terça-feira, 12 de maio de 2020

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | "O dia em que perdemos o amor", de Javier Castillo - em pré venda | SUMA DE LETRAS


Texto: Isabel de Almeida & Suma de Letras
Foto: Suma de Letras Grupo Penguin Random House D.R.

No momento em que todos nos tentamos adaptar o melhor possível a uma nova realidade, o Grupo Penguin Random House regressa à actividade editorial com novidades que seguem para as livrarias ainda neste mês de Maio.

Da chancela Suma de Letras, chega às livrarias no próximo dia 26 de Maio mais um thriller de Javier Castillo, autor do aclamado livro " O dia em que perdemos a cabeça" chega-nos agora a sequela sob o título "O dia em que perdemos o amor".

Encontra-se disponível em e-book o livro inicial da série - O dia em que perdemos a cabeça - por um preço promocional muito acessível no site da Kobo (clique AQUI) de €4,99.

Os leitores que desejem garantir já a rápida leitura do novo livro têm também uma excelente notícia, a obra "O dia em que perdemos o amor" encontra-se já em pré venda nas livrarias online.

«Javier Castillo é, sem dúvida, o novo fenómeno da literatura europeia.» Joël Dicker

«O Stephen King espanhol.» ABC

Sobre o livro:

Um novo thriller delirante e cheio de suspense, em que o amor e o ódio farão o leitor mergulhar numa experiência de leitura que lhe porá o coração a bater a mil.
O inspector Bowring, chefe da unidade de Criminologia, tentará descobrir o que escondem a jovem e as notas amareladas que traz consigo e desvendar também a sua ligação com o caso de uma mulher cujo nome figura numa das notas e que aparece, horas depois, decapitada num campo.
Esta investigação vai envolver Bowring numa trama na qual o destino, o amor e a vingança estão entrelaçados numa história horrível que abrirá antigas feridas difíceis de fechar.

Sobre o autor:

JAVIER CASTILLO cresceu em Málaga, Espanha, licenciou-se em Gestão de Negócios e fez Mestrado em Gestão da ESCP Europe em Madrid, Xangai e Paris. Trabalhou como consultor de finanças corporativas. O dia que perdemos a cabeça, o seu primeiro romance, vendeu mais de 275 000 cópias, cruzou fronteiras — em Itália, prepara-se um grande lançamento — e será publicado no México e na Colômbia, além de Portugal. Os direitos audiovisuais foram adquiridos paraa produção duma série televisiva. Este segundo romance, "O Dia em Que Perdemos o Amor", fez crescer ainda
mais o sucesso de Javier Castillo em todo o mundo.

Ficha Técnica do Livro:

O DIA EM QUE PERDEMOS O AMOR

De Javier Castillo

Maio de 2020

Suma de Letras

ISBN: 978 – 989 – 665- 737-6

456 páginas

PVP: 21,90€



sábado, 9 de maio de 2020

O VALOR DO QUE NÃO TEMOS, de Fernando Teixeira















Uma das características do ser humano é a de dar valor a alguma coisa, apenas quando se vê privado dela. Haverá excepções, claro está, mas a regra é essa. Acontece assim com a saúde, com o emprego, com os meios de subsistência, com a segurança, com as facilidades da nossa vida quotidiana que nos asseguram o bem-estar e, até, com questões menos materiais, mas igualmente nobres, como a liberdade.
Recentemente, vivemos duas datas que celebram conquistas importantes na vida dos cidadãos deste país, hoje já quase tão banais e dadas como adquiridas que nos distraímos facilmente da grandeza do seu significado: essa liberdade, gritada a plenos pulmões há 46 anos atrás, traduzida no direito à livre expressão individual e na possibilidade de reunião e de manifestação pública de grupos e associações, a deslocação sem constrangimentos, a liberdade de culto e do exercício de ideologias políticas, o acesso ao ensino e a cuidados universais de saúde, a sã convivência social e todos os demais aspectos civilizacionais de uma sociedade democrática.
Entretanto, o mundo mudou e as medidas de controlo da pandemia do coronavírus, que temos enfrentado, vieram coarctar-nos na nossa liberdade de movimentos, na liberdade de nos reunirmos, de nos deslocarmos, de viajar, de exercer a profissão no local de trabalho habitual, de estarmos juntos e de convivermos uns com os outros. A maior parte dos cidadãos viu-se reduzida à condição de população confinada ao seu local de residência, salvo aqueles que, ao abrigo das excepções dos regimes de Estado de Alerta, de Emergência, de Calamidade, ou de como se lhes queira chamar, continuam estoicamente a exercer a sua actividade fora de casa: uns, heróis, na frente de um combate sem tréguas, a fazer os impossíveis para tratar e salvar os enfermos, arriscando-se, eles próprios, a ser contagiados; outros na retaguarda, valentes, providenciando com o seu trabalho que a vida da população, em geral, possa continuar fornecida de bens essenciais; outros, ainda, garantindo a nossa segurança em tempos conturbados.
Ao fim de quarenta e seis anos, duas das datas importantes da democracia portuguesa foram vividas em confinamento e em recolhimento social. Não porque tivéssemos medo de um regime político opressor, mas tão-somente porque o inimigo agora é outro, igualmente sinistro, também autoritário. Um inimigo invisível e silencioso, insidioso, que nos obriga a mil cuidados, que apela à nossa reflexão e, sujeitando-nos, apenas nos conduz a uma nova vontade de nos libertarmos do jugo que nos tolhe, uma vez mais. E, novamente, reinventámo-nos.
Na impossibilidade de, livremente, este ano, se poderem celebrar datas como o 25 de Abril ou o 1º de Maio, em manifestações públicas de carácter político, sindical ou cultural, foram estas substituídas por iniciativas individuais, muitas vezes com suporte autárquico, levando um pouco de animação cultural aos centros populacionais, conferindo um toque, uma pincelada de festejo. E as pessoas vieram às janelas e aliaram-se a essas iniciativas, redescobrindo um sentido de unidade e solidariedade comunitária.
Porém, mais importante do que isso, cada um terá sabido comemorar o sentimento de liberdade no interior de si mesmo. Apesar das restrições impostas, e talvez por causa delas, cada um de nós terá sentido, à sua maneira, a importância daquilo que presentemente nos está a ser subtraído e terá valorizado o que agora não tem. Não só naquelas duas datas mas durante todo o tempo de confinamento que passou e naquele que ainda devemos e tivermos de suportar, há que ter a certeza de que a conquista de sermos democraticamente livres se manteve e se mantém viva, no respeito da individualidade de cada um e na do outro, ainda que, para isso, um homem tenha que desfilar sozinho no meio de uma avenida deserta, transportando, na enorme bandeira nacional que carrega às costas, o orgulho e a honra de ser português, cidadão livre, e, nos dias que correm, o privilégio de se manter com saúde.

(O autor escreve segundo a ortografia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.)

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A MULHER QUE ERA CARTEIRO, de Maria Cecilia Garcia















A Mulher que era carteiro. Maria Cecília
Em todas as localidades existe um ou dois personagens fora comum. Geralmente não são apreciados localmente, quase sempre só lhes é dado valor ou sã, apreciados, depois deles desaparecerem.
 Foi o caso desta mulher excepcional, que marcou a sua vida e a terra onde morava, pela diferença. É esta diferença que faz com que faça parte da história e seja lembrada por todos.  Creio que foi a única mulher a exercer essa profissão, não só na sua freguesia, mas em da a ilha.
 Enquanto somos lembrados, somos imortais.

"Existia na aldeia uma mulher que era uma personagem muito peculiar: a mulher carteiro.
 O marido tinha emigrado para o Brasil, deixando-a com três filhos para criar, quando ela era ainda muito jovem.
 Não sendo de família endinheirada, trabalhava na agricultura, mas era também, o carteiro da aldeia. Durante uma vida inteira, esta mulher calcorreou, descalça, quase sempre, as íngremes e perigosas veredas, saltitou como uma cabra montanheira as escarpadas rochas e deslizou à beira de precipícios, todos os dias, fosse Inverno ou fosse Verão, fizesse chuva ou fizesse sol.
Era ela que levava as saudades dos que ficaram na aldeia, dos filhos e maridos que tinham embarcado e, era ela ,quem trazia de volta as notícias que os acalmavam.
Toda a aldeia ficava à espera pois ela chegava, pontualmente, um pouco antes da hora do almoço.
Nos dias de vendaval e chuva, quando as pedras escorregavam das escarpas e vinham cair nos caminhos, a freguesia agitava-se e muita gente se concentrava no largo, ansiosa, só respirando de alívio ao avistar na última curva da estrada, a ágil figura da Maria Dora.
Ela não trazia apenas o correio, trazia também o jornal diário, a encomenda do padre e do regedor, o pano e as linhas de bordar ou de croché e os produtos de farmácia, entre muitas outras coisas, que as pessoas da aldeia lhe pediam. Não sabia ler nem escrever, mas realizava com eficácia todas as encomendas. Tinha esperteza e boa memória, além de experiência de vida.
Creio que nunca se negou a fazer qualquer favor, sempre de graça, embora aceitasse de bom grado uma gratificação, aliás, toda a gente sabia que era melhor agradecer…
 É que ela tinha uma língua viperina, todos temiam os seus comentários ácidos.
Ela jurava que nunca inventava nada mas, o que sabia, tinha que dizer conforme ouvia, justificava-se, sem verificar a veracidade da notícia.
 Por vezes queixava-se, pois sempre que havia alguma novidade, uma bisbilhotice nova, diziam que tinha sido ela a espalhá-la e, tal como os terroristas dos dias de hoje, ela não gostava de ser acusada por algo não tinha feito.
 Tinha uma certa “ética”, quando espalhava uma novidade, fazia questão de informar, sempre, a sua fonte de informação. Abusava da ironia e dos comentários ácidos. Quase todos a temiam, mas também a usavam,quando queriam espalhar algum boato. Costumava dizer :Eu é que sou a bilhardeira, mas há muitas sonsas por aí que são muito piores do que eu! Vão para a igreja bater no peito, mas têm pecados de rabo !
Era a mulher melhor informada daquelas bandas. Ao entregar o correio, publicava as notícias que trazia de fora, os diz-que-disse, as intrigas e maroscas, até os falecimentos e casamentos daquele lado da ilha. A bem dizer, de toda a ilha, pois os seus encontros com os colegas forneciam-lhe matéria de primeira página, literalmente. Mesmo não sabendo ler, ouvia, atentamente, as leituras e as conversas   dos outros, isso dava lhe muita informação que ela não podia confirmar. Dizia:-assim ouvi e assim conto, se é mentira, não é minha!.- 
Dizia-se que em jovem era bonita, que tinha sido atacada pela febre tifóide e essa doença a tinha deixado sem cabelo e  fez-lhe cair, um a um, todos os dentes. Mas o povo comentava que tinha sido devido ao desgosto que sofreu, quando foi abandonada pelo marido.
Nunca se vestiu de viúva nem arranjou outro homem, e continuou vivendo na casa da mãe, até à morte.Apesar de ser uma mulher mais liberdade do que as outras, e ser muito alegre e comunicativa, que falava e brincava da mesma forma com todos, fosse homem ou mulher, fosse um doutor ou um mendigo, tudo isto, num tempo em que as pessoas estavam cheias de preconceitos e desconfianças, apesar disso, nunca, ninguém, pôs em causa a honestidade e seriedade desta mulher.
Era muito alegre, gostava de uma boa conversa, onde não faltasse o bom humor e o sarcasmo.
Quando a conheci ainda distribuía o correio, mas já andava calçada, e a aldeia já tinha uma estrada e um furado. Ela aproveitava a boleia do padeiro para ir à Vila e quase sempre encontrava alguém que a levasse de volta. Mas não lhe custava nada percorrer a via, ainda em terra batida, que a levava até à aldeia, com passo firme, apesar da idade já avançada.
Continuava sem dentes, embora tivesse tentado, por várias vezes, utilizar uma prótese, nunca conseguiu adaptar-se a esse artefacto, mas o seu cabelo, era forte e brilhante, muito preto, quase sem brancas, com o qual tecia uma trança que enrolava no alto da cabeça. Dizia que o segredo da sua forte cabeleira, perdida durante a sua doença, era uma loção,feita por ela, à base de azeite, álcool e cânfora, à qual juntava algumas ervas, e que aplicava diariamente no cabelo.
Mas ela não era apenas a mulher do correio. Era uma excelente massagista, durante gerações, endireitou pernas e braços, e mesmo colunas, e curou o “buxo virado” das crianças.
Posso assegurar que quase toda a aldeia passou pelas suas mãos.
Conhecia bem o poder das ervas, conhecimento que partilhava com todos aqueles que pedissem a sua ajuda. Orgulhava-se de ter curado muitos casos de asma com as suas mezinhas.
Reformou-se com uma pequena pensão depois de mais de quarenta anos de trabalho duro.
Os filhos, que emigraram muito novos, como era usual na época, por lá fora se mantinham, mas ela continuou endireitando ossos e curando o buxo das crianças até já não poder, quando os dedos das suas mãos ficaram deformados de tanto massajar e endireitar ossos.
Morreu inesperadamente, só, na casa onde sempre viveu. Só deram pela sua falta muitas horas depois."
Extracto de: História em Pedacinhos -As casas da minha infância e os tempos de chá sem açúcar.

Grafia anterior ao AO 1990

domingo, 3 de maio de 2020

A CASA, de MBarreto Condado















“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência”


No momento, em que a quarentena nos começa a afectar mais do que esperávamos e as palavras se tornam no nosso último refúgio.

Quando Vinicius de Moraes escreveu a letra de “A Casa”, não sabia o quanto me ia ajudar neste dia da mãe, finalmente percebo que a quarentena não só me tornou uma pessoa mais atenta ao que me rodeia como me faz pensar na actualidade das suas palavras.

A verdade é que vivo rodeada por duas casas. Sim, leram bem, duas casas.
E azar dos azares, a única que fica paredes meias comigo é segundo as próprias palavras de Vinicius: “Era uma casa, muito engraçada, não tinha tecto, não tinha nada,…”, porém,  verdade seja dita, tecto tem.

“Ninguém podia entrar nela, não. Porque na casa não tinha chão,…” o tipo de chão que tem não sei, mas asseguro que tem alcatifa de merda e mijo de cão, esporadicamente lavada à mangueirada para a minha porta, qual requintado tapete de tear. Se lá podem entrar ou não..., a família vejo entrar, ainda que de galochas de cano alto. Quanto ao sentido olfactivo, digamos que há quem goste de Rive Gauche e quem eleja Alheira digerida.

“Ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede,…” essas posso quase garantir que tem, porque, verdade seja dita, os manos Neandertal podem não saber utilizar os talheres, mas aprenderam habilmente a usar martelos.

“Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali,…” nesta estrofe é que a porca torce o rabo. E utilizo o pobre suíno numa fraca comparação com os verdadeiros porcos. A verdade é que não têm penico, felizmente para mim, caso contrário em vez de me correrem rios de merda à porta, com investidas pelas duas frentes, era certo que a mesma voaria. 

“Mas era feita com muito esmero,…” disso ninguém duvide, porque lá martelar eles martelam e em falta de ferramentas vai mesmo com os cornos.

“Na Rua dos Bobos, número zero.”, não lhes chamaria bobos. Inclino-me mais para ignóbeis, grosseiros, asnos, fúteis, num bom dia talvez sejam somente mal-informados, frutos da educação que evidentemente lhes falta. Neste ponto gostaria de mostrar o meu apreço à instituição do ensino obrigatório para lá da quarta classe. 

