Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de março de 2024

DIVULGAÇÃO | MENSAGEM, de FERNANDO PESSOA | LEVOIR

Publicado apenas um ano antes da morte do autor, Mensagem é o mais célebre dos livros de Fernando Pessoa.

A obra trata do glorioso passado de Portugal de forma apologética e tenta encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente na época em que o livro foi escrito. Glorifica acima de tudo o estilo camoniano e o valor simbólico dos heróis do passado, como os Descobrimentos portugueses. É apontando as virtudes portuguesas que Fernando Pessoa acredita que o país deva se regenerar, ou seja, tornar-se grande como foi no passado através da valorização cultural da nação.

O poema mais famoso do livro é Mar Português. Contém 44 poemas agrupados em 3 partes, representando as três etapas do Império Português: Nascimento, Realização e Morte, seguida de um renascimento.
 

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

DIVULGAÇÃO | TODA UMA LITERATURA, de FERNANDO PESSOA | PENGUIN CLÁSSICOS

 

O fundamental da poesia e prosa dos principais heterónimos de Fernando Pessoa em Toda uma literatura.

O pessoano Nuno Amado assina a introdução, seleção, organização e notas desta edição, que é um trabalho desassombrado e fecundo que resgata a heteronímia pessoana aos lugares-comuns e lhe devolve a sua fenomenologia, o seu verdadeiro caráter programático, e o enquadra no projeto poético que sempre foi e para o qual Fernando Pessoa tudo fez concorrer.

sábado, 9 de abril de 2022

Poesia escolhida | Gato que brincas na rua | Fernando Pessoa


 Quadro: retrato de Fernando Pessoa ( Almada Negreiros, 1954) fonte Biblioteca Municipal de Portalegre.


Fernando Pessoa |Ortónimo

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama,

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais

Que regem pedras e gentes,

Que tens instintos gerais

E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu.


Poema seleccionado por Isabel de Almeida