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domingo, 22 de outubro de 2023

DIVULGAÇÃO | DEBAIXO DA ONDA EM WAIMEA, de PAUL THEROUX | QUETZAL

 

Com o pano de fundo deslumbrante da costa do Havai, Theroux capta a glória e a nostalgia de um passado aventuroso, enquanto mostra que se devem aproveitar as ondas que a vida levanta.

Para Joe Sharkey, lenda do surf, este não é um desporto, mas uma forma de estar na vida. Agora, retirado das competições, e após décadas de viagens por todo o mundo atrás das melhores ondas, a sua existência permanece ligada à natureza: saboreia um presente despreocupado, passando os dias entre a casa sobranceira ao mar -- um pequeno éden de flora e fauna - e as magníficas ondas do Pacífico. Uma noite, voltando a casa ao volante e ligeiramente embriagado, atropela e mata um homem. Sharkey começa por querer obliterar o acidente do seu pensamento, mas a negação do acontecimento traumático vai fazê-lo perder o rumo. A recuperação só começará quando, coagido pela namorada, assume o acidente e começa a investigar o passado (surpreendente) da vítima.

Ambientado no luxuriante Havai e retratando a gente que o habita e os seus costumes, este romance é também um tributo de Paul Theroux ao arquipélago onde escolheu viver.

sábado, 3 de setembro de 2022

DIVULGAÇÃO | ONDE, de JOSÉ LUÍS PEIXOTO | QUETZAL

 

Livro múltiplo e absolutamente coeso, sobre miradouros e distância, árvores e tempo, rios e caminho, sobre fé, história, sobre ler, estar e ser, sobre Abrantes, Constância, Sardoal e o mundo inteiro.

Textos ou lugares, talvez poemas. O livro é difícil de resumir, mas fácil de entender, claro como um mapa. Não saberemos realmente o que perdemos se não lermos, se não formos lá.

José Luís Peixoto desafia-nos a acompanhá-lo ao longo de um território de paisagem e de escrita, de pequenas e de grandes descobertas, de enormes revelações.

O lugar onde estamos é a vida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

DIVULGAÇÃO | O ÚLTIMO COMBOIO PARA A ZONA VERDE, de PAUL THEROUX | QUETZAL

 


Depois da grande narrativa de Viagem por África, que o levou do Cairo à Cidade do Cabo, Paul Theroux alimentou o desejo de percorrer a «margem ocidental» do grande continente até ao Norte de África. Porém, após visitar Angola, o incansável viajante decide interromper o seu caminho ascendente. As experiências por que passou, a deceção com a decadência, a omnipresença da corrupção e da pobreza, além da perda da comunhão dos povos com a natureza, terão feito desta a última viagem de Theroux ao Continente Negro. Viajando sozinho, atravessando a África do Sul e a Namíbia, chega a Angola para encontrar um mundo cada vez mais distante dos itinerários dos viajantes e das esperanças originais pós-independência.

sábado, 27 de agosto de 2022

DIVULGAÇÃO | HISTÓRIA DA ETERNIDADE, de JORGE LUÍS BORGES | QUETZAL

 

Esgotado há alguns anos, o livro História da Eternidade, de Jorge Luis Borges, regressa às livrarias com nova imagem de capa, que utiliza os elementos do tríptico das Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch. Uma reflexão sobre o tempo, o infinito e o finito, entre outras questões que só abrem as portas para a admirável sabedoria de um dos grandes «autores do mundo».

Para Platão, o tempo era uma imagem em movimento da eternidade. Borges cita o filósofo no início deste livro. O texto que dá o título a História da Eternidade ocupa-se do tempo e da sua negação e examina os dois conceitos opostos da eternidade: a alexandrina, de raiz platónica, e a cristã, nascida com a doutrina trinitária e formalizada por Santo Agostinho.

Outras passagens deste volume são digressões luminosas que apresentam quer a doutrina de Nietzsche sobre o eterno retorno, quer as ideias sobre o movimento da história – pequenos tratados de filosofia e literatura. Ao mencionar a essência do tempo e as nossas perplexidades, Borges dá como exemplo o caso dos tradutores de As Mil e Uma Noites, que nunca encontraram uma única versão definitiva. História da Eternidade, cuja primeira edição data de 1936, anuncia os contornos do génio de Borges e a sua presença no cânone da literatura do século xx.

