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domingo, 28 de junho de 2026

REVIEW – EMILY WILDE'S ENCYCLOPAEDIA OF FAERIES

Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries, by Heather Fawcett, is a charming fantasy novel that blends academic rigor with the enchantment of folklore. The story follows Emily Wilde, a brilliant Cambridge professor and the world's leading expert on faeries, who travels to the remote village of Hrafnsvik to complete the first-ever encyclopaedia dedicated to these mysterious beings.

One of the novel's greatest strengths is its protagonist. Emily breaks away from the stereotype of the traditional fantasy heroine: she is exceptionally intelligent, methodical, and deeply passionate about knowledge, yet she struggles with social interactions. Her reserved personality makes her both relatable and compelling, allowing readers to follow her growth not only as a scholar but also as a person.

Another highlight is the dynamic between Emily and Wendell Bambleby, her charismatic academic rival. While Emily embodies logic and discipline, Wendell is charming, witty, and delightfully unpredictable. Their interactions provide humor, tension, and a slow-building connection that enriches the story without overshadowing the main plot.

The world-building is one of the novel's strongest features. Drawing inspiration from European folklore, Heather Fawcett presents faeries that are far removed from the gentle, magical creatures often found in children's stories. They are beautiful yet dangerous, mysterious, and bound by their own ancient rules, creating an atmosphere that is both captivating and unsettling. The journal-style narrative also adds originality, making readers feel as though they are participating in Emily's field research and discoveries.

Although the pacing can be slow at times, particularly because of the detailed descriptions of Emily's research and the local traditions, the story remains engaging thanks to the mysteries surrounding the Hidden Ones and the growing intrigue about Wendell's true identity.

Overall, Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries is a highly recommended read for fans of fantasy, folklore, and slow-burn romance. With memorable characters, rich world-building, and elegant prose, Heather Fawcett delivers an intelligent and enchanting adventure that reminds readers that the greatest mysteries are not always found in magical creatures, but also in learning to understand others—and oneself.

Madalena Condado

RESENHA – ENCICLOPÉDIA DE FADAS DE EMILY WILDE | LEYA

Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde, de Heather Fawcett, é uma fantasia encantadora que combina o rigor académico com o fascínio do folclore. A história acompanha Emily Wilde, uma brilhante professora de Cambridge e a maior especialista mundial em fadas, que viaja até à remota aldeia de Hrafnsvik para concluir a primeira enciclopédia dedicada a estas criaturas misteriosas.

O grande destaque do livro é a protagonista. Emily foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente, metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no campo da investigação como no plano emocional.

Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.

A construção do mundo é um dos maiores méritos da obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o leitor sentir-se parte da descoberta.

Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos, sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.

No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de compreender os outros e a si próprio.Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde, de Heather Fawcett, é uma fantasia encantadora que combina o rigor académico com o fascínio do folclore. A história acompanha Emily Wilde, uma brilhante professora de Cambridge e a maior especialista mundial em fadas, que viaja até à remota aldeia de Hrafnsvik para concluir a primeira enciclopédia dedicada a estas criaturas misteriosas.

O grande destaque do livro é a protagonista. Emily foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente, metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no campo da investigação como no plano emocional.

Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.

A construção do mundo é um dos maiores méritos da obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o leitor sentir-se parte da descoberta.

Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos, sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.

No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de compreender os outros e a si próprio.

Madalena Condado

domingo, 22 de setembro de 2024

PROMESSA, de RACHEL-ELIZA GRIFFITHS | ASA

Promessa celebra a história de resistência de uma família. É uma história intemporal e universal sobre irmandade, identidade e a busca de uma pertença.

As irmãs Kindred - Ezra e Cinthy - cresceram rodeadas de muito amor. Amor dos seus pais, que as deixaram acreditar que os desejos que pedem às estrelas podem tornar-se realidade. Amor dos vizinhos, os Junketts, a única outra família negra da aldeia, cuja casa está repleta de costeletas untadas com especiarias e de abraços que fazem tremer o chão. E amor pela terra que as adotou, Salt Point, uma bela aldeia do Maine situada no topo de falésias.

