quinta-feira, 11 de junho de 2020

ESPAÇO PSY | Um olhar para dentro de si... O poder de introspeção do "Corona vírus"!, Dra Reliane de Carvalho

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Sente-se seguro? Sente-se com medo? Possui muitas incertezas?

O momento permite um olhar para dentro de si, permite-nos mergulhar no mais profundo do nosso “Ser” e refletir o que estamos aqui a fazer nesta grande escola que é a vida humana, neste grande laboratório de emoções.
É momento de medo, é momento de insegurança, é momento de incertezas e esta realidade é a única verdade que temos, ninguém sabe como será o mundo a partir de agora, a partir destes acontecimentos, nem mesmo sabemos se todos aqueles que amamos sairão ilesos desta. Mas ficarmos presos a estes medos, a estas inseguranças, a estas incertezas dificulta que façamos a nossa viagem interior, dificulta que olhemos bem profundamente para dentro de nós e interroguemos o que podemos aprender com tudo isso que estamos a viver. Dificulta voltarmos para nós e para o outro e entendermos a dimensão do crescimento a luz da solidariedade, do amor, da compreensão.

O momento é de reflexão, é hora de pararmos e colocarmos tudo na balança do discernimento: o que eu estou a fazer para a minha construção? O que até agora eu fiz para me preparar emocionalmente para enfrentar de frente as adversidades do caminho da existência?

Como foi a construção da minha força interior até aqui? Será que se tivesse mais voltado ao meu crescimento interno, concentrado nesta reforma interior tudo estava a ser tão difícil agora? E toda esta reflexão não possui a intenção de causar culpas e arrependimentos, não deve de forma alguma provocar culpas, até mesmo porquê não podemos voltar atrás no tempo.

Mas a partir destes questionamentos podemos construir uma nova estória a partir de agora, com novas memórias, envoltos na construção, na reforma interior, no amor, não nos julgamentos, e na responsabilização do outro ao nosso favor, fazendo uma fuga de nós mesmos, quando ao outro responsabilizamos e maldizemos, sem assumirmos o nosso verdadeiro papel no processo relacional. Se assumimos sempre a posição de vítima estamos diminuindo a nossa força e fugindo do nosso próprio crescimento que tão importante é para a expansão da nossa consciência e consequentemente para um sábio posicionamento na grande escola da vida, que tem outras vidas que dividem connosco este grande cenário de aprendizado. O que significa que o nosso papel, sempre terá peso no papel e na vida do outro, portanto, não temos que pensar no outro, nem no seu crescimento, nem no que deveriam fazer e não fizeram, nem no que devem fazer e não fazem, como se comportam e deixam de se comportar. Mas sim no nosso verdadeiro papel, é o nosso crescimento interior que importa, e se todos estivermos mais concentrados no nosso crescimento interior, consequentemente cresceremos em conjunto, cada um em busca do seu aprimoramento, da sua transformação, o que contribuirá inevitavelmente para a expansão de consciência coletiva, porquê cada um de nós que aqui está representa este TODO que forma o mundo e que hoje está a passar por um grande período de provação, sem saber até quando e nem qual será o reflexo de tudo isso a partir de agora.

Quais são os valores que devemos alimentar? Será que o “TER” deve se sobrepor ao “SER”? Será que o ter deve se sobrepor ao bem fazer? Será que alguém que tenha hoje mais recursos do que o outro está em melhor posição diante deste vírus? Ou hoje descobrimos ou reafirmamos que “SOMOS TODOS IGUAIS”, independente se possuem ou não dinheiro ou condições. E talvez este seja o maior ensinamento disso tudo, o de mostrar ao mundo e a todos nós, que o SER HUMANO está acima dos valores que o mundo construiu, tão fundamento no TER, que deixou adormecido a valorização do SER, e a necessidade da viagem interior em busca do crescimento da alma. E consequentemente no aprimoramento do bem fazer, porquê se não estamos voltados para dentro de nós, se não cuidamos de nós, se não nos amamos e alimentamos a nossa alma com bons pensamentos e boas ações, como vamos bem amar o outro ou ao mundo? Reflitamos...

Reliane de Carvalho

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