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quarta-feira, 22 de junho de 2016

[Período de Descontos] Diário do Europeu - 3ª Jornada


Texto: Pedro Ferreira de Carvalho
Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Arquivo Nova Gazeta/DR


Grupo F – Um verdadeiro carrossel e Portugal apurado…

Última jornada no Grupo F. A Portugal chegaria o empate. A vitória daria a liderança do grupo. A derrota enviava os pupilos de Fernando Santos para férias mais cedo. Foi com estas 3 hipóteses que começou a girar o carrossel da derradeira ronda do grupo. Senão, vejamos:

18” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
19” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
42” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
47” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
50” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.
55” – Golo da Hungria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
60” – Golo da Áustria – Portugal eliminado em 3º, com apenas 2 pontos.
62” – Golo de Portugal – Portugal apurado em 2º. Inglaterra nos oitavos.
94” – Golo da Islândia – Portugal apurado em 3º. Croácia nos oitavos.

Ou seja, por 3 vezes durante a partida de hoje com a Hungria, Portugal esteve fora do Europeu. Por 3 vezes, conseguimos recuperar o prejuízo. É verdade que marcámos mais do que nos dois primeiros jogos, mas também sofremos mais golos. Digamos que a eficácia ofensiva veio à custa de alguns erros defensivos. Primeiro foi Nani o marcador e depois o capitão Ronaldo a bisar, com o seu primeiro golo de calcanhar digno de figurar nos compêndios de como bem finalizar. A Hungria qualificou-se em primeiro lugar e a surpreendente Islândia alcança o segundo posto, com o mesmo número de pontos do líder. A Áustria regressa a casa.

Quando a partida de Portugal terminou, o empate garantia desde já a qualificação. Dado o empate na altura entre Islândia e Áustria, o nosso futuro era defrontar a Inglaterra nos oitavos de final. Não era teoricamente a melhor opção, antes da jornada iniciar. Pior do que isso, Portugal entraria no “caminho para a final” no mesmo lado dos tubarões. Isto quereria dizer que para chegar ao dia 10 de Julho a Saint-Denis, Portugal, para além da Inglaterra, poderia ter de defrontar e eliminar a França, nos quartos de final e a Espanha / Itália / Alemanha nas meias finais.

Com o golpe de teatro dos islandeses, já no período de descontos, Portugal foi relegado para terceiro classificado e coloca-se do outro lado da travessia, evitando assim, caso chegue à final, os ditos colossos do futebol Europeu.

1º Hungria – 5 pontos (apurada)
2º Islândia – 5 pontos (apurada)
3º Portugal – 3 pontos (apurada como 3º melhor terceira classificada)
4º Áustria – 1 ponto (eliminada)

Grupo A – Franceses e Suíços festejam apuramento com empate

Na última ronda confirmaram-se as expectativas até aqui criadas. A França e a Suíça empatam a zero e garantem a qualificação.

A Albânia ainda tentou sonhar com o apuramento, ao ganhar perante a Roménia por 1-0. No entanto, a diferença de golos não lhe permitiu juntar-se ao grupo dos melhores terceiros.

1º França – 7 pontos (apurada)
2º Suíça – 5 pontos (apurada)
3º Albânia – 3 pontos (eliminada como pior terceira classificada)
4º Roménia – 1 ponto (eliminada)

Grupo B – Três pontos para o País de Gales

Nunca a máxima do jargão futebolístico, quando se remata bem por cima da trave, ao bom estilo de um ensaio convertido no Rugby, fez tanto sentido. E quando a proeza é alcançada por duas vezes, o resultado é a liderança do Grupo B, à frente dos inicialmente favoritos Inglaterra e Rússia. Goleada dos Galeses perante a Rússia, com mais um golo de Bale. A Rússia fez um Europeu para esquecer. Ou melhor, para recordar, para não repetir daqui a dois anos, quando receber no seu território o Mundial de Futebol.

A Inglaterra perdeu a liderança do grupo, ao empatar sem golos com a Eslováquia.

1º País de Gales – 6 pontos (apurada)
2º Inglaterra – 5 pontos (apurada)
3º Eslováquia – 4 pontos (apurada como 1º melhor terceira classificada)
4º Rússia – 1 ponto

Grupo C – Alemães e Polacos mantiveram-se empatados… no topo

Apesar de não se terem defrontado, Alemães e Polacos ganharam aos seus adversários pelo mesmo resultado. A Alemanha ganhou perante a Irlanda do Norte, que mesmo apesar da derrota ainda conseguiu apanhar o comboio.

A Polónia venceu a Ucrânia, que foi a maior desilusão deste torneio. Foi a única selecção que não alcançou qualquer ponto.

1º Alemanha – 7 pontos (apurada)
2º Polónia – 7 pontos (apurada)
3º Irlanda do Norte – 3 pontos (apurada como 4º melhor terceira classificada)
4º Ucrânia – 0 pontos (eliminada)

Grupo D – Croácia ultrapassa Espanha, em cima da meta

Luta pela liderança no grupo, com a Espanha a adiantar-se no marcador. A Croácia empata a partida e vê Sérgio Ramos falhar uma grande penalidade. No cair do pano, Perisic dá a vitória aos croatas.

