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domingo, 9 de agosto de 2026

CAFFÉ UTRAVADINHAS, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS


Caffé Utravadinhas — Por detrás do Balcão é uma narrativa mordaz e profundamente humana sobre oito anos vividos num café de bairro em Lisboa. Entre clientes excêntricos, vizinhos hostis, burocracias absurdas e raros gestos de solidariedade, o balcão transforma-se num observatório privilegiado da condição humana. Com humor ácido e escrita afiada, o livro expõe absurdos normalizados, desigualdades silenciosas e o desgaste invisível de “aguentar”.

Mais do que um retrato do atendimento ao público, Caffé Utravadinhas é uma reflexão sobre dignidade, limites e o momento em que desistir deixa de ser fracasso para se tornar sobrevivência.

sábado, 27 de dezembro de 2025

PORTO - CIDADE DE NÉVOA E PEDRA, de MBARRETO CONDADO | COLECTÂNEA PORTO UMA CIDADE COM ALMA | CHIADO BOOKS

 

Há cidades que se mostram de imediato, outras que se revelam devagar. O Porto, não — o Porto não é nenhuma delas — habita nas entranhas da pedra, dissolve-se na bruma, paira no silêncio húmido que desce do Douro e cobre os telhados rubros como um manto de memória ancestral. É uma cidade que se sente antes de se compreender, onde o granito tem voz e o vento murmura histórias que ninguém ousou escrever.

As gentes do Porto dispensam ornamentos: dizem o que pensam e cumprem o que prometem. São austeras como as fachadas da Ribeira, mas com um coração doce. Falam com voz rouca de quem viveu muito e sorriem com dignidade, sem pedir licença para existir. Nos olhos guardam ternura, nos gestos, uma franqueza que embriaga mais que o próprio vinho do Porto. Aqui, a hospitalidade não se mostra — pratica-se.

A cidade ergue-se em socalcos e vontades, resistindo a cercos, séculos e à pressa dos tempos. Por isso é Invicta — não por vaidade, mas por justiça. Em 1832, durante o Cerco do Porto, suportou bombardeamentos e privações para defender a liberdade constitucional. Foi aqui que D. Pedro IV foi aclamado, e quis repousar simbolicamente o seu coração — um raro gesto de amor político. Séculos antes, nas margens do Douro, nasceu o berço da nação. Daqui partiram navios que rasgaram mares e mapas, e chegou a modernidade com fábricas, comboios e indústria a transformar a cidade.

Nos muros e varandas cruzaram-se fidalgos, mercadores, espadas e ideias. O Palácio da Bolsa guarda essa nobreza ativa, unida ao labor tenaz dos homens livres. Nos seus salões ecoam passos de reis, palavras de diplomatas e juras de alianças. O Porto foi palco de revoltas operárias, bastião republicano e berço estudantil. Resistiu à censura e floresceu com o 25 de Abril. O passado não descansa: molda, arde e permanece.

Também nos muros se escreveram versos. Do Porto saiu Almeida Garrett, mestre do romantismo combativo. Aqui nasceu Sophia de Mello Breyner Andresen, que ouve o mar como quem escuta o destino. Camilo Castelo Branco viveu nestas ruas as suas paixões e tormentos — ora cúmplice, ora verdugo. Ainda hoje, o Porto é berço de autores: livrarias respiram entre pedras, cafés e ideias. Cada rua é um poema por escrever. O Porto transforma a dor em literatura eterna.

À mesa, outra epopeia — íntima e heroica. Há séculos, os portuenses cederam a melhor carne às naus, ficando com as tripas. Da escassez nasceu um prato símbolo: as tripas à moda do Porto. Nada descreve melhor a alma da cidade — que transforma pouco em muito, rude em belo. A gastronomia é resistência: a francesinha desafia, o caldo verde conforta, o bacalhau, eterno companheiro, renasce sempre. Em cada tasca pulsa uma alma, um aroma que fica na roupa e no coração.