Tradução de José Colaço Barreiros.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

DIVULGAÇÃO | O MEU IRMÃO SERGE, de YASMINA REZA | QUETZAL

 

A narrativa centra-se em redor de três irmãos, agora na casa dos cinquenta, e numa viagem que fazem juntos a Auschwitz. Serge, a personagem mais flamejante da família, é o irmão mais velho, mulherengo e hipocondríaco; Nana, outrora a menina dos olhos do pai, destinada a um futuro glorioso em altas esferas, acaba casada com um espanhol esquerdista e sem dinheiro; Jean, o irmão mais novo, é um homem sem grandes encantos e a quem ninguém presta muita atenção embora seja ele quem cuida da paz entre os irmãos.

sábado, 12 de março de 2022

DIVULGAÇÃO | A Rainha e a Bastarda, de Patrícia Muller | Quetzal - Grupo Bertrand Círculo


 Uma filha morta, uma santa famosa e um homicídio sem culpados. São estes os ingredientes do romance medieval que servem de argumento para A Rainha e a Bastarda, uma história de Patrícia Müller, baseada em factos verídicos, que deu origem à série homónima, produzida pela Fado Filmes, e que está neste momento a ser exibida pela RTP. O livro chega hoje às livrarias portuguesas.


Em 1320, num país recém-formado e pobre, sitiado pela guerra e com fronteiras flutuantes e alianças estranhas, Isabel – «a Rainha Santa» – é a figura mais importante da nação, uma mulher misteriosa e autora de milagres que arrisca a vida em gafarias onde trata de leprosos e outros doentes. Ela é a mulher de Dinis, o rei, e mãe de Afonso, o herdeiro, ambos envolvidos numa guerra civil que altera as suas vidas.


O príncipe acusa o pai de preferir Sanches, um dos bastardos reais, e de querer colocá-lo no trono. É no meio desta desordem e desta violência que Maria Afonso, a bastarda mais nova do rei D. Dinis, é violada e morta no convento de Odivelas. Desgostoso com a morte da sua filha preferida, o rei pede ao cavaleiro Lopo Aires Teles que conduza uma investigação destinada a encontrar o assassino de Maria Afonso.


O caminho que o cavaleiro percorre irá levá-lo a uma conspiração religiosa desconhecida, a Vataça Lascaris (a aia da rainha, de origem bizantina, por quem Lopo desenvolve uma obsessão sexual) e à própria Isabel, a Rainha Santa, que guarda segredos que podem mudar o rumo da História de Portugal – e não é tão santa como o tempo a consagrou.


Redacção com Quetzal - Comunicação

quarta-feira, 2 de março de 2022

AUTOR NOBEL | Mario Vargas Llosa | Quetzal


 Mario Vargas Llosa nasceu em Arequipa, no Peru, em março de 1936. Aos 17 anos decide estudar Letras e Direito e, no ano seguinte, casa com a sua tia Julia Urquidi – assegurando a subsistência com trabalhos muito diversos, desde conferir e rever nomes de lápides dos cemitérios até escrever para a rádio ou catalogar livros. Graças a uma bolsa, em 1959 abandona o Peru e ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde faz provas de doutoramento, fixando-se de seguida em Paris. Sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol — tinha publicado apenas um primeiro livro de contos. Regressa ao Peru em 1964, divorcia-se de Julia Urquidi e casa no ano seguinte com a sua prima Patricia Llosa, com quem parte para a Europa em 1967, tendo vivido até 1974 na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona — após o que regressa novamente ao Peru. O seu afastamento em relação ao regime de Havana (que visitara pela primeira vez em 1965) irá marcar toda a sua biografia política e literária a partir de 1971. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política que o levou, em 1990, a aceitar candidatar-se à Presidência da República. Depois da derrota eleitoral passou a viver em Londres e, mais recentemente, entre Paris e Madrid, escrevendo romances, ensaios literários, peças jornalísticas e percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010.

Autor - Prémio Nobel da Literatura 2010

Redacção com Quezal/ Bertrand Círculo


terça-feira, 1 de março de 2022

Lançamento | Conversas em Princeton, de Mario Vargas Llosa | Quetzal - Grupo Bertrand Círculo

 



Em 2015, na Universidade norte-americana de Princeton, Mario Vargas Llosa deu um curso de Literatura e Política juntamente com Rubén Gallo. Daí resultaram, ao longo de um semestre, entusiásticos debates com um grupo de alunos, que, segundo Vargas Llosa, sabiam mais da construção da sua obra do que ele próprio. Este livro, Conversas em Princeton, organizado e prefaciado por Rubén Gallo, reúne o que de melhor ali se discutiu.


