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domingo, 15 de setembro de 2024

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "A ÚLTIMA IMPERATRIZ", de MARIA JOÃO FIALHO GOUVEIA

 

Maria João Fialho Gouveia é filha dos anos 60 e do Estoril. Jornalista, passou pelas várias áreas da imprensa. Presentemente abraça a literatura, definindo-a como uma doce e viciante solidão que lhe completa a alma. Mulher de causas pelos direitos humanos e dos animais. Tem publicados os livros: Fialho Gouveia – Biografia sentimental, Dona Francisca de Bragança – A princesa boémia, As Lágrimas da Princesa, Sob os Céus do Estoril, Maria da Fonte – A Rainha do povo, Os Távoras – Entre a virtude e o pecado, Dona Filipa e Dom João I – Unidos pelo reino e pelo amor, O Primeiro Amor de Dom Carlos, A Templária, Inês.


A Última Imperatriz que a Bertrand Editora agora publica e cujo lançamento teve lugar no passado dia 14 de setembro, pelas 17h00 no Palácio da Presidência na Cidadela de Cascais contou com a apresentação de Pedro Salema e um momento musical da soprano lírico coloratura Maria Isabel Seabra, acompanhada ao piano. Teve o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I.


Ficou a promessa de um novo romance para breve, para o qual já começou a fazer as suas pesquisas. Deixando no ar o mistério sobre a sua história e com a garantia de que seria algo novo com o qual espera surpreender o público.

Não se esqueceu de reafirmar que ainda que seja muito difícil ser artista no nosso país faz o que gosta, porque gosta e para quem gosta.




Texto: Madalena Condado

Fotos: Mário Ramires

domingo, 19 de fevereiro de 2023

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "A MAIS BREVE HISTÓRIA DA RÚSSIA, de JOSÉ MILHAZES | CÂMARA MUNICIPAL DA LOURINHÃ

 









Nem só de folia vive o Homem!

Sábado à noite nas ruas praticamente desertas da Lourinhã, onde só se ouvia o som de passos caminhando aparentemente sem rumo, até pararem à porta do Auditório Dr. Afonso Rodrigues Pereira. Um prédio antigo, renovado, com um anfiteatro suficientemente grande para o evento a que se destinava. Fileiras de cadeiras, o ar condicionado ligado, convidativo, para quem deixava para trás o frio da noite e nas caras dos responsáveis pela organização uma expressão de incerteza, seria o público suficiente para preencher a sala? O dia escolhido para a apresentação do livro: “A Mais Breve História da Rússia”, de José Milhazes, era uma aposta arriscada quando a vizinha Torres Vedras estava com o Carnaval ao rubro. O evento da noite era uma versão do Oeste de David contra Golias.

Foi num piscar de olhos, que a angústia sobre a possibilidade de uma sala vazia se transformou num pesadelo logístico, os lugares deixaram de ser suficientes para acomodar tanta gente. Prontamente foram colocadas cadeiras de apoio dos dois lados de cada fila, houve ainda quem se encostasse às paredes ou até mesmo se sentasse no chão, as portas deixadas abertas permitiam que todos os que já não tinham lugar no interior pudessem assistir ainda que do lado de fora.

Sentiu-se no ar um entusiasmo vibrante quando José Milhazes entrou, a assistência com o seu livro recém-adquirido aguardava expectante para o escutar. Ficámos a saber o motivo pelo qual escreveu o livro, quando o tinha feito, falou com emoção sobre todo o percurso que tem pautado a sua vida, como poveiro, filho de pescadores, marido, pai, avô, o motivo que o fez viver na URSS, as circunstâncias que o fizeram deixar a atual Federação Russa, como todos os momentos da sua vida que o moldaram, fortaleceram, o tornaram no homem admirado e admirável que é.

Às inúmeras perguntas que lhe foram colocadas respondeu sempre com conhecimento, humor e “sem papas na língua”, possivelmente, das suas características, aquela que mais apreciamos.

Passava da meia-noite quando terminou, mas não se foi embora, não sem antes falar individualmente com todos aqueles que não se quiseram despedir, sem levar uma dedicatória sua como lembrança, de um serão tão bem passado.

Obrigada José Milhazes.

Também lhe tenho muita estima e consideração.










Texto: Madalena Condado

Fotos: Pavel Kolomytsev


domingo, 11 de setembro de 2022

APRESENTAÇÃO | "Orgulhosamente Sós", de Bernardo Futscher Pereira apresentado na Fundação Callouste Gulbenkien dia 13 de Setembro | Dom Quixote - Grupo LeYa


 Uma conversa entre o historiador Filipe Ribeiro de Meneses e o embaixador Bernardo Futscher Pereira, moderada pela jornalista Luísa Meireles, agendada para a próxima terça-feira, 13 de setembro, às 18h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, serve de apresentação ao livro “Orgulhosamente Sós, A Diplomacia da Guerra 1962-1974”, obra que conclui a trilogia dedicada à história diplomática do Estado Novo à qual o actual embaixador de Marrocos dedicou a última década. Pela primeira vez é feita a narrativa integrada e coerente da política externa de Salazar no período das guerras coloniais até ao 25 de Abril.


