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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ESCAPADINHAS | Presépio Vivo irá animar a baixa do Montijo no próximo fim - de - semana | MONTIJO


Texto: Isabel de Almeida | Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Foto: Câmara Municipal do Montijo | Direitos Reservados


O Presépio Vivo será o ponto alto da iniciativa Natal com Arte promovida pela Autarquia Montijense. No fim - de - semana de 16 e 17 de Dezembro, na Praça da República, em pleno coração da Cidade do Montijo, haverá lugar à  recriação do local do nascimento de Jesus, com figurantes trajados a rigor, animais e vários outros detalhes. 

Na Praça da República, Sexta, Sábado e Domingo, entre as 10h00 e as 22h00 pode também visitar o Mercado de Natal, e pode levar os mais pequenos a visitar a Casinha do Pai Natal

A música será um dos destaques da programação de Natal, e durante o próximo fim - de - semana poderá assistir a três espectáculos  de qualidade:

No Montijo, a música é uma forte aposta da programação de Natal e no próximo fim de semana terão lugar três excelentes espetáculos. No dia 16 de Dezembro, pelas 21h30, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, o Grupo Coral do Montijo convidou o Coro Staccato e o Grupo Coral de Sesimbra para um Concerto de Natal.

A 17 de Dezembro, às 16h00,  será o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro a oferecer um Concerto de Natal na Igreja Matriz. No mesmo local, mas no dia 18 de Dezembro, às 21h30, o Coro e Orquestra de Cordas do Conservatório Regional de Artes do Montijo vão realizar um Concerto de Natal com temas musicais alusivos aos Natais dos vários cantos do mundo.

As crianças terão a oportunidade de participar na animação infantil com pinturas faciais, no dia 16 de Dezembro, a partir das 10h30, na Praça da República. 

Com um programa bastante diversificado, que abrange actividades como música, animação de rua, actividades para crianças a iniciativa Natal com Arte traz ao centro da cidade do Montijo e às freguesias a magia e o brilho próprios desta época do ano.

Fica a sugestão, venha ao Montijo viver um Natal com Arte em família!


Fonte: Câmara Municipal do Montijo | Gabinete de Comunicação e Relações Públicas

domingo, 3 de dezembro de 2017

CULTURA | Concerto comemorativo do 163º aniversário da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro | MONTIJO



Texto: Isabel de Almeida

Foto: Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro | Direitos Reservados


A Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro, do Montijo,  celebra este ano o seu 163º Aniversário, sendo a importante data celebrada com um concerto comemorativo.

O Concerto de Aniversário terá lugar no Salão da colectividade centenária, no Montijo, na próxima Sexta-feira, dia 8 de Dezembro, pelas 17 horas e 30 minutos.

Com a direcção musical da Banda da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro a cargo do Maestro Rui Fonseca e Costa, o alinhamento do Concerto de Aniversário convida o público a viajar por diversos ambientes, distintos estilos musicais, com a evocação de obras de compositores como Duarte Pestana, Astor Piazzolla ou Georges Bizet. Haverá ainda lugar à intervenção de dois cantores convidados: Sandra Sanches e Marco Simões.

Aqui fica, pois, a sugestão e o convite daquela colectividade para uma tarde agradável em família, celebrando a música e o seu poder de entretenimento e salutar convívio. A prestigiada instituição continua a proporcionar acesso gratuito à formação musical.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

[Actualidade - Acidente] Acidente na Base Aérea do Montijo deixa “Bisontes” de luto


Texto: Isabel de Almeida

Nova Gazeta e Diário do Distrito

Foto: Site Oficial da Força Aérea Portuguesa - D.R.

[Actualizado]

Um acidente envolvendo uma explosão e incêndio num Hércules C-130  H da Força Aérea Portuguesa causou hoje três vítimas mortais e feridos, na Base Aérea do Montijo, cerca das 12.00h.

Seria meio-dia quando nas povoações vizinhas da Base Aérea Nº 6 do Montijo – Samouco e Alcochete,  se tornou visível uma cortina de fumo negro proveniente da Base Militar, a que se seguiu, pouco depois, o clamor de vários veículos de emergência que se dirigiam para o local.

