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segunda-feira, 15 de julho de 2024

OS ROSTOS, de TOVE DITLEVSEN | DOM QUIXOTE

Copenhaga, 1968. Lise, uma escritora de livros infantis e mãe de três filhos, casada, vê a sua vida quotidiana a esvair-se. É cada vez mais assombrada por rostos e vozes sem corpo. Além disso, está convencida de que o seu marido, extravagantemente infiel, a vai deixar. Mas, acima de tudo, tem medo de não voltar a escrever. No entanto, à medida que mergulha num mundo de comprimidos e hospitais, começa a interrogar-se: será a loucura algo que realmente se deva temer, ou será que traz uma espécie de liberdade?

Em Os Rostos Tove Ditlevsen reflete sobre casamento e divórcio, amor e loucura, medo, ternura e maldade, utilizando magistralmente os meios literários para tornar tangíveis as mudanças na perceção de uma mulher.

Tendo-se inspirado no seu quarto e último casamento, com a sua escrita sensível, sofisticada e de uma integridade e ironia corajosas, Ditlevsen consegue transformar em arte as experiências da vida pessoal. É por isso vista como uma precursora de escritores confessionais como Karl Ove Knausgård, Annie Ernaux, Rachel Cusk e Deborah Levy.
 

quinta-feira, 6 de junho de 2024

OS ROSTOS, de TOVE DITLEVSEN | DOM QUIXOTE

Copenhaga, 1968.
Lise, uma escritora de livros infantis e mãe de três filhos, casada, vê a sua vida quotidiana a esvair-se. É cada vez mais assombrada por rostos e vozes sem corpo. Além disso, está convencida de que o seu marido, extravagantemente infiel, a vai deixar. Mas, acima de tudo, tem medo de não voltar a escrever. No entanto, à medida que mergulha num mundo de comprimidos e hospitais, começa a interrogar-se: será a loucura algo que realmente se deva temer, ou será que traz uma espécie de liberdade?

Em Os Rostos Tove Ditlevsen reflete sobre casamento e divórcio, amor e loucura, medo, ternura e maldade, utilizando magistralmente os meios literários para tornar tangíveis as mudanças na perceção de uma mulher.
Tendo-se inspirado no seu quarto e último casamento, com a sua escrita sensível, sofisticada e de uma integridade e ironia corajosas, Ditlevsen consegue transformar em arte as experiências da vida pessoal. É por isso vista como uma precursora de escritores confessionais como Karl Ove Knausgård, Annie Ernaux, Rachel Cusk e Deborah Levy.



 

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

DIVULGAÇÃO | A TRILOGIA DE COPENHAGA, de TOVE DITLEVSEN | DOM QUIXOTE

 

Considerada uma obra-prima, A Trilogia de Copenhaga (1967-71) reúne num único volume Infância, Juventude e Relações Tóxicas,

os três livros fundamentais de Tove Ditlevsen, aclamada como uma das vozes mais importantes e singulares da literatura dinamarquesa do século XX. Uma obra corajosa e honesta que representa um exercício pioneiro no campo da escrita confessional, explorando temas como a família, o sexo, a maternidade, a toxicodependência e as dificuldades da mulher para ser artista. Infância conta a história de uma criança inadaptada e da sua determinação em tornar-se poeta; Juventude descreve as suas primeiras experiências sexuais, o contacto com o mundo do trabalho e a descoberta da independência; e Relações Tóxicas abrange, sobretudo, os vários casamentos da autora e a sua horrível queda no vício da droga, facilitada pelo seu sinistro marido-médico.

Embora baseado nas experiências de Ditlevsen, este é um livro que se lê como a ficção mais empolgante, sendo notável pela sua intensidade e descrição imersiva de um mundo de complexas amizades femininas, relações familiares e literatura.

Com a sua escrita sensível, sofisticada e de uma integridade e ironia corajosas, Ditlevsen consegue transformar em arte as experiências da vida pessoal, sendo por isso vista como uma precursora de escritores confessionais como Karl Ove Knausgård, Annie Ernaux, Rachel Cusk e Deborah Levy.