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quarta-feira, 4 de março de 2026

AUTORES NACIONAIS | MANUEL ALEGRE

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda.
Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola.
Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999.
Ao seu livro de poemas Doze Naus foi concedido o Prémio D. Dinis.
Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA.
No mesmo ano, o Grande Prémio de Literatura dst foi dado ao livro de poemas Bairro Ocidental.
Foi distinguido, em 2017, com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA.
Em 2021, Quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e, em 2025, o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra foi para Memórias Minhas.
 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

BALADA DO CORSÁRIO DOS SETE MARES, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

É um livro de temática diversificada, dividido em oito partes, que inclui abordagens da actualidade, seja na Ucrânia ou em Gaza, e da qual ressalta uma das constantes da arte poética do autor – a da reflexão sobre próprio poema e a própria poesia.

O volume termina com quatro baladas em que Manuel Alegre regressa à redondilha maior, muito presente nos seus primeiros livros.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2024

DIVULGAÇÃO | MEMÓRIAS MINHAS, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

 

«Memórias Minhas é um deslumbrante caminhar por dias e lugares que se cruzam com tempos únicos da nossa história contemporânea. Uma vida – uma geração – a rebeldia, a resistência, a guerra, a cadeia, o exílio, a Voz da Liberdade, a festa dos verdes anos, amores e desamores. E ainda, desde o luminoso 25 de Abril que mudou o destino, os combates longos, duros, conflituantes, que esculpiram a identidade da democracia constitucional. E o depois, nas curvas e contracurvas da mudança, do parlamento, da candidatura presidencial.»

Alberto Martins


As memórias de Manuel Alegre não são exclusivamente suas, são também as memórias de várias gerações de portugueses, memórias de um certo Portugal, que vão desde o tempo do Portugal triste e cinzento dos anos 50, tão bem reescrito em muita da sua poesia, até ao Portugal radiante e luminoso, o do 25 de Abril e o da liberdade.

Memórias Minhas reúne um vasto conjunto de pequenas histórias, nem sempre cronologicamente arrumadas, que proporcionam ao leitor uma dupla viagem: pela vida de Manuel Alegre e ao mesmo tempo pela História recente de Portugal.
O tio-trisavô decapitado na sequência das lutas entre liberais e miguelistas, a infância em Águeda e o assobio com que comunicava com o melhor amigo, os colegas que iam descalços para escola, a tia que se referia ao sobrinho como “o nosso poeta” sem ele ter escrito ainda qualquer verso, a eterna e dedicada protecção da avó, o estudante de Coimbra, e os discursos na Associação Académica, que mais não foram do que a sua primeira intervenção cívica.
A relação próxima e cúmplice com os amigos escritores, mas também com Adriano Correia de Oliveira e António Portugal naquela noite em que nasceu Trova do Vento que Passa, que a partir de então passou a ser um hino para todos aqueles que se opunham à ditadura de Salazar.

Há demasiadas vidas na vida de Manuel Alegre. Biografia a mais, talvez, para uma só vida. Sempre vivida de forma tensa e intensa. Que se intensificou ainda mais quando passou a sentir a PIDE sistematicamente por perto ou quando foi mobilizado para os Açores, onde conheceu Melo Antunes, com quem viria a congeminar um plano de revolta militar.
Já era então membro do PCP, partido a que aderiu, em 1958, de forma pouco ortodoxa, do qual virá mais tarde a desligar-se, após a invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas. Para trás no tempo tinham ficado os passeios pelas ruas de Paris e as longas conversas com Álvaro Cunhal, histórias partilhadas neste livro, a prisão em Angola, onde tal como nos Açores, tudo fez para provocar uma acção militar contra o regime, a fuga a salto pela fronteira quando não era mais possível escapar à polícia política.

Para Manuel Alegre a luta pela liberdade e pela democracia também era feita com poesia. O poeta está longe mas, à distância, consegue a extraordinária proeza de fazer estremecer o país quando publica Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), livros que falam de Abril muito antes do 25 de Abril.
O tão desejado regresso a Portugal, já em liberdade, a visão de um certo Verão Quente, o 25 de Novembro, as razões da entrada para o PS depois de ter jurado a si mesmo que nunca mais faria parte de nenhum partido, a ligação afectiva aos velhos membros do Partido Socialista, a desilusão que foi ter sido por duas vezes membro de um governo, as desavenças com Mário Soares, António Guterres e José Sócrates e com todos aqueles que pretenderam descaracterizar a essência do partido, os bastidores da sua corrida à liderança do PS e, por fim, as circunstâncias que o levaram, por duas vezes, a candidatar-se à Presidência da República.