No interior da Base Aérea Nº 6 (no Montijo), devido a causas ainda por apurar, um Hércules C-130 H da Força Portuguesa, transportando uma tripulação composta por sete elementos, encontrava-se a realizar uma missão de treino quando sofreu um acidente na fase da descolagem, segundo informação confirmada pelo Gabinete de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa em comunicado de imprensa a que tivemos acesso.

De acordo com informações avançadas por fontes não oficiais, a aeronave ter-se-á incendiado e explodido, pelo menos parcialmente.

Segundo informações recolhidas nas redes sociais e conforme avançado por vários órgãos de comunicação Social de cobertura nacional, entre os quais a SIC Notícias e a SIC, e consoante foi entretanto confirmado em comunicado de imprensa, do acidente resultaram três vítimas mortais, um ferido em estado grave e três feridos ligeiros.

Todos os sinistrados eram militares da Força Aérea Portuguesa, tendo aos mesmos sido prestada assistência no local, a que se seguiu o respectivo encaminhamento para Unidades Hospitalares.

Em comunicado realizado através da página oficial do Facebook, o Agrupamento de Escuteiros do Ar do Samouco assinalou o momento de pesar e de luto, perante a perda de militares integrantes da Esquadra 501, conhecida por “Bisontes”. Em solidariedade para com as vítimas e respectivas famílias decidiu aquele agrupamento de Escuteiros informar que: “ (…) estão suspensas todas as actividades, previstas para hoje nas Festas Populares em Honra de Nossa Senhora do Carmo” [decorrendo as Festas Populares em Honra de Nossa Senhora do Carmo, no Samouco, nas quais este Agrupamento tem tido presença bastante activa].

Fundada em 1977, a Esquadra 501 – “Bisontes” opera com aeronaves Hércules C-130H, desempenhando missões em variados teatros de operações, nomeadamente em Angola, Moçambiquem Afeganistão, Timor Balcãs, entre outros, tendo presença activa em acções de apoio humanitário, estando vocacionada para operações de transporte aéreo e de busca e salvamento, operações de transporte aéreo logístico intra-teatro e inter-teatro, operações aerotransportadas ou operações de evacuação sanitária.

Numa triste ironia do destino, no dia em que Portugal celebra o Campeonato Europeu, a Nossa Força Aérea, e em especial, a Esquadra 501 estão de luto.

O Comunicado Oficial da Força Aérea Portuguesa refere ainda estar a ser prestado todo o apoio necessário aos familiares e amigos das vítimas, num momento que "de profundo pesar" onde se reconhece  que "A Força Aérea está de luto."

Quanto às causas do acidente, as mesmas serão analisadas mediante inquérito a levar a efeito pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea.

sexta-feira, 11 de março de 2016

[Actualidade - Montijo e Palmela] Populações rurais do Montijo e Palmela convocam marcha lenta para exigir obras na EN4



As populações rurais dos concelhos do Montijo e de Palmela que utilizam a EN4 decidiram hoje organizar uma marcha lenta, entre as Faias e o cruzamento de Pegões, para exigir a reparação urgente daquela estrada nacional


"Na próxima quinta-feira, às 10:00, vamos fazer uma marcha lenta entre as Faias e o cruzamento de Pegões, um percurso de 30 quilómetros (ida e volta), para exigirmos a reparação urgente daquele troço da EN4, na zona do concelho do Montijo, que está bastante degradado", disse à Lusa Avelino Antunes, da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal (AADS).

"Além do desgaste das viaturas e algumas avarias, o estado de degradação da EN4, que é utilizada por muitos veículos pesados de transporte de mercadorias, constitui também um risco para a segurança das pessoas que a utilizam", acrescentou Avelino Antunes, que falava à Lusa após uma reunião, organizada pela AADS, que decorreu na quinta-feira à noite, num restaurante do Poceirão (Palmela).

Entre os cerca de 40 participantes no encontro estavam os presidentes da União de Freguesias da Marateca e Poceirão (Palmela) e da União de Freguesias de Pegões (Montijo), que se comprometeram a apelar para a participação das populações das duas freguesias na marcha lenta convocada para a próxima quinta-feira, dia 17.

