segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
KILL SWITCH, de PENELOPE DOUGLAS | QUINTA ESSÊNCIA
Mandá-lo para a prisão foi a pior coisa que já fiz. Não importava que ele tivesse cometido um crime e que eu só o quisesse ver morto. Eu achava mesmo que teria tempo suficiente para desaparecer antes de ele sair em liberdade, ou que ele se acalmaria na cadeia. Mas estava errada. Três anos passaram depressa demais, e ele agora está pior do que nunca. A prisão deu-lhe tempo para elaborar um plano. E apesar de ter antecipado a sua vingança, não esperava isto. Ele não me queria apenas magoar. Queria acabar com tudo.
Damon
Primeiro, vou acabar com o pai dela. Foi ele que disse que eu a obriguei. Disse que a sua filha era uma vítima, mas eu também era um miúdo e ele desejava-o tanto como eu. Segundo... vou acabar com qualquer possibilidade de fuga para ela, a irmã e a mãe. As mulheres Ashby agora estão sozinhas, e desesperadas por um cavaleiro andante. Mas não vão ter essa sorte. Está na hora de assumir o controle do meu futuro e que todos saibam que a minha única ambição é tornar-me no pesadelo das suas vidas. A começar pela Winter.
Depois de Corrupt e de Hideaway, chega o terceiro livro da série Devil’s Night. Entra neste universo viciante cheio de jogos perigosos.
domingo, 11 de janeiro de 2026
AQUILO QUE OS DEUSES DESTROEM, de ABIGAIL OWEN | QUINTA ESSÊNCIA
Por esta altura, seria de pensar que eu já tinha aprendido a lição:
Não responder mal aos deuses.
Não me apaixonar pelo Rei do Submundo.
E, sobretudo, não ser arrastada para o meio de uma luta fatal divina onde sou o prémio mortal amaldiçoado.
Mas aqui estou eu — presa no Tártaro, o pior lugar da humanidade — a ter de enfrentar monstros terríveis que fazem os deuses parecerem misericordiosos.
Os Titãs, com séculos de raiva e ruína acumuladas, estão presos atrás de sete Câmaras antigas.
E adivinhem?
Eu sou a chave.
Para escapar, terei de sobreviver a todas as provas terríveis a que eles me vão sujeitar.
Para vencer, talvez tenha de me tornar algo que os deuses nunca imaginaram.
E Hades?
Está prestes a quebrar todas as regras que os deuses já escreveram.
Porque, para me salvar... o deus da morte vai incendiar o mundo.
Mas e se eu conseguir libertar-me?
Os Titãs também ficarão livres.
E o mundo não só sofrerá como vai implorar para que o fim chegue.
Alyssa Day, autora bestseller do New York Times
sábado, 4 de janeiro de 2025
quinta-feira, 14 de abril de 2022
Sugestão de Leitura | A Orfã e o herói, de Cheryl Holt | Quinta Essência
As fãs de Cheryl Holt têm um novo romance de época com toque sensual para desvendar.
Créditos: Quinta Essência, Grupo Leya, via Facebook
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
CRÍTICA LITERÁRIA | " A Filha do Vigário", De Cheryl Holt | Quinta Essência - Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista
A Filha do Vigário, de Cheryl Holt, conhecida justamente pelo epíteto de Rainha do Romance Sensual, é um romance de época, cuja acção decorre em pleno período da Regência, mais concretamente, em 1813, em Inglaterra.
A trama tem início na Aldeia de Wakefield, na Mansão de Wakefield Manor, onde se encontra alojado o Visconde de Wakefield - John Clayton, o seu irmão ilegítimo Ian Clayton, e todo um grupo de nobres libertinos e Cortesãs.
A vida na Aldeia, e na vasta propriedade do Visconde (que herdou juntamente com o título, na sequência da morte do seu irmão mais velho James) não vem sendo fácil, devido a perturbações nas colheitas que têm gerado uma crise de produção agrícola, e alguma escassez alimentar, a isto se soma algum envelhecimento e debilidade de muitos dos rendeiros do Visconde, que, tomando posse do seu património, está determinado a despejar os rendeiros que considere não rentáveis, alimentando ainda mais a miséria instalada, e ameaçando lançar muitas pessoas para a mendicidade, num cenário já de si bastante complicado em termos sociais e humanitários.