E há o vinho do Porto, que desce do Douro em tonéis e repousa nas caves de Gaia, como quem adormece para sonhar. Não se bebe só — contempla-se. Doce, escuro, profundo. Como a cidade.

Os costumes nascem de festa e fé. No São João, sagrado e profano abraçam-se, e o Porto transforma-se em espanto. Balões sobem como preces, martelinhos e alhos-porros dançam entre gargalhadas, e o rio espelha as estrelas. É a noite em que a cidade se entrega, e por um instante, todos são filhos do mesmo chão.

O clima é um personagem à parte. Não se limita a estar — impõe-se. Os verões cheiram a sal e sol, os invernos colam-se à pele. Mas é no nevoeiro que o Porto encontra o seu rosto. Esse manto espesso que desce sem ruído envolve tudo, desfoca os contornos e devolve à cidade o seu mistério. No Porto, o nevoeiro não oculta — revela. Nas manhãs brancas, ouve-se melhor o tempo antigo, e cada beco parece um segredo em suspensão.

Na bruma, o Porto adormece,

com o Douro a sussurrar,

e um coração que nunca esquece

o que sempre há-de amar.


À beira-rio, os barcos rabelos contam outro tempo. Os degraus que descem à água falam de homens que lavraram o Douro com mãos calosas e coragem. Do alto da ponte D. Luís I vê-se a cidade em camadas: velha, eterna, resistente. Lá em cima, os telhados desenham uma colcha de ferrugem e sonho.

Se o passado é pedra, o futuro vibra nos corredores da Universidade, nas livrarias, nos cafés onde fermentam ideias. A vida académica é pulso, juventude, reinvenção. Chegam estudantes de todo o mundo, misturam línguas, sonhos, culturas. Enchem jardins, ocupam teatros, desafiam praças. Diz-se que é nos olhos deles que o Porto reaprende a ver o futuro — com ciência, arte e ousadia feroz.

O Porto escuta, mas também se transforma. Inova sem ruído, respeitando o que foi para erguer o que há-de vir. Cresce para o mundo, sem perder o cais da sua identidade.

E entre os heróis de outrora, também o presente se projeta. O futebol — paixão visceral — reflete a alma combativa da cidade. O azul e branco do F. C. Porto não é apenas cor — é nervo, é orgulho tatuado no peito de milhares.

Hoje, turistas chegam de todas as latitudes e perdem-se encantados entre a Ribeira e a Foz, entre travessas escondidas e o brilho dos azulejos ao entardecer. Espantam-se com a força do vinho, com a alma da comida, com a forma como o passado habita cada esquina. E os próprios portugueses, olham para o Porto com respeito e um fascínio silencioso — como se ali residisse uma verdade antiga, que todos reconhecem mas poucos conseguem nomear.

No fim, o que fica é um sentimento sem nome — um Fado quieto. O Porto não é só cidade: é forma de ser, de estar, de amar em silêncio. Quem aqui nasce, nunca parte por inteiro. E quem chega, se souber escutar, encontrará sempre um lugar onde pousar o coração.

O Porto é nevoeiro e luz, dureza e abraço. É pedra, rio, vinho e gente. Passado que pulsa, presente que arde, futuro que sonha — sempre com alma.

MBarreto Condado


sábado, 20 de dezembro de 2025

A CIDADE ESQUECIDA DE SAGRES, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS

Quando um poderoso tremor de terra abala o litoral de Sagres, estruturas ancestrais começam a emergir das profundezas, revelando vestígios de uma cidade submersa que não consta em nenhum mapa — mas que, ao que tudo indica, os Descobridores já conheciam. Entre símbolos astronómicos, corredores inundados e artefactos impossíveis de datar, torna-se claro que Sagres sempre escondeu um segredo que ultrapassa fronteiras… e o próprio mundo: um contacto antigo entre navegadores portugueses e inteligências vindas das estrelas.

Quatro investigadores portugueses unem-se numa corrida contra o tempo para decifrar a verdade antes que a cidade desapareça novamente no oceano. À medida que exploram câmaras cada vez mais profundas, começam a receber sinais de seres superiores que parecem guiá-los… ou testá-los.