De acordo com a AADS, a degradação da EN4 na zona do Montijo é um problema que já se arrasta há alguns anos, pelo menos desde 2012, e que, desde então, já foi levado à Assembleia da República por intermédio de diversas forças políticas, designadamente pelo PS, PCP e PEV, mas que tarda em ser resolvido.

Segundo Avelino Antunes, há poucos dias, a AADS enviou uma carta ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, a pedir esclarecimentos sobre eventuais medidas previstas para a reparação daquele troço da EN4, mas ainda não obteve resposta.

Artigo Publicado em parceria com Diário do Distrito

quarta-feira, 9 de março de 2016

[Entrevista - Política Local] Espero conseguir modificar o que for possível



Vasco Fernandes é um jovem de 25 anos, residente na cidade do Montijo, foi reeleito presidente da JSD do Montijo. Entre muitas descobertas, Vasco Fernandes ainda sonha um dia vir a ser presidente da Câmara Municipal do Montijo


Reeleito como presidente da Comissão Política do Montijo da Juventude Social Democrata, Vasco Fernandes apresenta como principais objectivos “a criação de um espaço para a Juventude; um orçamento participativo, para levar os jovens a apresentar as suas propostas e a votar, para criar uma nova dinâmica dos jovens na cidadania activa; a criação de um pólo de incubadoras de empresas, porque acho que é uma vergonha para o Montijo, tão perto de Lisboa, não o ter. Existem aqui vários jovens formados em gestão e economia que depois não se conseguem integrar no mercado de trabalho, e esta seria uma ajuda fundamental, para criarem o seu próprio emprego, quando o Montijo tem tantos espaços vazios.
Defendemos também a criação de uma plataforma que integre as escolas e os movimentos de jovens para discutirem com os autarcas locais os seus problemas e as suas propostas.
Já tivemos a Assembleia Municipal Jovem, que foi extinta por opções políticas, já foi proposta a sua reactivação, tivemos como resposta que seria pensado, mas já passou ano e meio.”

Actualmente com 26 anos, Vasco Fernandes iniciou a sua carreira na política com 17 anos de idade, na JSD, “quando comecei a fazer as escolhas sobre o que procurava neste sector da política. Apesar do meu pai ter feito parte das listas do PSD em 2005 como independente, isso não teve qualquer influência na minha escolha, até porque ele tem apenas mais um ano de Partido que eu. A minha mãe ficou muito feliz quando lhe apresentei a minha escolha, dando-me todo o apoio mas alertando-me que era um percurso difícil. O meu pai está agora afastado da política, e eu continuo neste caminho.”

Com 22 anos em 2011, candidatou-se e venceu a presidência da JSD do Montijo, “na altura para preparar o ciclo autárquico para as eleições de 2013, com Maria Mercês Borges. Candidatei-me este ano à presidência da JSD, com vista a preparar o ciclo autárquico de 2017, sendo o jovem com mais experiência a começar com uma equipa nova e os meus companheiros insistiram para que me recandidatasse.”

Durante algum tempo trabalhou sob a alçada de José Cardoso, experiência que considera “ter sido um trabalho muito gratificante com ele, e foi também uma grande surpresa, tendo em conta que a relação da JSD com o anterior presidente da Concelhia não era das melhores. José Cardoso teve uma postura completamente diferente, pôs-nos sempre à vontade e foi incansável para nos ajudar.”

Sobre a saída deste da Concelhia, Vasco Fernandes considera ter sido “um processo estranho. Todo o caso em redor dos orçamentos foi uma grande surpresa. Fiquei com pena da sua saída, mas compreendo a sua saída.”

Em relação à nova direcção da Comissão Política “acho que Pedro Vieira tem uma visão diferente e estilos de liderança diferentes, anda há muito tempo neste sector, mas tenho muita consideração por ambos”.

«Todos estamos na política com ideias diferentes»


Como vereador na Câmara Municipal do Montijo “a experiência foi muito boa. Nunca pensei que chegasse a integrar o lugar, estava em sexto lugar na lista de Maria Mercês Borges, mas aceitei de bom grado. Aconteceu no início de 2015 poder participar nas reuniões, em substituição, e abri o ano com uma declaração exigindo ao presidente da Câmara Municipal um conjunto de «bandeiras» pelas quais a JSD tem batalhado.”