Também Emma Fitzgerald, a filha do entretanto falecido Vigário, vive uma existência no limiar da pobreza, alojando-se num casebre miserável com a irmã de 11 anos e a mãe demente, pois teve de ceder a residência do Vicariato ao novo Vigário, o pérfido, sinistro, ambicioso e dissimulado Harold Martin.
Determinada, independente, inteligente, empática, com um forte sentido de missão social, sendo uma cuidadora por excelência, Emma não hesita em dirigir-se à Mansão e confrontar o Visconde, no sentido de interceder pelos rendeiros em risco de despejo (nem sequer trazendo à colação a sua própria situação pessoal e familiar deveras delicada), e ambos travam conhecimento nascendo daqui um acordo perigoso para a reputação de Emma que irá proporcionar o posterior desenvolvimento da trama.
As personagens centrais serão, pois, Emma Fitzgerald e o Visconde Wakefield, vêm de espaços sociais completamente opostos, e tal facto será um sério obstáculo à possibilidade de ambos apostarem numa relação de compromisso séria e duradoura, pese embora a inegável ligação física e emocional que cedo os atrai para os braços um do outro.
John Wakefield é o clássico aristocrata, arrogante, snob, mas que não se sente à vontade nesta pele de grande proprietário e gestor do seu património, delegando no irmão ilegítimo - Ian - a responsabilidade da gestão contabilística do seu pecúlio. Criado por pais distantes e ausentes, interiorizou os preconceitos próprios da sua classe, que considera superior, mas numa outra faceta, evita aquele que seria o seu destino politicamente correcto - encontrar uma noiva compatível com o seu estatuto social e gerar herdeiros. Assim, prefere viver uma existência plena de libertinagem e vícios, como válvula de escape psicológica à sua insatisfação em termos emocionais. Tem de gerir um frágil equilíbrio relacional bastante vazio de conteúdo, e que inclui uma noiva perfeita mas nunca verdadeiramente assumida - Lady Caroline - e uma amante fixa que apenas o satisfaz ao nível físico - Georgina, mas que se revela um ser desprovido de emoções.
Todo o sistema vivencial de John se vê abalado ao conhecer Emma, e a jovem sente precisamente a pressão de sentir que está a pisar terreno proibido ao envolver-se com John.
As personagens são fortes, estão bem caracterizadas psicologicamente, e é muito interessante conhecer o percurso de Emma e assistir ao seu papel altruista, à sua missão de ajudar os mais necessitados, não hesitando em sacrificar-se nessa missão. Também é curioso notar que Emma bem pode ser a hipótese de redenção ao alcance de John, estarão ambos dispostos a mudar?
Adorámos as personagens e gostaríamos de assistir a posteriores desenvolvimentos, além de que Ian - o irmão ilegítimo do Visconde de Wakefield, nos parece uma personagem cujo potencial poderia ter sido ainda mais desenvolvido.
Quanto ao ritmo narrativo, no primeiro terço da obra surgem uns capítulos onde a acção parece deter-se, sem grandes avanços, mas vale a pena prosseguir, e passado este momento, a acção ganha nova dinâmica, vão surgindo conflitos, segredos obscuros, e a tensão até ao climax final a que já se habituaram os leitores de Cheryl Holt.
Em termos sociais, a autora está de parabéns pelo claro retrato das diferenças nítidas entre as classes aristocráticas e o povo na Inglaterra Rural da Regência, sendo também visível nesta leitura a fragilidade da condição feminina numa sociedade moralmente rígida, patriarcal e muito ritualizada.
As cenas de cariz sexual são bastante intensas e explícitas, embora contextualizadas na história, sem surgirem de forma gratuita, o que constitui também uma característica bem vincada na escrita desta autora.
Dever, sofrimento, paixão, desejo e redenção podem ser as palavras que resumem este livro, que não apresentando uma trama muito complexa é, ainda assim, uma agradável leitura de verão, entretendo, destacando alguns detalhes interessantes da época da regência, e sem descurar a sensualidade que é a imagem de marca de Cheryl Holt.
