sábado, 7 de agosto de 2021

CRÍTICA LITERÁRIA | Pede-me o que quiseres, de Megan Maxwell | Planeta

 

Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

Foto: D.R.


   Pede-me o que quiseres, de Megan Maxwell, é a primeira obra publicada em Portugal com chancela  Planeta que deu a conhecer esta autora no nosso país, em 2013 foi uma nova aposta e que aposta! Deliciosamente atrevido e verdadeiramente escaldante, estamos perante um romance erótico na sua verdadeira essência, e a verdade é que foi apenas o início de um caso de sucesso neste segmento literário no mercado nacional. Megan Maxwell é ainda hoje uma das autoras mais lidas e surpreende sempre a proximidade dos seus protagonistas à vida real.

   As personagens centrais são Judith Flores (Secretária de uma empresa multinacional com sucursal em Espanha) e aquele que descobre ser o seu superior hiearárquico - o atraente e misterioso empresário Alemão Eric Zimmerman, conhecido por iceman, atenta a sua aparente frieza no trato (talvez inserida no estereótipo habitual da sua nacionalidade Alemã).


  Até aqui, os espaços sociais dos nossos protagonistas, verdadeiros opostos que se cruzam, inicialmente numa deliciosa e algo caricata cena durante um momento de falha num elevador da sucursal  Espanhola da empresa de Eric, em que ficam retidos durante algum tempo, corresponde a algo que é já cliché neste tipo de livros, mas acredite-se que os clichés param mesmo por aqui...


   Somos ainda brindados com um leque bastante diversificado e consistente de personagens secundárias, que dão um contributo de relevo para o desenrolar da narrativa, num ritmo verdadeiramente vertiginoso, que nos leva a virar obsessivamente as páginas deste livro. Assim, temos Mónica, a sensual, arrogante e pérfida chefe directa de Judith, que se envolve em escaldantes aventuras sexuais no local de trabalho, por normal, com algum funcionário mais jovem - por exemplo, Miguel o secretário de Eric. Estes episódios presenciados inadvertidamente por Judith e mais tarde por Judith e Eric (aqui já não tão inadvertidamente) irão constituir-se como uma das forças pulsionais propulsoras da fortíssima química e atracção física que nascerá entre os protagonistas da trama.


  Por sua vez, iremos também conhecer Raquel, a irmã da Judith, o seu marido, e a pequena filha de ambos, Luz. Este casal em rotina, e com uma sexualidade convencional, irá causar saborosas gargalhadas, a dado momento, quando decide dar uma nova "cara" à vivência da sua intimidade conjugal.


   Fernando, inspector da Polícia, amigo de infância de Judith, também como esta natural de Jerez de La Frontera, acaba por revelar-se como o amigo colorido, e o apoio para os momentos mais solitários e frustantes da nossa protagonista, numa relação ambivalente, em que estes não conseguem chegar a um consenso para experienciar um relacionamento estável e sólido, mas também não conseguem evitar ir mantendo alguns encontros de natureza sexual, mas com uma forte carga emotiva (não tanto de natureza amorosa por parte de Judith, mas na busca de um porto de abrigo ou uma zona de conforto, indiscutivelmente proprocionada por Fernando).


   Um dos detalhes mais apelativos da obra foi, a meu ver, o facto de termos personagens Europeias, com o espaço da acção localizado aqui bem perto, no pais vizinho, e numa realidade sócio-económica bem recente e que nos é bem próxima, com o cenário de crise instalada bem caracterizado na Madrid de 2012.  Habituados a ler obras deste género escritas e  localizadas nos Estados Unidos, somos desta vez brindados com um espaço que nos é bem mais próximo e familiar.


    Abordando, em especial, o carácter assumidamente erótico da obra,  depara-mo-nos com um protagonista que vivencia uma sexualidade bastante inconvencional, e que ultrapassa largamente o ambiente BDSM,  habitualmente explorado neste tipo de romance, em publicações recentes. Eric Zimmerman é um homem que assume, sem pudores, uma atitude exploratória do prazer sexual, integrando práticas como troca e partilha de parceiros, relacionamentos sexuais menos convencionais com práticas tripartidas, fetiches como voyeurismo, tudo isto assumido de forma bem resolvida, e sempre com base no consentimento da parceira. Até ai mais convencional, Judith vai entrar neste novo mundo de exploração aberta do seu "eu sexual", surpreendendo-se a si mesma aos níveis físico e emocional. 