Mas o fenómeno desperta interesse global: potências estrangeiras tentam assumir controlo da descoberta, enquanto Portugal, pressionado por alianças, decide isolar totalmente a área. Presos entre forças políticas, mistérios cósmicos e o perigo iminente do colapso da cidade, os quatro investigadores perceberão que a revelação final poderá mudar para sempre a história da humanidade.

 

 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O PESO DO PASSADO, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS


Após a morte da avó, Manuel herda a casa onde ela vivera por décadas, afastada de todos. Ao mudar-se para o lugar, Manuel descobre por acaso documentos e memórias esquecidas que revelam um segredo antigo envolvendo os seus vizinhos, a família Calhau — uma verdade que a avó conhecia e que, talvez por isso, mantivera tanta distância deles.

Decidido a esclarecer o passado, Manuel tenta confrontar os Calhau, mas o que encontra é uma família fragmentada por desconfianças internas e ressentimentos antigos. Surpreendentemente, a revelação do segredo oferece aos Calhau uma oportunidade inesperada: unir-se novamente contra aquilo que consideram ser uma ameaça comum — o próprio Manuel.

Entre tensões crescentes, alianças forçadas e verdades que não podem mais permanecer ocultas, Manuel vê-se a lutar não apenas pelo direito à casa que herdou, mas também pela própria segurança, enquanto a família Calhau se reorganiza para proteger o passado a todo o custo.

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

NOITES DE SOMBRAS, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS


Outubro traz consigo mais do que noites frias e luas cheias: traz segredos, lendas e horrores escondidos. Neste livro, cada dia do mês abre as portas a uma nova história — uma ponte onde os sussurros nunca se calam, um espelho que devora memórias, um carvalho que sangra nomes esquecidos, um cemitério onde se perde o último sopro… e muitos outros lugares onde vivos e mortos se confundem. São 31 contos, um para cada noite de outubro, que exploram medos ancestrais, mitos rurais e assombrações que se entranham na pele. Lê-os à luz do dia… ou arrisca-te a enfrentá-los na escuridão.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

PORTO - CIDADE DE NÉVOA E PEDRA, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS

Porto – Cidade de Névoa e Pedra

Há cidades que se mostram de imediato, outras que se revelam devagar. O Porto, não — o Porto não é nenhuma delas — habita nas entranhas da pedra, dissolve-se na bruma, paira no silêncio húmido que desce do Douro e cobre os telhados rubros como um manto de memória ancestral. É uma cidade que se sente antes de se compreender, onde o granito tem voz e o vento murmura histórias que ninguém ousou escrever.

As gentes do Porto dispensam ornamentos: dizem o que pensam e cumprem o que prometem. São austeras como as fachadas da Ribeira, mas com um coração doce. Falam com voz rouca de quem viveu muito e sorriem com dignidade, sem pedir licença para existir. Nos olhos guardam ternura, nos gestos, uma franqueza que embriaga mais que o próprio vinho do Porto. Aqui, a hospitalidade não se mostra — pratica-se.

A cidade ergue-se em socalcos e vontades, resistindo a cercos, séculos e à pressa dos tempos. Por isso é Invicta — não por vaidade, mas por justiça. Em 1832, durante o Cerco do Porto, suportou bombardeamentos e privações para defender a liberdade constitucional. Foi aqui que D. Pedro IV foi aclamado, e quis repousar simbolicamente o seu coração — um raro gesto de amor político. Séculos antes, nas margens do Douro, nasceu o berço da nação. Daqui partiram navios que rasgaram mares e mapas, e chegou a modernidade com fábricas, comboios e indústria a transformar a cidade.

Nos muros e varandas cruzaram-se fidalgos, mercadores, espadas e ideias. O Palácio da Bolsa guarda essa nobreza ativa, unida ao labor tenaz dos homens livres. Nos seus salões ecoam passos de reis, palavras de diplomatas e juras de alianças. O Porto foi palco de revoltas operárias, bastião republicano e berço estudantil. Resistiu à censura e floresceu com o 25 de Abril. O passado não descansa: molda, arde e permanece.