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
DIVULGAÇÃO | Fala com o ex, de Rachel Lynn Solomon |Quinta Essência - Grupo LeYA
Dia 25 de Janeiro chega às livrarias um romance divertido com chancela Quinta Essência, do Grupo LeYa
Fala com o Ex, de Rachel Lynn Solomon (Quinta Essência)
O romance, que foi um fenómeno de vendas nos EUA, e sobre o qual o New York Times disse ser “muito divertido, quase perfeito, com a mistura certa de doce e picante”. A história de dois “podcasters” que são contratados como último recurso para salvar uma rádio à beira da bancarrota.
A ideia é pô-los a fazer um programa em que fingem ser ex-namorados e assim falarem sobre relações amorosas, darem conselhos e responderem aos ouvintes. Eles detestam-se, por isso, acaba por ser fácil pô-los a discutir um com o outro mesmo que sob falsos pretextos.
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
CRÍTICA LITERÁRIA | O Desejo, de Nicole Jordan | Quinta Essência - Grupo LeYA
Texto: Isabel de Almeida
Foto capa: DR
“O Desejo”, de Nicole Jordan, traz-nos mais uma sensual narrativa de fundo histórico, cuja acção decorre na Inglaterra do Século XIX.
Com início na belíssima região da Cornualha, terra de mistérios, maldições e contrabando, numa paisagem de sonho, encontramos aí a principal personagem feminina – Brynn Caldwell – uma beleza local, de flamejantes cabelos ruivos que irão enfeitiçar o belo, inteligente e obstinado Lord Lucian Tremayne, Conde de Wycliff.
Brynn vive julgando-se predestinada a ficar solteira, pois crê firmemente ser vítima de uma poderosa maldição cigana, lançada sobre as mulheres da sua família, porque uma sua antepassada teve a ousadia de roubar o amante a uma cigana.
Devido a uma tragédia que assolou o seu passado, Brynn pensa não mais poder apaixonar-se, sob pena de arrastar para a morte quem com ela pretenda relacionar-se de forma apaixonada.
Os Caldwell são uma família nobre em dificuldades financeiras, e à semelhança de outros habitantes locais, dedicam-se ao comércio livre (contrabando), o que poderá trazer a Brynn alguns sérios dissabores, quando se tornar, a contragosto, Condessa de Wycliff, acedendo ao pedido de casamento em troca de auxílio financeiro à sua família, e em especial, em troca de uma educação condigna para o seu pequeno irmão Theo, um jovem com especial apetência pelas curiosidades do mundo as ciências naturais, que sonha conhecer John Dalton (o famoso cientista Britânico).
Grayson, o irmão mais velho de Brynn, é o chefe de família assolado pelas dificuldades de sustentar os irmãos e manter a casa, a questão é até onde irá ele arriscar em termos de legalidade? Será um traidor perigoso ou apenas um sobrevivente?
Wycliff, um aristocrata com fama de libertino, é na verdade, um fiel servidor dos interesses da Coroa Britânica, é funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, trabalha em missões secretas, e procura combater todos os traidores que auxiliam Napoleão, então o principal inimigo da Inglaterra e de boa parte da Europa. É um homem atormentado pela necessidade de fazer conciliar o dever da profissão, com a descendência da sua família que deve ser assegurada. Vive também atormentado por um remorso quase irracional, devido a uma fatalidade da qual não tem culpa, em termos morais.
Deixando a casa familiar, Brynn inicia a sua vida no seio da alta sociedade Londrina, vendo mudar todo o estilo de vida a que, até esse momento, estava habituada. Tem de enfrentar os familiares do marido [que preferiam que este se mantivesse solteiro e sem herdeiros], as novas exigências sociais [festas particulares, idas ao teatro, novo guarda roupa, e um particular cuidado com as aparências e o saber estar socialmente, tão próprio deste contexto histórico onde decorre a acção].
