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segunda-feira, 4 de abril de 2016

[Actualidade - Palmela] 22ª Edição do Festival Queijo, Pão e Vinho celebrou produtos regionais de Palmela

Moscatel "Lobo Mau"

Sexta-feira passada, e até este Domingo [dia 03 de Abril de 2016] decorreu em S. Gonçalo, Cabanas, na Quinta do Anjo, Concelho de Palmela a 22ª  Edição do Festival do Queijo, Pão e Vinho, promovida pela ARCOLSA.

Como vem sendo hábito, trata-se de um local de excelência para dar a conhecer os excelentes produtos regionais produzidos na região de Palmela, de que são exemplo o excelente Queijo de Azeitão, vinhos de variadas castas e com diferentes processos de maturação, sendo um dos ex-libris o Moscatel de Setúbal, e ainda o pão e alguma doçaria regional. Os diversos expositores permitem aos produtores locais o contacto directo com o muito público que ali acode para contactar bem de perto com o mundo rural e com os processos produtivos mais tradicionais que acabam por integrar, por direito próprio, a identidade desta região da Península de Setúbal.

Gado Ovino em Exposição no Certame
Além dos produtos expostos, e que podem ser adquiridos directamente junto dos produtores com preços bem mais apetecíveis do que aqueles que resultam do processo de distribuição ao nível nacional, é também um dos pontos altos deste festival a tradicional Corrida de Ovelhas no "Ovelhodromo", que atrai, naturalmente, a atenção de miúdos e graúdos, bem como demonstrações equestres, e demonstrações de tosquia de gado ovino.

Na cerimónia de abertura do certame estiveram presentes diversas individualidades, nomeadamente, o representante da ARCOLSA; Valentim Pinto - Presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Anjo; a Senhora Directora Regional da Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo [que traçou o quadro dos investimentos locais pendentes e a desenvolver, nomeadamente, anunciando para breve a abertura de candidaturas a pequenos investidores em projectos agrícolas]; Adília Candeias - Vice-Presidente da Câmara Municipal de Palmela, em representação do Município, na ausência do Presidente do Município - Álvaro Balseiro Amaro, que se encontrava ausente em representação do Município e do País na Assembleia-Geral da Rede Europeia de Cidades do Vinho.

Este tipo de iniciativas constitui um importante contributo para divulgar os produtos locais, e a natural evolução que os mesmos vão sofrendo, sempre sem esquecer a tradição que, assim, se mantém bem viva.

Texto: Isabel de Almeida

Fotos: Pedro Carvalho/Nova Gazeta

segunda-feira, 21 de março de 2016

[Actualidade - Economia]15 MIL CAMIÕES PODEM PARAR O PAÍS ESTA 4ª FEIRA



São mais de 2.000 empresas de transportes de mercadorias, com cerca de 15 mil camiões, que podem fazer o país parar esta 4ª feira com uma marcha lenta contra o aumento do imposto sobre os combustíveis


Os transportadores rodoviários de mercadorias prometem endurecer o tom do protesto, com uma marcha lenta já programada para a próxima 4ª feira que irá ser realizada em todo o território nacional. Prometem colocar mais de 15 mil camiões de transporte de mercadorias das empresas associadas da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) a rolar de forma lentas nas estradas do país.

As causas do protesto é o aumento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) em seis cêntimos por litro de gasóleo e de gasolina, que entrou em vigor no passado mês de fevereiro. As empresas de transporte de mercadorias salientam que com o aumento que houve nos combustíveis o mesmo “compromete a competitividade do setor e, consequentemente, a sobrevivência das empresas e a manutenção dos postos de trabalho”.

Depois de falhadas as tentativas de negociação com o Governo para a devolução do agravamento às empresas através do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, para minimizar o impacto do aumento do ISP, a ANTAM terá nova reunião agendada com o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, para o próximo dia 30 de março.

A ANTRAM em comunicado enviado às redações dos jornais, antecipa que a justificação do Governo para a medida se mantenha – compensar a queda do preço do petróleo nas contas públicas: “Acontece que esta baixa se reflete em todos os países e, se em Portugal a carga fiscal for superior, as empresas portuguesas deste setor necessitam de um custo de produção superior aos demais concorrentes europeus”.