São estes alguns dos muitos episódios narrados na primeira pessoa por alguém que esteve presente nos acontecimentos mais relevantes da nossa História recente. E que fazem de Memórias Minhas um dos livros mais aguardados dos últimos tempos.



«Não anotei essa conversa nem outras. Lembro alguns encontros, sempre clandestinos, com Álvaro Cunhal.
Uma vez acendi um cigarro com o seu isqueiro e, num gesto mecânico, meti-o ao bolso. Então ele disse-me:
– Esse não, foi o último presente do meu pai.
E tinha lágrimas nos olhos, nunca mais esqueci, porque me parecia impossível que aquele homem pudesse chorar. Acho que compreendi até que ponto tinha disciplinado a sua própria alma. Por ser o secretário-geral do PCP ele passou à clandestinidade o artista que tinha dentro de si.»

«(…) Melo Antunes, Marcel de Almeida e eu formámos a equipa encarregada de fazer a distribuição pelo interior da Ilha. Melo Antunes apareceu com uma camisola preta e a cara enfarruscada. Sentou-se ao volante, com a pistola, tapada, no banco ao lado, e mandou-nos para trás. Entrávamos nas povoações em ponto morto, nós saíamos, um para a esquerda, outro para a direita, enfiando os papéis por debaixo das portas ou nas caixas do correio. Não se via ninguém. Mas tínhamos a sensação de que mil olhos nos espreitavam.
Regressámos de madrugada. Soubemos que todas as brigadas tinham feito o seu trabalho sem complicações.
– Não foi com armas, foi com papéis – dizíamos a rir de alívio e satisfação.
O escândalo foi grande em São Miguel. O tenente-coronel Alvarenga considerou que Melo Antunes devia ter-se preservado.
– Um general não anda a fazer de soldado.
Eu achava que, nessa noite, assim vestido de preto, ao volante do seu carro, Melo Antunes tinha sido um verdadeiro general, ainda que só capitão.
– Todos fomos capitães – dizia ele, sem se aperceber do sentido premonitório daquela frase.»

«Estava longe de imaginar que no dia 8 de Junho, no fim da tarde, receberia um telefonema do Brasil. Alguém, suponho que o Conselheiro Cultural, porque não percebi bem, comunicou-me:
– Os meus parabéns, o senhor acaba de ganhar o Prémio Camões. Vou passar-lhe a presidente do júri, Professora Doutora Paula Morão.
– O Prémio Camões é seu – disse ela. E havia alegria na sua voz.
Eu não estava à espera, não sabia sequer quem era o júri nem quando iria reunir e fiquei meio aturdido. Dei uma resposta tonta, que será para sempre o meu remorso:
– Está para cair um santo do altar.
Pouco depois caí em mim, fiz uma nova ligação e pedi desculpa.
– Estou muito contente, sinto-me muito honrado.»

domingo, 14 de abril de 2024

AUTORES NACIONAIS | MANUEL ALEGRE

Manuel Alegre nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda.
Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Foi campeão nacional de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade.
Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999.
Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis.
Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA.
No mesmo ano, o seu livro de poemas Bairro Ocidental conquistou o Grande Prémio de Literatura dst.
Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA.
Em 2021, Quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e é membro do Conselho de Estado.

terça-feira, 2 de abril de 2024

DIVULGAÇÃO | MEMÓRIAS MINHAS, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