Em Londres, Brynn lutará consigo mesma para não se apaixonar pelo sedutor marido, Lucian, o qual fica rendido aos encantos da mulher, tudo fazendo para a conquistar, já que se sente completamente enfeitiçado e obcecado por esta, e vai estando sempre presente a dúvida acerca da natureza deste encantamento do Conde pela esposa, tratar-se-á de pura química amorosa iniciada com uma forte e imediata atracção física desde a primeira vez que a avista, ou será isto obra da poderosa e assustadora maldição cigana de que Brynn se julga vítima, e que afecta as mulheres da sua família?
A par dos conflitos psicológicos internos das duas personagens centrais, vamos também acompanhando a carreira de chefe de espionagem de Lucian, Conde de Wycliff, e a luta deste contra os traidores que teimam em roubar ouro para favorecer Napoleão, prejudicando a Inglaterra, deixando atrás de si um rasto de morte de funcionários leais à coroa. O grande mistério que nos vai alimentando o suspense e levando a suposições, é a identidade do chefe dos criminosos, o perigoso e astuto Lorde Caliban.
Nicole Jordan consegue manter o interesse permanente dos leitores neste poderoso e fascinante romance [que bem poderia ser passado para a tela de um cinema], além da reconstituição de época bastante detalhada e com pormenores históricos de relevo como as Guerras Napoleónicas [que dão o mote à história de espionagem e traição intercalada na narrativa principal], somos ainda brindados com uma completa construção de duas personagens fascinantes [Brynn e Lucian], e com uma personagem feminina bastante forte e com personalidade vincada, que se assume claramente predisposta a lutar contra o papel secundarizante habitualmente atribuído ao sexo feminino nesta época histórica.
E o que ganha em intriga, reviravoltas e mistério, a obra não perde, de modo algum, em sensualidade, com cenas eróticas bastante detalhadas e requintadas, embora descritas em linguagem bastante elegante [considerando-se o contexto], denota-se o cuidado na tradução pela coerência revelada nestas cenas mais sensíveis.
O romantismo não é esquecido, pois que, pelo meio da fortíssima tensão sexual, vai nascendo naturalmente um grande amor. Conseguirão os protagonistas superar as adversidades e conquistar, a final, a paz que tanto desejam? Ou terá Brynn de sacrificar-se em nome do amor que acaba por a invadir? A maldição cigana será verdade ou mera lenda?
Recomendo a leitura desta obra, um livro fascinante e com um poder encantatório acima da média para quem gosta deste género literário. Nicole Jordan não desaponta!
Ficha Técnica do Livro:
Autora: Nicole Jordan
Título: " O Desejo"
Edição: Janeiro de 2013
Editora: Quinta Essência (Grupo LeYA)
Tradução: Sónia Mota Maia
Páginas: 399
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
CRÍTICA LITERÁRIA | Um desejo por uma estrela, de Trisha Ashley | Quinta Essência - Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida
Foto Capa: D.R.
Um Desejo por Uma Estrela, de Trisha Ashley, é um romance doce, comovente e bastante adequado à época festiva que se aproxima muito pelas temáticas que evoca e porquanto se trata de uma leitura leve mas envolvente e que nos transporta para um cenário de serenidade.
A nossa protagonista feminina é Cally Weston, uma jovem mãe solteira apaixonada pela arte da confeitaria, jornalista e autora especializada em receitas de doces, e que vive focada na sua pequena filha Stella, uma criança intuitiva, inteligente mas bastante frágil devido a um problema de saúde que requer uma intervenção cirúrgica arriscada e dispendiosa.
Confrontada com a necessidade de procurar ajuda para enfrentar e custear o tratamento da filha, Cally regressa às origens familiares, mais concretamente, a Sticklepond, aldeia natal da mãe de Cally, a excêntrica e distraída pintora Martha Weston que, apesar de habituada a viver sozinha, recebe a família de braços abertos e num clima de carinho e cumplicidade verdadeiramente enternecedor.
Inusitadamente, Cally encontrará na pequena aldeia o encantador Jago, pasteleiro com o qual partilhará cumplicidades, receitas e ,quem sabe, algo mais, enquanto ambos são assediados por relações tóxicas dos respectivos passados a que terão de saber resistir.
