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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

AUTOR NACIONAL| Nuno Nepomuceno | Cultura Editora


 Fontes e Créditos

Texto: Site Oficial do Autor C/ redacção

Foto: Wikipedia


Nasceu em 1978. É autor da série bestseller de thrillers psicológicos Afonso Catalão, com a qual foi N.º1 de vendas nacional, de duas séries de ficção em formato podcast e de diversos contos.

Nomeado para vários prémios, incluindo o de Ficção Lusófona 2019 das Livrarias Bertrand com A Última Ceia, do qual foi finalista, destacou-se em 2012, quando venceu o concurso literário Note! com a obra O Espião Português, o seu primeiro livro, que a Cultura Editora reeditou em 2021.


Apresenta agora A Noiva Judia, o derradeiro título da série que o notabilizou. É representado pela Agência das Letras.


Para mais informações, consulte o site oficial do autor, www.nunonepomuceno.com, ou o microsite do livro, www.anoivajudia.com


Obras: Trilogia Freelancer (em reedição pela Cultura Editora)

             O espião Português, A Espia do Oriente, A Hora Solene

            Série Afonso Catalão

           A Célula Adormecida, Pecados Santos, A última Ceia, A Morte do Papa, o Cardeal, 

           A Noiva Judia (Lançamento a 20 de Janeiro de 2022, com Chancela da Cultura Editora)


Recorde a entrevista ao autor pela nossa Colaboradora Madalena Condado em 2017 AQUI

Leia a Crítica à obra A morte do Papa, por Isabel de Almeida AQUI

Leia a Crítica à obra recém reeditada O Espião Português, por Isabel de Almeida AQUI

terça-feira, 9 de junho de 2020

PALAVRA DE LEITOR | UMA PERSPECTIVA DIFERENTE, de Margarida Veríssimo sobre " A morte do Papa", de Nuno Nepomuceno | CULTURA EDITORA



Texto: Margarida Veríssimo 
Foto: Cultura Editora | D.R.

Saiba o que achou a leitora Margarida Veríssimo do novo livro de Nuno Nepomuceno " A morte do Papa", com chancela Cultura Editora.


A Morte do Papa - Livro - WOOK
É inevitável, ainda que nem sempre seja essa a intenção, a arte está de uma forma indelével gravada nas obras do Nuno Nepomuceno. Foi crescendo, fazendo parte do enredo, tornou-se título, até chegar o ponto em que percorre despretensiosamente as páginas do livro, deixando de ser protagonista, mas impondo a sua presença, sem a qual a história não faria sentido.
No livro “A Morte do Papa” a pintura não teria lugar, pensava o Nuno, outros assuntos, menos belos e menos visualmente apelativos, eram chamados a fazer parte de uma história por contar. Este livro não teria a arte como ingrediente. Não teria se a ação não se desenrolasse maioritariamente no Vaticano, não teria se o Nuno fosse indiferente às maravilhas nascidas das mãos e da mente humana.
Através da arte o Nuno Nepomuceno consegue envolver-nos e transportar-nos pelas labirínticas teias da ação. No livro, a arte é apresentada como sujeito passivo, observador, cenário. No entanto, com enorme subtileza, ao longo da história vai ganhando poder como elemento conciliador, como elemento de equilíbrio na narrativa. As obras extraordinárias criadas pelo homem em contrapeso com as suas mais vis ações. O belo como cenário do horrível. A magnificência da criação humana versus a crueza da destruição do homem pelo homem.
Assim que abrimos a capa do livro lá está ela, imponente: a colunata de Bernini. É só o início. Ao longo do livro a nossa mente vai visualizando e deleitando-se com pérolas da arquitetura, da escultura e também da pintura, obras primas de grandes mestres. Também o autor, no seu ato criativo, pincela o céu da cor do champanhe e pintalga de negro as muito azuis íris de Francesco.
Mas “A Morte do Papa” não é efetivamente um livro invocativo da capacidade do Homem de criar beleza, pelo contrário, mostra o seu lado mais negro, mais podre. E mais do que o Homem, mostra o lado mais negro, mais podre de uma instituição milenar. Uma Instituição capaz do melhor e do pior, em nome de Deus. Em nome de Deus, ou sob Sua proteção, cometem-se crimes hediondos. Em nome do mesmo Deus que inspira obras de arte tão grandiosas como algumas das descritas no livro.
Neste livro que cruamente despe, num despudor dorido, a capa da santidade e da pureza da igreja católica, mostrando o negrume que se esconde por baixo de tão ricas e belas vestes, encontrei o meu equilíbrio e elemento conciliador, na sua leitura, através da arte descrita, visualizada. O professor Catalão por fim também encontrou a sua paz, a reconciliação que necessitava, quero acreditar.