Comparando o desempenho do actual presidente do município, Nuno Canta, com a anterior edil, Maria Amélia Antunes, Vasco Fernandes considera que “são diferentes personalidades, com diferentes estilos de política, e essas diferenças vêm-se durante as Assembleias Municipais.

Uma das grandes falhas que aponto à anterior presidente foi ter terminado com os desfiles de Carnaval, foi um golpe na nossa cultura, assim como a extinção de outro tipo de actividades.

Nesse aspecto, há uma maior abertura por parte de Nuno Canta, que tem criado outro tipo de eventos culturais que atraem ao Montijo muitas pessoas. Mas não podemos ter apenas festas, porque as obras nas estradas são necessárias, bem como uma biblioteca com mais condições.

A nossa cidade precisa de mais vida. Não se vêm pessoas jovens no centro, é preciso incentivar os jovens a vir à cidade, com mais oferta cultural.”

Outra diferença que aponta nos mandatos é a criação do Conselho Municipal da Juventude, “com o qual a anterior presidente era contra, mas que actualmente já existe e através do qual organizámos a Semana da Juventude.”

No entanto, a avaliação que faz do actual presidente do município, Nuno Canta, é a “de estar numa situação muito complicada. Se o PS tivesse ética localmente, nunca teria apresentado Nuno Canta como candidato. Assisti à cena do atirar de um jarro a um oponente, numa Assembleia Municipal, por acaso contra o meu pai, e fui eu quem o tirou da sala. Foi uma situação muito desagradável.

Todos estamos na política e temos ideias diferentes, mas não precisamos andar a atirar coisas para as defender. Acima de tudo, temos também de dar o exemplo às pessoas.

Não me agradou a candidatura de Nuno Canta, mas foi eleito e está a implementar as suas ideias, mas embora o Montijo esteja «a mexer», não está a mexer no sentido que deveria, sobretudo para a juventude.”

Outra avaliação que Vasco Fernandes faz é a da actuação de Bruno Vitorino, enquanto presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD.

“É um líder distrital, começou na JSD e está agora como deputado do PSD, um percurso pelo qual tenho muita consideração e que gostaria também de fazer, porque tenho muita vontade de continuar o meu percurso dentro do Partido, e vir a ser um dia presidente da Câmara Municipal do Montijo.”

«Tem de ser claro o que a Câmara Municipal do Montijo quer fazer para a juventude»


Como presidente da JSD Montijo, Vasco Fernandes aponta as necessidades na área da juventude no município “que em 2013 teve um dos mais elevados indicies de natalidade do país. E temos muitos estudantes, a biblioteca é muito limitada para quem tem de estudar e o espaço para a Juventude que tínhamos foi transformado em Universidade Sénior. Não estou a criticar a opção, mas deveria ter sido implementado noutro local.”

Vasco Fernandes lamenta também a falta de investimento do Governo central na Juventude.