Mas quando as meninas entram na adolescência, os seus vizinhos brancos começam a vê-las de forma diferente. E, à medida que as notícias que chegam de partes distantes do país se vão enchendo de apelos à igualdade e à justiça para os americanos negros, os habitantes brancos de Salt Point começam a ver os Kindreds e os Junketts como uma ameaça ao seu estilo de vida.

No meio da escalada de violência, de preconceito e de medo, as irmãs terão de encontrar no seu âmago as reservas de amor que acumularam para cometerem atos grandiosos de heroísmo e de bondade no caminho para a sobrevivência.
 

quarta-feira, 8 de março de 2023

DIVULGAÇÃO | HARD LAND, de BENEDICT WELLS | ASA

 Nas livrarias a 31 de Março



Missouri, EUA, 1985.

Para fugir aos problemas em casa, Sam, de quinze anos de idade, arranja um trabalho de férias num velho cinema. O seu objetivo é apenas ocupar as longas horas do verão abrasador e entediante. Porém, o trabalho aparentemente desinteressante abre uma porta para um novo mundo. O cinema decadente e os jovens que lá trabalham vão transformar esse verão em algo mágico e memorável, incentivando Sam a sair da sua zona de conforto. Com os novos amigos, conhece os segredos da cidade e, mais surpreendentemente, descobre o amor. Pela primeira vez, não se sente só. Pertence verdadeiramente ao mundo.

Esta é a história de Sam e do verão que ele nunca irá esquecer. Mas em cada recanto idílico da memória, em cada época dourada do passado, há sempre uma mancha que nos lembra que não foi tudo perfeito. Há sempre algo nosso que fica irremediavelmente para trás.

Hard Land – Duros Anos transporta-nos para os lugares mágicos – físicos e emocionais – que marcam a nossa vida e se inscrevem indelevelmente nas nossas histórias pessoais. Um emocionante tributo aos anos 80 e a filmes como Stand By Me e The Breakfast Club.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Autora Internacional | Madeline Hunter | Edições chá das cinco


 

Madeline Hunter é autora bestseller de romances históricos e vive na Pensilvânia, EUA, com o marido e dois filhos. Os seus livros ganharam dois RITA Awards e tiveram sete nomeações. Numa existência paralela à que tem como romancista, Madeline é formada em História e é professora numa universidade na Costa Leste.

Em Portugal diversas obras da autora encontram-se publicadas pela chancela Asa do grupo LeYa e , mais recentemente,  pela chancela Chá das Cinco do grupo Saída de Emergência. 

Créditos foto: madelinehunter.pt
Redacção com wook.pt

sábado, 5 de março de 2022

CRÍTICA LITERÁRIA | "Um caso tipicamente Inglês", de Elizabeth Edmondson |ASA - Grupo LeYa

Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

Um Caso Tipicamente Inglês, de Elizabeth Edmondson, corresponde ao primeiro romance da Série Selchester, sendo uma história que a própria autora [infelizmente falecida] qualificaria como "Mistério Vintage".


A acção decorre numa povoação rural Inglesa, tendo como ponto de partida recortes de imprensa que narram o misterioso desaparecimento de Lorde Selchester, numa fria noite de tempestade em 1947 (em plena II Guerra Mundial), e centrando-se a acção principal em 1953, ainda no rescaldo da guerra, quando Hugo Hawksworth, um oficial dos serviços secretos britânicos, é enviado para Selchester para trabalhar num departamento secreto, denominado The Hall, onde diversos funcionários trabalham sob a máscara de realização de estudos estatísticos. Hugo, ferido numa perna, enquanto prestava serviço para a sua Pátria, vê-se agora condenado a trabalho de secretária, e vai residir com a jovem irmã de 13 anos - a perspicaz e intuitiva Georgia - no Castelo de Selchester, onde se cruzam com Freya Writon (sobrinha do desaparecido Conde de Selchester) que se habita uma torre do Castelo, a pretexto de escrever a história da sua aristocrática família, enquanto permanece o impasse legal de ser reconhecido o óbito do Conde, e confiada a sua herança à herdeira legal - Lady Sonia - uma vez que o herdeiro do sexo masculino, Tom, faleceu em combate pouco depois do desaparecimento do pai.


