sexta-feira, 7 de abril de 2017

LIFESTYLE | Sugestões de Fim de Semana

Neste fim de semana aproveite as nossas sugestões:


Onde ir | XV Festival de Sopas e Merendas de Alenquer

Entre os dias 7 e 9 de Abril decorre na Adega Cooperativa da Labrugeira, na Freguesia da Ventosa, Alenquer, o XV Festival de Sopas e Merendas de Alenquer. Um evento onde é possível provar as iguarias e vinhos da região e desfrutar de um programa de entretenimento de cariz popular, onde actuam artistas locais, grupos de Sevilhanas, grupos corais e musicais.
Fique a par do programa visitando a página oficial de Facebook da Adega Cooperativa da Labrugeira



O que ver |  Séries Tv

Se não teve tempo de ver durante a semana a estreia da  5ª temporada da Série Prison Break, aproveite para fazer o update durante o fim de semana através do canal Fox Portugal.



Seguir na Blogosfera | Menina dos Policiais | Blog Literário Especializado

É fã de policiais e thrillers? Então tem de conhecer este blog muito especial. O blog Menina dos Policiais foi fundado em Agosto de 2010 por Vera Brandão, e ali poderá encontrar críticas a diversas obras literárias deste género tão específico e hoje novamente em grande voga. A Vera tem um "fraquinho" pelos policiais nórdicos, mas também se perde em clássicos e vai seguindo atentamente as novidades editoriais neste âmbito. Nós aqui na redacção somos fãs e, sem dúvida, é neste simpático e cuidado blog que ficamos a par  do que vai acontecendo "no mundo do crime". Siga o blogs na plataforma blogger e na respectiva página do Facebook (links abaixo, a seguir ao logotipo).



Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária e Editora de Cultura
Fotos: Direitos Reservados
Trailer: Direitos Reservados Fox  e Youtube

quinta-feira, 6 de abril de 2017

CULTURA | "A Rapariga de Antes" , de JP Delaney chega hoje às livrarias


O livro de que todos falam chega hoje às livrarias e promete dar que falar entre os adeptos do thriller psicológico.

"A Rapariga de Antes", de JP Delaney foi publicado nos Estados Unidos em Janeiro deste ano e tem-se revelado um enorme sucesso editorial, estando já destinado a chegar às salas de cinema numa adaptação a cargo do realizador Ron Howard.

Aclamado pela crítica internacional, foi descrito como "Original e Viciante" pelo The Times tendo merecido do The Washington Post a seguinte menção: " A Rapariga de antes merece o lugar cimeiro nos livros de suspense."

Em Portugal o livro chega pelas mãos da chancela Suma de Letras do Grupo Editorial Penguin Random House.

Veja o booktrailer e prepare-se para desvendar que segredos se escondem por detrás das paredes do Nº 1 de Folgate Street, uma moradia moderna, de traços arquitectónicos minimalistas que faz as delícias de quem procure um refúgio que não promete menos do que a perfeição.





Fonte e créditos Banner, Logotipo e Booktrailer : Suma de Letras - Grupo Editorial Penguin Random House Portugal |Direitos Reservados

Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária

domingo, 2 de abril de 2017

ENTREVISTA | Vanessa Lourenço é a mais recente escritora de Literatura Fantástica onde os Gatos são os heróis


Texto e Foto: Madalena Condado

Quando há um ano atrás a escritora Vanessa Lourenço nos prometeu uma trilogia com gatos, algumas vozes em surdina pareciam desconfiar desta sua intenção. Como seria possível escrever uma estória fantástica cujos personagens fossem gatos e que ao mesmo tempo não fosse um livro para crianças?

Pois desenganem-se os mais céticos, porque não somente os gatos conseguiram provar que estão preparados para enfrentar tudo e todos seguindo os passos da sua criadora, como passado apenas um ano a Vanessa acabou de lançar o segundo volume desta trilogia.

A verdade é que desde a publicação de “A Cria Negra de Felis Mal’Ak”, a Vanessa voltou para nos apresentar “A Batalha de Sekmet” e mais uma vez conseguiu provar que quando se gosta do que se faz e se trabalha muito conseguem alcançar-se todos os objetivos a que nos propomos e os limites deixam de existir.