Também nos muros se escreveram versos. Do Porto saiu Almeida Garrett, mestre do romantismo combativo. Aqui nasceu Sophia de Mello Breyner Andresen, que ouve o mar como quem escuta o destino. Camilo Castelo Branco viveu nestas ruas as suas paixões e tormentos — ora cúmplice, ora verdugo. Ainda hoje, o Porto é berço de autores: livrarias respiram entre pedras, cafés e ideias. Cada rua é um poema por escrever. O Porto transforma a dor em literatura eterna.

À mesa, outra epopeia — íntima e heroica. Há séculos, os portuenses cederam a melhor carne às naus, ficando com as tripas. Da escassez nasceu um prato símbolo: as tripas à moda do Porto. Nada descreve melhor a alma da cidade — que transforma pouco em muito, rude em belo. A gastronomia é resistência: a francesinha desafia, o caldo verde conforta, o bacalhau, eterno companheiro, renasce sempre. Em cada tasca pulsa uma alma, um aroma que fica na roupa e no coração.

E há o vinho do Porto, que desce do Douro em tonéis e repousa nas caves de Gaia, como quem adormece para sonhar. Não se bebe só — contempla-se. Doce, escuro, profundo. Como a cidade.

Os costumes nascem de festa e fé. No São João, sagrado e profano abraçam-se, e o Porto transforma-se em espanto. Balões sobem como preces, martelinhos e alhos-porros dançam entre gargalhadas, e o rio espelha as estrelas. É a noite em que a cidade se entrega, e por um instante, todos são filhos do mesmo chão.

O clima é um personagem à parte. Não se limita a estar — impõe-se. Os verões cheiram a sal e sol, os invernos colam-se à pele. Mas é no nevoeiro que o Porto encontra o seu rosto. Esse manto espesso que desce sem ruído envolve tudo, desfoca os contornos e devolve à cidade o seu mistério. No Porto, o nevoeiro não oculta — revela. Nas manhãs brancas, ouve-se melhor o tempo antigo, e cada beco parece um segredo em suspensão.

Na bruma, o Porto adormece,

com o Douro a sussurrar,

e um coração que nunca esquece

o que sempre há-de amar.

À beira-rio, os barcos rabelos contam outro tempo. Os degraus que descem à água falam de homens que lavraram o Douro com mãos calosas e coragem. Do alto da ponte D. Luís I vê-se a cidade em camadas: velha, eterna, resistente. Lá em cima, os telhados desenham uma colcha de ferrugem e sonho.

Se o passado é pedra, o futuro vibra nos corredores da Universidade, nas livrarias, nos cafés onde fermentam ideias. A vida académica é pulso, juventude, reinvenção. Chegam estudantes de todo o mundo, misturam línguas, sonhos, culturas. Enchem jardins, ocupam teatros, desafiam praças. Diz-se que é nos olhos deles que o Porto reaprende a ver o futuro — com ciência, arte e ousadia feroz.

O Porto escuta, mas também se transforma. Inova sem ruído, respeitando o que foi para erguer o que há-de vir. Cresce para o mundo, sem perder o cais da sua identidade.

E entre os heróis de outrora, também o presente se projeta. O futebol — paixão visceral — reflete a alma combativa da cidade. O azul e branco do F. C. Porto não é apenas cor — é nervo, é orgulho tatuado no peito de milhares.

Hoje, turistas chegam de todas as latitudes e perdem-se encantados entre a Ribeira e a Foz, entre travessas escondidas e o brilho dos azulejos ao entardecer. Espantam-se com a força do vinho, com a alma da comida, com a forma como o passado habita cada esquina. E os próprios portugueses, olham para o Porto com respeito e um fascínio silencioso — como se ali residisse uma verdade antiga, que todos reconhecem mas poucos conseguem nomear.