Margarida Veríssimo 

Leia AQUI a crítica literária da obra sob a perspectiva da nossa Editora Isabel de Almeida


FICHA TÉCNICA DO LIVRO:

Título: A Morte do Papa

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Edição: Janeiro de 2020

Nº de Páginas: 352


P.V.P.: €18,50




segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

CRÍTICA LITERÁRIA | " A morte do Papa", de Nuno Nepomuceno | CULTURA EDITORA


Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

Foto: Arquivo Nova Gazeta | D.R.


"A Morte do Papa", do autor Português Nuno Nepomuceno é mais uma prova de que devemos apostar em autores nacionais, sem medos e nos mais variados géneros literários. Em concreto, Nuno Nepomuceno já habituou os seus leitores residentes a excelentes thrillers, cheios de acção, intriga, mistério, perigo e belíssimas paisagens descritas ao detalhe, convidando o leitor a percorrer aqueles mesmos percursos das personagens da trama.

Ler um livro do autor é o que de mais equivalente conheço a viajar até aos cenários da narrativa, como se fossemos nós leitores uma das personagens envolvidas, e em simultâneo, de modo perfeitamente automátiico, embalados pelo mistério, acabamos por assumir também o papel de investigadores, conjecturando sobre hipóteses quanto a quem possa ser culpado ou inocente.

É bem visível na construção da narrativa o metódico trabalho de pesquisa e investigação que Nuno Nepomuceno investe na criação de cada um dos seus livros, o que mais enriquece os mesmos, indo além de produtos literários meramente comerciais, mas contendo informação real e fidedigna quanto a diversos detalhes, que nos alertam também para fenómenos sociais e políticos.

Desta feita, somos transportados até ao mundo fechado, perigoso e promiscuo, das lutas de poder fratricidas patente no cenário da Cidade do Vaticano. Inspirado na história da morte do Papa João Paulo I, o autor confronta-nos com um crime em pleno Vaticano, o Papa Mateus I pode ter sido assassinado, há ligações perigosas e segredos potencialmente mortíferos que causam vítimas inocentes (ou nem tão inocentes assim). 

Em nome da religião, e do poder à mesma associado, os valores humanos perdem terreno, e o que importa é atingir o topo das hierarquias no seio da Igreja Católica, sem olhar a meios para alcançar tal fim. Os homens fortes da Igreja Católica ( aqui representados pelos Cardeais Horace Tremblay e Diego De Santis) revelam-se perante os nossos olhos como ambiciosos, calculistas e mesmo cruéis.

A pressão dos media, a informação e contra-informação, os génios informáticos que desvendam segredos obscuros e os expõem publicamente, mas a coberto de anonimato. O jornalismo de investigação, e os serviços de espionagem que se mantém atentos ao que se passa no Vaticano.

Encontramos personagens já nossas conhecidas de anteriores obras do escritor a interagir com novas personagens. Já conhecidas e como protagonistas reencontramos como o Professor  Afonso Catalão, a sua esposa Diana Santos Silva, que será ajudada por um  colega - o Jornalista Italiano Paolo Fattore. 

Quem se esconde nas sombras? Todos são quem dizem ser? Quem mente? Quem diz a verdade? Quem sobreviverá incólume? Esta e muitas outras questões são colocadas aos leitores numa obra que apresenta uma escrita vivaz, com diálogos que prendem o leitor e que permitem caracterizar as personagens, bem como o espaço social e político em que estas se movem. Uma narrativa empolgante, em ritmo bastante dinâmico, uma escrita elegante e muitíssimo cuidada, o que é já imagem de marca do autor.

Perigo constante, mistério, segredos, ambição, um jogo sábio de verdades e mentiras que se cruzam perante os nossos olhos. Uma obra que se lê de um fôlego, e que nos faz reflectir sobre o poder das religiões, o que este pode implicar numa perspectiva nada inocente. 

E, mais uma vez, seria uma excelente ideia ver este livro passar ao grande ecrã, pois tem todos os elementos necessários a um bom thriller com muita acção e cenários fabulosos. Nuno Nepomuceno está, mais uma vez, de parabéns!
FICHA TÉCNICA DO LIVRO:

Título: A Morte do Papa

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Edição: Janeiro de 2020

Nº de Páginas: 352

P.V.P.: €18,50

Classificação Nova Gazeta: 5/5 Estrelas