As memórias de Manuel Alegre não são exclusivamente suas, são também as memórias de várias gerações de portugueses, memórias de um certo Portugal, que vão desde o tempo do Portugal triste e cinzento dos anos 50, tão bem reescrito em muita da sua poesia, até ao Portugal radiante e luminoso, o do 25 de Abril e o da liberdade.
Memórias Minhas reúne um vasto conjunto de pequenas histórias, nem sempre cronologicamente arrumadas, que proporcionam ao leitor uma dupla viagem: pela vida de Manuel Alegre e ao mesmo tempo pela História recente de Portugal.
O tio-trisavô decapitado na sequência das lutas entre liberais e miguelistas, a infância em Águeda e o assobio com que comunicava com o melhor amigo, os colegas que iam descalços para escola, a tia que se referia ao sobrinho como “o nosso poeta” sem ele ter escrito ainda qualquer verso, a eterna e dedicada protecção da avó, o estudante de Coimbra, e os discursos na Associação Académica, que mais não foram do que a sua primeira intervenção cívica.
A relação próxima e cúmplice com os amigos escritores, mas também com Adriano Correia de Oliveira e António Portugal naquela noite em que nasceu Trova do Vento que Passa, que a partir de então passou a ser um hino para todos aqueles que se opunham à ditadura de Salazar.
Há demasiadas vidas na vida de Manuel Alegre. Biografia a mais, talvez, para uma só vida. Sempre vivida de forma tensa e intensa. Que se intensificou ainda mais quando passou a sentir a PIDE sistematicamente por perto ou quando foi mobilizado para os Açores, onde conheceu Melo Antunes, com quem viria a congeminar um plano de revolta militar.
Já era então membro do PCP, partido a que aderiu, em 1958, de forma pouco ortodoxa, do qual virá mais tarde a desligar-se, após a invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas. Para trás no tempo tinham ficado os passeios pelas ruas de Paris e as longas conversas com Álvaro Cunhal, histórias partilhadas neste livro, a prisão em Angola, onde tal como nos Açores, tudo fez para provocar uma acção militar contra o regime, a fuga a salto pela fronteira quando não era mais possível escapar à polícia política.
Para Manuel Alegre a luta pela liberdade e pela democracia também era feita com poesia. O poeta está longe mas, à distância, consegue a extraordinária proeza de fazer estremecer o país quando publica Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), livros que falam de Abril muito antes do 25 de Abril.
O tão desejado regresso a Portugal, já em liberdade, a visão de um certo Verão Quente, o 25 de Novembro, as razões da entrada para o PS depois de ter jurado a si mesmo que nunca mais faria parte de nenhum partido, a ligação afectiva aos velhos membros do Partido Socialista, a desilusão que foi ter sido por duas vezes membro de um governo, as desavenças com Mário Soares, António Guterres e José Sócrates e com todos aqueles que pretenderam descaracterizar a essência do partido, os bastidores da sua corrida à liderança do PS e, por fim, as circunstâncias que o levaram, por duas vezes, a candidatar-se à Presidência da República.

São estes alguns dos muitos episódios narrados na primeira pessoa por alguém que esteve presente nos acontecimentos mais relevantes da nossa História recente. E que fazem de Memórias Minhas um dos livros mais aguardados dos últimos tempos.
 

domingo, 5 de março de 2023

DIVULGAÇÃO | TODA A PROSA, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 14 de Março 


Os romances, as novelas e os contos de Manuel Alegre passam, a partir de agora, a estar reunidos num único volume, com mais de 800 páginas, a que o autor resolveu dar o título de Toda a Prosa.

O prefácio de Paula Morão, profunda conhecedora de toda a obra, introduz o leitor na ficção de um dos grandes poetas da língua portuguesa, ficção essa que, um pouco como acontece com a sua poesia, tem como ponto de partida experiências de vida do próprio Manuel Alegre.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

DIVULGAÇÃO | CÃO COMO NÓS, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

 

Cão Como Nós, de Manuel Alegre, assinala os 20 anos desse livro tão especial na obra do autor e, de certo modo, na literatura portuguesa.

Um livro que encanta e comove leitores de todas as idades, que é há muito um best-seller, com mais de 30 edições e superando os 200 mil exemplares vendidos, e que agora é publicado numa edição em capa dura, enriquecida com nove desenhos de Bárbara Assis Pacheco e um prefácio de Clara Rocha, que a dada altura escreve o seguinte:

“Em Cão como Nós chora-se, pois, a morte de um cão. Cão que ocupa o lugar de protagonista na novela e que constitui a sua metáfora moldurante. Na literatura universal, são muitos os exemplos de textos em que as personagens principais são bichos humanizados, desde as Fábulas de Esopo até O Asno de Ouro de Apuleio, desde o medieval Le Roman de Renart até ao Romance da Raposa de Aquilino Ribeiro, desde «O Burrinho Pedrês» de Guimarães Rosa até Bichos de Miguel Torga, desde A Metamorfose de Kafka (é aqui a criatura humana que um dia acorda transformada em bicho) até A Ratazana de Günter Grass. Em cada um desses textos, metáfora ou alegoria, a personagem animal tem a sua funcionalidade própria. O mesmo acontece com o cão da novela de Manuel Alegre, que nos interpela enquanto leitores e nos pede decifração, como se ainda raspasse na porta ou se nos encostasse às pernas a pedir festas.”