   Mas o romantismo não ficará indiferente a esta história, pois num claro exemplo de opostos que se atraem, Judith e Eric verão a sua relação ultrapassar a barreira física para alcançar os afectos, a necessidade de ternura, de companhia, apenas alguns twists de relevo, e circunstâncias factuais e psicológicas irão condicionar esta vivência, e  colocar em risco o futuro da relação. Estarão os protagonistas à altura de ultrapassar obstáculos e assumir o sentimento forte que os une, para lá do sexo?


   A narrativa é deixada em aberto, no final deste primeiro volume, e a verdade é que deixa no leitor a necessidade compulsiva de querer saber como irá continuar a narrativa.


   Uma história ousada mas verosímil, personagens que podiam viver na porta ao lado da nossa, uma sábia e deliciosa mistura de drama, amor, humor, sexo e uma fortíssima carga psicológica, numa linguagem correcta mas acessível e com um ritmo narrativo trepidante, sem quebras e que nos prende e cativa.


 Adorei! Recomendado com nota máxima!


Sugestão Musical: deve ler-se ao som de "Blanco Y Negro", de Malu, sendo uma boa aposta para o verão e o ponto de partida para desvendar os restantes títulos desta série e outros romances da mesma autora, este ano chegou às livrarias o refrescante "Até o Sol Nascer"


sexta-feira, 6 de agosto de 2021

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | O Passageiro, de Ulrich Alexander Boschwitz | Cavalo de Ferro - Grupo 20|20


 Texto: Redacção com Cavalo de Ferro

Foto: D.R.


Otto Silbermann é um respeitado comerciante judeu cuja vida muda drasticamente com a ascensão do nazismo. Surpreendido pelo clima de perseguição subsequente aos acontecimentos que ficariam marcados para a História como a «Noite de Cristal», Silbermann vê-se obrigado a escapar, deixando tudo para trás: a sua casa, a mulher e os negócios. Com toda a sua fortuna dentro de uma pasta, sem nenhum lugar para onde ir e ninguém que o queira auxiliar, Silbermann é agora um proscrito, um fugitivo. Resta-lhe comprar sucessivos bilhetes de comboio e viajar sem destino certo, em busca de uma qualquer saída para a sua absurda situação. Torna-se um passageiro.

Publicado discretamente em língua inglesa numa versão não corrigida e esquecido num arquivo da Biblioteca Nacional Alemã, o manuscrito de O Passageiro só foi redescoberto recentemente, quase oito décadas depois, e por fim editado na sua língua original (depois de cuidadosamente revisto), tornando-se um verdadeiro caso literário internacional.


Tenso e vertiginoso, carregado de humor cáustico, O Passageiro respira a atmosfera labiríntica e angustiante de Kafka, ao mesmo tempo que evoca um dos mais negros períodos da História europeia.


Versão definitiva, traduzida do original alemão, revisto e editado por Peter Graf.


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O autor


Ulrich Alexander Boschwitz nasceu em Berlim em 1915. Emigrou para a Escandinávia em 1935, onde publicaria o seu romance de estreia, Menschen neben dem Leben, graças ao qual pôde depois mudar-se para Paris e estudar na Universidade de Sorbonne. Após um período na Bélgica e no Luxemburgo, seguiu para o exílio em Inglaterra na companhia da mãe. É na sequência da Noite de Cristal, em 1938, que escreve, em apenas quatro semanas, O Passageiro, um romance de traços autobiográficos que seria de imediato traduzido para língua inglesa, numa versão não definitiva. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Boschwitz foi enviado para a Austrália onde viveu num campo de internamento.


Em 1942, teve autorização para regressar a Inglaterra, mas o navio onde viajava foi atingido por um torpedo alemão ao largo da costa dos Açores, causando a morte de todos os ocupantes. Boschwitz tinha vinte e sete anos.


