sábado, 19 de março de 2016

[Entrevista - Península de Setúbal - Vinho] Temos de estar sempre no presente, mas com o olhar no futuro

Engenheiro Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Setúbal falou ao Diário do Distrito sobre as comemorações que decorrem este ano do 25.º aniversário da CVRP e do sucesso dos vinhos da região ao longo dos últimos anos


Entrevista


Como têm decorrido as comemorações da CVRPS?
Embora já se tenham cumprido formalmente os 25 anos no dia 28 de Janeiro, ainda não temos um programa definido, é uma efeméride que pretendemos assinalar ao longo de todo o ano. Um dos pontos altos será no dia 5 de Maio, quando terá lugar a Entrega dos Prémios na 16.ª edição do Concurso de Vinhos da Península de Setúbal.

Nas redes sociais, todos os dias 25 do mês, temos vindo a editar um conjunto de publicações, de forma a que os nossos seguidores não se esqueçam que comemoramos os 25 anos da Comissão, no actual formato após a adesão à Comunidade Europeia, porque a Região Demarcada do Moscatel de Setúbal comemora 109 anos também em 2016.

Qual a situação dos vinhos no distrito de Setúbal?
Perante os factos e números de que dispomos, podemos dizer que o sector vitivinícola na península de Setúbal está muito bem, com uma evolução muito favorável nestes últimos 25 anos, mas tendo é preciso ter em atenção que esta zona sempre teve uma enorme vitalidade económica com este sector, com capacidade de exportar e grande facilidade em vender os seus vinhos no mercado nacional.

Todos estes traços se mantêm, sobretudo neste contexto mais recente, em que a vertente de exportação da região, que sempre foi muito marcante, ainda se acentuou com a entrada de novas empresas e novos operadores, muito focados na exportação.

Como é realizada a selecção no Concurso de Vinhos da Península de Setúbal?
Nem toda a gente conhece bem esta organização mais institucional do sector.

A CVRPS é na sua origem uma associação de direito privado e de carácter interprofissional porque integra as duas grandes profissões do vinho no país e na região, a produção e o comércio. Foi constituída numa base inteiramente voluntária para promover a produção e comércio de vinhos da região e que assim continua a funcionar.

O recurso aos nossos serviços é inteiramente voluntária quando os vitivinicultores e as adegas entendem que podem retirar daqui um valor acrescentado e é isso, felizmente, que tem vindo a acontecer de uma forma crescente.
Relativamente ao concurso, aplicamos a mesma filosofia.

Ou seja, podem concorrer todas as empresas, produtores e adegas que tenham vinhos certificados como Vinho Regional Península de Setúbal, DO Palmela, Moscatel Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal (as duas denominações tradicionais, embora no plano estritamente legal e em Bruxelas, a DO seja apenas Denominação de Origem Setúbal). Estas são as nossas mercadorias, as marcas colectivas que marcam a actividade da CVPR desde o seu nascimento e no seu dia-a-dia.

As provas decorrem ao longo de dois dias, com um júri selecionado que integra uma parte da nossa câmara de provadores (em minoria), provadores dos painéis de prova dos outros organismos, provadores das regiões vinícolas portuguesas, membros da câmara de prova da ASAE, da Associação de Escanções de Portugal, da Associação de Jovens Enófilos, escanções, jornalistas, gastrónomos, enófilios, restaurantes da região. É um painel muito diversificado que faz a selecção através de uma prova cega, controlada pela CVPR, para garantir o anonimato dos vinhos em prova.

Os provoadores pontuam os vinhos e normalmente em Maio, este ano um pouco mais cedo do que é habitual, fazemos a divulgação à imprensa e ao público, com a entrega de prémios na Igreja de Santiago e na Pousada de Palmela.

Este é já um concurso com peso na região?
Na região e em todo o país, porque não há concursos muito mais antigos que o nosso, que vai para a 16.ª edição, sendo que praticamente todas as regiões já criaram também os seus concursos.