Na outra partida, a Turquia ganhou finalmente, perante a República Checa por 2-0, mas a diferença de golos alcançada não lhe permitiu qualificar-se para os oitavos de final.

1º Croácia – 7 pontos (apurada)
2º Espanha – 6 pontos (apurada)
3º Turquia – 3 pontos (eliminada como 2º pior terceira classificada)
4º República Checa – 1 ponto (eliminada)

Grupo E – Duas Irlandas nos oitavos de final

A vitória da República da Irlanda por 1-0 perante a já apurada Itália faz com que continuem em jogo os melhores adeptos deste europeu, que boas lições têm dado sobre o que é o Fair-Play.

A Bélgica marcou mesmo ao final e confirmou a despedida da Suécia.

1º Itália – 6 pontos (apurada)
2º Bélgica – 6 pontos (apurada)
3º República da Irlanda – 4 pontos (apurada como 2º melhor terceira classificada)
4º Suécia – 1 ponto (eliminada)

Oitavos de Final:

25.06.2016 (14:00) – Suíça – Polónia
25.06.2016 (17:00) – País de Gales – Irlanda do Norte
25.06.2016 (20:00) – Croácia – Portugal
26.06.2016 (14:00) – França – República da Irlanda
26.06.2016 (17:00) – Alemanha – Eslováquia
26.06.2016 (20:00) – Hungria – Bélgica
27.06.2016 (17:00) – Itália – Espanha
27.06.2016 (20:00) – Inglaterra – Islândia

Melhores marcadores:

1º Álvaro Morata (Espanha) – 3 golos
2º Gareth Bale (País de Gales) – 3 golos
3º Romelu Lukaku (Bélgica) – 2 golos


terça-feira, 29 de março de 2016

[Desporto - Futebol] Período de Descontos

Pausa na liga. Tempo dos clubes afinarem as estratégias para a ponta final dos campeonatos, nem sempre como seria desejável, fruto das ausências em elevado número dos atletas ao serviço das mais diversas selecções. A começar pela das quinas, que disputou dois jogos de preparação, ambos em Leiria.

DESTAQUE:

PORTUGAL 0 – 1 BULGÁRIA 
(sexta-feira, 25 de Março, 20:45)
O estádio Dr. Magalhães Pessoa recebeu na sexta-feira passada, perante cerca de vinte mil espectadores, a selecção Búlgara e perdeu. Bem sabemos que foi num amigável, bem sabemos que não perdemos nem fomos eliminados. Mas daqui a nada, estamos em França e aí, numa competição curta, que pode ir dos 3 aos 7 jogos, a margem de manobra é mínima. Nessa altura, de nada vale falhar meia dúzia de golos nos primeiros dez minutos da partida. E foi assim que o encontro começou: empolgante. Quem assistia ao jogo, terá ficado com a ideia de que íamos cilindrar os búlgaros. Balakov e Iordanov, ex-leões presentes na bancada assistiam ao início algo retraído dos seus compatriotas. Mas aos poucos, o adversário foi procurando o contra-ataque e, aos 19 minutos, numa jogada algo atabalhoada, chegou mesmo à vantagem por intermédio do naturalizado Marcelinho, que chutou quase em queda, enganando inapelavelmente o titular Anthony Lopes.

Na outra baliza, Stoyanov ganhou todos os duelos com os jogadores lusos, particularmente com Cristiano Ronaldo, que nem dos 11 metros conseguiu empatar a partida. Tão cedo o guardião búlgaro não esquecerá esta exibição. Numa noite em que poucas coisas correram bem, nem o entusiasmo das bancadas pelas entradas de Quaresma e de Renato Sanches chegaram para inverter o resultado. Fernando Santos deverá ter retirado deste jogo as devidas ilacções, para que a par do caudal ofensivo que foi demonstrado, venham também golos, de preferência no próximo encontro, que terminou há minutos.

PORTUGAL 2 – 1 BÉLGICA (terça-feira, 29 de Março, 19:45)