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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | The Shining, de Stephen King | Bertrand Editora


 Foto: D.R:

Texto: Redacção com Bertrand Editora


Para escrever The Shining, Stephen King

inspirou-se numa curta estadia num hotel, grandioso e antigo, onde ele e a sua mulher, Tabitha King, eram os únicos hóspedes. Depois de percorrer os corredores desertos do hotel durante o dia, e após acordar sobressaltado com um pesadelo durante a noite, King sabia o que fazer: «Levantei-me, acendi um cigarro e sentei-me na cadeira, observando as Montanhas Rochosas através da janela. Quando terminei o cigarro, a estrutura do romance estava já perfeitamente definida na minha cabeça. 

Escrito originalmente em 1977, The Shining rasgou os limites de um genéro literário e é hoje considerado um dos grandes clássicos da moderna narrativa americana. A Bertrand Editora – que já tinha publicado uma edição de bolso pela chancela 11x17 – faz agora chegar às livrarias, no dia 5 de agosto, a sua versão trade.

Stephen King concilia inquietação, entretenimento e qualidade literária como nenhum outro escritor,

particularmente neste que é o seu livro de culto. As personagens de The Shining perduram para lá do romance e fazem já parte do imaginário de todos nós.


Sinopse

Jack Torrance, a sua mulher Wendy e o filho de ambos, Danny, mudam-se temporariamente para o luxuoso e remoto Hotel Overlook, onde Jack assumirá em breve as funções de guarda de inverno. Jack encara o Overlookcomo uma oportunidade redentora para combater o alcoolismo e os acessos de fúria, um isolamento que lhe permitirá concentrar-se na escrita da sua peça de teatro; Wendy imagina-o como um refúgio desejado e a possibilidade de preservação da família, afastando a nuvem do divórcio que paira na cabeça de ambos; e Danny? A Danny serão reveladas visões aterradoras, para lá da compreensão de uma criança. Foi agraciado, ou amaldiçoado, com o dom de ver o que os outros não veem, o brilho, coisas que vão acontecer e coisas que já aconteceram – ele brilha mais do que qualquer outra pessoa. Forças malignas habitam o Overlook, e os seus quartos e corredoresaparentemente vazios cobiçam o pequeno Danny e o seu dom especial. Há no hotel um mal que aguardava pelostrês.

Romance com claros ecos biográficos, The Shining rasgou os limites de um género literário e é hoje considerado um dos grandes clássicos da moderna narrativa americana.


Sobre Stephen King

Nasceu em 1947 em Portland, no Maine. Iniciou os estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos, ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock. No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu,

The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In a Half-World of Terror, num fanzine de terror.

Em 1970, licenciou-se pela Universidade do Maine e, de 1971 a 1974, deu aulas numa escola secundária, até publicar o seu primeiro romance, Carrie (1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a continuar. A obra teve carreira multipremiada e de incontestável valor literário – destacam-se nela a National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters, atribuída em 2003, e a National Medal of Arts, em 2014. um sucesso modesto, mas, depois da sua adaptação ao cinema e com a publicação do romance A Hora do Vampiro – ’Salem’s Lot (1976), Stephen King conseguiu afirmar-se como um importante escritor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

CRÍTICA LITERÁRIA | O Diário Secreto de Laura Palmer, de Jennifer Lynch | SUMA DE LETRAS - Grupo Penguin Random House


 Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

 Foto: D.R.


O Diário Secreto de Laura Palmer, de Jennifer Lynch surge agora em Portugal numa nova edição com  prefácio dos Co-criadores da famosa série televisiva de culto Twin Peaks, Mark Frost e David Lynch, com chancela Suma de Letras e com o selo dedicado pela editora a obras primas da literatura policial, de mistério e do género thriller.


Os fãs de Twin Peaks vão, certamente, adorar esta nova edição, e os que ainda não conhecem a série têm aqui a oportunidade de ouro para entrar neste mundo misterioso e surreal, surgindo o livro como uma perfeita extensão da narrativa, e revelando aos leitores os mais íntimos e sórdidos segredos de Laura Palmer, uma jovem  adolescente residente numa pequena cidade nos Estados Unidos da América que viria a intrigar o FBI ao aparecer morta com apenas 16 anos.