“Foi criado em 2009 a lei do Conselho Municipal da Juventude, mas isso não é suficiente, e no Montijo foi uma luta para ser implementado.
Aqui as políticas para a juventude têm de ser mais implementadas, porque o concelho está muito atrás de outras autarquias, e os jovens têm de ser incentivados a vir ao centro da sua cidade, através de um conjunto de iniciativas. Tem de ser claro o que a Câmara Municipal do Montijo quer fazer para a juventude.
E é essencial criar relações com as associações juvenis. Faço parte de uma, que teve muitas dificuldades em criar uma relação com a autarquia no anterior mandato. Só existem duas associações juvenis no concelho e a nossa nem tem uma sede, embora a autarquia não seja obrigada a dar, mas devia existir mais atenção para quem trabalha para a juventude.
Sabemos também de alguns projectos para promover bandas de garagem, mas é muito difícil em termos económicos, no entanto considero que é um aspecto muito importante, e devia ter apoio da Câmara Municipal, não apenas financeiro mas através de reuniões para discutirmos a melhor forma de o fazer.
O Gabinete da Juventude não tem de fazer tudo, mas deve dar apoio logístico às associações para fazerem esses eventos, porque é muito mais gratificante serem os próprios a organizar os eventos, do que chegarem lá e terem tudo feito, mas é nesse aspecto que a Câmara Municipal falha.
Gostava de trazer de volta ao Montijo o bairrismo que já existiu e que até vemos noutras cidades, em que mesmo no Inverno, as pessoas saem à rua.
E um dos motivos que, na minha opinião levou a essa quebra de actividade foi a péssima opção da autarquia em 2004 de trocar o embarque do cais dos Vapores para o Seixalinho, que afastou as pessoas do centro, quando o cais dos Vapores podia, com obras, ser recuperado e manter-se esse acesso directo ao Montijo, em vez do cais do Seixalinho, que tem um estacionamento pago, quando nos prometeram que este seria gratuito, assim como foi prometido que as carreiras em mini-bus para o cais seriam gratuitas, o que não acontece, além de termos uma estrada péssima para chegar ao cais.
Tudo isto afugenta os jovens da cidade, devido à falta de atenção e estratégia, que nos irá afectar um dia. Espero estar errado e por isso espero conseguir modificar o que for possível, para evitar que os jovens saiam daqui para ir para as cidades que os recebem de braços abertos.”

No campo das acessibilidades, Vasco Fernandes está convicto de que a vinda do aeroporto «+1» da Portela “irá dinamizar em muito o Montijo, que necessita imenso de investimento, depois de ter perdido tantas empresas, o que não foi culpa das autarquias, mas há que procurar alternativas”.

Outro investimento que gostaria de ver implementado no município seria uma universidade, “e já se falou que um pólo do IPS poderia ter vindo para cá, algo que mexe muito com as cidades e esta poderá vir a ser uma das nossas bandeiras de luta.

Será também muito importante ver movimento associativo muito interactivo, no Montijo, para que todos os meses pudessem ser realizadas iniciativas diferentes das que já decorrem.

Tenho excelentes memórias das Festas do Montijo, onde o programa cultural é diferente, quando agora está restringido a um grande concerto e fogo-de-artifício onde se gastam milhares de euros, e duas largadas que já nem se fazem no centro.

Há tradições que deviam voltar, como a marcha luminosa, ou a ataia das Flores, algo que era típico e único, mas agora as festas são ultrapassadas, em tradição, pelas de Alcochete. E se não fossem os bares novos, que trazem muitos jovens para a rua, nem teríamos tanta animação.”

«Um dos objectivos da JSD é mostrar aos jovens a importância do seu voto»


Vasco Fernandes considera grave a falta de interesse dos jovens na política. “Não sentem a importância de votar, e o mesmo está a acontecer à população. Eu fiz o meu cartão de eleitor no dia que fiz 18 anos, na altura não era automático, mas agora a maior parte dos jovens não liga a isso. Um dos objectivos da JSD é mostrar aos jovens a importância da sua participação na política e do seu voto em consciência. Estamos a falar de um acto que demora apenas cinco minutos, mas é muito importante para o seu futuro.
Infelizmente as pessoas estão muito desacreditados da política e só poderemos alterar isso com uma reformulação do sistema político a nível local e nacional.
Já se fala há muito tempo a nível nacional em votar listas por nomes, permitindo votar pelos deputados dentro das listas dos partidos.
E ao nível local vemos também a ausência dos cidadãos das reuniões de Câmara ou Assembleias Municipais, a menos que tenha alguma questão a apresentar.
Outro aspecto importante é que os partidos devem apresntar candidatos das respectivas terras, porque só essas pessoas conhecem profundamente os problemas e necessidades.”

A falta de conhecimento dos mais jovens das estruturas políticas e autárquicas, também preocupa Vasco Fernandes.