Mas todas as estórias têm a sua própria história e por detrás destes fantásticos gatos está a sua criadora. A Vanessa escreve sobre aquilo que é, uma apaixonada por livros e por gatos. Esta odisseia a quatro patas começou a crescer na sua cabeça quando teve o infortúnio de ver o seu gato preto morrer atropelado, nesse momento decidiu que a vida dele tinha que ser contada, dai a passá-la para o papel foi logicamente para a Vanessa o passo seguinte. E desta forma para além de o honrar acabou por o imortalizar.

Tenho a felicidade de conhecer a Vanessa pessoalmente e posso afirmar que o que mais me atrai na sua escrita é aquele poder impar que tem de deixar o leitor ansioso para saber o que acontecerá na página seguinte, os seus livros são na realidade um reflexo de quem é. A única garantia que retiramos da sua escrita é a de que parar de ler não é uma opção, até porque não o conseguimos fazer.

Na “A Batalha de Sekmet” vamos ter o tão merecido desenvolvimento pelo qual ansiávamos desde o primeiro livro. Aqui temos a possibilidade de conhecer as duas faces de uma Deusa trazida diretamente da mitologia egípcia que esconde um grande segredo. Mas a questão que nos mantém presos desde o início é se esta conseguirá destruir aquele grupo tão unido e acabar com uma inteira espécie na Terra.

Serão estes amigos de garras afiadas (quando necessário) e sempre prontos para a acção capazes de lutar com todas as suas forças e coragem, que lhes reconhecemos desde o primeiro volume, esta poderosa força?

Em vez de abrir um pouco mais o véu sobre este grupo felino prefiro convidar-vos a todos a embarcar nesta aventura e a conhecerem melhor a Vanessa através da sua página. Esta é na realidade uma saga que pode ser oferecida sempre, para todas as idades e o melhor é que até a língua deixou de ser uma barreira, afinal a “A Cria de Felis Mal’Ak” já se encontra disponível em inglês.

Utilizando as palavras da própria: “Não quero saber o que pensas, quero saber o que sentes”.

sexta-feira, 31 de março de 2017

LIFESTYLE | Sugestões de Fim de Semana

Sem ideias para ocupar o seu fim de semana?  Aqui ficam algumas sugestões:

Onde Ir:

Na Quinta do Anjo, freguesia do Concelho de Palmela, mais concretamente, na Quinta de S. Gonçalo, realiza-se, entre os dias 31 de Março e 2 de Abril, a 23ª Edição do Festival do Queijo, Pão e Vinho. Uma oportunidade excelente para reencontrar ou desvendar as tradições e os sabores desta região, célebre pelos seus bons vinhos, pelo Queijo de Azeitão e por toda uma vasta gama de iguarias regionais que ali poderá encontrar nos Stands dos Diversos expositores. Um bom programa para uma saída em família.


O que ver | Tv :

Estreia hoje na Netflix a série "Por treze razões", baseada na obra homónima de Jay Asher publicada em Portugal pela Editorial Presença. Veja o trailer e leia o livro.



Seguir na Blogosfera | Os Livros Nossos - Blog Literário

Gosta de livros? Quer seguir a actualidade literária? Então este blogue é para acrescentar na sua lista de sites especializados a seguir. Com cinco anos completados no dia 2 de Março o Blog Os Livros Nossos deixa-o a par das críticas literárias de entre os vários géneros que se publicam em Portugal. Poderá também ler entrevistas a autores nacionais e internacionais e  reportagens de eventos como o encontro anual "Nós e Os Livros", na Feira do Livro de Lisboa bem como lançamentos de Livros. Siga o blog na plataforma blogger e na respectiva página no Facebook (links em baixo, a seguir ao logotipo).




Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária e Editora de Cultura
Fotos: Direitos Reservados
Trailer: Direitos Reservados Netflix e Youtube

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA | Cristina Aleixo aborda a violência doméstica no livro "Por Amor, Tudo"


Texto e fotos: Madalena Condado

Estive à conversa com a escritora Cristina das Neves Aleixo para a conhecer um pouco melhor e o que a motiva a escrever. “Joaninha e o Jardim encantado” foi o seu primeiro livro, uma estória para crianças publicada em 2015. Já no ano passado lançou o seu segundo livro, “Por Amor, Tudo (?)” onde aborda o tema da violência doméstica.