O Governo nos encontros que promoveu propôs uma majoração do custo com o combustível em 20% em sede de IRC, o que a associação rejeitou por considerar que “não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP”.

As associações querem que o preço dos combustíveis, que representar 35% dos custos das empresas do setor, seja equiparado ao praticado em Espanha.

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito

[Actualidade - Economia]Marcha lenta em protesto pela requalificação da EN4



A iniciativa partiu da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal que reuniu mais de uma centena de veículos na passada quinta-feira e realizou uma marcha de proposto para a requalificação urgente da Estrada Nacional 4 que liga Passil a Pegões


Queremos obras urgentes já” ou “estamos fartos de promessas”, foram as palavras de ordem que mais se ouviram na manhã da passada quinta-feira na marcha lenta que ligou os 25 quilómetros de uma estrada que para Avelino Torres, responsável pela Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, é urgente que a obra comece dentro de pouco tempo.

Os autarcas das freguesias de Santo Isidro e Pegões, Marateca e Poceirão e de Canha estiveram de mãos dadas neste protesto que junto mais de uma centena de veículos – entre veículos ligeiros de passageiros e máquina agrícolas – tudo serviu para protestar ao longo dos 25 quilómetros de uma estrada que está visivelmente danificada pelo pesado tráfego que se faz por ali todos os dias.

Esta é uma das estradas com maior tráfego, pois é por aqui que passam milhares de viaturas pesadas e ligeiras para entrar em Lisboa” disse Avelino Torres que lamenta que o anterior governo não tenha dada a devida atenção a uma via que é a porta de entrada e saída da área metropolitana de Lisboa.

A marcha que durou mais de duas horas e congestionou todo o trânsito, percorreu as zonas do concelho do Montijo, mais rural como Santo Isidro e Pegões e parte da concelho de Palmela, na freguesia de Poceirão.

Uma marcha que não desmobilizou depois de um dia antes o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d`Oliveira Martins, ter estado no local com o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, e de ter adiantado à comunicação social que acompanhou esta visita relâmpago do governante, de que as obras vão iniciar em novembro de 2016 e vão ter um prazo máximo de fim de obra de um ano.

Uma obra que vai custar ao Estado Português cerca de 4 milhões de euros, o governante que visitou o local prometeu a Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo que “estão a ser ultimados os projetos para avançar com uma obra prioritária”.

Deputados do PCP e BE solidários com os manifestantes

No fim da marcha que terminou no parque do restaurante Montalegre, na freguesia de Poceirão, os deputados da Assembleia da República, Bruno Dias, do PCP e Sandra Cunha do Bloco de Esquerda, esperavam os manifestantes.

Bruno Dias adiantou ao Diário do Distrito que “estamos aqui hoje para demonstrar a nossa solidariedade para com estes homens  e mulheres que estão a lutar por uma obra que já devia de estar concluída à longos anos”, prosseguindo “sabemos que os projetos existem mas que foram guardados na gaveta pelo governo anterior que nada fez para que esta obra fosse prioritária, estamos convictos que a obra vai arrancar esperamos que sim”.

Sandra Cunha do BE salientou que a sua presença também se prende pelo apoio e solidariedade de todos que se uniram nessa manhã e desfilaram demonstrando o seu descontentamento por uma obra que nunca saiu do papel.
É importante que a população reaja assim para que o Governo possa colocar em marcha a obra que é prioritária para todos nós e o Bloco de Esquerda está ao lado destes lutadores que aqui estão hoje e que de forma ordeira exprimiram o seu descontentamento”, disse a deputada do BE.

Artigo Publicado em Parceria com Diário do Distrito

terça-feira, 15 de março de 2016

[Actualidade - Economia] Trabalhadores da TST reclamam aumento de benefícios em plenário geral



Os trabalhadores da TST - Transportes Sul do Tejo realizam hoje uma greve de 24 horas (até às 03h00 de quarta-feira), além de um plenário geral para discutir a situação da empresa, que dizem estar a causar o seu empobrecimento


O plenário terminou cerca das 11h40, e Fernando Fidalgo, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), referiu ao Diário do Distrito que “a greve em si não está a ter muito significado, mas o nosso objectivo principal não era a greve, mas sim reunir os trabalhadores no Plenário Geral.