O cão de que aqui se fala é Kurika, um Épagneul-Breton com manchas castanhas e uma espécie de estrela branca no meio da cabeça, o cão de Manuel Alegre, que o acompanhava para todo o lado, nas idas à caça ou em simples passeios, o cão rebelde, desobediente, caprichoso, o cão que não queria ser cão, queria ser como nós. O cão que o autor transformou em personagem principal de uma história onde estão presentes os conceitos da solidariedade, da lealdade e do afecto e que começa assim:

“(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)”

Cão Como Nós, publicado pela primeira vez pela Dom Quixote em 2002, está igualmente editado em EspanhaItáliaAlemanha e Brasil.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

DIVULGAÇÃO | LIVRO DO PORTUGUÊS ERRANTE, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE


Publicado pela primeira vez em 2001, esta é uma nova edição de um livro marcante na obra de Manuel Alegre, desde logo porque reflecte vários sentidos considerados fundamentais da sua poesia, como o são os conceitos de movimento e errância, presentes, de resto, desde o seu primeiro livro – Praça da Canção (1965) – até ao mais recente – Quando (2020).

Por vezes um só livro encerra a vida de um poeta.

É o caso deste Livro do Português Errante.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

DIVULGAÇÃO | NOVA EDIÇÃO DE "UM BARCO PARA ÍTACA", DE MANUEL ALEGRE. 50 ANOS DEPOIS | Dom Quixote - Grupo Leya


 

Um Barco para Ítaca, terceiro livro de Manuel Alegre, depois de Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), foi escrito no exílio, em Argel, e publicado em Portugal, em 1971, por Nosso Tempo. Com a presente edição, que esta semana chegou às livrarias, pretende a sua editora assinalar os 50 anos que entretanto passaram desde a primeira publicação.


Mas não é apenas essa efeméride que dá singularidade a este livro que, pela primeira vez, é publicado numa edição autónoma na Dom Quixote. A capa, diferente de todas as outras que integram a colecção de Poesia, tem por base a imagem de um tapete, o mesmo tapete que foi bordado por Mafalda Durão Ferreira ao longo do ano de 1970, em Paris, pouco depois de conhecer Manuel Alegre.


É, aliás, devido a essa circunstância que o poeta insere no livro a seguinte dedicatória:


“Para a M., que bordava um tapete e me perguntou se eu tinha um barco.”


Um Barco para Ítaca foi posteriormente reeditado pela Centelha, em 1974, e levado à cena, nesse ano, por Norberto Barroca, na Casa da Comédia, e, mais tarde, por Vasco Pereira da Costa, no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.


Uma 3.ª edição foi entretanto publicada na Planeta de Agostini.


É pois a 4.ª edição deste livro intemporal e fundamental em toda a obra de Manuel Alegre que a Dom Quixote agora publica.


segunda-feira, 11 de outubro de 2021

DIVULGAÇÃO | UM BARCO PARA ÍTACA, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE - POESIA

 
















Terceiro livro de Manuel Alegre, depois de Praça da Canção e O Canto e as Armas, Um Barco para Ítaca foi escrito no exílio, em Argel, e publicado em Portugal em 1971, há precisamente 50 anos, por Nosso Tempo. Reeditado pela Centelha, em 1974, foi levado à cena, nesse ano, por Norberto Barroca, na Casa da Comédia, e, mais tarde, por Vasco Pereira da Costa, no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.

Uma 3.ª edição foi publicada na Planeta de Agostini.

Um Barco para Ítaca foi também incluído em 30 Anos de Poesia, Obra Poética e Poesia.

A presente edição é a 1.ª autónoma nas Publicações Dom Quixote.

sábado, 9 de outubro de 2021

DIVULGAÇÃO | TENTAÇÃO DO NORTE, de MANUEL ALEGRE | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 12 de Outubro 



Uma história de amor e de luta política, carregada de simbolismo, que nos é contada com o ritmo e a prosa poética que imediatamente associamos a Manuel Alegre, que com esta pequena grande novela regressa à ficção depois do romance Tudo É e Não É, publicado em 2013.