Um dos aspectos mais marcantes deste sensível romance é , por um lado, a descrição da vida numa pequena aldeia do reino unido, longe da grande cidade, e por outro, o evidente espírito de comunidade imbuído de solidariedade para com uma causa muito especial, que se trata de reunir recursos para ajudar à recuperação da pequena Stella, que, com a mãe, é prontamente integrada na população local, a todos conquistando com a sua sinceridade por vezes desarmante e algo embaraçosa para a mãe.
Para as adeptas da doçaria, o livro vai também desvendando diversos doces locais e internacionais, e contém mesmo algumas receitas compiladas pela autora que acabam por se revelar o remate perfeito para esta leitura verdadeiramente doce e envolvente, que nos faz sentir o conforto e momentos de evasão tão desejado nesta época difícil que atravessamos.
Terno, suave, sensível e muito romântico, é um livro que facilmente devoramos num fim de semana, preferencialmente, na companhia de um chá e bolachas caseiras.
Ficha Técnica:
Título: Um Desejo por Uma Estrela
Autora: Trisha Ashley
Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]
1ª Edição: Novembro de 2015
Páginas: 468
Género: Romance contemporâneo/ficção romântica
Classificação Atribuída 4/5 estrelas
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
CRÍTICA LITERÁRIA | Prazeres Infames, de Elizabeth Hoyt | Quinta Essência - Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: D.R.
Prazeres Infames , de Elizabeth Hoyt, é o segundo volume da Série Maiden Lane e afirma-se enquanto romance de época tendo como cenário a Inglaterra do Século XVIII, em 1737, em pleno Reinado de Jorge II e aludindo a questões sociais e históricas bastante relevantes desta época, sem deixar de ser um romance com forte componente romântica e sensual, como é usual neste género literário que não pretende ser puramente histórico.
Os protagonistas desta narrativa são Lady Hero Batten, irmã do actual Duque de Wakefield e noiva do Marquês de Mandeville e o muito pouco convencional irmão do Marquês - Lorde Griffin Reading, leviano, proprietário de uma destilaria de Gin (algo proibido na época, na medida em que o Gin era visto como um dos grandes responsáveis pelo declínio físico das camadas inferiores da sociedade, sendo até apontado como a causa de destruição de muitas vidas e famílias, devido à dependência alcoólica que potenciava) é olhado de lado entre a Aristocracia da qual faz parte o irmão, mantém com este uma relação bastante disfuncional pautada pela mágoa e graves mal entendidos.
O Marquês de Mandeville tem tudo para ser considerado um bom partido para uma dama de elevada condição social como Lady Hero, e esta, não estando apaixonada, encara com naturalidade a perspectiva de casamento com um hábil político com créditos firmados na Câmara dos Nobres, e muito habituado às rígidas convenções sociais impostas à Aristocracia Inglesa, tal como a noiva.
Se há ideia que Lady Hero sempre interiorizou é a de que tem de ser a muito respeitada e respeitável filha de um Duque, com todas as implicações que dai advenham para si, tais como abdicar de um verdadeiro amor para cumprir o que de si se espera, cumprir regras, não dar nas vistas, não de deixar levar por emoções e impulsos que sejam menos próprios para uma Senhora. "A filha de um Duque cedo aprende na vida a etiqueta para quase tudo" [p. 9]. A autora dá-nos a noção perfeita do rígido código de conduta que se impunha à alta sociedade da época, e Lady Hero vai relembrando sempre os seus deveres: "Uma senhora do seu estatuto jamais mostrava impaciência." [p. 24] mas rapidamente entra em conflito interno consigo mesma, ao sentir uma inevitável atracção física pelo cunhado, recriminando-se e culpando-se por ter sentimentos, impulsos, e por querer viver a sua própria vida, no fundo, Hero luta contra a sua ideia de ser a dama perfeita, que não erra nem pode dar-se ao luxo de o fazer: " Onde quer que estivesse, Hero nunca se esquecia de como devia comportar-se." [p. 28].
Por sua vez, Lorde Reading é espontâneo, autêntico, e há muito que não se preocupa minimamente com os pruridos da alta sociedade que frequenta, antes mostrando divertir-se com o facto de conseguir chocar o próprio irmão (aparentemente tão seguro e tão cheio de si mesmo) e os salões que frequenta algumas vezes.
A obra, dando continuidade à linha seguida no início da série, dá destaque também à evidente cisão entre dois mundos sociais dispares, totalmente opostos. Por um lado temos o mundo dos ricos salões da Aristocracia, e do debate e intriga políticos que se defrontam no Parlamento, por outro, somos levados a percorrer as ruas perigosas do East End e da Saint Giles, os bairros malditos da Cidade de Londres, onde o Gin, a prostituição e a miséria tantas vezes eram reis e senhores, e onde se move por entre as sombras um misterioso justiceiro conhecido por Fantasma de Saint Giles (e nesta personagem fictícia surge a aura de mistério e suspense que confere um colorido também ele especial a esta trama bem construída por Hoyt).
A protecção a crianças órfãs que são acolhidas num Lar acaba por ser o elo de ligação entre os dois mundos tão diferentes, e algumas damas da alta sociedade dão o seu contributo para tornar melhor a vida destes órfãos, numa tomada de consciência de que as coisas podem melhorar se houver um esforço nesse sentido por parte de quem mais tenha acesso a recursos financeiros.
Obviamente não fica esquecida a acentuada sensualidade que a autora conferiu à história e à dinâmica entre os protagonistas, mas trata-se de uma das séries onde a contextualização histórica e social e a mentalidade da época abordada surgem melhor retratadas, pelo que o livro tem tudo para agradar a dois géneros de leitores: os que gostam de história e os que gostam de romance e sensualidade com os dilemas tão próprios de outras eras e de outras mentalidades.
Dever, paixão, emoção, entrega, mistério, sensualidade, personagens fortes, bem construídas e que nos apaixonam fazem deste livro uma excelente escolha para os adeptos de romances de época, sem hesitações, deixe-se perder entre estas páginas!
Ficha Técnica:
Título: Prazeres Infames
Autora: Elizabeth Hoyt
Série: Maiden Lane - Volume 2
Editora: Quinta Essência | Grupo LeYa
1ª Edição: Abril de 2017
Nº de Páginas: 360
Classificação: 4|5 estrelas
Género: Romance de Época | Sensual
segunda-feira, 5 de julho de 2021
CRÍTICA LITERÁRIA | " Noites de Paixão", de Cheryl Holt | Quinta Essência - Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: Direitos Reservados | Grupo LeYa
"Noites de Paixão", de Cheryl Holt, é um romance histórico sensual, cuja acção decorre na Cidade de Londres, em 1813, levando-nos aos salões de festas e às alcovas da alta sociedade Britânica do século XIX.
As personagens centrais desta narrativa são: Kate Duncan [uma aristocrata que caiu em desgraça devido a segredos escandalosos de família e que vive agora como dama de companhia e tutora da sua prima afastada Lady Melanie Lewis] e Marcus Pelham, Conde de Stamford, arrogante, sedutor inveterado, arrogante e carregando secretamente algumas mágoas do passado que levam a que se entregue aos prazeres da carne, sem que se consiga envolver emocionalmente...até ao momento em que uma misteriosa poção de amor o faz ser surpreendido por Kate, que o observa em pleno acto sexual com Lady Pamela [ a madrasta viúva de Marcus, pela qual este fora em tempos completamente apaixonado, mas que o viria a trocar pelo pai].
Outras personagens com bastante relevo na acção, embora não merecedoras de tanto destaque quanto Kate e Marcus [o principal par amoroso da trama] são a imatura, maldosa e snob Lady Melanie Lewis, filha da pérfida matrona Regina Lewis, que controla os filhos com mãos de ferro, hostiliza e humilha Kate, a quem trata como uma simples criada, embora esta seja filha do falecido Conde de Doncaster e prima afastada do seu falecido marido]. Christopher Lewis, herdou o título nobiliárquico do falecido pai de Kate, sendo o único verdadeiro amigo da jovem. Lady Pamela é a sensual e perversa madrasta de Marcus, uma caçadora de fortunas que vive a expensas do enteado, em busca de um novo marido que lhe permita manter o elevado nível de vida que mantém na alta sociedade de Londres, e ansiando casar o Enteado com Lady Melanie Lewis, por interesses meramente materiais.