Habituado ao bulício e relativo anonimato de que gozava em Londres, Hugo ver-se-á inserido, inicialmente a contragosto, num ambiente rural ainda muito marcado por uma visão algo medieval da sociedade, onde os Aristocratas, como o Conde de Selchester, são temidos e mais ou menos respeitados. 


Também Freya recebe os seus hóspedes, por imposição do Superior de Hugo, Sir Bernard, um dos administradores da herança do Conde, receando ver invadida a sua privacidade e a paz de que ainda ali beneficia até que a prima - Sonia - consiga concretizar os seus planos de vender a herança e pôr fim a uma época que levará consigo os segredos de família.


Georgia, por sua vez, encontrará na escola local um ambiente mais aprazível do que aquele que esperava, fará novas amizades e adaptar-se-á à vida no Castelo de Selchester, encontrando uma inesperada amiga e protectora na governanta Mrs. P.


A descoberta de um cadáver sob o lajedo da Capela Velha no Castelo irá trazer à superfície o paradeiro do desaparecido conde, e colocará Hugo, Freya e Georgia numa inesperada equipa de investigação paralela, enquanto a polícia local se mostra pouco colaborante e nada predisposta a desvendar o mistério, antes estando mais interessada em encerrar o dossier do Conde Selchester sem causar danos colateriais que possam pôr em causa a segurança do pais, atento o facto de o Conde ter tido uma figura de destaque no governo da nação.


Hugo, um circunspecto funcionário Londrino, que se sente algo deprimido devido às suas limitações físicas, descobrirá em Selchester uma investigação que o entusiasma mais do que as suas monótonas funções em The Hall, e depara-se com uma irmã que está a crescer, e que tem a rebeldia própria da adolescência.


Denota-se entre Freya e Hugo alguma tensão romântica, cujo desenlace mantém também o interesse das leitoras mais românticas.


Interessante é, também, a forma como  Elizabeth Edmondson contextualizou historicamente a narrativa, dando conta de algumas inquietações próprias do pós-guerra, do fim de uma época mais tradicionalista e das novas correntes científicas, com hilariantes e bem conseguidas referências a Sigmund Freud, Anna Freud e ao movimento psicanalítico que então começa a afirmar-se no panorama  cultural britânico.


Num ambiente marcado pelos mexericos próprios de uma zona rural, sendo evidente a hipocrisia e os segredos da classe aristocrática, tolerada pelos habitantes locais, o receio de ver instalar no Castelo secular um hotel de luxo que irá desvirtuar a herança histórica de um património bastante rico, o leitor é envolvido na investigação da morte do Conde de Selchester, ao mesmo tempo que se confronta com segredos de família e um clima de permanente mistério com alguns twists finais que alimentam a vontade de saber toda a verdade.


Glamour, mistério, intriga, perigo, segredos de família e emoções fortes, numa trama bem conseguida e que nos deixa expectantes para novos desenvolvimentos no segundo livro da série! Os leitores de Agatha Christie vão, certamente, adorar este romance.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

CRÍTICA LITERÁRIA | Ligeiramente Casados, de Mary Balogh | Asa - Grupo LeYA

 


Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

Foto capa: D.R.

