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quarta-feira, 29 de junho de 2022

DIVULGAÇÃO | NOVAS CARTAS PORTUGUESAS, de MARIA ISABEL BARRENO, MARIA TERESA HORTA e MARIA VELHO DA COSTA | DOM QUIXOTE


Dom Quixote anuncia a publicação de uma nova edição de Novas Cartas Portuguesas, com o objectivo de assinalar os 50 anos de um livro intemporal e que continua a ser um marco na história da literatura portuguesa, pela primeira vez publicado em 1972, ano em que Maria Isabel BarrenoMaria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, desafiaram, corajosamente, o regime do Estado Novo que, em resposta, instaurou uma perseguição às autoras num vergonhoso processo judicial que viria para sempre a ficar conhecido como o julgamento das Três Marias.

Com efeito, a 25 de Outubro de 1973Maria Isabel BarrenoMaria Teresa Horta e Maria Velho da Costa foram conduzidas a tribunal por terem escrito um livro, cuja primeira edição foi recolhida e destruída pela censura então vigente, três dias após o seu lançamento. A inacreditável justificação foi a de que se tratava de um volume com “conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública”. O processo concluiu-se já depois do 25 de Abril de 1974 e, no dia 7 de Maio desse mesmo ano, o tribunal, pela mão do Juiz Acácio Lopes Cardoso, declara que “o livro não é pornográfico nem imoral, pelo contrário, é uma obra de arte, de elevado nível, na sequência de outros que as autoras já produziram”.

 

domingo, 29 de agosto de 2021

DIVULGAÇÃO | PAIXÃO, de MARIA TERESA HORTA | DOM QUIXOTE (poesia)

 



Novo livro de poesia de uma das mais importantes escritoras de língua portuguesa.

Uma homenagem, em forma de poemas, a um amor e a uma paixão de uma vida inteira.  


quinta-feira, 1 de abril de 2021

DIVULGAÇÃO | ESTRANHEZAS, de MARIA TERESA HORTA

 ESTRANHEZAS, DE MARIA TERESA HORTA, VENCE PRÉMIO CASINO DA PÓVOA – CORRENTES D’ESCRITAS


Com o livro Estranhezas, publicado pela Dom Quixote em Outubro de 2018Maria Teresa Horta, que era uma das onze finalistas, acaba de ser anunciada vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa, integrado na 22.ª Edição do Festival Literário Correntes d’Escritas, que hoje mesmo teve início na Póvoa de Varzim.

O júri do prémio, constituído por Daniel JonasInês PedrosaJosé António GomesLuís Caetano e Marta Bernardes, tomou esta decisão por maioria e justificou-a afirmando que Estranhezas é uma “síntese de um percurso poético ancorado na celebração do corpo e do desejo, que estabelece um diálogo transgressor com a tradição lírica e medieval e renascentista”, ao mesmo tempo que salientou o facto de a autora ter criado “um glossário e uma sintaxe muito pessoais, um idioma singular que subverte e actualiza a ideia da poesia como um canto celebratório, brincando com as convenções da rima e do ritmo, fazendo-as implodir num erotismo vital, que se exerce numa contínua experimentação dos limites da nudez e mistério da palavra”.

Estranhezas é um livro composto por sete capítulos que não encobrem uma continuidade quase vital: No EspelhoPaixãoDa BelezaAlteridadesTumultoFerocidades e À Beira do Abismo
É que se o eu horteano está bem patente nos primeiro, segundo e último capítulos, os outros e outras de AlteridadesTumulto e Ferocidades são magníficos desenhos traçados pela mesma mão que escreveu os primeiros.
Tudo isto sob o signo da asa. Que a capa de Dürer bem afirma, e o poema A Asa, da contracapa, explana, numa poderosa manifestação do talento da autora.

Maria Teresa Horta sucede assim ao escritor angolano Pepetela que no ano passado, quando o prémio se destinou a obras em prosa, o venceu com o romance Sua Excelência, de Corpo Presente, igualmente publicado pela Dom Quixote.

Nascida em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de LetrasMaria Teresa Horta, escritora e jornalista, estreou-se na poesia em 1960, com Espelho Inicial; no ano seguinte participou com Tatuagem em Poesia 61. Tem a sua obra poética editada (17 títulos, entre os quais o inovador Minha Senhora de Mim, recentemente reeditado) e coligida em Poesia Reunida (2009).
Posteriormente, trouxe a público Poemas para Leonor (2012), A Dama e o Unicórnio (2013), Anunciações (2016) – Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017 –, Poesis (2017) e, para além de Estranhezas, a antologia pessoal Eu Sou a Minha Poesia (2019).

Na ficção, é autora de Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970), Ana (1974), Ema (1984), Cristina (1985) e A Paixão segundo Constança H. (1994) e co-autora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, das internacionalmente reconhecidas Novas Cartas Portuguesas (1972).
Em 2011, publicou As Luzes de Leonor, romance sobre a Marquesa de Alorna distinguido com o Prémio D. Diniz, da Fundação da Casa de Mateus. Em 2014, ano em que lhe foi atribuído o Prémio Consagração de Carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores, editou o volume de contos Meninas.
Com livros editados no Brasil, em França e ItáliaMaria Teresa Horta foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal e é considerada uma das mais destacadas feministas da lusofonia.