O romance apresenta uma estrutura bastante elaborada, numa construção bastante harmoniosa de um complexo enredo, que vai mantendo o leitor preso às páginas do livro, em constante suspense, vão sendo revelados segredos escondidos, e existem reviravoltas surpreendentes na parte final da obra, toda ela imbuída de evidente dinamismo narrativo.
A linguagem é bastante acessível e dotada de fluidez e elegância, conseguindo transmitir o mundo interno das personagens, os seus estados de alma, e naturalmente empatizamos com os bons e antipatizamos com os maus, muito pela forma como Cheryl nos vai descrevendo pensamentos e atitudes.
Marcus e Kate vivem um tórrido romance, encontrando-se secretamente durante a noite, e a jovem e inocente Kate descobre em si instintos básicos que desconhecia possuir, e que a deixam paradoxalmente dividida entre o prazer que começa a descobrir e a culpa que advém do código moral bastante estrito em relação à condição feminina, na época em que decorre a acção [Século XIX]. O romance apresenta em perfeito equilíbrio cenas com forte carga sexual, mas descritas de forma bastante elegante e que não choca, embora seja claramente um romance para adultos, mas às peripécias amorosas das várias personagensnão são alheios uns toques de magia [uma poção do amor que Kate e outras personagens irão beber no decurso da história, e que constitui um detalhe bastante original que dá à história momentos de mistério e até de alguma comicidade], romantismo e amor.
Sairá Kate ilesa emocionalmente do relacionamento com Marcus? Irão ambos encontrar o caminho para o futuro juntos ou em separado? As vilãs Pamela e Regina levarão a bom porto os seus intentos maquiavélicos? e os jovens irmãos Melanie e Christopher conseguirão com sucesso libertar-se da tirania materna?
"Noites de Paixão" transporta-nos para saudáveis momentos de diversão, ficamos totalmente presos pela magia da poção de amor que arrasta as personagens para o seu destino, e que as leva a viver momentos verdadeiramente escaldantes. Esta poção de amor contém ingredientes como mistério, magia, sensualidade ao rubro. Instale-se no seu local preferido, pegue neste livro e deixe-se levar pelos caminhos da sedução! Se gosta de romances de época com um toque de erotismo vai adorar, se ainda não nada deste género literário, talvez tenha chegado o momento de ler algo diferente, alertamos para o risco de ficar seriamente viciada nesta autora e neste género literário.
FICHA TÉCNICA DO LIVRO:
sábado, 5 de dezembro de 2020
CRÍTICA LITERÁRIA | "Lua de Mel em Paris", um romance agora inserido numa Colectânea "Entre Nós", de Elizabeth Adler | QUINTA ESSÊNCIA - GRUPO LEYA
Isabel de Almeida
| Crítica Literária | Jornalista | Editora
Elizabeth Adler é bem conhecida das leitoras de romance contemporâneo e há muito habituou as suas seguidoras a histórias leves, com um toque de romantismo, por vezes algum mistério e tendo por aspecto distintivo dominante o facto de transportar os leitores para os locais paradisíacos onde decorrem as suas histórias, numa verdadeira viagem pelos caminhos da imaginação literária.
Ao longo dos anos vêm sendo publicados diversos romances, e este ano foram reunidos três romances numa verdadeira edição de coleccionador a que não irão resistir as fãs da autora, mesmo as que tenham os livros em formato individual, obra esta editada sob o título sugestivo "Entre Nós" que inclui os livros "Romance na Toscana", "Lua de Mel em Paris" e "Encontro na Provença"
Para aguçar o apetite, aqui deixamos a crítica literária respeitante ao livro "Lua de Mel em Paris".
Com Lua de Mel em Paris Elizabeth Adler traz-nos um Romance bastante leve, de fácil, rápida e envolvente leitura, mas que, ainda assim, nos dá a oportunidade para uma reflexão acerca do sentido da vida e das consequências mais ou menos positivas que podem advir das opções que tomamos.
Apresentando um núcleo bastante reduzido de personagens, a acção decorre de modo bastante dinâmico, o que torna o livro bastante viciante.
A personagem central - Lara Lewis - é uma mulher de meia-idade [45 anos], da classe média alta, casada com um agora conceituado Pediatra - Bill Lewis - é mãe de dois filhos jovens adultos, casada há 25 anos, defronta-se com o fantasma de um casamento em crise.