   Ligeiramente Casados , de Mary Balogh, é o primeiro romance de uma nova saga familiar - Bedwyn - que promete apaixonar as leitoras mais românticas, em especial, se gostarem de cenários de outros tempos, mais concretamente, na Inglaterra do  Século XIX, mais concretamente, em 1814, aquando do rescaldo das Guerras Napoleónicas.

   A acção tem início em Tolouse, num cenário de guerra já semi-abandonado, onde o nosso herói - Lord Coronel Aidan Bedwyn, encontra prestes a agonizar um dos seus soldados - Percival Morris - que, no leito de morte, incumbe o seu superior de proteger a sua irmã Eve Morris " Contra Tudo e Todos!", devendo ser o mensageiro da triste notícia.

  Assim, a tragédia servirá de motor ao destino e futuro dos dois protagonistas - Eve Morris, irmã de Percy, proprietária rural de educação algo refinada, mas que nunca conviveu de perto com o Beau Monde de Londres, e o arrogante, circunspecto e intimidante Aidan Bedwyn, o segundo filho de uma família aristocrática agora chefiada pelo vaidoso e prepotente irmão mais velho - O Duque de Bewcastle.

   A narrativa é bastante fluída e rica em detalhes de crónica social da época e contexto histórico do romance.

  E pese embora a forte carga romântica, é-nos fácil gostar dos dois protagonistas, pela personalidade forte que cada um deles demonstra possuir, e também porque ambos são bastante presos a valores importantes, como a família, a amizade e o amor pelo seu país e suas tradições.

  Forçada a contrair casamento com Aidan Bedwyn, para não perder a propriedade da família para o cruel e pretencioso primo e herdeiro - Cecil Morris, o que a deixaria sem tecto, assim como a todos os seus protegidos ( já que Eve é uma pessoa extremamente bondosa, acolhendo em sua casa empregados com passados complicados, como a Governanta Agnes, que já esteve presa, Thelma - caída em desgraça socialmente devido a uma ligação amorosa mal aceite, os dois irmãos órfãos - Becky e Davy - a quem quer e trata como seus filhos, a sua tia Mari, já idosa e que ali encontra um verdadeiro lar com todo o carinho e sentido de união familiar).

   Inadvertidamente, Aidan e Eve acabam por firmar um pacto de respeito e fidelidade mútuos, dispondo-se a levar vidas em separado, após os tempos iniciais de união matrimonial.

  Mas o destino promete ainda pregar algumas partidas a este novo casal, e para garantir uma boa aceitação social de ambos, dadas as raízes humildes de Eve (embora filha de um homem abastado, não é aristocrata), mergulha na Alta Sociedade Londrina, conhecerá os cunhados: o chefe da família - Duque de Bewcastle; a arrogante Freyja (cujo respeito irá conquistar com a sua determinação);  o divertido e galante Alleyne, a jovem Morgan, e na parte final da narrativa, Ralf.

   Devendo apresentar-se em sociedade, contará com o precioso apoio da Marquesa de Rochester, uma rígida dama da Sociedade, tia dos Bedwyn, que em tempo recorde ensinará Eve a comportar-se em público, a saber estar, conviver, vestir-se e a impressionar, sendo absolutamente deliciosa a descrição da conversa entre a jovem Eve e a rainha Carlota (a quem consegue impressionar, chegando mesmo a conversar com a Ilustre personagem, bastante rígida e antiquada a ditar preceitos sociais na sua Corte).


  Porém, há fantasmas do passado que teimam em regressar, e que podem deitar a perder o prenúncio de felicidade de Eve e Aidan ( que a pouco e pouco vão-se afeiçoando um ao outro, e quebrando barreiras de orgulho que haviam interposto entre si).

  E como irá o pérfido e despeitado primo Cecil Morris arranjar forma de se vingar de Eve e Aidan, devido a ter ficado sem a propriedade de Ringwood Manor?

  E o Duque de Bewcastle, será tão frio e indiferente às emoções como se possa inicialmente supor? 