Este livro, escrito na primeira pessoa, como se de um verdadeiro auto-relato se tratasse revela-nos a outra face de uma rapariga que quase todos julgam inocente, mas que revela, desde os seus 12 anos um precoce desenvolvimento sexual, sendo impulsiva, e desafiando as regras sempre que tal lhe é possível.


Laura está longe de ser a menina inocente que muitos julgam, mas a sua morte levanta o véu sobre o seu verdadeiro eu, e o mesmo sucede com este diário. 


Nestas páginas percorremos parte do crescimento de Laura, e vemos que a jovem foi vítima de abuso sexual. Há uma personagem referida no Diário como abusador - BOB - que nos deixa a dúvida se se trata de uma referência à pessoa física que verdadeiramente cometeu os abusos, ou se é uma criação da fantasia e mesmo do subconsciente de Laura.


Numa prosa intensa, bastante gráfica e violenta e com os traços surrealistas que encontramos no trabalho do pai enquanto realizador, Jennifer Lynch dá-nos uma caracterização muito cruel mas, também muito realista de Laura Palmer, podendo mesmo considerar-se que a protagonista da trama apresenta traços de personalidade borderline, na medida em que incorre por sistema em comportamentos de alto risco (promiscuidade sexual, consumo de drogas, pornografia e prostituição) como tentativa de afirmação de uma identidade que não sabe como construir.


Se é certo que muitos comportamentos de Laura podem chocar o leitor, também é real a compaixão que a personagem suscita, na medida em que encontramos uma adolescente em profundo sofrimento psicológico, que não é feliz, e que se sentiu perdida e muito só, mesmo vivendo com os pais e contando com o apoio da melhor amiga (Donna).


Nem sempre é fácil seguir o ritmo da escrita da autora, sendo também , por vezes, difícil distinguir o que é real daquilo que é imaginado ou fantasiado por Laura Palmer. Mas essas dúvidas e mesmo as falhas de lógica  no discurso intimista do diário acabam por ser uma forma interessante, encontrada pela esscritora, de nos apresentar uma personagem  muito perturbada mentalmente como se nos revela Laura Palmer. Um livro que nos faz querer revisitar uma série de culto ou descobrir o seu universo em primeira mão, sendo já um clássico.

DIVULGAÇÃO | Alfredo da Silva, Biografia, de Miguel Figueira de Faria | Dom Quixote - Grupo LeYA


 Livro publicado nos 150 anos do nascimento do histórico industrial.


ALFREDO DA SILVA E A I REPÚBLICA


Novo livro sobre Alfredo da Silva nas livrarias a 13 de julho, formando, com «Alfredo da Silva: Biografia» e «Alfredo da Silva e Salazar», agora reeditadas, uma valiosa trilogia comemorativa do 150.º aniversário do nascimento de uma das mais importantes figuras da nossa História económica e empresarial.


A LeYa e a Dom Quixote publicam, no próximo dia 13 de julho, conjuntamente com a Fundação Amélia da Silva de Mello, o livro «Alfredo da Silva e a I República», volume que fecha o conjunto de estudos dedicados ao histórico industrial português ao longo de mais de duas décadas de investigação conduzida por Miguel Figueira de Faria. O livro trata, como o título indica, a cronologia inerente ao período republicano, etapa intermédia decisiva na definição do projecto empresarial da CUF.


É durante este período, entre o final do regime monárquico e o colapso da I República, que Alfredo da Silva põe em marcha o seu projecto para a CUF e lhe dá a configuração de um grupo económico de expressão internacional. Este percurso alicerçou-se em três eixos fundamentais: a emancipação empresarial, através da metamorfose de um pequeno accionista no grande patrão da CUF; a revolução industrial tardia, que introduziu em Portugal, ao nível do modelo fabril, das tecnologias e dos métodos de trabalho em contraciclo com o despertar dos movimentos sindicais e do operariado em tempo da implantação da República e da Revolução Russa; e o lançamento do triângulo de referência de um conglomerado com incidência na indústria, nos transportes e na banca, que constituiria a base do crescimento futuro do Grupo CUF.