O nosso será também um dos mais prestigiados do país, numa região que tem vindo a saber construir prestígio ano após ano.

E depois, entre Maio e Junho, dá-se o concurso nacional que nos últimos anos é organizado pela Vini Portugal, a associação que promove todos os vinhos portugueses, regiões vitivinícolas e empresários do sector, na qual a CVRPS está também incluída.

Considera que há interesse dos jovens em entrarem para este sector do vinho e da vinha?
Na nossa região temos tido duas situações interessantes.

Por um lado, um render de gerações, porque temos empresas na região que já produzem vinhos há muitas décadas, algumas com mais de um século, e que já vão na quarta geração ou mais. Sendo empresas familiares de longa tradição vitivinícola, o render das gerações tem vindo a processar-se de forma tranquila, pese embora a irreverência das novas gerações que trazem sempre novas ideias e isso tem sido muito bom para essas empresas.

Por outro lado, tem havido um crescimento de novas empresas e novos produtores que nos últimos anos têm investido no sector, e nesses até registamos o maior número na margem sul do Sado, nos concelhos de Grândola, Santiago do Cacém e Alcácer do Sal. Isso é algo de muito positivo porque é uma prova da vitalidade deste sector, de dinamismo económico e de futuro para o sector na região.

O enoturismo tem sido outra das áreas com um enorme crescimento na região. Este tem sido um motor de arranque para o sector?
Mais do que um motor de arranque, diria que é a ‘cereja no topo do bolo’. É um complemento muito relevante daquilo que é a capacidade de promover os vinhos e de lhe acrescentar valor.

Tudo o que é vendido em contexto de enoturismo não só tem o valor acrescentado de toda a história e ligação que o consumidor cria quando a compra em casa do produtor, como também a vantagem óbvia de ser vendido sem intermediário.

Porquê a denominação de Moscatel de Setúbal quando este vinho é produzido na maior parte da região com vinhas moscatéis de Palmela?
A região demarcada de Moscatel de Setúbal completa 109 anos. Nessa altura, a vinha de casta Moscatel de Setúbal já existia em Palmela, mas a expressão desta vinha era mais equilibrada entre os dois concelhos. A verdade é que quem na altura ‘puxou’ pela demarcação da região foram empresários de Setúbal. E portanto daí que a região tenha assim ficado consagrada, e hoje, com todo o nome que o vinho já criou, creio que não passa sequer pela cabeça de produtores e adegas a alteração do nome.

O Moscatel de Setúbal é um dos produtos mais utilizados em cerimónias fora do distrito. 
E gostaríamos que fosse mais ainda. Mas na medida das nossas capacidades, temos vindo a tentar afirmar o Moscatel de Setúbal de Honra como uma alternativa à utilização de outros vinhos igualmente generosos e bons, nessas cerimónias.

Na nossa região, acho que já está praticamente instituído que quando se quer assinalar alguma efeméride ou cerimónia mais solene, oferecer um Moscatel de Honra no final.

Quais são os principais desafios que se colocam aos produtores do sector neste momento?
Creio que os podemos colocar em dois planos: no plano estrito das vendas, e do seu volume; e atendendo aos constrangimentos que o mercado nacional tem vindo a registar e para os quais não se vislumbram nos tempos mais próximos uma melhoria, tentar manter a nossa quota de vendas no mercado nacional. E tudo indica que o conseguiremos fazer.

No plano da exportação, o desafio é maior. Nos mercados externos os vinhos portugueses e da península de Setúbal competem com centenas de operadores de outros países. Apesar de tudo nos ter vindo a correr muito bem nos últimos anos, exportar vinhos nunca é um dado adquirido. Nunca podemos perder tempo nem dar-nos como satisfeitos com aquilo que atingimos. Temos de estar sempre no presente, mas com o olhar no futuro. Isso obriga-nos a pensar como é que vamos continuar a exportar e a vender cada vez mais.