Nem mais! No encontro teoricamente mais difícil, contra o líder do Ranking de selecções da FIFA (que vale o que vale), a equipa de Fernando Santos voltou aos triunfos. É certo que a selecção belga veio a Leiria com algumas baixas, mas a verdade é que a equipa das quinas conseguiu mostrar outra cara, após a surpreendente derrota com a Bulgária. A anteceder o início da partida, o simbolismo esteve presente, ou não fosse o facto desta partida ter estado originalmente marcada para Bruxelas, após os recentes acontecimentos que lá se passaram. Fernando Santos aproveitou esta última partida antes do estágio que antecede o europeu para testar novos elementos. Desde logo a baliza voltou às mãos de Patrício, novos laterais – Cédric e Raphael Guerreiro -, um novo companheiro para Pepe no eixo da defesa (José Fonte), Danilo em vez de William à frente da defesa, e André Gomes no lugar de Rafa. A primeira parte acabou por ser bem conseguida, novamente com bastante caudal ofensivo. Mas desta vez, a qualidade na finalização foi superior. E por causa disso, ao intervalo a vantagem de 2-0 (golos de Nani e de Cristiano Ronaldo) era normal e justa. Já na segunda parte, com algumas mexidas, a quebra foi evidente. A Bélgica acabou por reduzir a vantagem lusa, com golo de Romelu Lukaku, após assistência do irmão mais novo Jordan Lukaku. Até ao fim da partida, foi só sofrer um pouco e aguentar a vantagem. Nada a que já não estejamos habituados, nomeadamente no reinado de Fernando Santos, em que as vitórias pela vantagem mínima têm sido o nosso cartão-de-visita.
A pouco mais de dois meses do início do europeu, tempo para Fernando Santos apurar as suas escolhas, que na sua maioria já estarão feitas. Mal seria se, nesta altura, 18 ou 19 dos 23 já não estivessem mentalmente selecionados pelo responsável técnico das quinas (salvo, longe vá o agouro, lesões que eventualmente possam condicionar as escolhas).

LIGA NOS:

As partidas da 28ª jornada já têm datas confirmadas. A saber:
Benfica – Braga (01/04 – 20:30) / FC Porto – Tondela (04/04 – 19:00) / Belenenses – Sporting (04/04 – 21:00).

Texto: Pedro Carvalho
Foto: Arquivo Nova Gazeta

Artigo publicado em parceria com o jornal Diário do Distrito

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

[Actualidade-Pinhal Novo] Freguesia do Pinhal Novo celebra 88º aniversário [Diário do Distrito]



No Domingo, dia 07 de Fevereiro de 2016, a Freguesia do Pinhal Novo esteve em festa, assinalando-se o 88ºaniversário desta Freguesia do Concelho de Palmela, celebrando-se também o decurso de 28 anos sobre a elevação do Pinhal Novo a Vila.

A data foi assinalada com uma sessão solene na Sala de Sessões da Junta de freguesia, estando presentes diversas individualidades da política e da sociedade locais, com casa cheia apesar de estarmos em plena época de entrudo.

Durante o seu discurso, Manuel Lagarto, Presidente da Junta de Freguesia do Pinhal Novo teve oportunidade de destacar que em 2016 a Freguesia do Pinhal Novo vai receber novos investimentos, e será dada continuidade a projectos já em curso, tanto na área social (Vai e Vem Social), como destinados aos mais novos (sendo disso exemplo o Projecto Férias Vivas). Manuel Lagarto destacou também o facto de, no ano transacto, terem sido desenvolvidos vários projectos na Freguesia contando com a parceria da Câmara Municipal de Palmela, assumindo-se o Município enquanto parceiro fundamental para Freguesia do Pinhal Novo.

 Álvaro Amaro - Presidente da Câmara Municipal de Palmela - destacou no seu discurso a circunstância do Pinhal Novo ser uma terra de afectos e enalteceu o trabalho realizado pelos poetas populares que participaram no projecto Palavra Dita, que é prova de se manter viva a cultura popular local. O Pinhal Novo é hoje a Freguesia mais populosa e mais jovem do Concelho de Palmela. Nas últimas décadas o Pinhal Novo cresceu, consolidou-se e também se consolidou a consciência de uma Cultura Caramela, apropriada pelas novas gerações. O Presidente do Município referiu ainda que nada no Pinhal Novo foi dado, quer antes quer depois do 25 de Abril, as conquistas resultam, sim, de um esforço de participação cívica, da luta e da afirmação. 

Foi ainda assinalada por Álvaro Amaro a realização de importantes investimentos que têm estado na ordem do dia, investimentos estes que sempre foram da responsabilidade da administração central, e caso se venham a concretizar neste mandato, não será exagerado dizer que o  mesmo é um “mandato de ouro”. Assim, em relação ao projecto de regularização da Ribeira da Salgueirinha mostra-se já entregue o Estudo de Impacto Ambiental, estando em consulta pública, estando quase concluídas as expropriações e autorizações para aceder aos terrenos, com alguma ironia, o Presidente criticou algumas vozes que haviam questionado este trabalho, afirmando que alguns “queriam transformar o ouro em lata, sendo preciso ter lata para o fazer”. Foi apresentada candidatura pelo Município a fundos da Agência Portuguesa do Ambiente,  e no próximo dia 19 será feita uma visita a toda a Ribeira por Técnicos desta agência, donde o mérito foi da candidatura do Município que apresentou um trabalho consistente realizado pelos seus técnicos e trabalhadores. O fundo que suporta este tipo de Investimento, que rondará os duzentos milhões e quatrocentos mil euros com comparticipação a 85%, cabendo ao Município suportar os 15% restantes, advém da Taxa de Resíduos Hídricos que os Munícipes pagam na respectiva factura da água. Outro projecto importante será o Centro de Saúde de Pinhal Novo Sul, sobre o qual se mostra já assinado o Contrato Programa para a respectiva execução, tendo ainda destacado que , a este propósito, está de parabéns a população do Pinhal Novo que se manifestou e colocou em Marcha o movimento associativo.