   Um romance envolvente, com intriga, paixão, amor, humor saudável, detalhes históricos (no contexto do final das Guerras Napoleónicas, quando uma Inglaterra ferida começa a reconquistar a dignidade e a pujança), uma pormenorizada descrição e crónica de costumes de época, e para complementar todos estes argumentos favoráveis, twists finais que farão vibrar e emocionar as leitoras ainda mais. 

Para ler, descontrair e inspirar o seu Dia dos Namorados!

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

DIVULGAÇÃO | ASHENDEN, O AGENTE BRITÂNICO, de SOMERSET MAUGHAM | ASA

 
















Quando a Primeira Guerra Mundial rebentou, em 1914, W. Somerset Maugham viajou para a Suíça com o pretexto de terminar uma peça de teatro. Na realidade, fora destacado pelos serviços secretos britânicos para realizar uma missão de espionagem. Escritor famoso, cosmopolita e poliglota, Maugham apreciava o lado inesperado, romântico e ridículo da vida, características que faziam dele o espião perfeito. Sob o disfarce da sua profissão, viajou livremente pela Europa e participou em inúmeras missões.

Ao escrever Ashenden – O Agente Britânico, Somerset Maugham relata de forma ficcionada esse período exuberante, tenso e fascinante da sua vida. O agente Ashenden é o seu alter ego e segue um percurso quase idêntico ao seu, repleto de situações perigosas, decisões difíceis e personagens insólitas, como a velha governanta de um príncipe egípcio, um mexicano calvo e um encantador inglês com uma paixão por flores.

sábado, 16 de outubro de 2021

DIVULGAÇÃO | DESTINO, de RAFFAELLA ROMAGNOLO | ASA

Nas livrarias a 26 de Outubro 

 



Em Março de 1946, num carro com motorista, Giulia Masca regressa a Borgo de Dentro. Quarenta e seis anos antes, sozinha, grávida e sem dinheiro, despedira-se de Itália e da miséria para embarcar num vapor rumo a Nova Iorque.
Foi o fim de uma época, a do frio entranhado nos ossos, dos confrontos com os patrões na fiação onde trabalhava desde criança, do azedume e das pragas da mãe. Perdida nas multidões de Manhattan, entre os arranha-céus e o bulício das ruas, Giulia começou uma nova vida.

A mulher que agora regressa tem um marido, um filho e um império de pequenos negócios. A América realizou o sonho prometido. Mas o passado continua a assombrá-la. O que será feito da sua mãe, Assunta? Da sua amiga Anita Leone e da sua tempestuosa família? O que terá acontecido a Pietro Ferro, o noivo que Giulia abandonou sem uma palavra de explicação, quase meio século antes?

Durante a sua ausência, as colinas em redor de Borgo de Dentro e os seus habitantes foram protagonistas de duas guerras mundiais, do advento do fascismo e da luta pela libertação.





domingo, 15 de agosto de 2021

CRÍTICA LITERÁRIA | Aconteceu no Verão, de Beatriz Williams |ASA -Grupo LeYA


 Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária


  Aconteceu no Verão é um romance histórico escrito de forma brilhante. A acção decorre nos Estados Unidos, num local ficcionado pela autora, mas baseado num local real e  com referência a uma terrível tempestade que, em plenos anos 30, causou muitas perdas humanas.

  Em Rhode Island, 1938, Lily Dane passa férias na residência estival da família, na companhia dos pais e da sua pequena irmã Kiki, reencontrando-se com fantasmas do seu passado recente, ao ser surpreendida pela chegada  de Budgie Greenwald [em tempos a sua melhor amiga da juventude] e de Nick Greenwald [o grande amor de Lily], um casal que não é bem aceite pela comunidade local, devido ao facto de a sua ligação ter ido contra todas as expectativas, sendo conhecida a paixão entre Lily e Nick.