No fim, o que fica é um sentimento sem nome — um Fado quieto. O Porto não é só cidade: é forma de ser, de estar, de amar em silêncio. Quem aqui nasce, nunca parte por inteiro. E quem chega, se souber escutar, encontrará sempre um lugar onde pousar o coração.

O Porto é nevoeiro e luz, dureza e abraço. É pedra, rio, vinho e gente. Passado que pulsa, presente que arde, futuro que sonha — sempre com alma.

MBarreto Condado

 

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

CRÓNICAS DE NUNES UM ASNO, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS

Nos confins da alma humana existe um lugar curioso, onde o ridículo e a vaidade se encontram e ensaiam uma valsa desajeitada. É nesse pântano existencial que nasce o nosso protagonista — um homem cuja maior proeza é ser um asno presunçoso. Um verdadeiro mestre na arte de parecer sábio sem o ser, de falar alto e dizer pouco, de julgar o mundo do alto da sua imaginária torre de marfim.

Estas crónicas não são um exercício de crueldade, mas antes um espelho sarcástico onde, com alguma sorte (e talvez um pouco de coragem), o leitor poderá vislumbrar reflexos das suas próprias asneiras.

Entre feitos e desfeitos, discursos pomposos e decisões desastrosas, o protagonista revela não só o seu próprio ridículo, mas também o da humanidade que, mais vezes do que gostaríamos de admitir, partilha da sua vã presunção.

Prepare-se, caro leitor, para acompanhar as aventuras e desventuras de alguém que, na ânsia de parecer mais do que é, acaba por ser muito menos do que poderia ser.

Que estas páginas sirvam, acima de tudo, para boas gargalhadas.

E sendo esta uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações reais será, naturalmente, pura coincidência.
 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

ILHA AO CREPÚSCULO, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS

Depois de o mundo mergulhar na escuridão, os primos regressam à Ilha de Faro — não para fugir, mas para recuperar o que é seu. A casa da infância, outrora um refúgio seguro, é agora o último bastião de esperança. As criaturas transformaram o lugar onde foram felizes num cenário de medo e ruína.

Determinados a limpar a ilha, enfrentam o desconhecido com coragem. Mas depressa percebem que a verdadeira ameaça não se limita às sombras: são os humanos — aqueles que perderam a compaixão e se tornaram ainda mais cruéis do que os monstros — que representam o maior perigo.

Cada escolha pode ser fatal, e não estão apenas a lutar por si. O destino de outras vidas depende deles. E, no fim, terão de descobrir o que significa salvar uma casa… num mundo que já não reconhecem.
 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

NOITE INTERMINÁVEL, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS


 

Nas tranquilas férias de verão na Ilha de Faro, o impossível irrompe sem aviso. À medida que a noite cai, a realidade começa a desvanecer-se, dando lugar a um pesadelo sombrio e inexplicável. Algo espreita na escuridão — algo que não devia existir.

Os primos, apanhados no coração do mistério, vêem-se de repente em perigo real. Quando a sobrevivência se torna a única hipótese, não há tempo para hesitações. É preciso correr, lutar e abandonar tudo sem olhar para trás. Porque quando o medo se torna mais do que uma sensação... cada decisão pode ser a última.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

COLAR DE BRISINGAMEN - PROFECIA DO SANGUE, de MBARRETO CONDADO | CHIADO BOOKS

 

Sei o que me espera, tenho noção da enorme responsabilidade, de todas as vidas que dependem unicamente do meu sucesso.

Nos meus momentos mais difíceis, quando as forças ameaçam abandonar-me sei que quem me ama virá em meu auxílio, atravessando o véu que separa os vivos dos mortos para me reconfortar e que o vazio deixado, com o tempo será atenuado pelo suave murmúrio do vento.

Se for chegada a minha hora, partirei a lutar com todas as forças que a Deusa me deu e com a certeza de que deixarei este mundo livre de Sombras.

Gráim thú, a Rhenan, agus níos mó ná riamh ba mhaith liom maireachtáil.

Maria MacCumhaill