Durante o evento, houve oportunidade para trocar algumas palavras com o Presidente da Junta de Freguesia do Pinhal Novo – Manuel Lagarto. O autarca referiu sentir “regozijo pelo facto de termos feito algum trabalho, não tudo o que gostaríamos de ter feito. Para nós é motivo de orgulho a comemoração deste aniversário com a satisfação do dever cumprido (…) em termos de balanço o ultimo ano o mesmo foi positivo, e o início deste ano está a criar expectativas diferentes (…) gostaria que a autarquia tivesse meios próprios para desenvolver alguns projectos.”
Seguiu-se a celebração com bolo, moscatel e sumos, após o que se deu por encerrada a cerimónia em clima de festejo.

Texto: Isabel de Almeida e Miguel Garcia [Nova Gazeta/Diário do Distrito]
Fotos: Diário Imagem/Diário do Distrito

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

[Entrevista - Nacional] Teresa Marta em entrevista a propósito do seu livro "Fazer do medo coragem" [Diário do Distrito/Nova Gazeta/Os Livros Nossos]

Numa iniciativa conjunta com os nossos media partners Diário do Distrito e blog literário Os Livros Nossos entrevistámos ontem, dia 02/03/2016, a autora Teresa Marta a propósito do próximo lançamento do livro “Fazer do Medo Coragem” [Com prefácio de Helena Sacadura Cabral] a decorrer no próximo dia 5 de Fevereiro na Livraria Bertrand Editora das Amoreiras , a partir das 18h30m.

A autora é Licenciada em Comunicação Social, Pós Graduada em Marketing e Serviços e Mestre em Psicoterapia Existencial. Após 21 anos como Gestora, em 2013 decidiu mudar a sua vida, desempregar-se e lançar o seu projecto “Academia da Coragem”, como Coacher certificada, desenvolvendo actividades de potenciação do desenvolvimento pessoal, através do uso de metodologias activas. Ficámos a conhecer melhor a mulher por detrás da obra, e partilhamos este conhecimento com os leitores.


Nova Gazeta: Este livro surge como corolário lógico na sequência da sua formação académica e do projecto Academia da Coragem?

Teresa Marta: Não tem tanto a ver com a formação académica. Eu fui vossa colega, trabalhei na Rádio Pal, sou Licenciada em Comunicação Social, Pós Graduada em Marketing de Serviços e só fiz o Mestrado em Psicoterapia Existencial em 2007. O livro reflecte uma mudança da minha área de actividade, eu sempre fui gestora e trabalhei em marketing e sempre tive muita apetência por perceber o que nos mantém presos ao sofrimento, o facto de ter nascido numa família também rural. Havia uma grande taxa de suicídio,  a própria mãe da minha mãe tentou suicidar-se duas vezes. Violência doméstica, hoje fala-se muito em violência doméstica porque temos as coisas mais visíveis, mas antigamente havia muita violência doméstica  que nem sequer era falada, era vivida dentro de casa,  e aguentava-se a verdade era essa. E a Academia surgiu então quando eu tive necessidade de começar a colocar no terreno afinal o que era isso da coragem, como é que nós podemos libertar-nos do medo. O livro conta dez histórias, dez histórias de medo,  e o primeiro capítulo é a minha própria história, são os tais sessenta anos de medo,  que foram tantos quantos durou o casamento da minha avó Emília, a minha mãe morreu com 64 anos e  isso no fundo resumo a história quer da minha avó, quer da minha mãe. E a minha questão fundamental é, então porque é que nós, se temos medo, estamos oprimidas pelo medo e nunca saímos do medo, o que justifica isso? E, de facto, o meu Mestrado em Psicoterapia Existencial levou-me depois a fazer a certificação internacional em Coaching Motivacional e dos Comportamentos e em estudar em maior profundidade, onde é que o medo surge no ser humano, se o medo é inato ou se é cultural ou educacional, e fe facto, há um misto das duas coisas. Ora, se nós aprendemos a ter medo em crianças, como é que os nossos pais nos ensinam ? – Olha tem cuidado, vais para ali, olha que podem-te fazer isto; olha não subas aí que é muito alto para ti;  olha que cais e partes a cabeça. É para protegermos a cria mas somos educados a ter medo – não comes a sopa vem o homem do saco.

Nova Gazeta: Há uma cultura do medo?

Teresa Marta: Há, no meu tempo eram os ciganos, não comia a sopa vinham os ciganos. Agora há uma nova frase que é – deixa vir o teu pai que já vais ver como é que é! – Nós no fundo proporcionamos isso, e fomos ensinados desde miúdos a ter medo, a questão é que, esse medo, que até certo ponto nos protege, em adultos, quando vamos ter nós próprios relacionamentos amorosos, a nossa família, e entramos nas empresas,  o medo condiciona-nos e nós começamos a agir não pelo que sentimos, mas por tudo aquilo que nos foram ensinando. Isso é maravilhoso, perceber como é que o ser humano adquire o medo, e como é que nós podemos livrar-nos do medo e ter uma vida mais equilibrada.