De um ponto de vista mais qualificativo, o grande desafio para a região, quer no mercado nacional, quer no mercado externo, é vender melhor.

Temos de conseguir que a qualidade reconhecida aos nossos vinhos seja melhor aferida, que é como quem diz, mais bem paga. Vender melhor os nossos vinhos é a forma de retornar melhor valor à fileira, não só a quem produz e quem vende o vinho, mas a toda cadeia de valor da fileira vitivinícola, de forma a que as uvas também possam ser um pouco melhor pagas, porque qualquer região vitivinícola vive da vinha e das uvas.

É fundamental que a vinha mantenha a sua sanidade e vitalidade económica, que se vá rejuvenescendo e restruturando e, desejavelmente, que vá aumentando também um pouco a área.

Nos últimos dez anos a área de vinha tem-se mantido estável, no entanto, a produção tem crescido um pouco por via do seu rejuvenescimento, porque a restruturação das vinhas implica sempre um acréscimo na sua produção.

Por essa via a região tem vindo a ganhar alguma competitividade mas é desejável que esse acréscimo de valor que todos desejamos ter na fileira, vendendo melhor os vinhos, se traduza em maior capacidade de investimento nas adegas, no marketing, na promoção, mas também no favorecimento das vinhas e no melhor pagamento das uvas aos vitivinicultores.

Como vê a aposta recente da Sociedade Agrícola de Rio Frio em plantar mais vinha?
A Sociedade Agrícola de Rio Frio foi durante muitas décadas a maior superfície de vinha detida por uma única entidade na região e no país. Há registos que comprovam que em Rio Frio chegou a estar plantada a maior área contínua de vinha do mundo.

Mas a vinha Rio Frio chegou quase a zero, e há sensivelmente dez anos foi reiniciada uma replantação que nesta altura se cifra, em números redondos, em cerca de 120 hectares. Face aos 4 mil hectares que já teve, imagine o potencial que ainda ali existe, em terrenos onde comprovadamente a vinha se dá muito bem e onde se produziram durante muitos anos, muito e bom vinho.

Esperamos que o projecto de Rio Frio continue a crescer e que tudo continue a correr bem como até aqui. Será um importante contributo para a notoriedade da região.

É evidente que enquanto marca de vinhos Rio Frio, esteve quase desaparecida do mercado, mas para os consumidores acima dos 40 anos, esta é ainda uma marca que têm na memória e que associam, entre outros produtos, ao seu vinho.

Recentemente a Casa Ermelinda Freitas foi premiada com quatro medalhas em Paris. Como vê estes prémios?
A Casa Ermelinda Freitas é o que costumamos designar como uma das ‘locomotivas da região’. O seu papel tem sido bastante importante, porque num espaço relativamente curto, em 17 anos, a Casa Ermelinda Freitas transformou-se de um produtor de vinhos sem designação própria, e com uma área de vinha que era sensivelmente um quarto da que hoje detém, numa das adegas mais competitivas do país, com uma elevada quota de vendas a nível nacional, conquistando cada vez mais mercado internacional.

A Casa Ermelinda Freitas fez também investimentos importantíssimos em vinha e em adega e tem desempenhado um forte papel económico e social, com a compra de vinha a pequenos vitivinicultores por toda a região, sendo uma das empresas incontornáveis na península de Setúbal.

Realço que esse papel económico e social é também desempenhado pelas duas adegas cooperativas da região, Pegões e Palmela e outras casas vitivinicultoras da região, porque compram todos os anos dezenas de toneladas de uvas e milhares de litros de vinho a outros pequenos e médios produtores da região.
E uma região vitivinícola é isso mesmo, uma equipa alargada porque se o negócio correr bem na região, todos lucram.