“Sei isso porque quando entrei para a JSD também não sabia o que era uma Assembleia Municipal, uma Assembleia de Freguesia, embora o meu pai até fizesse parte do executivo e explicava-me e comecei a ir assistir. A participação numa estrutura partidária da juventude é muito importante para a cidadania.
Não fabricamos políticos, fazemos com que os jovens participem mais activamente na sociedade. É muito importante esta formação para a política e para a cidadania. E um dos nossos objectivos é colocar os jovens a conversar sobre isto, para que saibam a quem se dirigir quando têm algum problema, porque não vão estar a ler as leis para saberem que podem ir a uma reunião camarária ou assembleia municipal, onde têm um tempo para expor a sua situação. Se não formos nós ou outros movimentos associativos ou partidários a formar os jovens, eles estão perdidos.
Mas o desconhecimento na área política por parte dos jovens é gritante e vi isso numa cadeira que tive de introdução ao Direito, onde eu era o único que conhecia pontos da Constituição, devido ao meu trabalho com a JSD.
Ainda espero ver a disciplina de Formação Cívica novamente implementada, mas a sério, com debates e com informação, lecionada até por movimentos associativos ou outros organismos.”

E sendo um dos objectivos do PSD e da JSD a alteração da cor política na gestão autárquica do município, “estamos a estudar as soluções para próximas eleições. Não sou candidato, mas sê-lo-ei nas listas autárquicas se os meus companheiros assim o entenderem. Mas até 2017 está tudo em aberto ainda.
Foi triste para todos nós termos ficado tão perto de conquistar esta autarquia nas últimas eleições, porque a nossa candidata Maria Mercês Borjes tem o perfil e o carisma indicado para mudar o que é preciso, sendo muito receptiva ao que dizemos, e na qual me revejo.
A JSD está bem representada neste município e uma das nossas bandeiras é rejuvenescer as listas autárquicas. E no município sempre tivemos uma presença muito activa, e embora as pessoas por vezes nos olhem de esguelha, sempre fomos muito bem recebidos.
O PSD não é, aqui, um partido de elites. Somos todos iguais, não interessa o que temos na carteira ou o carro que conduzimos (o meu um Fiat Panda com muito orgulho).
Em 2015 com as eleições com o PAF, tivemos também um trabalho de coligação com a JP, e foi um trabalho muito importante, embora no Montijo a grande força das juventudes partidárias seja da JSD, onde temos cada vez mais jovens interessados em participar na vida política, o que me orgulha muito.”

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

[Actualidade - Montijo] Autarca do Montijo quer conhecer inquérito do incidente com Catamarã da Transtejo



A União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro já fez saber que quer conhecer os resultados do inquérito que a Transtejo está a realizar sobre o incidente com um catamarã.

Começaram a surgir dúvidas e acusações nas redes sociais sobre o afastamento dos autarcas da cidade do Montijo na tarde da passada terça-feira no incidente com o catamarã da empresa Transtejo.

O Diário do Distrito esteve no local do incidente e falou com o presidente da União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro, Fernando Caria, que na altura adiantou que alguns responsáveis pelo salvamento informaram de que o incidente se havia ficado a dever e uma avaria técnica na embarcação.

A Transtejo,  no mesmo dia,  adiantava que sobre o incidente a empresa iria abrir um inquérito sobre o caso para apurar responsabilidades. Lembramos que os passageiros estiveram fechados durante 4 horas dentro da embarcação que encalhou a cerca de 50 metros do cais do Seixalinho.

O executivo da União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro, já avançou com um pedido de esclarecimentos sobre o incidente junto da empresa Transtejo. No ofício que o Diário do Distrito teve acesso o mesmo refere que “a União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, na persecução da defesa intransigente dos utentes da Transtejo, em particular os pertencentes à nossa Freguesia, vem solicitar (...) que o referido inquérito seja realizado com maior rapidez possível e que seja dado conhecimento a esta Junta de Freguesia do resultado final do inquérito”.

Para além do inquérito que a Transtejo abriu, fonte do Ministério do Ambiente também já fez saber que a tutela que gere os transportes também vai abrir um inquérito para apurar responsabilidades.

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, adiantou na última reunião pública que a autarquia solicitou junto do Ministério do Ambiente uma reunião para ‘discutir’ a falta de dragagem que há anos não se fazem no rio. Para o edil montijense a falta dragagem na cala do rio Tejo é um problema para as embarcações da Transtejo e até para o aumento da poluição que no fim do ano de 2015 foi um dos assuntos tratados pela Quercus.