Nova Gazeta: O medo é uma força de bloqueio?

Teresa Marta: Quando é tóxico o medo é uma força de bloqueio. Aliás, há estudos muito interessantes de um Psicólogo e Psiquiatra Americano, que é o Peter Levine, que vem referido no livro. Fez estudos fantásticos e criou uma coisa que é o Instituto do Trauma, e a maior parte da vida dele foi dedicada aos animais selvagens a tentar perceber. Há uma lebre a fugir de um coiote, nós os seres humanos copiámos isso da natureza, temos três maneiras de fugir ao medo: a primeira é não nos movermos; a segunda forma é lutar e a terceira é fugir, Então a lebre fugia do coiote mas ele andava mais depressa, então a lebre ficou quieta, reduziu o batimento cardíaco e o coiote deixou-a pensando estar morta. A lebre, ao contrário de nós, não tem memória do trauma. Nós somos os nossos maiores carrascos. O ser humano memoriza o trauma. Esse registo negativo vai lá ficando, e podemos mesmo adoecer com medo, ficamos com aquele pensamento recorrente, a seguir os pensamentos adoecidos eu não posso claramente sentir-me bem, eu acabo por adoecer o meu corpo, se estou sempre a sentir-me mal emocionalmente eu vou somatizar e há cancros nomeadamente na zona do estomago e do intestino que são somatizados são pessoas que não conseguem deixar ir. Nós interrompemos a linha da vida, em vez de vivermos o presente estamos preocupados com o  “E se”, a maioria das pessoas que encontro no Coaching tem sempre esta questão do E se, encontra-se uma solução caso a empresa vá à falência, e se eu adoeço e não posso mesmo trabalhar depois . Nós seres humanos vivemos em busca da felicidade, é a nossa busca fundamental, o que para cada um de nós significa a felicidade é outra coisa, mas se estivermos antes preocupados em ver o que isto tem de bom agora, porque mesmo a noite dá origem ao dia, a tempestade dá origem a algo bom e nós aprendemos a conviver com isso. As pessoas ficam ansiosas, ficam angustiadas começam a acreditar que não são capazes, e caem, e ai há várias formas de cair das mais leves às mais pesadas.

Nova Gazeta: Começa já a sentir alguma sensibilização para estas temáticas ao nível organizacional?

Teresa Marta: É a minha próxima fase, como trabalhei em empresas 21 anos, estou a fazer um trabalho para perceber quais são os custos do medo nas empresas. O líder tem medo de perder o poder, de ser falado nos corredores, de não atingir os objectivos e os funcionários também têm medo, por vezes incutido pelos chefes – não estás contente com o teu salário então vai lá ver como será arranjares outro emprego – e este medo é trazido para vida privada, para a família. As empresas que vivem este clima não inovam, as pessoas tem ideias para inovar mas até têm medo de as dizer com medo de serem ridicularizados ou postos de lado, são empresas que perdem clientes porque depois quem trabalha na área comercial  quando vai visitar o cliente já não vai satisfeito, são empresas que perdem a auto-estima e perdem muito do que é o seu potencial.  Há estudos muito interessantes nos Estados Unidos e aqui ao lado em Espanha, por exemplo, Pilar Jericó tem feito estudos sobre quanto as empresas estão a perder devido ao medo nas empresas e utiliza a expressão  “gestão medo zero” o que podem os gestores fazer para diminuir o medo nas empresas e aumentar a produtividade mas não pode ser uma produtividade e um lucro cego.

Nova Gazeta: Denotam-se sectores económicos onde esta lógica do medo esteja mais acentuada?

Teresa Marta: A banca é um deles, todos os sectores que terabalhem com objectivos económicos têm medo. No sector automóvel há menos. A banca tem medo de perder clientes e de os clientes não serem tão rentáveis, se eu deixar de pagar um empréstimo o banco não vai receber. Nos seguros a mesma coisa, quando foi a venda de uma seguradora Portuguesa, quando os funcionários viam uma pessoa engravatada acompanhada de um comité a dar a volta ao open space, pensavam logo os funcionários quem é que eles vão dispensar esta semana, quem de nós vai ser convidado a sair. Os seguros a banca, a área da restauração, no fundo são áreas que estão mais dependentes do bolso do consumidor final. Há profissões de maior risco e há profissões mais seguras, embora hoje não existam empregos para a vida. È uma questão ligada ao medo e à coragem. Nós aceitarmos a insegurança é natural. No meu caso pessoal, ao decidir despedir-me em 2013, o que me custou mais fazer foi desapegar-me. Porque é verdade que é confortável viver com um salário fixo, uma boa casa, um bom carro. Esse desapego de eu perceber que tinha de remodelar a minha vida toda, eu passei a viver com um quarto daquilo com que vivia. Eu sou mais feliz, deixei de fazer milhares de horas na empresa, milhares de quilómetros de carro, passei a ter mais tempo para o meu filho.