   A alta sociedade de Nova Iorque reúne-se religiosamente naquela pequena localidade, sendo um local de encontro habitual o Clube de Seaview, onde decorrem jantares, jogos e outros eventos sociais, sob a supervisão apertada da rígida Senhora Hubert, que dita as regras do politicamente correcto e aceitável naquele contexto.

   Lily leva uma existência algo monótona, focada na sua pequena irmã Kiki, à qual cuida como se de de uma filha se tratasse, deixando no ar uma ambiguidade quanto à ligação familiar de ambas. A grande confidente de Lily é a sua tia Julie Van der Wahl, uma socialite arrojada, que se notabilizou por alimentar as colunas de escândalos, tendo-se divorciado do Advogado Peter Van der Wahl, e vivendo cada dia intensamente, numa atitude carpe diem e sem dar oportunidade de qualquer interferência no seu modo de vida bastante independente, sendo uma personagem bastante forte e com a qual facilmente empatizamos, por ser bastante directa e frontal na sua abordagem à evidente hipocrisia do meio onde se move.

   Curiosamente, apesar de se ir denotando que algo não ficou totalmente resolvido na relação entre Nick e Lily, estes convivem socialmente e de forma próxima, perante o regresso de Nick e Budgie a Rhode Island, mas é nítido que Budgie é uma mulher bastante instável, fútil e manipuladora, que irá mesmo arrastar a ingénua Lily para uma relação amorosa com Graham Pendleton, um jogador de Basebol que fazia também parte do seu grupo de amigos dos tempos de estudantes.

  Nick é um homem íntegro, honesto, assume compromissos morais, ainda que com tal atitude deixe de ir atrás do que realmente deseja para si mesmo, e para a sua felicidade.

   Gradualmente, o leitor vai assistindo ao desenrolar da trama, com diversos segredos e peripécias que se encontram envoltos em suspense, tornando a leitura do livro verdadeiramente compulsiva, numa ânsia em crescendo de desvendar os mistérios que envolvem a vida dos nossos protagonistas.

A narrativa vai alternando o passado recente [1931] e o presente [1938], dando-nos a perspectiva da evolução das personagens, até ao desenlace final, marcado por momentos de elevadíssima tensão psicológica.

   Incrivelmente romântico, intenso e com um ritmo bastante acelerado, esta obra literária traça-nos um retrato da alta sociedade norte-americana dos anos 30, ainda no rescaldo da crise de 1929, que deixou um amargo rasto de mudança numa prosperidade que tinha algo de muito ilusório, como a história mundial viria a demonstrar, pelo que encontramos a junção perfeita entre ficção e contexto histórico e social, que  se revela verdadeiramente fascinante para os leitores de romances históricos.

Ficha Técnica:


Título: Aconteceu no Verão

Autora: Beatriz Williams

Editora: Asa [Grupo LeYa]

Edição: 2015

Nº de Páginas: 384

Género: Romance Histórico

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas




sábado, 24 de julho de 2021

DIVULGAÇÃO | O ÚLTIMO AMOR DE ARSÈNE LUPIN, de MAURICE LEBLANC | ASA - GRUPO LEYA

 



A belíssima Cora de Lerne é levada intempestivamente de um baile onde todos queriam dançar com ela para descobrir, ao chegar a casa, que o pai decidiu pôr termo à vida, revelando-lhe numa carta que ela é herdeira de uma grande fortuna e prevenindo-a de que um dos quatro cavalheiros que andam sempre à sua roda não é senão Arsène Lupin, conhecido por acumular riquezas à custa dos outros.

Mas, na verdade, há mais quem cobice e persiga o dote principesco de Cora – e talvez o famoso ladrão de casaca já esteja suficientemente rico para pôr o ouro à frente do… amor.

É num cenário de intriga, pistas falsas, traições e paixão ardente que a história que fecha a saga de Arsène Lupin irá desenrolar-se.