Já se fala numa aldeia vinhateira, que será Fernão Pó. Qual a sua opinião sobre isso?
É um conceito que existe sobretudo em França e Itália, e que em Portugal temos todas as condições para desenvolver, no âmbito do agroturismo e do enoturismo. É um conceito que pode ser muito interessante e sendo Fernão Pó uma espécie de capital da União de Freguesias de Marateca e Poceirão tem todas as condições, pela quantidade de adegas ali existentes, e pela acessibilidade. A concretizar-se, será mais um ícone da região em termos do que é a sua zona mais plana e mais rural, e onde se concentra uma grande parte das vinhas.

Será um pólo importante e mais um contributo para a valorização dos vinhos, a juntar-se à Casa Mãe da Rota dos Vinhos e à Casa da Baía. Era muito interessante para nós ter, no coração mais rural da região, esse terceiro polo de valorização.

Um dos factores de expansão e de maior competitividade dos vinhos da região no estrangeiro pode ser a sua associação a outros produtos regionais como a doçaria e o queijo?
Sim, sem dúvida. Nos últimos tempos a indústria turística passou a ter outro peso económico no país, e passou a ser vista cada vez mais como um vector estratégico na económia. O turismo é uma fonte de receitas e de exportação imprescindível, e nesta área a gastronomia e os vinhos passaram também a ser tratados como produtos estratégicos e na área dos vinhos temos vindo cada vez mais a aproveitar.

Cada vez mais nos tentamos associar, não apenas nos eventos onde participamos levando sempre a nossa gastronomia, como também participando em eventos que envolvem gastronomia e vinhos, sobretudo porque nos inserimos na Região de Turismo de Lisboa.

Os produtores de vinho da península de Setúbal que têm apostado no enoturismo, em lojas, que promovem visitas, que recebem grupos, nos últimos anos têm vindo a tirar lucro dos turistas. Embora muitos se concentrem em Lisboa, há uma parte que fica mais umas noites e quer explorar toda esta região. E com isso temos oportunidade de vender mais vinhos e dar a conhecer os nossos produtos sem sair de casa.

A Região de Turismo de Lisboa tem vindo a crescer a um ritmo alucinante e em 2015 passou a ser a primeira região turística em termos de valor económico, embora não ainda em número de turistas.

Que números pode apresentar da produção relativa a 2015?
Nos últimos anos, embora se note alguma estabilidade, tem havido uma tendência crescente, embora numa cultura como a vinha ocorram oscilações interanuais que têm a ver com a forma como decorre o ano e como as coisas se passam perto das vindimas.

O ano passado, em concreto, aproximámo-nos dos 50 milhões de litros, o que é uma vindima claramente acima da média.

Quando olhamos para a média dos últimos dez anos ou dos últimos cinco, tem sido sempre uma média crescente, o que traduz a tal capacidade produtiva crescente, fruto do investimento nas vinhas e na sua restruturação e rejuvenescimento. Em 2015 tivemos uma óptima vindima, não apenas no plano da quantidade, porque 50 milhões de litros é 15% a 20% acima da média dos últimos dez anos, mas também ao nível da vindima que correu muito bem, porque foi uma vindima seca e não tivemos um Verão demasiado quente e não tivemos os tradicionais problemas de ‘escaldão’.

Se os vinhos brancos já são comprovadamente excelentes, os vinhos tintos começam agora a chegar paulatinamente ao mercado e pelas notas de prova, e pelas indicações que temos nos vários concursos em que começam concorrer, a pontuar e a ganhar prémios, assim como através da análise do nosso painel de prova, temos a maior expectativa nos vinhos tintos 2015.

A nível de mercado internacional, como avalia o desenvolvimento ao longo dos anos?
Nos últimos dois anos atravessámos uma situação que não foi fácil nos mercados externos, mas as empresas da região têm vindo a conseguir ultrapassar os problemas, com muito trabalho árduo, com investimento e muitas deslocações ao estrangeiro.