Mas é evidente que os manos também têm as suas “qualidades”. O mais velho por exemplo, consegue a proeza de beber mais cerveja do que um camelo no deserto, mantendo-se permanentemente em estado semicomatoso. A forma que encontrou para contornar o asilo forçado na casa matriarcal, engolindo sapos de pernas abertas, que a querida mãe lhe cozinha numa base diária. Dieta que ouviu num programa matutino e que faz questão de lhe aplicar de duas em duas horas. Verdade seja dita, o imberbe mantém-se hirsuto como um caniço. Quanto ao mais novo, a mãe queria uma filha daí o trauma de viver com o nome de miúda, é, porém, um ás na declamação do alfabeto gasoso e de um só travo. Se nos seus vinte e tal anos de vida tem continuado os estudos, sem a ajuda monetária do seu progenitor, a declamação com ar de regozijo da tabuada gasosa seria a sua segunda proeza conquistadora.




sexta-feira, 1 de maio de 2020

A CORTE DAS TREVAS, de Anita Dos Santos















A Corte das Trevas, devido à forma como foi criada, não tinha um lugar próprio, um sítio seu. Ela existia onde o seu Senhor se encontrasse, e quem quer que ele chamasse à sua presença não podia escusar-se.
Após a partida da Rubra em busca de crias para si, o Senhor das Trevas saiu da gruta da pedreira e dirigiu-se para a orla da mata.
- Espinho! – Chamou uma só vez, em voz baixa, mas clara.
Durante uns momentos nada se ouviu. Depois, muito tenuemente começou a ouvir-se como que um restolhar, um arrastar de ramos secos, que fez com que os cantos da boca do Negro se elevassem ligeiramente.
No canto mais afastado da clareira que ficava à entrada da gruta, houve um movimento por entre os arbustos altos, que iam secando à medida que este mesmo movimento acontecia, até que, por fim, ficou à vista uma figura bastante alta e delgada, todo ele castanho nos seus vários tons. Ao parar de encontro aos arbustos agora secos, a sua figura passava despercebida.
À medida que foi avançando, via-se que as suas feições já haviam sido belas, mas agora assemelhava-se a algo velho, como um pergaminho de pele já muito usado e desgastado pelo tempo. Os seus cabelos eram cor de areia e os olhos eram negros como carvão.
- Viva! Há muito que não ouvia uma chamada tua, meu Senhor! – Saudou a figura emergente das moitas.
- Tu, pelo menos, respondes, quando chamado. – Respondeu o Negro.
- É esse o nosso dever para com o Soberano das Trevas. – Disse, fazendo uma vénia em frente do seu Senhor. – É um prazer voltar a ver-te e a servir-te.
- Espero bem que sim. – A voz do Senhor das Trevas era melíflua e arrastada, enquanto caminhava em torno do seu súbdito.
- Tenho trabalho para ti, Espinho. Quero que te infiltres na Cidade do Norte e que vejas por onde anda e o que faz aquele que se intitula druida Freixo. – O tom de comando que tinha empregado na ordem depois alterou-se, nunca tirando os olhos do Espinho e deixando bem claras as suas ordens.
- Ele é diferente dos outros humanos, por isso não te deixes enganar. É muito mais perigoso do que possas imaginar, se tiver ocasião para isso, mata-te. Quero saber tudo quanto faz, onde vai, com quem fala. Não te deixes ver por ninguém, em especial pelo Freixo, pois ele pode reconhecer-te. Isto é uma ordem!
» Se ouvires ou vires algo sobre os outros druidas, também quero saber, mas o teu alvo é o Freixo!
- Assim será meu Senhor. – Uma vez mais, o Espinho fez uma vénia ao Senhor das Trevas, e partiu por onde veio.

Anita Dos Santos

In “Crónicas de André e Vicente – A Cidade das Brumas”