Todos os ingredientes dos romances anteriores do herói estão reunidos neste livro de despedida, cheio de reviravoltas inesperadas e até, quem sabe, com um final feliz.


domingo, 21 de junho de 2020

CRÍTICA LITERÁRIA | " O Sedutor", de Madeline Hunter | ASA - Grupo LeYa


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista | Editora

Foto: Asa, Grupo LeYa, Direitos Reservados

  "O Sedutor" corresponde ao início de uma nova série, e se é certo que as expectativas eram elevadas, as mesmas não sairam defraudadas com esta leitura.

   Madeline Hunter escreve romances que podemos inserir no género histórico [ou de época, se preferirem] sensual, um estilo literário bastante em voga na actualidade, mas que nos transporta até ao século XIX, neste caso, não apenas até ao Reino Unido [o mais frequente espaço da acção neste tipo de narrativas] mas com início em França [inicialmente num colégio interno, e mais adiante em Paris], o que, por si só, já é um pormenor mais rico e diferente do habitual.

   Estando bastante familiarizada com este género literário, do qual sou admiradora confessa e leitora compulsiva, foi com enorme satisfação que detectei no estilo de escrita de Madeline Hunter uma linguagem bastante formal, a qual confere uma melhor construção contextual à história narrada, atendo o período histórico em que  actuam as personagens.

   Mas apesar de toda a formalidade colocada nas falas das personagens, a autora não esquece a dinâmica da história, nem a torna chata, apenas nos transporta directamente para o ambiente da época e todos os seus maneirismos e rituais.

   As personagens principais são marcantes, Diane Albret, a órfã de quem Daniel St. John é tutor, em circunstâncias misteriosas, são bastante profundas psicologicamente, e ambos se revelam determinados nos seus intentos, com personaldades bastante fortes.

   Diane quer encontrar as suas origens [que sente estarem associadas a Inglaterra, e não a França, onde foi criada num colégio interno de ambiente bastante severo].

   Daniel, belo, sensual, aparentemente frio e muito enigmático, deixa as leitoras rendidas muito também devido à aura de mistério que, até momento bastante avançado da narrativa, a autora soube deixar que envolvesse esta personagem.

   Movido por planos de vingança, Daniel começa por ver em Diane um mero instrumento para alcançar os seus objectivos, mas as regras do jogo irão inverter-se ao nascer entre os dois uma fortíssima atracção, que inicialmente, ambos jamais julgariam ser possível.

   O livro contém algumas cenas de teor sensual, as descrições de cariz sexual são bastante mais "soft" do que aquelas que estamos habituadas a ler em outras autoras [e.g. Cheryl Holt, Kate Pearce, Jennifer Haymore ou Nicole Jordan], mas o que se perde em crueza da descrição, ganha-se em beleza e forte tensão emocional, o que acaba por ser uma mais valia para as leitoras mais românticas, e torna este livro a obra ideal para quem se queira atrever a estrear-se neste género de leitura.

   Irá Daniel conseguir concretizar a sua vingança? Será ele capaz de sacrificar Diane, e abdicar dos sentimentos que esta fez despertar? E Diane irá desvendar o mistério da sua família? Estas são algumas das questões que vos deixo em jeito de provocação.

  Em 2020 chega às livrarias a continuação desta série, com o título "O Santo", também com Chancela ASA, portanto sugerimos a releitura do primeiro livro e a leitura do segundo.


Site Oficial da Autora Madeline Hunter 


FICHA TÉCNICA DO LIVRO:
Título: O Sedutor

Autora: Madeline Hunter

Título Original: The Seducer

Editora: ASA [Grupo LeYa]

1ª Edição: Outubro de 2012

Páginas: 368

Género: Romance sensual de época

Classificação: 4/5 estrelas






segunda-feira, 20 de novembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | " Quando éramos mentirosos", de E. Lockhart | ASA


Texto e Foto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista


   Quando Éramos Mentirosos, de E. Lockhart [Pseudónimo de Emily Jenkins, autora Norte-Americana a residir em Nova Iorque, detentora de um Doutoramento em Literatura Inglesa] constituiu uma excelente surpresa, tratando-se de um romance contemporâneo que pode ser inserido na categoria de Young Adult, mas que se destaca pela originalidade, pela especificidade, beleza e pelo carácter sui generis da escrita da autora, capaz de nos prender de forma verdadeiramente inebriante às páginas do livro.