A impressão com que fiquei da Cristina, foi que, das novas escritoras do panorama nacional português ela é talvez das poucas que consegue escrever sobre tudo não tendo um género que a defina. De uma forma que só ela poderá compreender coloca-se na pele das suas personagens, aprofunda os temas que aborda com intensidade seja através de entrevistas, consulta de documentos e muita imaginação. Acredito que esta sua faceta camaleónica tem tudo para nos continuar a surpreender. Para quem ainda não a conheça deixo aqui algumas das questões que tive a oportunidade de lhe colocar, tendo-lhe pedido posteriormente uma resposta à decisão da semana passada do Colectivo de Juízes da Relação de Évora.
Podem seguir o seu trabalho através da sua página.

Num futuro próximo gostaria de escrever somente dentro de um género literário? Se sim, qual?

Não, não gostaria. Sempre gostei de escrever em vários géneros, desde a prosa à poesia e divirto-me imenso a fazê-lo. Tanto escrevo uma crónica reflexiva como uma série de poemas; uma estória de amor ou uma de violência; um conto cómico ou um juvenil…gosto da liberdade e poder alternar entre géneros literários é quase como que, quando termino uma estória, me descole das personagens em que me embrenhei durante o seu tempo de criação, porque eu vivo-as intensamente e a todos os seus sentidos e, por isso, sinto depois uma necessidade de descansar, de mudar de cenário. Além disso, essa mudança permite, também, a certeza de ter, realmente, acabado aquele trabalho e estar pronta para o próximo e sem a sensação de estar a criar algo que é mais do mesmo.

Qual foi a receção que teve a este seu último livro que trata de um tema tão brutal, mas infelizmente tão atual?

Tem sido muito boa. As opiniões sobre o que escrevi, como o que escrevi, têm sido extremamente positivas. Inicialmente houve alguma surpresa, pela seriedade do tema, creio, e porque o meu trabalho anterior tinha sido um conto infantil, mas após a leitura da estória os elogios têm-se sucedido e já recebi inclusivamente, mensagens de ex-vítimas de violência doméstica a agradecer-me por ter escrito este livro – este é o meu maior prémio: poder dar voz a quem não o pode fazer e ver o seu genuíno reconhecimento. Depois há os elogios das outras pessoas que dizem ter-se arrepiado – sim, é o termo recorrentemente usado -, ao ler determinadas passagens e que não descansaram enquanto não terminaram o livro, de tal modo estavam enredadas na estória. Isto é fantástico. Não é isto que todos os autores procuram? Arrancar sensações aos leitores? Levá-los lá, sem darem por isso, ao cenário que criaram?

Planos literários para o próximo ano?

Eu estou sempre a escrever qualquer coisa – não dou a conhecer tudo o que escrevo, obviamente; aliás, é mais aí contrário -, tenho necessidade de o fazer e gosto de criar sem grandes planos, sem datas pré-definidas, pelo que ainda não sei. De uma coisa tenho a certeza: se houver, será, novamente, num registo diferente e espero que volte a surpreender e a agradar os leitores.

A Cristina que escreveu sobre a violência doméstica e que teve a oportunidade de conversar com algumas das vítimas. Como interpreta a decisão do colectivo de juízes da relação de Évora?

Não tenho por hábito ajuizar sobre situações de que não disponho todos os elementos, principalmente em questões tão melindrosas como esta. No entanto, não sendo formada em direito e tendo, apenas, os conhecimentos do bom senso comum e mais alguns que adquiri na minha pesquisa para escrever o livro, digo, convictamente, que qualquer acto que resulte no sofrimento físico ou psicológico de outro é violência. Quando isto acontece entre um casal passa a chamar-se de violência doméstica, como forma de facilmente se identificar o tipo de violência em questão, apenas, não é sinónimo, de alguma forma, da ausência dela, logo, é violência, sim, e o agressor deverá ser punido de acordo com os seus actos. No meu livro há uma passagem em que a personagem principal é forçada a ter sexo, de forma violenta sem contemplações para com a sua recusa e sofrimento físico, com o marido: é uma violação. O facto de ser o marido não o isenta de culpa neste sentido, muito pelo contrário, creio. Incluí este aspecto na estória de propósito, pois a grande maioria das pessoas, provavelmente, à luz daquilo que ouvimos dizer muitas vezes, pensará que existe uma obrigação da mulher em satisfazer o seu parceiro sexualmente e que, neste caso, não é violação. Eu quis pôr leitores a pensar sobre isto, até porque isto existe e não é muito falado – fala-se mais das tareias e afins. Voltando à decisão do colectivo de juízes da relação de Évora, creio que todos sabemos que a lei e a sua aplicação têm grandes lacunas, pois vemos isso acontecer quase todos os dias, infelizmente. Por isso é tão importante falar sobre o tema e denunciar imediatamente as situações que existam – e qualquer um o pode fazer pois é um crime público -, de modo a mudar as mentalidades e o sistema. Mais do que criticar devemos ser pró-activos e trabalhar para a mudança.