É incontornável também falar do problema de Angola, que atravessa um período muito complicado, fruto da recessão económica, por via dos mercados petrolíferos. Este era um mercado muito importante para os vinhos portugueses, e portanto é um mercado onde continuamos a apostar, mas há um problema de conseguir receber o pagamento das suas exportações.

Mas apesar desse problema, o balanço que fazemos é positivo, no geral as coisas têm estado a correr muito bem. Mesmo no Brasil, que é um mercado que tem vindo a registar algum arrefecimento, a região tem vindo a conseguir exportar dentro dos níveis crescentes que vinha conseguindo nos últimos anos. O crescimento parou, mas estamos a manter os mesmos níveis.

E depois há países para onde as exportações aumentaram, como é o caso do Canadá e dos Estados Unidos da América, mas também a China e o Japão, além de outros mercados lusófonos, ainda que noutros níveis muito mais pequenos de exportação como Moçambique, Cabo Verde, ou Colômbia e Venezuela que começam a mostrar interesse.  

E ainda há outros mercados que entraram há pouco para a União Europeia ou que estão em vias de entrar, como a zona dos Balcãs e a Ucrânia, que têm sido mercados com algum interesse para nós nos últimos anos.

Obviamente a União Europeia foi, é, e sempre será estratégico. A exportação de vinho na nossa região e no geral faz-se para uma miríade de mercados.

O problema é quando estamos muito dependentes de um mercado, como foi o caso de Angola, e depois surge um problema grave, claro que é importante depois encontrar novos mercados para compensar, e isso tem vindo a ser conseguido, como comprovam os números do ano passado.

Como vê o interesse do Japão e da China no vinho da região?
A China é um grande país exportador, mas que nos últimos anos se transformou num grande importador de vinhos. E Portugal tem sabido aproveitar essa onda e a região de Setúbal também.

A porta de entrada é Macau e Hong Kong, mas já temos vindo a conseguir exportar directamente para a China. No caso do Japão é um mercado que já foi mais e menos importante, e agora está novamente em crescimento. Há muitas afinidades históricas e se soubermos trabalhar bem aquele mercado, terá muitas oportunidades para nós, apesar do enorme ciclo de recessão que já vivem há anos, mas continuam a ter um enorme poder de compra. Em ambos os países temos vindo a reforçar a presença nos últimos dois anos.

Por via da candidatura que a CVPR desenvolveu para a China, Angola e Brasil, com contactos de várias empresas da região interessadas, foi possível dar um contributo para o crescimento das exportações para esse enorme mercado que é a China.

Os produtores apoiam-se na CVRPS?
Eu diria que não se apoiam mais porque a CVRPS também tem um orçamento limitado para investir em promoção. A nossa taxa de certificação, a partir da qual se constitui o essencial do nosso orçamento é também ela uma das mais baixas do país.

Ainda assim, com esta preocupação de captar todos os fundos de apoio que existem, nos últimos anos temos conseguido captar bastante, ou mesmo duplicar, o nosso orçamento de promoção, e é isso que nos tem permitido quer no mercado nacional, quer nos mercados de Brasil, Angola e China, ser um parceiro para as pequenas e médias empresas da região.

As grandes empresas têm elas próprias capacidade de entregar candidaturas próprias e uma maturidade de exportação de vinhos, que não precisam directamente da CVRPS.

Para as pequenas e médias empresas da região, acho que a nossa capacidade de estabelecer parcerias e de fazer crescer o nosso orçamento de promoção com base em candidaturas a fundos públicos, tem sido um contributo em particular nos últimos três anos.

Que vinho nos pode recomendar?
O Moscatel de Setúbal, o Moscatel Roxo de Setúbal, os vinhos da região de Palmela e todos os vinhos do distrito de Setúbal, os Vinhos Regionais da Península de Setúbal, os que se produzem desde Canha, mais a norte no concelho do Montijo, até Santiago do Cacém, na metade sul do distrito.

Esses são os vinhos que recomendo a toda a gente e que são a nossa bandeira.

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito

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