Hoje realizámos um Plenário Geral com os Trabalhadores, e para o efeito foi emitido um pré-aviso de greve para possibilitar que a maior parte dos trabalhadores estivessem presentes.

Estiveram entre 120 a 150 trabalhadores, no que foi um bom debate que levou a várias tomadas de decisão.

Vamos solicitar a passagem do processo à fase de conciliação, e vamos reclamar melhores salários, porque a actual gestão da empresa actualiza mas não contempla o aumento salarial dos trabalhadores. 

Vamos também reclamar um conjunto de situações que serão benéficas para os trabalhadores, nomeadamente  os descansos compensatórios, e o cumprimento do que já tinha sido acordado com a associação que representa os TST em relação à formação profissional, mas que até agora não foi posto em prática.

Por outro lado, vamos promover também o debate junto das bancadas parlamentares e das Câmaras Municipais do distrito, porque entendemos que a TST está a prestar um mau serviço aos utentes e deixa umas perspectivas de futuro muito dúbias.”

Como estão em causa muitos postos de trabalho, a situação tem de ser clarificada e saber concretamente qual é o projecto que a TST tem para o futuro.

A adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores da TST era, às 08h00, de cerca de 15%, adiantou à Lusa uma fonte daquela empresa de transportes.

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito

segunda-feira, 14 de março de 2016

[ Actualidade - Economia] PSA Antuérpia recebe queixa de estivadores de Sines



A queixa foi encaminhada pelo Sindicato dos Estivadores para a PSA Antuérpia. A queixa apresentada pelo sindicado é contra a PSA/Laborsines


Foi apresentada uma queixa do Sindicato dos Esivadores à PSA Antuérpia contra a PSA/LAborsines, empresa que gere o terminal de contentores do porto de Sines, a queixa refere-se à violação da legislação e falhas de segurança que têm sido encontradas.

A denúncia, assinada pelos coordenadores europeus e mundial do International Workers Council (IDC), respetivamente, Anthony Tetard e Jordi Aragunde Miguens, com a presença do presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal (SETC).

António Mariano, refere que “as violações são numerosas” e pedem à PSA-Antuérpia que faça as devidas “investigações necessárias” a fim de apurar as responsabilidades.

Em causa estão questões relacionadas com a segurança dos trabalhadores, que estarão associadas a dois acidentes mortais, limitação da liberdade de associação, assédio e ameaças de chefias superiores sobre trabalhadores.

A multinacional de Singapura PSA International é um dos principais operadores mundiais de portos e desenvolve a operação em Portugal através da PSA-Sines, concessionária do terminal de contentores de Sines.

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito

sábado, 19 de dezembro de 2015

[Actualidade-Nacional]Presidente da República inaugura “Adega Leonor de Freitas” em Fernando Pó – Palmela e impõe insígnias a representantes do sector Vínicola Nacional.

Pouco passava das doze horas, quando, rodeado de fortes medidas de segurança, Sua Excelência o Senhor Presidente da República – Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, acompanhado pela esposa – Dra. Maria Cavaco Silva, chegou às instalações da Casa Ermelinda de Freitas, em Fernando Pó [Palmela],para inaugurar, como convidado de honra, a nova Adega Leonor de Freitas [nome da actual Proprietária e herdeira e continuadora do prestigiado negócio familiar que já atravessa quatro gerações].