Sempre com a perspetiva do autor, que revela o processo criativo na base dos seus romances; a de Rubén Gallo, que analisa os diferentes sentidos que as obras de Llosa assumiram no momento da publicação; e a dos estudantes, cujas reflexões e interrogações dão voz a milhares de leitores deste Nobel da Literatura. Conversas em Princeton oferece também digressões por outros subtemas: teorias do romance, a ameaça do terrorismo no século XXI – numa conversa em que participou o jornalista Philippe Lançon, sobrevivente do ataque ao Charlie Hebdo –, além das histórias e das muitas personagens de romances que mudaram o destino da literatura.


No texto final («História e literatura»), Mario Vargas Llosa afirma: «Estou convencido de que o espírito crítico, indispensável para o funcionamento da democracia, se forma e enriquece mais graças à literatura do que a qualquer outra disciplina».


Com tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra, Conversas em Princeton chega às livrarias a 3 de março.

sábado, 8 de janeiro de 2022

DIVULGAÇÃO |Renascer - Diários e apontamentos de 1947-1963, de Susan Sontag | QUETZAL - Grupo Bertrand Círculo

 

Redacçao e Grupo Bertrand Círculo

D.R. 


«Tudo começa a partir de agora – Renasci.» É com estas palavras, escritas a 31 de maio de 1949, que Susan Sontag, com apenas dezasseis anos, revela o seu espírito inquieto e insatisfeito, que irá torná-la numa das figuras mais proeminentes de meados do século XX. «Agora sei a verdade – sei o quanto amar é bom e legítimo – foi-me, de certa forma, dada autorização para viver», conclui, numa das muitas entradas que compõem Renascer. Diários e Apontamentos 1947-1963, editados postumamente pelo filho, David Rieff.

«O que sei é que, enquanto leitora e escritora, a minha mãe adorava diários e cartas – quanto mais íntimos, melhor. Assim, talvez Susan Sontag, a escritora, tivesse aprovado o que eu fiz. Seja como for, assim o espero», escreve, em justificação pela divulgação destes textos íntimos, que se iniciam com os anos da adolescência, em 1947, atravessam os anos da faculdade, as primeiras experiências na escrita, a sua formação sexual e emocional, e terminam em 1963, quando Susan Sontag era já plena participante e observadora da vida intelectual e artística da cidade de Nova Iorque. Com tradução de Nuno Guerreiro Josué, Renascer regressa às livrarias a 13 de janeiro.


Crítica internacional:

«Busca incessante pela descoberta e pela mudança.» The New York Times

«A força da originalidade intelectual que viria a ser o seu cunho.» The Guardian

«Padrão de seriedade numa cultura que capitulou diante da facilidade da ironia ou do puro entretenimento.» The New Yorker

«Susan Sontag é uma pensadora poderosa, e uma escritora ainda melhor do que qualquer pessoa que nestes dias usa a etiqueta

de “intelectual”.» New York Observer

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

LITERATURA Antologia de poemas escolhidos de João Luís Barreto Guimarães

Ao completar trinta anos de vida literária, João Luís Barreto Guimarães, que além de poeta e tradutor também é médico (licenciou-se em Medicina e Cirurgia), regressa à edição com O Tempo Avança por Sílabas, antologia de cem poemas escolhidos pelo autor, a partir dos dez livros que publicou entre Há Violinos na Tribo, em 1989, e Nómada, em 2018. O Tempo Avança por Sílabas chega às livrarias a 1 de fevereiro. Conjugando fragmentos do quotidiano com a História e a memória, a sua poesia – irónica, biográfica, melancólica, musical – captura objetos e instantes do presente, na fronteira entre a poesia e a prosa, refletindo sobre o lugar da escrita (a casa, o café, a cidade, a viagem) e o tempo de hoje.

Sobre o autor
João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto, a 3 de junho de 1967. Poeta e tradutor, divide oseu tempo entre Leça da Palmeira e Venade. O Tempo Avança por Sílabas reúne cem poemas selecionados pelo autor, dos dez livros que publicou até ao momento. É o seu quinto livro na Quetzal,
após a publicação dos primeiros sete títulos na Poesia Reunida, em 2011, Você Está Aqui, em 2013, Mediterrâneo, em 2016, ao qual foi atribuído o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, e Nómada, em 2018. A sua obra está representada em antologias poéticas e revistas literárias de numerosos países, tendo Mediterrâneo sido publicado em espanhol.