Apesar de ser o último a chegar às livrarias, em termos cronológicos «Alfredo da Silva e a I República» antecede «Alfredo da Silva e Salazar» - originalmente publicado em 2009 e agora reeditado pela Dom Quixote - sobre o relacionamento do industrial com Salazar, no período da ditadura militar e do Estado Novo, onde se aprofundou o desenvolvimento do Grupo CUF, que, pela sua singularidade, constitui hoje um reconhecido caso de estudo no contexto nacional, objecto comum a historiadores, economistas e sociólogos, e a todos os interessados pelo conhecimento da nossa época contemporânea.


Fundamental para conhecer Alfredo da Silva, cujo projecto económico e financeiro ainda hoje perdura por mão dos seus descendentes, é «Alfredo da Silva: Biografia - 1871-1942», agora também reeditado pela Dom Quixote, depois de vários anos indisponível nas livrarias. Trata-se do primeiro volume da trilogia comemorativa do 150.º aniversário do nascimento de Alfredo da Silva. Esta nova edição mantém intacta a actualidade, encontrando-se particularmente focado na genealogia familiar, infância, juventude e formação, até ao início da vida activa e consequente afirmação no universo empresarial do período final do regime monárquico, incluindo a constituição da nova CUF e a sua primeira década de desenvolvimento.


Sobre o autor


Miguel Figueira de Faria é professor Catedrático do Departamento de História, Artes e Humanidades da Universidade Autónoma de Lisboa (DHAH-UAL). Investigador do Instituto de História da Arte (IHA FCSH-NOVA) e do Centro de Investigação em Ciências Históricas (CICH-UAL). Tem obras publicadas nas áreas de História da Arte e da Imagem, Urbanismo, Património, Estudos Olisiponenses, História do Livro e da Edição, História do Brasil Colonial e História Empresarial e do   Empreendedorismo. Neste último domínio, dando sequência a trabalhos de investigação iniciados no final da década de 1980, funda, no ano 2000, o Centro de Estudos de História Empresarial (CEHE), unidade orientada para a investigação aplicada, do qual é director. Nesta área publicou e coordenou, entre outros, os seguintes títulos: Marconi: da TSF às  Comunicações Globais, Banco Comercial Português: a Primeira Década 1985-1995, Lisnave: Contributos para a História da Indústria Naval em Portugal.


Vol. 1 «Alfredo da Silva: Biografia» (nova edição)


PVP 16,90€

DIVULGAÇÃO | A Loba Negra, de Juan Gómez-Jurado | Planeta


 Juan Gómez-Jurado é um verdadeiro fenómeno de

vendas em Espanha, com mais de 1 milhão e 400 mil

livros vendidos, e Rainha Vermelha consagrou-o como

um dos grandes mestres do thriller internacional.


O primeiro livro da saga, que chegou a Portugal no

verão do ano passado, deslumbrou a crítica e o público,

sendo considerado o thriller do ano.


Loba Negra, que já vendeu mais de meio milhão de

exemplares em Espanha, apesar de ser o segundo

volume da série, pode ser lido de forma independente.

A protagonista, Antonia Scott, está de volta para enfrentar alguém ainda mais perigoso do que ela. Pela

primeira vez, Antonia está assustada e continuar viva nunca foi tão difícil.


Nunca leu um thriller como este.

Nunca conheceu ninguém como ela.


Sinopse

Depois de Rainha Vermelha reencontramos Jon Gutiérrez e Antonia Scott, que seguiram cada um o

seu caminho.

Jon recuperou a sua posição na polícia e Antonia isolou-se em busca da sua paz interior. Mas Mentor

quer juntá-los novamente, pois precisa que eles formem de novo uma equipa para resolverem um

caso que é muito mais complicado do que parece.

Assim, os dois viajam para Marbella para ajudar a polícia a encontrar Lola Moreno, que está a ser

perseguida pelas forças de segurança e pela máfia russa.

Antonia e Jon têm de descobrir o que está por trás desta mulher que, aparentemente, é apenas uma

dona de casa cuja única ocupação é gastar o dinheiro do marido russo.


O que diz a crítica internacional


«É literalmente impossível não ficar agarrado.


Antonia Scott é a melhor coisa que já aconteceu ao thriller internacional nos últimos anos.»


ABC


«O melhor escritor de suspense da Europa é Juan Gómez-Jurado.

Proteja o segredo deste romance quando sentir a necessidade inevitável de partilhá-lo.»