CRÍTICA LITERÁRIA | " O Carrinho de Linha Azul", de Anne Tyler


Crítica Literária

Texto: Isabel de Almeida 


O Carrinho de Linha Azul, de Anne Tyler, é um romance contemporâneo de cariz assumidamente literário, com uma prosa rica em detalhes descritivos em estilo intimista e levando os leitores a espreitar a narrativa familiar de uma família Norte Americana da Classe Média - os Whitshank.

Abby e Red Whitshank assumem o protagonismo da trama, enquanto Patriarcas do núcleo familiar composto por quatro filhos: Denny, Amanda, Jeannie e Stem, iniciando-se a narração nos anos 90.

Assumindo as rédeas da gestão das dinâmicas familiares e desejando ter uma família perfeita, Abby cria uma imagem mental idealizada da sua prole, tentando, por exemplo, desculpabilizar a ligação distante e ocasional do filho Denny à família. 

Denny  é, sem dúvida, a personagem mais marcante da história já que mantém com os pais e irmãos uma relação ostensivamente disfuncional, revelando-nos falhas na construção da sua identidade em termos psicológicos (nomeadamente, assumindo perante os pais a sua homossexualidade, mas tentando depois ignorar este aspecto, empenhando-se em relações afectivas de curta duração com diversas mulheres) e também deixando aos leitores pistas importantes quanto aos frágeis vínculos afectivos perante os familiares, com os quais nunca chega a identificar-se.

Vamos também acedendo a diversos episódios de anteriores gerações familiares, com recurso a analepses narrativas, técnica  esta que nos demonstra a enorme capacidade criativa de Anne Tyler e a sua mestria. Achámos bastante interessante a perspectiva do narrador não participante que, por vezes, se dirige directamente ao leitor, peculiaridade que mais prende e envolve o leitor no fio que vai sendo desenrolado deste "Carrinho de linha azul" [O título permitiu uma deliciosa tradução literal, nem sempre possível em Português].

O Carrinho de linha azul revela ser uma metáfora perfeita do curso de vida de toda uma família, ou de cada um dos seus membros individualmente considerados, sendo que o fio poderá apresentar mais ou menos nós, consoante os desafios e problemas que possam aparecer na vivência do dia a dia.

Emotivo, engenhoso, envolvente e muitíssimo bem escrito. Uma lufada de ar fresco neste início de ano.

Ficha Técnica:



Autor: Anne Tyler


Edição: Janeiro de 2017




Páginas: 376

Classificação atribuída no GoodReads/Blogue Os Livros Nossos : 4/5 


Género: Romance Contemporâneo


Nota de redacção: O exemplar da obra foi gentilmente cedido pelo editor para artigo de crítica literária.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ENTREVISTA |Nuno Nepomuceno fala sobre "A Célula Adormecida", o seu mais recente livro


Texto e Fotos: Madalena Condado com Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados


A 30 de Novembro de 2016, na FNAC Colombo, em Lisboa, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.

Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na obra “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 

Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que, de alguma forma , contribuíram para este seu novo sucesso:Fernando Gabriel Silva (o seu Editor na TopBooks), o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto (blog Ler Y Criticar).

Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.

“A Célula Adormecida” é um thriller psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais, como lhe é típico, dizer muito com poucas palavras, mas, mais importante ainda,  leva-nos a questionar, a cada folhear de página, sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 

O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado, principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso  de que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro, através da sua visão, tinham tudo para correr bem.

O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Em “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular, ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas.


Mas, para que fiquem a conhecer o autor ainda um pouco melhor, coloquei-lhe três questões, e, desde já, aconselho a que sigam o Nuno através das suas páginas (site e redes sociais) e, quem sabe, se aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar.

Entrevista Breve:

Como se descreveria?

Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever.

Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"?

A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias, que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em "A Célula Adormecida", o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.

Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde?

Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança.