sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

DESPEDIDAS IMPOSSÍVEIS, de HAN KANG | DOM QUIXOTE


Numa manhã gelada de dezembro, Kyungha recebe uma mensagem da sua amiga Inseon -internada num hospital de Seul na sequência de um ferimento grave a cortar madeira - pedindo-lhe que a visite urgentemente. Quando Kyungha chega à enfermaria, Inseon conta-lhe que veio de avião da ilha de Jeju para ser tratada urgentemente e implora-lhe que vá a sua casa dar de comer e beber ao seu periquito, que de contrário morrerá.

Uma tempestade de neve fustiga a ilha à chegada de Kyungha e muitos dos autocarros foram cancelados ou sofreram atrasos. As rajadas de vento e o nevão constante não a deixam avançar e de repente a escuridão invade tudo. Kyungha não sabe se chegará a tempo de salvar a ave - nem mesmo se sobreviverá ao frio tremendo daquela noite; e não sabe também a vertigem que a aguarda em casa da amiga, onde a história há muito sepultada da família de Inseon acaba por revelar-se, em sonhos e memórias transmitidas de mãe para filha e num arquivo diligentemente organizado que documenta um terrível massacre ocorrido em Jeju.

Despedidas Impossíveis é um hino à amizade, uma elegia à imaginação e, acima de tudo, um poderoso manifesto contra o esquecimento. Como um longo sonho de inverno, estas páginas belíssimas formam muito mais do que um romance - iluminam uma memória traumática, enterrada ao longo de décadas, que ainda hoje ecoa no peito de muitas famílias. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

AUTORES INTERNACIONAIS | EDITH EGER

Edith Eger nasceu na Hungria e era apenas uma adolescente quando foi enviada para Auschwitz, em 1944. Atualmente tem uma clínica de psicologia em La Jolla, na Califórnia, trabalha na Universidade da Califórnia, em San Diego, e dá palestras regularmente nos Estados Unidos e por todo o mundo. Trabalha igualmente como consultora para o exército e marinha dos EUA, em treino de resistência e tratamento de distúrbio de stresse pós-traumático. Edith Eger foi eleita Professora de Psicologia do Ano (1972), Mulher do Ano em El Paso (1978) e recebeu um Prémio Humanitário do Senado do Estado da Califórnia (1992).
Pode consultar a página da autora em www.dreditheger.com.
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

A BAILARINA DE AUSCHWITZ, de EDITH EGER | DESASSOSSEGO


Em 1944, Edith era uma bailarina de 16 anos que foi enviada para Auschwitz e sofreu experiências inimagináveis. Quando finalmente libertaram o campo, a jovem foi retirada de uma pilha de corpos, praticamente sem vida.

Neste livro, a reconhecida terapeuta Edith Eger, autora do bestseller internacional A Bailarina de Auschwitz, revive as suas experiências da guerra num relato profundamente pessoal, através dos olhos e emoções do seu eu adolescente. Ao reescrever a sua comovente narrativa, mostra aos leitores o lado mais profundo das suas experiências, oferecendo uma mensagem emocionante de esperança e resiliência que não deixará ninguém indiferente.

Críticas de imprensa
«Não consigo imaginar uma mensagem mais importante para os tempos modernos.»
The New York Times Book Review

Nota do autor
«Não podemos mudar o que nos aconteceu. Não podemos alterar o passado. Mas podemos escolher como vivemos agora. Podemos escolher quem e como amar. Podemos escolher ser livres.»
Edith Eger

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

AUTORES INTERNACIONAIS | L.J. SHEN


 L.J. Shen é uma autora bestseller com livros traduzidos em mais de vinte línguas. Foi três vezes finalista do prémio Goodreads na categoria Melhor Romance. Estudou Política, Economia e Filosofia, e vive atualmente na Califórnia com o marido e os filhos. Faz escolhas excêntricas de moda, gosta de bom vinho, maus reality shows televisivos e de apanhar sol com o seu gato preguiçoso.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

O LADRÃO DE BEIJOS, de L.J. SHEN | CHÁ DAS CINCO

«Roubaste-me o meu primeiro beijo, e, por isso, a vida inteira.»
Francesca Rossi é uma princesa da máfia. Filha de um dos mais influentes homens de Chicago, sabe que tem o seu futuro traçado: um casamento arranjado com Angelo, que pertence a uma família criminosa e é a sua paixão de infância. No entanto, como a jovem descobrirá, os planos definidos ao pormenor podem esfumar-se apenas com um beijo…

Wolfe Keaton, senador e advogado implacável, tem apenas um objetivo: a vingança. E pretende usar Francesca como peão no jogo de xadrez que o coloca contra o pai da jovem, não hesitando em utilizar todos os meios para casar com a única herdeira da família Rossi.

Com o seu mundo a desabar, Francesca terá de lidar com um homem que representa tudo o que ela despreza. Mas como irá rapidamente perceber, a máscara de cinismo e antipatia esconde um ladrão que não lhe roubou apenas o primeiro beijo… mas também o seu coração.
 

domingo, 2 de fevereiro de 2025


 A guerra entre Absolutistas e Liberais está ao rubro quando Vicente Maria Sarmento retorna a Chão de Couce, após receber a notícia da morte do pai. Mas esse regresso tem um sabor duplamente amargo; em Lisboa, onde viveu os últimos anos, Vicente Maria pertenceu a um bando de salteadores e esteve preso no Limoeiro, donde só saiu por obra e graça dos malhados, que assaltaram a cadeia para libertar os partidários de D. Pedro. Antes de seguir para a casa da mãe, para sossego do corpo e do espírito, Vicente Maria dirige-se para a Venda do Negro, acabando a noite nos braços da puta Tomásia, que nunca esqueceu e a quem promete casamento e vida honesta.

Contudo, o seu regresso reacende na vila antigos ódios e paixões e os seus inimigos estragam-lhe os planos. Não lhe resta, pois, senão juntar-se a um novo grupo de bandidos, esperando que as pilhagens lhe rendam o bastante para se pôr a milhas dali com a amada. Quem também se vê em apuros é D. Miguel, atacado por todos os lados, a quem as vénias dos corcundas já de nada servem. Projectado o assalto a uma família de fidalgos ricos em viagem, é numa curva da estrada que o bando intercepta uma carruagem, sem saber que os destinos de Portugal se jogam nesse preciso instante. E é pela ousadia de Vicente Maria que, afinal, se alterará o rumo da História, embora os livros injustamente o omitam.

Com uma linguagem poderosa e um humor digno da melhor literatura picaresca, o presente romance é uma homenagem aos heróis anónimos que ajudaram a construir as respectivas nações e um fresco sublime das lutas liberais.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

CONTINUO À ESPERA DE QUE ME PEÇAM DESCULPA, de MICHELA MARZANO | EDIÇÕES ASA


 «Mas o corpo não esquece. E por isso é ele que regressa um dia ao local do crime, é ele que quer recuperar o que lhe foi roubado.»


Houve alturas em que Anna acreditou na igualdade que recompensa independentemente do género, «que não quer saber se usas maquilhagem ou como são as tuas pernas». Mas depois, como muitas raparigas e mulheres, sentia necessidade de ser vista e de se sentir especial. E, perante os olhares, as mãos e as palavras dos homens, não conseguia deixar de ceder - espaço, voz, partes de si -, embora dividida entre o desejo de se mostrar e o pavor de o fazer.

E agora, que dá aulas num mestrado em jornalismo, dá por si a discutir o legado do #MeToo com muitas jovens, enquanto pensa em todas as vezes que cedeu. Quantas interpretações damos à palavra «consentimento»? Quando é que podemos ter a certeza de que um «sim» não esconde uma hesitação? Anna procura culpados, mas não tem a certeza de se poder considerar uma vítima. Terá de se perdoar a si mesma, olhando para dentro de si com coragem e sinceridade, para se poder aceitar e seguir em frente? Em todo o caso, continua à espera de que lhe peçam desculpa.

Proposto ao prestigiado Prémio Strega, este é um romance extremamente atual sobre como às vezes só muito tarde as mulheres percebem como sofreram abusos. Com a curiosidade e a inteligência que caracterizam a sua escrita, Michela Marzano convida-nos a refletir acerca da relação ambígua que temos com os outros e com o nosso próprio corpo.