Zenda


«Gómez-Jurado, autor de ascensão internacional, criou uma personagem cativante,


a de Antonia Scott.»

La Vanguardia


«Respire fundo antes de começar a ler. Não terá tempo de o fazer até ao fim.»


Javier Sierra


«Estar entre os campeões da escrita é muito complicado, e é isso que acontece


com Gómez-Jurado.»

César Güemes, El Universal (México)

DIVULGAÇÃO | Vera Lagoa - Um Diabo de Saias | Oficina do Livro


 “Vera Lagoa, Um Diabo de Saias”, biografia escrita pela historiadora Maria João da Câmara é editada pela Oficina do Livro na próxima terça-feira, dia 20 de Julho, um mês antes de se assinalarem 25 anos da morte da jornalista Maria Armanda Pires Falcão (19 de Agosto de 1996).


Poucas mulheres marcaram o século XX português como Maria Armanda Pires Falcão (1917), que ficaria conhecida como Vera Lagoa. De carácter destemido e opiniões fortes, a sua voz livre foi uma lufada de ar fresco no jornalismo. Na coluna «Bisbilhotices», no Diário Popular de Pinto Balsemão, comentou a sociedade do final do Estado Novo de forma atrevida, mordaz, indiscreta ao ponto de provocar escândalo. No pós-25 de Abril, foi das raras figuras independentes, sem compromisso nem cálculo, que ousou criticar os novos poderes instituídos, não se deixando intimidar perante atentados à bomba e processos em tribunal.


A historiadora Maria João da Câmara recorreu a variadas fontes históricas – entre as quais o arquivo pessoal e testemunhos de familiares, amigos e colaboradores que a conheceram de perto –, para escrever a biografia da menina marcada pela figura trágica do pai à jovem que cedo começa a trabalhar, casa e é mãe; da frequentadora dos ambientes mundanos e artísticos sofisticados da Lisboa do pós‑guerra à criadora «por desespero» do pseudónimo Vera Lagoa; da apoiante da candidatura do General Humberto Delgado e dos meios oposicionistas à contestatária contundente do jovem regime democrático no jornal O Diabo. "Vera Lagoa – Um Diabo de Saias" conta o percurso de vida desta mulher indomável e à frente do seu tempo. «Já tenho dito que só morta ficarei calada. Mas também já tenho insistido em que a voz dos mortos às vezes se ouve com demasiada força»


“Vera Lagoa dizia que o seu primeiro nascimento para este mundo foi em 1917, em Moçambique; o seu segundo nascimento dar -se -ia com o casamento com José Manuel Tengarrinha, e o terceiro foi quando «nasceu» Vera Lagoa. Partindo desta ideia, optei por dividir o livro em três partes, cuja cronologia é a seguinte: primeiro nascimento (1917 -1966), das origens de Maria Armanda até à publicação da sua primeira crónica; segundo nascimento (1966 -1974), desde que Vera Lagoa se impõe no Diário Popular até à revolução de Abril; e o terceiro nascimento (1974--1996), quando vive um momento marcante da sua vida e da vida do país. Quis fazer soar novamente a sua voz, para que não seja esquecida uma das mulheres marcantes da segunda metade do século xx português. Não pretendi relembrar com o intuito de provocar quaisquer disputas em que a vida de Vera Lagoa foi fértil. O meu objectivo é que o leitor, através do retrato de uma mulher, em todas as suas dimensões – incluindo ambiguidades e incoerências, ou polémicas –, possa julgar por si mesmo quem foi Vera Lagoa.”


Maria João da Câmara doutorou‑se em História pela Universidade Nova de Lisboa – FCSH. Publica regularmente trabalhos científicos na área da História e dos Arquivos de Família. É autora de vasta obra, nomeadamente dos romances Um Príncipe Quase Perfeito, Crónica de Amor e Mar, O Pecado e a Honra e Memórias Perdidas de Catarina de Bragança; e dos ensaios Orey: Uma Família, Uma Empresa e Cristo Rei, Espiritualidade e História. São também de sua autoria as biografias Pedro de Figueiredo (1657-1722) – Uma Biografia, João Branco Núncio (1901-1976), Maria José Nogueira Pinto, Uma Vida Invulgar e Sanches Osório – Memórias de Uma Revolução.