domingo, 18 de junho de 2017

OPINIÃO | Turismo de Natureza, uma aposta ganha | ANA EMAUZ

O concelho de Setúbal oferece em termos de cenários paisagísticos, uma escolha imbatível. Uma serra de encostas calcárias, debruçada sobre o mar, onde alberga uma flora única que levou à constituição de um dos primeiros Parques Naturais de Portugal, o Parque Natural da Arrábida. Uma serra que oferece uma vasta escolha de percursos pedestres, ou para os mais aventurados, de bicicleta. Caminhos sinuosos por entre as vastas matas que acabam por se abrir na vastidão do mar.

Mas não é só em terra que podemos nos perder com as delícias de uma natureza ainda selvagem. O Parque Marinho Luiz Saldanha veio proteger as várias espécies da fauna e flora marinha que ali se desenvolvem, permitindo que os seus números de efetivos aumentassem. Quem conhece as praias que ali se encostam a sudeste, sabem como é costume verem-se cardumes que usam a proteção destas baías para crescerem em segurança.

Mas não é só o mar que refresca esta paisagem. Setúbal é ainda banhada pelo rio Sado, um dos poucos rios europeus que contraria a norma, correndo de sul para norte, indo desaguar na cidade de Setúbal. Aqui, onde o fresco do rio encontra o salgado do mar, criaram-se as condições para dar lugar à única população de golfinhos (roazes) residentes em Portugal.


Embora possamos conhecer toda a beleza natural que esta região oferece, ela nunca foi devidamente aproveitada. Setúbal é uma cidade que sempre viveu da indústria e da pesca, e que está agora a crescer no turismo. Esta é a altura para se apostar no futuro que se quer para a cidade, e o turismo de natureza pode ser uma boa oferta. Uma oferta que se destaque das restantes do país, e que sem sobra de dúvida, a região pode oferecer. São exemplo as novas empresas criadas que têm vindo a apostar nas atividades ao ar livre, tanto desportivas como de lazer. É de salutar o empreendedorismo desta geração mais jovem, que vêm no património natural uma oferta de valor. O turismo de natureza, tem ainda a vantagem de incentivar a preservação das áreas naturais a proteger, contribui para o desenvolvimento do emprego local, e promover as tradições culturais, às quais está fortemente associado. Esperemos que a autarquia saiba também reconhecer esta mais valia, e a torne numa aposta de futuro.










Autora
Ana Emauz

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