“Quero começar por felicitar a Dra. Leonor de Freitas pelo trabalho que ela e a sua equipa têm realizado apostando na qualidade do vinho que produzem e agora realizando um investimento de grande dimensão, dando, assim, resposta à expansão que a casa tem vindo a registar. Como todos nós sabemos, a vinha e o vinho fazem parte das nossas tradições, é um marco da nossa identidade e tem também uma dimensão económica muito importante no nosso pais, é um dos grandes produtos da exportação Portuguesa, estando hoje presente nas cinco partes do mundo, nos países mais variados, não apenas na Europa, nos Estados Unidos, mas também no Canadá, na América Latina, mas também na Ásia e também na Austrália, onde já tive oportunidade de encontrar um vinho Português, e dessa forma, contribui de uma forma significativa para a correcção de desequilíbrios das nossas contas externas. É importante do ponto de vista económico, não apenas pelas exportações que representa, mas também pelo número de empregos que cria em Portugal (…) Deve ser um orgulho para todos nós o trabalho dos empresários vitivinícolas, o que eles têm conseguido em matéria de produção, de transformação, de conhecimento, o que eles têm conseguido no desenvolvimento local e aqui tenho conseguido testemunhar o contributo que a casa Ermelinda de Freitas dá para o emprego da região (…) mas também um ponto que tem de ser sublinhado, destes empresários vitivinicultores, é a preocupação pela sustentabilidade ambiental, nos tempos que correm é um activo (…) depois também o contributo que o sector tem dado para a qualificação dos recursos humanos (…) a criação de rotas do vinho, o enoturismo, tudo isso são contributos para o desenvolvimento económico e social.”  Referiu o Presidente da República, ao usar da palavra no decurso da cerimónia oficial de inauguração do novo espaço.

Momento também para destacar o trabalho de algumas individualidades ligadas à área da Vitivinicultura da região Sul do Pais [tendo sido prestada igual homenagem a personalidades do norte do Pais, no Porto, no início de 2015], com a atribuição de Comendas da Ordem do Mérito, nomeadamente, receberam tal tributo: David Baverstock [Herdade do Esporão], Jaime Fernando Miguel da Silva Quendera [Enólogo – Casa Ermelinda de Freitas e Adega Cooperativa de Palmela], João Manuel Mota Barroso [Adega Cooperativa de Borba], José Luís Santos Lima Oliveira da Silva [Casa Santos Lima-Alenquer], Luís António Lousa Duarte [Enólogo do ano em 1997, 2007 e 2014, Alentejo], Paulo António Canhão Laureano [Mouchão - Vidigueira], Vasco Torre do Vale d’Avillez [Presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa] - agraciados com a Comenda da Ordem de Mérito Empresarial, Classe do Mérito Agrícola e Mário da Conceição Rocha da Silva [Pintor ligado ao vinho] foi agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito.

  Ao anunciar a entrega das condecorações, o Presidente da República fez questão de destacar o contributo destas individualidades para o desenvolvimento económico e social do Pais, e ainda para a projecção da imagem e do prestígio de Portugal além  fronteiras, tendo assumido uma enorme satisfação pessoal de associar o reconhecimento público de empresários e personalidades à inauguração da Adega na casa Ermelinda de Freitas, um investimento muito significativo que reflecte também a confiança no futuro de Portugal, sendo também a demonstração da capacidade revelada por Leonor Freitas na produção, na transformação, na comercialização, que o Presidente pode, de alguma forma, testemunhas, porquanto a aludida empresária tem acompanhado o Presidente da República algumas vezes em viagens ao estrangeiro, onde foi possível apreciar como ela convence os consumidores ou os que lhe estão próximos da qualidade dos vinhos Portugueses.

A placa da inauguração foi descerrada por sua Excelência o Presidente da República, tendo sido visitadas as novas instalações que englobam também um núcleo de cariz museológico, denominado “Casa de Memórias e Afectos Ermelinda de Freitas” onde é possível acompanhar a história de quatro gerações familiares, bem como diversos artefactos agrícolas e domésticos que acompanharam a evolução da família Freitas e do respectivo negócio familiar na área vitivinícola, sendo este espaço um forte factor potenciador  do enoturismo. São responsáveis pela concepção e implementação deste interessante espaço Amílcar Malhó, Vítor Santos e Joana Freitas [filha de Leonor Freitas].

Antes do almoço de honra, houve lugar à entrega de fundos às entidades apoiadas pela Casa Ermelinda de Freitas, no âmbito do Projecto de responsabilidade social desta empresa designado “a Vida de um Vinho”, tendo sido entregue à União Social Sol Crescente, com o propósito de prestar auxílio a esta instituição que apoia crianças desfavorecidas, a quantia de 9000€.Também a Cáritas Diocesana recebeu um contributo financeiro no valor de 17695€, com vista à recuperação de residências de idosos da região.

Texto: Isabel Almeida/Diário do Distrito/Nova Gazeta

Foto: Pedro Carvalho