidade. No cair do pano, Perisic dá a vitória aos croatas.

Na outra partida, a Turquia ganhou finalmente, perante a República Checa por 2-0, mas a diferença de golos alcançada não lhe permitiu qualificar-se para os oitavos de final.

1º Croácia – 7 pontos (apurada)
2º Espanha – 6 pontos (apurada)
3º Turquia – 3 pontos (eliminada como 2º pior terceira classificada)
4º República Checa – 1 ponto (eliminada)

Grupo E – Duas Irlandas nos oitavos de final

A vitória da República da Irlanda por 1-0 perante a já apurada Itália faz com que continuem em jogo os melhores adeptos deste europeu, que boas lições têm dado sobre o que é o Fair-Play.

A Bélgica marcou mesmo ao final e confirmou a despedida da Suécia.

1º Itália – 6 pontos (apurada)
2º Bélgica – 6 pontos (apurada)
3º República da Irlanda – 4 pontos (apurada como 2º melhor terceira classificada)
4º Suécia – 1 ponto (eliminada)

Oitavos de Final:

25.06.2016 (14:00) – Suíça – Polónia
25.06.2016 (17:00) – País de Gales – Irlanda do Norte
25.06.2016 (20:00) – Croácia – Portugal
26.06.2016 (14:00) – França – República da Irlanda
26.06.2016 (17:00) – Alemanha – Eslováquia
26.06.2016 (20:00) – Hungria – Bélgica
27.06.2016 (17:00) – Itália – Espanha
27.06.2016 (20:00) – Inglaterra – Islândia

Melhores marcadores:

1º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
2º Gareth Bale (País de Gales) – 3 golos
3º Romelu Lukaku (Bélgica) – 2 golos