quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

ERA UMA VEZ..., de MBarreto Condado















Quem nunca se apaixonou perdidamente por um livro e pelo seu criador?

Desde o momento em que o tiramos de uma qualquer prateleira, o folheamos, o cheiramos, apercebemo-nos que têm um cheiro distinto.

Quando começamos a ler deixamos de existir e passamos a fazer parte de um novo mundo que se abre delicadamente para nos receber.

Cada parágrafo é um novo momento de uma nova existência, passamos a aceitar os vilões como nossos inimigos mortais. Identificamo-nos quase sempre com os seus heróis, que têm tanto de nós ou de que gostaríamos de ser.

Transformamo-nos num simples virar de páginas, com novas promessas, desejos. Passamos a fazer parte de um novo mundo.

Damos por nós sem conseguir dormir. Só mais um capítulo! Só mais um capítulo!

Parar, é como deixarmos esta nossa nova existência num limbo, sabendo que temos que completar a nossa jornada. A mesma que nos reserva segredos nas páginas que vamos folheando lentamente e onde alguém tal como nós se deixou perder nos cantos mais distantes dos mundos, que até então só viviam na imaginação do seu criador.

Ler, é como uma viagem sem fim, um local para onde podemos sempre partir e só regressar se quisermos. Pois a seguir a uma viagem vem sempre outra, e outra, dando-nos a possibilidade de nos recriar quantas vezes quisermos.

Por esse motivo quando me perguntam porque escrevo? O que me motiva?

A minha resposta só possa ser uma: Porque estou viva e vivo através das palavras. 

Sou um produto de tudo o que já li, de tudo o que vivi, das pessoas com quem me cruzei. E esta é a altura de levar comigo através dos meus mundos quem me queira seguir. E tal como em tantos contos que ouvimos desde crianças, esta minha viagem também começará com o “Era uma vez…”.

“Era uma vez uma mulher de seu nome Madalena, que desde cedo influenciada pela sua avó materna de quem herdara o nome, decidiu tomar as rédeas do seu destino e deixar que esse a levasse até onde então, só a sua imaginação conseguia alcançar. Apesar de todas as contrariedades que encontrou, promessas, invejas, arranjou a força que lhe faltava e corajosamente superou todos os obstáculos.”

Viajei para Dublin e na minha imaginação estive em Yggdrasil, conheci os MacCumhaill e com a sua permissão escrevi a sua história.  

Aprendi a confiar na magia, pois esta apresenta-se nas formas mais simples que nos rodeiam.

Regressei a Lisboa lembrando-me saudosamente dos meus tempos de aluna num Colégio Católico. Das amigas que se tornaram irmãs. Mas, acima de tudo recordei o maior ensinamento de todos, que: “A verdadeira Irmandade não une pelo sangue, mas pelo amor e respeito mútuo”.

E, assim, aos poucos, fui escrevendo sobre pessoas, locais, situações. Nunca mais parei de o fazer, porque para mim parar nunca será uma opção.

Esta história nunca terá “Fim”, porque nunca acabará e a imortalidade de que tanto gosto de falar, acabará por se tornar realidade em tudo o que escrevo.

Desejo, que leiam muito. Que sintam, folheiem, cheirem. Porque cada livro tem algo diferente para nos contar, tem a alma do seu escritor impresso em cada página e os meus têm a minha.

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