Este volume descreve os esforços do regime para escapar ao isolamento internacional e encontrar os apoios indispensáveis ao esforço de guerra que desenvolvia em três frentes: Angola, Moçambique e Guiné. Seguindo uma abordagem cronológica do conflito, o atual embaixador português em Marrocos coloca o foco na atividade diplomática do regime, mas integra também os aspetos mais relevantes das campanhas militares e da situação política prevalecente em Lisboa.


A investigação inédita, feita no Arquivo Histórico e Diplomático do ministério dos Negócios Estrangeiros, lança uma nova luz sobre diversos aspetos da atividade do Estado Novo neste período, tais como os debates ocorridos no seio do regime em 1962 após a queda de Goa, as negociações com os países africanos em Nova Iorque em 1963, o incentivo de Portugal à independência unilateral da Rodésia, os enormes esforços feitos por Salazar para cativar a África do Sul, que acabariam por conduzir à decisão de construir Cabora Bassa e posteriormente ao exercício Alcora, e a forma como se desenvolveram as relações com os estados limítrofes das províncias ultramarinas, designadamente a Zâmbia, o Malawi e o Zaire.


Procurando fazer das fraquezas forças, em 1965, Salazar proclamara que combatíamos “orgulhosamente sós”, frase inspirada em Mussolini. Do ponto de vista ideológico, a fórmula era inteiramente exata. No plano diplomático, a situação era menos clara. Desde o Ultimato de 1890, a defesa do Ultramar era um paradigma da política portuguesa. Atravessara intacto as últimas décadas da Monarquia e toda época conturbada da Primeira República. Para os ideólogos do Estado Novo, formados no culto da Nação, proteger esse legado sagrado tornara-se a razão de ser do regime. A defesa das colónias e a defesa do regime eram consubstanciais. Salazar considerava impensável abdicar de qualquer parcela do território nacional. Marcelo Caetano, quando chegou ao poder em 1968, teve a oportunidade de procurar uma saída para uma situação de impasse que já se tornara notória: “Ainda hoje é difícil explicar porque não o tentou”. 


Bernardo Futscher Pereira nasceu em 1959. Estudou no Liceu Francês Charles Lepierre. Tem mestrados em Ciências Políticas e em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia em Nova Iorque. Trabalhou como jornalista antes de ingressar no Ministério dos Negócios Estrangeiros em 1987. Como diplomata, o seu primeiro posto no estrangeiro foi em Tel Aviv. Serviu em Bruxelas como chefe de gabinete do secretário-geral da UEO, embaixador José Cutileiro. Foi conselheiro diplomático do ministro da Defesa Nacional, José Veiga Simão, e assessor para as relações internacionais do Presidente da República Jorge Sampaio entre 1999 e 2006. Foi cônsul-geral em Barcelona e embaixador em Dublin entre 2012 e 2017. Foi conselheiro diplomático e «sherpa» do primeiro-ministro António Costa entre 2017 e 2019. Tem publicado numerosos artigos sobre a política externa portuguesa, história diplomática e política internacional. É autor de “A Diplomacia de Salazar (1932-1949)”, editado em 2012, e “Crepúsculo do Colonialismo (1949-1961)”, publicado em 2017. É embaixador em Rabat desde janeiro de 2020.

sábado, 11 de dezembro de 2021

ACTUALIDADE LITERÁRIA | Cristina Carvalho apresentou novo livro na Suécia | Relógio D´Água


 Texto: Isabel de Almeida

Foto: D. R. Créditos Embaixada de Portugal em Estocolmo - Via Facebook


   No passado dia 9 de Dezembro de 2021 a escritora Cristina Carvalho esteve presente no Museu de Strindberg, em Estocolmo Suécia, onde teve a oportunidade de apresentar o seu mais recente livro " Strindberg - Neste Mundo fui apenas um Convidado", com chancela Portuguesa da Relógio D´Água e prefácio do Professor Daniel Sampaio


A Embaixada Portuguesa em Estocolmo destacou este relevante evento cultural que aproxima culturalmente a Suécia e  Portugal, assinalando o agradecimento público ao director do Museu Strindberg - Erik Hook - anfitrião do evento bem como aos dois alunos de Português - Emma Hernborg e Mattias Carranza, que tiveram oportunidade de ler para os presentes excertos da obra literária em Português e em Sueco.