domingo, 25 de abril de 2021

Quem tem medo do 25 de Abril?, de Maria Cecília Garcia

Eu celebro o 25 de Abril, felizmente tenho memória e não aceito que ninguém me impeça de dizer o que penso.

Prefiro viver num país democrático, onde todos podemos pensar e falar, do que num país onde só se podem manifestar os donos do poder, onde o povo só tem que obedecer.

Prefiro a Democracia, mesmo que imperfeita, onde os erros que se possam cometer sejam conhecidos por todos, do que viver num país onde tudo parece perfeito, ordenado, organizado, apenas porque o simples povo não sabe o que acontece. Onde o povo se conforma com o que lhe dão e sente-se feliz, uma felicidade de ignorância e enterrar a cabeça na areia.

Prefiro um país, qualquer país, onde se pode mudar de governantes se não estiver satisfeito, do que viver durante 48 anos sob o jugo do mesmo "patrão".

Eu celebro o 25 de Abril, o acontecimento mais marcante do século XX em Portugal, digam o que disserem.

Quem teme o 25 de Abril e tudo o que ele representou, e representa?

O que eu temo é esta tendência de apagar as memórias.

Portugal é tudo o que aconteceu desde o momento em que começou a chamar-se país, com todos os erros, as guerras, as lutas e conquistas. Quando não tivermos memória acabamos, inevitavelmente, por repetir os erros do passado, damos um passo atrás. E um país sem História, não existe.

O dia 25 de Abril de 1974, representa o despoletar da insatisfação de um povo cansado, foram os Capitães que deram a cara, mas a revolução só aconteceu porque o povo assim o quis.

Podia enumerar tudo que ganhámos em Democracia (imperfeita) e que hoje damos por seguro, mas seria uma lista muito longa e, no fundo, todos sabemos.

E sou livre para dizer: VIVA o 25 de Abril!

Afinal, quem tem medo do 25 de Abril?



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