Para o presidente da Câmara a solução passa pela dragagem nas calas do Montijo, Moita, Barreiro e Seixal.

Texto: Diário do Distrito /redacção 

Foto: Diário Imagem [Direitos Reservados]

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

[Actualidade - Montijo] Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões homenageada pelo Município e premiada em Concurso Internacional de Vinhos

Decorreu no Museu Agrícola de Atalaia, Montijo, na tarde do dia 1 de Dezembro a cerimónia de pública homenagem à Cooperativa de Santo Isidro de Pegões que se destacou em mais um concurso internacional de Vinhos, tendo obtido o maior número de prémios.

  Presentes na cerimónia estiveram diversas individualidades, sendo a mesa de honra da cerimónia constituída por Mário Figueiredo [Presidente da Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões], Engenheiro Nuno Canta [Presidente da Câmara Municipal do Montijo] e José Arruda [Presidente da Associação de Municípios do Vinho].

Após a cerimónia oficial de entrega de Prémios à Cooperativa Agrícola de Pegões, seguiu-se uma prova de vinhos na Adega da Quinta Nova de Atalaia [nas instalações do Museu Agrícola de Atalaia], onde foram dados a conhecer os vinhos premiados e cuja qualidade é, assim, reconhecida também além fronteiras.

Jaime Quendera, Enólogo responsável pela Cooperativa Agrícola de Pegões destacou a existência de alguns factores distintivos dos vinhos da região, nomeadamente, o facto de os solos possuírem características próprias na sua composição, devido ao facto de ocuparem uma zona que já foi de mar, e que vem sendo o resultado de milhares de anos de erosão das bacias dos Rios Tejo e Sado, dando aos vinhos aqui produzidos uma frescura natural que muito os caracteriza.
José Arruda,  Presidente da Associação de Municípios do Vinho, referiu a importância de este tipo de concursos internacionais aliarem o território à produção vinícola própria de cada região, promovendo as áreas dos Municípios aderentes.

Também Nuno Canta, Presidente do Município Montijense, destacou o orgulho que é ver reconhecida internacionalmente a qualidade dos vinhos de Pegões, assinalando que associado à produção local de vinhos surgem os valores de Pegões e do Montijo e toda a cultura popular, as práticas agrícolas mais tradicionais e todo um saber que vai sendo mantido e que alia tradição a inovação.
O local da cerimónia de homenagem, o Museu Agrícola de Atalaia, é também ele simbólico considerando a relevância do vinho da região do Montijo, e toda a cultura popular ao mesmo associada tradicionalmente, constituindo um registo da identidade própria deste Concelho do Distrito de Setúbal.

Texto e fotos: Isabel de Almeida
Reportagem realizada em colaboração com Diário do Distrito

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

[Actualidade-Montijo] Município do Montijo Rejeita Fecho da Urgência no Hospital da Cidade


   Em reunião de Câmara decorrida no dia 25 de Novembro de 2015, a Câmara Municipal do Montijo, na pessoa do Seu Presidente – Nuno Ribeiro Canta – apresentou moção na qual rejeita e manifesta frontal oposição a despacho ministerial proferido pelo Ministro da Saúde do Governo Cessante pelo qual se pretende encerrar o serviço de Urgência Básico em funcionamento no Hospital do Montijo.

   A Moção apresentada em sessão de Câmara pelo executivo autárquico Montijense evidencia a necessidade de pugnar pela defesa do Sistema Nacional de Saúde, exigindo a revogação do Despacho nº. 13472/2015, de 20 de Novembro, da responsabilidade do Senhor Ministro da Saúde do Governo que ora cessa funções, considerando-se que tal decisão irá afectar a prestação de cuidados de saúde à população local, na medida em que, a concretizar-se o proposto encerramento da Urgência Básica no Hospital Distrital do Montijo, os doentes urgentes ver-se-ão forçados a acorrer ao já bastante congestionado serviço de urgência do Hospital do Barreiro.

Texto: Isabel Almeida

Fonte: CMM-Gabinete de Comunicação

Créditos Foto: CHBM-Ministério da Saúde