Nova Gazeta: Quanto tempo levou a conseguir esse desapego?

Teresa Marta: Eu ainda estou em desapego. Eu nunca mais fiz férias, por exemplo, não tenho dinheiro neste momento para ir de férias, tinha duas casas só tenho uma, tinha um carro de oitenta mil euros agora tenho um utilitário. Estou a viver das minhas ainda poucas sessões de coaching e de uma poupança que fiz. A política não me paga nada, apenas as senhas da assembleia, eu nunca vivi nem quero viver da política. 

Nova Gazeta: Qual foi a história mais marcante do seu livro?

Teresa Marta: A mais marcante de todas foi uma senhora que não conseguia engravidar, tinha perdido uma filha com um tumor cerebral com 17 anos, Apareceu-me na primeira sessão com um potinho e perguntou se o podia colocar em cima da mesa e eu disse que sim, e depois disse-me – é a Iris – eram as cinzas da filha de que não conseguiam separar-se, perdeu o casamento, é a história típica de quem tem tudo financeiramente mas não tem o resto, temos a tendência para associar felicidade a dinheiro, é certo que ajuda, mas não é tudo. Temos que prescindir de amigos, de relações, de tempo para nós. Nós acabamos por ter de prescindir daquilo que é a nossa missão de vida. Não preciso muito para ser feliz, mas depois temos aquela ideia de – e se eu tiver mais isto – e é a eterna insatisfação do ser humano. Uma vez tive um senhor que me disse: tenho três casas, uma mulher fantástica, três filhos maravilhosos, um Jeep e um carro topo de gama, e depois vamos para o Algarve de avião e temos lá outro carro e no entanto não sou feliz, explique-me lá o que se passa. Às vezes termos tanta coisa acabamos por não valorizar outras pequenas coisas – ter tempo para tomar um café com os amigos, para ficar sozinha.

Nova Gazeta: E a crise trouxe medo?

Teresa Marta: Trouxe muito medo. Como poderia eu ajudar se não tivesse experiencias minhas, por exemplo, no caso da mãe que tinha perdido a filha com um tumor cerebral eu nunca a entenderia se não tivesse filhos. Eu pensei que a senhora não ia voltar mais, eu chorei o tempo todo, depois acabámos abraçadas. Na sétima sessão ela disse-me que tinha ido deitar as cinzas da filha ao Guincho, como a filha havia pedido.

Nova Gazeta: A Teresa acabou por ser uma mais-valia para essa mãe?

Teresa Marta: No dia em que acharmos que somos os melhores, como aqueles terapeutas que dizem estar resolvidíssimos algo não está certo. Nenhum ser humano está resolvido. 

Nova Gazeta: Ao longo deste tempo todo tem sentido que tem ajudado as pessoas?

Teresa Marta: Sim tenho sentido. A vantagem de juntarmos metodologias activas à psicoterapia. Eu não faço psicoterapia no sentido estrito da expressão e isto foi por opção, porque comecei a sentir que posso ajudar mais juntando duas coisas, a minha experiencia pessoal porque passei pelos processos, e em segundo lugar a questão do fazer,  porque nós não podemos dizer que não conseguimos até tentarmos. Claro que eu ajudo as pessoas, mas não sei até que ponto eu própria saio enriquecida. No dia em que eu achar que sou a maior mandem-me internar [risos].

Nova Gazeta: A quem aconselharia, no imediato, o livro que escreveu?

Teresa Marta: A todas as pessoas que estejam a sofrer com perdas físicas, emocionais ou com sensação de injustiça que sintam.

Nova Gazeta: Alguma vez esteve indecisa entre o Coaching e a Psicologia ou nem sequer foi por ai?

Teresa Marta: Eu nem fui por ai porque tenho vários amigos psicólogos, sobretudo amigas e como sou uma mulher que veio das empresas a psicologia não ia proporcionar tudo o que eu desejava. Por isso fiz formação em psicoterapia existencial. Como quero levar o coaching da coragem para as empresas falta a vertente de agir, como vamos proporcionar a mudança.

Nova Gazeta: A nível de procura de Coaching ocorre mais a nível individual ou institucional?

Teresa Marta: Mais individual, também porque o meu marketing tem sido mais noutro sentido, eu tive de testar primeiro a metodologia ao nível individual antes de ir para as empresas, era incapaz de ir para as empresas sem saber se teria resultados, também porque fui gestora e não lido bem com o insucesso, confesso. 


Entrevista conduzida por: Isabel de Almeida e Miguel Garcia 

Foto: Miguel Garcia/Diário do Distrito/Nova Gazeta

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

[Actualidade - Montijo] Autarca do Montijo quer conhecer inquérito do incidente com Catamarã da Transtejo



A União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro já fez saber que quer conhecer os resultados do inquérito que a Transtejo está a realizar sobre o incidente com um catamarã.

