sexta-feira, 7 de agosto de 2020

UM DIA DE CÃO, de Anita dos Santos










Olá! Já uma vez vos contei umas “aventuras” que tive com una livros da minha dona.

Nessa altura eu era muito pequeno, era ainda um cachorro.

Entretanto já passaram alguns anos, cresci, já sou um cão adulto e com juízo. Já sei que não devo brincar com os livros da minha dona!

Muitas coisas se passaram, entretanto, mas a mais importante foi que um dia os meus donos chegaram a casa e traziam com eles uma “coisinha” toda preta. Ela só chiava, mas tinha um cheiro muito agradável, umas orelhas penduradas (as minhas são espetadas!), e acho que ela também gostou de mim. Sim, era uma ela!

Ficámos a ser os melhores companheiros.

De manhã, quando os donos acordam, eles abrem-nos a porta do quarto. Nós vamos à vez, e saltamos para a cama deles. Só depois vimos para baixo, para onde está o resto da casa e o jardim.

É muito bom sair porta fora e ir cheirar tudo, para ver se o malandro do gato do lado veio passar à porta enquanto lá não estávamos para correr com ele. Ou então qualquer outro cheiro de outro bicho que por lá tenha andado. O sapo já não aparece há um tempo…

Entretanto podemos sempre contar com as lagartixas!

A minha dona não gosta que eu ande à procura delas, mas elas são tão divertidas que não consigo resistir. É que nem ouço quando ela ralha comigo de tão entretido que estou na caçada à lagartixa…

É sempre divertido andar a correr atrás da minha amiga, ela não fica nada preocupada. Pelo contrário, muitas vezes é ela que me desafia para brincar, me mostra os dentes ou me rói a orelha. Também gosta de chegar ao pé de mim e bater os pés no chão – isso aprendeu comigo! – para me desafiar. Depois desata a fugir para eu ir atrás dela.

Quando estou com preguiça, fico deitado ao sol com os olhos um pouco fechados, até ficar quentinho, depois vou deitar-me onde a minha dona estiver.

É bom quando vamos passear, mas fico muito esganado com o peitoril e a trela… a minha dona diz que eu puxo muito… não sei o que é que ela quer dizer com isso. Mas gostava mais de ir passear quando íamos ver as cabras – a minha dona dizia que se chamavam assim – mas agora já lá não estão.

Ao serão gostamos de ficar no sofá com a nossa dona.

Quando chega à noite tenho de ter em atenção em ser o primeiro a subir as escadas para escolher a cama para dormir, senão ela escolhe aquela que eu quero…

E pronto, assim se passa um dia divertido, mesmo que pelo meio tenhamos tido ainda tempo para roer uns paus, que tenham vindo da pilha da lenha!




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