   Como cenário central da narrativa vamos encontrar a bela ilha privada de Beechwood, no Massachusets, propriedade da poderosa, abastada e aparentemente perfeita família Sinclair, e o local de eleição para as férias de Verão deste clã.

  Os Sinclair ostentam e alimentam uma imagem pública de classe, beleza, bom gosto e fortuna, mas vamos ter oportunidade de ir desvendando obscuros segredos familiares, ao travarmos conhecimento com a narradora, e participante na trama, a jovem adolescente Cadence Sinclair Eastman, uma jovem inquieta, que evidencia uma nítida perturbação do foro psicológico ou mesmo psiquiátrico, mas que nos transmite o seu olhar sobre a intimidade familiar, convidando-nos a desvendar o que se esconde por detrás das belas mansões familiares e do universo à parte que constitui a Ilha privada da família.

  Logo no início do livro encontramos uma árvore genealógica dos Sinclair, e uma planta da Ilha, que nos facilitam a compreensão da história e o modo como se articula o dinamismo narrativo de todas as personagens. Iremos conhecer o rígido patriarca da família - Harris Sinclair e a esposa Tipper, bem como as suas filhas e sua descendência - Carrie Sinclair [mãe de Johnny e Will]; Bess Sinclair [mãe de Mirren, das gémeas Liberty e Bonnie, e do pequeno Taft], e Penny Sinclair [mãe da protagonista Clarence].

  À família juntar-se-á Gat, um jovem de ascendência Indiana, sobrinho de Ed [negociante de arte e companheiro de Carrie, por sua vez tia de Cadence] um jovem considerado pela família, intimamente, como um outsider de inferior classe social, mas que é acolhido para passar o verão, a partir dos oito anos, tendo perdido recentemente o pai. Gat revelar-se-á um jovem bastante atento, inteligente e culto, e a paixão que surge entre Cadence e Gat irá abalar, de algum modo, a estrutura familiar dos Sinclair, já bastante frágil, uma vez que vivem todos isolados em ridículas disputas pelo poder e pelo "ter", escondendo tudo o que é negativo e evidenciando uma perfeição que é completamente ilusória.

  Num mundo onde impera a dissimulação, a futilidade e a perturbação mental, Gat e Clarence, apesar de jovens, irão conseguir descortinar que muitos dos princípios e pressupostos ali vigentes estão, à partida, errados e são bastante limitadores em relação aquilo que é o mundo real cá fora!

  Os mais jovens vão reflectir, inevitavelmente, a instabilidade latente resultante de um mundo de aparências, de casamentos desfeitos, de relações afectivas falhadas desde a origem, e a narrativa divide-se entre o tom intimista, perturbador e perturbante tantas vezes assumido por Clarance, e o clima de mistério que se vai adensando até ao desenlace verdadeiramente genial e inesperado.

   Um livro que se lê de um ápice, que nos fará pensar sobre um certo estilo de vida que, estando aqui centrado na classe alta norte-americana, tantas vezes pode ser transversal a vários outros meios sociais e culturais, onde o poder, a riqueza e o sucesso aparentes escondem, muitas vezes, ocultas fragilidades.

Sublime,sui generis e um verdadeiro must read de indiscutível qualidade literária!


Ficha Técnica do Livro:


Autora: E. Lockhart

Editora: ASA [Grupo LeYa]

Edição: Maio de 2014

Páginas: 312

Classificação: 5/5 Estrelas

Género: Romance contemporâneo


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