Começaram a surgir dúvidas e acusações nas redes sociais sobre o afastamento dos autarcas da cidade do Montijo na tarde da passada terça-feira no incidente com o catamarã da empresa Transtejo.

O Diário do Distrito esteve no local do incidente e falou com o presidente da União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro, Fernando Caria, que na altura adiantou que alguns responsáveis pelo salvamento informaram de que o incidente se havia ficado a dever e uma avaria técnica na embarcação.

A Transtejo,  no mesmo dia,  adiantava que sobre o incidente a empresa iria abrir um inquérito sobre o caso para apurar responsabilidades. Lembramos que os passageiros estiveram fechados durante 4 horas dentro da embarcação que encalhou a cerca de 50 metros do cais do Seixalinho.

O executivo da União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro, já avançou com um pedido de esclarecimentos sobre o incidente junto da empresa Transtejo. No ofício que o Diário do Distrito teve acesso o mesmo refere que “a União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, na persecução da defesa intransigente dos utentes da Transtejo, em particular os pertencentes à nossa Freguesia, vem solicitar (...) que o referido inquérito seja realizado com maior rapidez possível e que seja dado conhecimento a esta Junta de Freguesia do resultado final do inquérito”.

Para além do inquérito que a Transtejo abriu, fonte do Ministério do Ambiente também já fez saber que a tutela que gere os transportes também vai abrir um inquérito para apurar responsabilidades.

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, adiantou na última reunião pública que a autarquia solicitou junto do Ministério do Ambiente uma reunião para ‘discutir’ a falta de dragagem que há anos não se fazem no rio. Para o edil montijense a falta dragagem na cala do rio Tejo é um problema para as embarcações da Transtejo e até para o aumento da poluição que no fim do ano de 2015 foi um dos assuntos tratados pela Quercus.

Para o presidente da Câmara a solução passa pela dragagem nas calas do Montijo, Moita, Barreiro e Seixal.

Texto: Diário do Distrito /redacção 

Foto: Diário Imagem [Direitos Reservados]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[Actualidade-Palmela] Palmelense inaugura relvado sintético dando forma à emoção

O dia 12 de Dezembro de 2015 ficará a constar da história do Futebol Clube Palmelense, que, numa cerimónia bastante emotiva, inaugurou o seu relvado sintéctico perante a presença de diversas individualidades locais, dirigentes, associados, adeptos e amigos do clube.

João Paulo, Presidente da Direcção do Futebol Clube Palmelense destacou a importância deste melhoramento no Campo Atlético Cornélio Palma, em duas vertentes, primeiro corresponde à concretização de um sonho antigo da Vila de Palmela e do Palmelense, a segunda razão de carácter mais estrutural e mais duradouro que é permitir a prática desportiva aos mais jovens, aos menos jovens, e fundamentalmente ter uma estrutura que permita que os jovens do clube, com idades compreendidas entre os 4 e os 20 e 25 anos possam praticar desporto.

O presidente da direcção do Palmelense Futebol Clube confirmou a relevância desta estrutura, referindo que se encontra a residir em Palmela há cerca de vinte anos, e que quando ali chegou já se falava na necessidade de um relvado sintético para o complexo desportivo do clube local, o que só agora aconteceu, fruto não só dos apoios que a Câmara Municipal de Palmela quis dar, mas também do muito trabalho desta direcção, que lutou e que se empenhou neste projecto, tendo sido uma negociação difícil, quer com a Câmara Municipal, quer ainda com os próprios empreiteiros, para conseguir chegar a um valor exequível para a obra.

Foi um acontecimento também, nitidamente, pautado por um clima de grande emoção, aliás, e segundo frisou o Presidente do Clube: “Não foi à toa que se escolheu como slogan para a celebração a frase :”Venha celebrar a emoção”, pois para as pessoas de alguma idade aqui da terra era algo muito desejado. Os adeptos têm revelado, grosso modo, uma grande satisfação, o sentimento geral é muito positivo. “

Questionado sobre outros melhoramentos a realizar, João Paulo frisou: “Precisamos de balneários, de termo-acumuladores, agora é uma questão de juntar esforços.”
Em termos de novos projectos para o clube, João Paulo teve oportunidade de referir  o seguinte:” Se a direcção actual se mantiver avançaremos com certeza com mais três projectos: um Junto da Federação Portuguesa de Futebol, junto da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo e outro junto da ADREPES, havendo aprovação, havendo disponibilidade de verbas, havendo a nossa vontade, eles serão, de facto, concretizados, assim tudo corra bem.”