Ao saber que Bill mantém um romance extra-conjugal com a sua bela Assistente - Melissa Kenney - Lara teme pelo fim do casamento e pelo desmoranar do seu projecto de vida, enquanto mãe de família e esposa dedicada do Dr. Bill Lewis, reconhecendo que deixou para trás as suas hipóteses de construção de uma carreira, tendo-se anulado enquanto ser humano com identidade e projectos pessoais próprios.
Bill, arrogante, prepotente, snob, workaholic e, mais recentemete, infiel, adia a viagem de segunda Lua de Mel em França, recusando-se a acompanhar Lara, e viajando para Pequim com a amante e Assistente Melissa.
É no seu refúgio de Praia, na Costa de Carmel, que Lara irá conhecer o construtor civil Daniel Holland, com o qual se irá envolver e, numa decisão impulsiva, convida-o para a acompanhar a França na viagem em que, sem que o jovem amante saiba, irá repetir dentro do possível a Lua de Mel que havia tido com Bill, há 25 anos atrás, e que recorda como mágica e romântica.
Nesta volta de 180 graus que vê a sua vida dar, Lara conta com o apoio incondicional das suas amigas de sempre, Delia, Susie e Vannie, que a incentivam a ir para França, e que não se mostram chocadas com o aparecimento de Daniel Holland na vida de Lara, dando a sua aprovação ao romance.
E assim, Lara e Daniel partem numa aventura romântica em direcção a Paris e a várias outras regiões de França, enfrentando alguns contratempos, à medida que Lara tenta redescobrir o seu "eu" perdido, numa viagem introspectiva, que os leitores vão acompanhando a par e passo.
Nesta sua viagem de (re)descoberta, Lara procura enfrentar a dura realidade que a espera, quando regressar a casa, e reconhece que a sua vida pode não ter passado de uma questão de aparências, com base no que se entende ser socialmente correcto.
Aos 45 anos, com algum peso a mais, uma certa ingenuidade, e após uma vida inteira de regras e convenções sociais e inibições, estará Lara à altura de se descobrir a si mesma, e se reconstruir, assumindo, finalmente, o papel de protagonista da sua própria vida?
E Daniel Holland, um jovem, belo e modesto construtor Civil, que ajudou a criar os seus irmãos como de filhos se tratassem, estará verdadeiramente apaixonado por Lara e disposto a ajudá-la neste novo percurso de vida, ou tudo não passará de uma paixão forte mais passageira? Irão ambos saber conciliar as divergências decorrentes das suas histórias de vida e diferença geracional?
A resposta a esta e outras perguntas caberá às leitoras descobrir, enquanto vão desvendando as maravilhas gastronómicas e paisagísticas de França, que Adler tão bem sabe descrever, transportando mentalmente o leitor para os locais onde se encontram as personagens.
Escolhas, traição, romance, aventura, introspecção e redescoberta, a que se somam as belas paisagens de França e todo um modo de vida tão típico deste país. Uma boa proposta para presente de Natal, que lhe trará umas boas horas de descontracção.
Recomendamos esta leitura!
FICHA TÉCNICA DA OBRA:
Título: Entre Nós
(Inclui "Romance na Toscana", "Lua de Mel em Paris" e "Encontro na Provença")
Autora: Elizabeth Adler
Edição: Setembro de 2020
Editora: Quinta Essência | Grupo LeYa
Páginas: 912
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
CRÍTICA LITERÁRIA | "Ainda há sexo na Cidade? ", de Candace Bushnell | Quinta Essência | Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: Grupo LeYa | Direitos Reservados
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
CRÍTICA LITERÁRIA | " Possessão", de J.R. Ward | Quinta Essência | Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: Grupo LeYa
terça-feira, 10 de setembro de 2019
CRÍTICA LITERÁRIA | "Êxtase", de J.R. Ward | Quinta Essência | Grupo LeYA
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: Grupo LeYa
CRÍTICA LITERÁRIA | "Inveja", de J. R. Ward | Quinta Essência | Grupo LeYa
Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária
Foto: Grupo LeYa
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