Houve também oportunidade para colocar algumas questões ao Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Dr. Álvaro Amaro. Questionado acerca da importância desta infra-estrutura para o Concelho e Vila de Palmela, o Presidente da Câmara referiu: “É um equipamento requalificado, e a importância para o Município reside na importância que as infra-estruturas desportivas têm, as de qualidade, para a promoção, o desenvolvimento e a formação desportiva, em particular, dos nossos jovens. De facto, o Palmelense é uma instituição com quase cem anos e neste mítico campo do Atlético Cornélio Palma já se viveram aqui momentos desportivos muito importantes em tempos áureos, mas, de facto, os clubes hoje têm que obter apoio para requalificar as suas instalações se quiserem almejar dar outros passos, porque hoje há outras ofertas, e os jovens tendo hoje aqui um equipamento com esta qualidade, certamente vai aumentar o número de praticantes, certamente vai aumentar também a qualidade desportiva, e este é um passo importante para um clube que está na sede do Concelho e que tinha as suas infra-estruturas em menos bom estado. O Município, desde a primeira hora, também optou por ser um parceiro estratégico, aliás, fundamental. Tenho ouvido algumas declarações do Senhor Presidente do Palmelense relativamente ao custo do investimento, mas é fácil fazer as contas, com um investimento do Município na ordem dos cento e trinta mil euros, estamos quase nos 90% do investimento, mas entendemos fazê-lo porque é um investimento também de natureza pública, porque a formação do desporto, como eu disse na minha comunicação, são também factores de desenvolvimento social, económico e pessoal. Portanto, a formação que aqui é feita e a ocupação de tempos livres dos jovens é um serviço público e considero então que as entidades públicas devem apoiar. Na ausência e no distanciamento doutras, como o Instituto do Desporto ou de Programas Comunitários da região de Lisboa, que não apoiaram infra-estruturas desta natureza, as autarquias, no seu poder de proximidade disseram presente e foram fundamentais para que este sonho acontecesse, mas quero também sublinhar que, apesar de proporcionalmente, em termos financeiros, aquilo que coube ao Palmelense arranjar, possa não ter parecido significativo, há um outro capital, o capital humano, que foi fundamental. Este projecto foi mobilizador, eu vi com muito interesse e admiração o entusiasmo que se criou, isto contribuiu para reaproximar os sócios do Palmelense, mais gente aqui a trabalhar voluntariamente, houve empresas que apoiaram, houve particulares que apoiaram, que aqui trabalharam, a direcção trabalhou também imenso para este projecto e, quando assim é, quando há esta cooperação os sonhos realizam-se e a obra acontece e, portanto, está lançada a primeira grande obra para a requalificação deste complexo desportivo há outros sonhos, e nesses sonhos garanto-lhe que o Município fará sempre parte da solução.”
Após a cerimónia solene, com comunicações das individualidades presentes, e com o descerramento da placa alusiva ao novo relvado, por parte do Presidente da Direcção e do Presidente do Município de Palmela, as festividades prosseguiram com exibições das classes de ginástica do Clube, e com prova do Moscatel típico desta região.

Texto: Isabel de Almeida/Miguel Garcia (Com Diário do Distrito)
Foto: Isabel de Almeida

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

[Actualidade - Pinhal Novo] Uma vítima mortal e quinze feridos em acidente na A12 [Diário do Distrito]

Uma mulher morreu e 15 pessoas ficaram feridas num acidente que ocorreu esta manhã de quarta-feira na A12 ao quilometro 7, entre as portagens de Pinhal Novo e a zona da fábrica da pólvora no concelho de Alcochete.
A vítima mortal só foi descoberta por volta das 12:00, duas horas depois do acidente e quando já procediam à operação de remoção das viaturas do local, os bombeiros que estiveram na operação de socorro pediram a intervenção de uma segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação, foi feita tentativa de reanimação da vítima, mas esta acabaria por sucumbir, tendo o óbito sido declarado por volta das 12.10.

Rui Costa, segundo Comandante Distrital do CDOS de Setúbal, disse à comunicação social que “não se consegue perceber qual a razão pela qual não foi verificado aquele carro com tantas pessoas que por aqui circulavam”, adiantando ainda que o carro acidentado estaria “no meio de todos os outros carros acidentados”, só após a remoção dos outros veículos envolvidos no acidente é que os operacionais de socorro detectaram uma mulher que estaria ao volante de um Seat Ibiza.

O acidente deu-se por volta das 9:40 e deixou um ‘amontoado’ de lata em cima do asfalto, havendo feridos presos no interior de viaturas que careceram de operação de desencarceramento. Cinco feridos recusaram-se a ser transportados às unidades hospitalares, sendo assistidas no próprio local. Os restantes feridos foram transportados para os hospitais de São José e Santa Maria em Lisboa e São Bernardo em Setúbal.

Dois dos feridos estão em estado grave. No local estiveram 33 operacionais apoiados por 24 viaturas, duas VMER do INEM e vários elementos da GNR. As três vias estiveram encerradas ao trânsito desde as 9:40, reabrindo só às 14:05.


O capitão Ferreira, da GNR, fez o balanço do acidente, explicando que as causas ainda estão a ser apuradas, mas tudo indica que o nevoeiro que se fez sentir nesta manhã tenha sido a causa provável deste grave acidente que envolveu 20 veículos,   incluindo uma moto e um autocarro da empresa TST.

Texto: Miguel Garcia /Diário do Distrito
Foto: Diário do Distrito